Israel e o Hamas, um grupo terrorista fundamentalista islâmico que governa a Faixa de Gaza, têm um histórico de conflitos violentos. Os dois lados têm lutado por décadas, e o conflito continua a ser um dos mais graves do Oriente Médio na atualidade.
Os principais conflitos entre Israel e o Hamas incluem:
Guerra de Gaza de 2008-2009: O conflito começou em dezembro de 2008, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta a uma série de ataques do Hamas contra Israel. O conflito durou três semanas e resultou na morte de mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses.
Conflito de Gaza de 2012: O conflito começou em novembro de 2012, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta ao lançamento de foguetes do Hamas contra Israel. O conflito durou oito dias e resultou na morte de mais de 100 palestinos e seis israelenses.
Guerra de Gaza de 2014: O conflito começou em julho de 2014, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta ao sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses pelo Hamas. O conflito durou 51 dias e resultou na morte de mais de 2.100 palestinos e 72 israelenses.
Conflito de Gaza de 2021: O conflito começou em 10 de maio de 2021, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta a uma série de ataques do Hamas contra Israel. O conflito durou 11 dias e resultou na morte de mais de 250 palestinos e 12 israelenses.
O que é comum em todos eles, assim como o atual, foram desencadeados por ataques do Hamas contra Israel.
Além desses conflitos, Israel e o Hamas têm travado uma guerra de desgaste constante, com ambos os lados trocando tiros e foguetes. O conflito tem um impacto devastador na população civil de Gaza, que sofre com a pobreza, a falta de infraestrutura e a violência constante. Da mesma maneira, a população israelense no entorno da Faixa de Gaza sofre com a insegurança resultante.
As causas do conflito entre Israel e o Hamas são complexas e envolvem uma série de fatores, incluindo:
O terrorismo: O Hamas é um grupo militante que defende a destruição de Israel. Israel acusa o Hamas de lançar ataques terroristas contra civis israelenses.
A ocupação israelense: Israel ocupa o território da Cisjordânia e mantém um bloqueio na Faixa de Gaza. Os palestinos acreditam que a ocupação e o bloqueio são uma violação de seus direitos humanos e uma barreira à paz.
A questão econômica talvez possa trazer luz a causa dos conflitos, ou ao menos explicar como o governo do Hamas não se preocupa com o desenvolvimento e prosperidade do território.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Faixa de Gaza e de Israel tem apresentado um comportamento divergente nos últimos anos. O PIB da Faixa de Gaza tem crescido a taxas lentas ou negativas, enquanto o PIB de Israel tem crescido a taxas mais altas.
Faixa de Gaza
O PIB da Faixa de Gaza cresceu a uma taxa média de 2,2% ao ano entre 2010 e 2022. Esse crescimento foi impulsionado pelo setor de serviços, que representa cerca de 70% da economia de Gaza. No entanto, o crescimento foi prejudicado pelo conflito israelense-palestino, que tem causado danos à infraestrutura e ao comércio.
Em 2022, o PIB da Faixa de Gaza foi estimado em US$ 2,2 bilhões. Esse valor é cerca de 20% menor do que o PIB de 2014, antes do início da Guerra de Gaza de 2014.
Israel
O PIB de Israel cresceu a uma taxa média de 3,2% ao ano entre 2010 e 2022. Esse crescimento foi impulsionado pelo setor de tecnologia, que representa cerca de 12% da economia israelense. O crescimento também foi beneficiado pela estabilidade política e pelo investimento estrangeiro.
Em 2022, o PIB de Israel foi estimado em US$ 488,5 bilhões. Esse valor é cerca de 25% maior do que o PIB de 2014.
Análise
A divergência no comportamento do PIB da Faixa de Gaza e de Israel pode ser explicada por uma série de fatores, incluindo:
O conflito israelense-palestino: O conflito tem causado danos à infraestrutura e ao comércio na Faixa de Gaza, o que tem prejudicado o crescimento econômico.
A ocupação israelense: A ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza limita o acesso dos palestinos a recursos e mercados, o que também tem prejudicado o crescimento econômico.
As políticas econômicas de Israel: As políticas econômicas de Israel, como a barreira de segurança na fronteira com a Cisjordânia, têm prejudicado o comércio com os palestinos.
O conflito israelense-palestino é um dos principais obstáculos ao crescimento econômico na Faixa de Gaza. O fim do conflito e a implementação de um acordo de paz entre Israel e os palestinos seriam necessários para impulsionar o crescimento econômico na Faixa de Gaza.
De acordo com dados do Banco Mundial, a Faixa de Gaza recebeu um total de US$ 12,5 bilhões em assistência externa entre 2010 e 2022. Esse valor inclui assistência humanitária, financeira e de desenvolvimento.
A assistência humanitária é destinada a atender às necessidades básicas da população, como alimentos, água, abrigo e assistência médica. A assistência financeira é destinada a apoiar o governo da Faixa de Gaza e a economia local. A assistência de desenvolvimento é destinada a promover o crescimento econômico e o desenvolvimento social.
A assistência externa tem sido essencial para a sobrevivência da população da Faixa de Gaza. O conflito israelense-palestino, a ocupação israelense e as políticas econômicas de Israel têm prejudicado o crescimento econômico na Faixa de Gaza, tornando a assistência externa essencial para atender às necessidades básicas da população.
A distribuição da assistência externa na Faixa de Gaza tem sido controversa. Alguns críticos afirmam que a assistência tem sido ineficiente e que não tem sido suficiente para atender às necessidades da população. Outros afirmam que a assistência tem sido usada para financiar o Hamas, o grupo militante que governa a Faixa de Gaza.
Apesar das controvérsias, a assistência externa tem sido um componente importante da economia da Faixa de Gaza. O fim do conflito israelense-palestino e a implementação de um acordo de paz entre Israel e os palestinos seriam necessários para reduzir a necessidade de assistência externa na Faixa de Gaza.
Aqui está um resumo da assistência externa recebida pela Faixa de Gaza entre 2010 e 2022:
O valor per capita da assistência externa recebida pela Faixa de Gaza entre 2010 e 2022 foi de US$ 1.500.
A Faixa de Gaza sofre com dois problemas crônicos: a falta de luz e de água, ambos racionados.
Em geral, o custo de uma usina elétrica pode variar de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões, dependendo do tipo de usina. As usinas nucleares são as mais caras, com um custo médio de US$ 10 bilhões. As usinas de carvão são as mais baratas, com um custo médio de US$ 1 bilhão.
Considerando um custo médio de US$ 5 bilhões para uma usina elétrica, o custo de uma usina elétrica para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 11,5 bilhões.
Considerando um custo médio de US$ 5 bilhões para uma usina elétrica, o custo de uma usina elétrica para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 11,5 bilhões.
Em geral, o custo de uma usina de dessalinização pode variar de US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão, dependendo do tipo de usina. As usinas de dessalinização por osmose reversa são as mais caras, com um custo médio de US$ 500 milhões. As usinas de dessalinização por evaporação são as mais baratas, com um custo médio de US$ 100 milhões.
Considerando um custo médio de US$ 300 milhões para uma usina de dessalinização, o custo de uma usina de dessalinização para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 700 milhões.
Em outras palavras, a ajuda externa teria sido suficiente para a construção de uma usina elétrica e uma estação de tratamento de água. Mas não existe interesse nisto.
O Hamas, usa a ajuda externa para fins militares. O grupo, claro, nega essas acusações, afirmando que a ajuda é usada para fins humanitários e de desenvolvimento. No caso, no enriquecimento da sua liderança que vive em grande pompa.
O governo israelense e os Estados Unidos acusam o Hamas de usar a ajuda externa para financiar a fabricação de foguetes e outros armamentos. Eles afirmam que o Hamas tem usado a ajuda para construir túneis e instalações militares na Faixa de Gaza.
O Hamas nega essas acusações, afirmando que a ajuda é usada para fins humanitários e de desenvolvimento. O grupo afirma que as acusações do Departamento de Estado são parte de uma campanha de difamação contra o Hamas.
O Hamas afirma ainda que a ajuda externa é usada para fornecer alimentos, água, abrigo e assistência médica à população da Faixa de Gaza. O grupo também afirma que a ajuda é usada para promover o desenvolvimento econômico e social na Faixa de Gaza.
É difícil determinar com precisão como o Hamas usa a ajuda externa. O grupo não divulga informações sobre sua contabilidade ou gastos. No entanto, existem evidências que sugerem que o Hamas usa a ajuda externa para fins militares.
O que poderia ser diferente se existisse interesse em um acordo de paz?
Ajuda humanitária: Organizações internacionais e não-governamentais forneceriam assistência humanitária emergencial, como alimentos, água potável, cuidados de saúde e abrigo, para ajudar a população.
Desenvolvimento de infraestrutura: Projetos de construção e reabilitação de infraestrutura, como estradas, escolas, hospitais e instalações de água e saneamento, seriam implementados para melhorar as condições de vida na Faixa de Gaza.
Programas de emprego e treinamento: Iniciativas que visam criar oportunidades de emprego e fornecer treinamento profissional para os residentes locais, ajudando a melhorar a economia e o acesso ao mercado de trabalho.
Educação e saúde: Projetos para fortalecer o sistema de educação e saúde na Faixa de Gaza, incluindo a construção e reabilitação de escolas e hospitais.
Desbloqueio e integração regional com os demais países da região.
Afirmar que “a esquerda brasileira é antissemita” é uma generalização perigosa e não captura a complexidade e as diversas nuances ideológicas presentes nesse espectro político. A esquerda, como qualquer outro grupo ideológico, não é monolítica. Ela é composta por uma variedade de pensamentos e perspectivas, muitas das quais não têm qualquer relação com o antissemitismo.
Similarmente, a visão sobre o sionismo também varia dentro da esquerda brasileira. Algumas correntes podem ser críticas em relação às políticas do governo israelense, especialmente no contexto do conflito Israel-Palestina, mas isso não implica, necessariamente, uma postura antissemita ou anti-israelense em sua totalidade.
O perigo de tais generalizações é que elas reduzem debates complexos e multifacetados a simples rótulos, inibindo um diálogo produtivo e gerando estigmas indevidos. E assim como é errôneo resumir toda a esquerda brasileira como antissemita, é igualmente imprudente alegar que qualquer crítica ao sionismo seja fruto de antissemitismo. Ambas as questões são complexas e merecem uma análise mais cuidadosa e contextualizada.
Como parte integrante da comunidade judaica brasileira, sinto tanto orgulho quanto consternação ao observar o cenário político e social do meu país. Orgulho, porque a contribuição da nossa comunidade, embora represente menos de 1% da população total, é imensurável e ressoa através de várias esferas da vida brasileira. Consternação, porque vejo essa rica herança ser mal interpretada, e até difamada, por setores da sociedade que deveriam saber melhor.
Moysés Baumstein, por exemplo, foi uma figura proeminente na arte e na cultura, e seu trabalho continua a enriquecer nosso entendimento da identidade brasileira. Leão Veloso e Samuel Feldman foram vozes poderosas no ativismo político, ajudando a moldar a agenda da esquerda. Jacob Gorender e Fúlvio Abramo contribuíram significativamente para o pensamento marxista e a análise social no Brasil. E não podemos esquecer as contribuições em campos adjacentes, como as de Nise da Silveira na psiquiatria, Clarice Lispector na literatura e Lasar Segall nas artes visuais. Cada um desses nomes é um testemunho da profundidade e da complexidade da nossa comunidade, e do nosso investimento na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
É devastador, portanto, quando esse legado é ignorado ou distorcido por aqueles que escolhem defender o indefensável, seja o Hamas ou qualquer outro grupo que promova a violência e o ódio. Como alguém que fez Aliyah e escolheu Israel como lar, mas ainda carrega o Brasil no coração, fico perplexo com a facilidade com que alguns setores da esquerda brasileira abandonam princípios básicos de justiça e empatia, especialmente quando se trata do complexo cenário israelense-palestino.
Nesse momento de crescente polarização, volto-me para as palavras do rabino e escritor brasileiro Nilton Bonder: “Empatia é o contrário de indiferença, é o começo do fim do egocentrismo humano.” Este pensamento encapsula o que está em jogo: podemos escolher o caminho da empatia e do entendimento mútuo, ou podemos nos render à indiferença e ao preconceito. Como representante de uma comunidade que sempre se esforçou pela primeira opção, espero que o Brasil, como um todo, possa também fazer essa escolha.
Autoria: Simeão Jaime R Pinto
Revisão Rosane Pavam
Não, não saio pelas redes sociais esfregando a minha “paz”. A paz não se esfrega na cabeça e no corpo. A paz não é apenas uma teoria. Paz não é Estado Líquido. A paz não é um planeta, é plano diário. Paz não se ensina. Antes de muitas outras coisas, a paz é. Ter paz para estudar, sim. Mas, antes disso, é preciso conseguir as condições de proporcionar essa paz. Quantas pessoas somente no Brasil não têm educação pública de qualidade?
Paz não é segurança. A segurança pública é que deveria dispor de meios para alcançar a paz. Todos vimos o que a falta de paz fez em alguns estados. Não houve aulas em muitas escolas. A violência não permitiu essa paz. Ah, a violência, o que é a violência? Ausência de paz ou ausência de quê? Violência é não ter paz para fazer seus estudos, pois, dizem, educar reduz a violência. Nem ter saúde, embora o SUS seja o mais democrático sistema de saúde do mundo. Nós temos saúde pública de qualidade para toda a população do Brasil? Não. Pois como uma criança de 3 três anos de idade pode iniciar os estudos sem saneamento básico e pior, antes disso, sem que sua mãe tivesse feito o pré-natal durante a gravidez? Muitas não fizeram. Como conseguir paz dessa forma, sem saúde, segurança e educação?
A violência no Brasil é pior que qualquer guerra no mundo. Se você não acredita, pegue os dados. Vamos falar de dignidade. Podemos ter paz sem emprego, sem educação, sem segurança e, menos ainda, sem cultura? Não. Já elenquei diversas situações que nos tiram a paz.
A violência constitui algo muito grave, sim. Perder um familiar de forma trágica é devastador. Não consigo imaginar, nem me colocar no lugar de centenas de famílias que sofreram os ataques terroristas em Israel. E olhe que lá existe paz na saúde e na educação. Há emprego. Mas segurança não se tem. Israel foi entregue nas mãos de um pequeno grupo extremista B’H, um grupo pequeno, graças a deus, mas que não ouviu nem viu diversos avisos de que algo, algum tipo de movimentação ocorria do outro lado do muro, onde não se tem paz nenhuma. Seria tão simples. Bastaria ter olhado por cima do muro para ver que do outro lado a paz estava cercada, sem nada, sem educação. Lá do outro lado não havia saúde. Do outro lado não havia segurança, essa que nunca passou perto dali. Ninguém viu, não ouviu… A boca, essa sim, fala de paz, mas somente para um lado.
Não, eu não poderia falar de paz para centenas de famílias em Israel. Por enquanto, é dor, dor, luto e muito luto. E um misto de raiva, ira e o pior dos sentimentos (que o Eterno não permita), vingança. Sabem como eu estou, como vejo a paz? A paz está sentada na janela, olhando os tantos prantos da população de Israel e ouvindo os gritos da população de Gaza.
A perseguição aos judeus bolcheviques depois da revolução de 1917 foi um fenômeno complexo e multifacetado. Em alguns casos, foi uma perseguição direta, com judeus sendo presos, deportados ou mortos por motivos étnicos ou religiosos. Em outros casos, foi uma perseguição indireta, com judeus sendo discriminados em empregos, educação e outros aspectos da vida pública.
Perseguição direta
A perseguição direta aos judeus bolcheviques começou logo após a revolução. Em 1918, o governo bolchevique lançou uma campanha antissionista, acusando os judeus de serem agentes do imperialismo estrangeiro. Esta campanha levou a uma série de pogroms contra judeus em toda a Rússia.
Em 1920, o governo bolchevique criou o Comissariado do Povo para Assuntos Judaicos (Yevsektsiya), que tinha como objetivo promover a assimilação dos judeus na cultura russa. A Evsektsiya foi responsável por uma série de políticas discriminatórias contra os judeus, incluindo a proibição da língua e cultura judaicas.
Perseguição indireta
A perseguição indireta aos judeus bolcheviques foi mais sutil, mas não menos prejudicial. Os judeus eram frequentemente discriminados no emprego, sendo frequentemente excluídos de cargos de liderança. Eles também eram discriminados na educação, sendo frequentemente impedidos de frequentar universidades e outras instituições de ensino superior.
Durante a Revolução Russa de 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, assumiram o controle do governo. Muitos judeus, assim como outras minorias étnicas, se envolveram em movimentos revolucionários devido à opressão e discriminação que haviam sofrido sob o regime czarista.
Após a Revolução, houve uma onda de pogroms em várias partes da Rússia e do Império Russo, nos quais judeus foram alvos de violência e perseguição. Estes pogroms foram frequentemente realizados por grupos anticomunistas, nacionalistas e antissemitas, que viam os judeus como simpatizantes ou beneficiários do novo governo bolchevique. Muitos judeus sofreram terríveis atrocidades, incluindo assassinatos, estupros e saques de propriedades.
O governo bolchevique, sob a liderança de Lenin e posteriormente de Joseph Stalin, tentou combater os pogroms e promover políticas antissemitas foram oficialmente condenadas. No entanto, o regime também foi responsável por repressões políticas em larga escala e perseguições contra pessoas de todas as origens étnicas, incluindo judeus.
Os eventos que ocorreram após a Revolução Russa são complexos e muitas vezes controversos. Eles refletem a diversidade de opiniões e atitudes em relação aos judeus na Rússia naquela época, bem como a instabilidade política e social que prevaleceu no país. É importante abordar essa história com sensibilidade e nuance, reconhecendo que os judeus eram tanto vítimas de pogroms quanto participantes ativos em vários aspectos da Revolução Russa e seus desdobramentos.
A perseguição aos judeus bolcheviques foi um fator importante na emigração de judeus da Rússia soviética. Entre 1917 e 1923, cerca de 2 milhões de judeus deixaram a Rússia. Meu avô foi um deles.
Com a ascensão de Stalin, a perseguição aos judeus bolcheviques intensificou-se sob seu governo. Em 1936, Stalin lançou a Grande Purga, uma campanha de terror contra seus inimigos políticos. Centenas de milhares de judeus foram presos, deportados ou mortos durante a Grande Purga.
Após a Segunda Guerra Mundial, a perseguição aos judeus bolcheviques diminuiu. No entanto, ainda havia casos de discriminação contra os judeus na União Soviética.
A perseguição aos judeus bolcheviques foi um capítulo sombrio na história da Rússia soviética. Foi um exemplo de como o antissemitismo pode ser usado para justificar a perseguição política.
Minha história familiar é parte destes acontecimentos. Meu avô por parte de pai, juntamente com muitos de seus irmãos (eram 10 no total), lutaram nas fileiras bolcheviques. A família residia na atual Ucrânia nas proximidades de Odessa.
Quando começaram os pogroms liderados por seus próprios companheiros de armas, um a um, os irmãos decidiram partir. Iam para o porto e embarcavam em qualquer navio que os tirassem de lá. Meu avô acabou embarcando em um navio que vinha para a América Latina e desembarcou no Brasil.
Ele nunca mais teve notícias de seus pais e irmãos. Aqui ele se casou e teve 5 filhos, um deles, meu pai. Todos já falecidos.
Infelizmente não aprendemos com a história, ou queremos acreditas que a história pode ser capaz de corrigir seus erros passados.
Durante a ascensão do fascismo no Brasil através da campanha vitoriosa e esmagadora de Bolsonaro, criei o maior grupo judaico do Face Book, Judeus contra Bolsonaro, que chegou a ter mais de 8 mil membros.
Fui um dos responsáveis que impediu a ida de Bolsonaro na Hebraica de São Paulo com um abaixo-assinado que reuniu milhares de assinaturas.
Nunca escondi minha identidade sionista socialista, pelo contrário, sempre foi minha apresentação em artigos que escrevi em minha coluna no Brasil 247, que foi cancelada.
Participei, mesmo vivendo em Israel, da campanha pela derrota de Bolsonaro e a eleição de Lula, juntamente com inúmeros companheiros judeus e não judeus. Organizei o Comitê Lula-Livre Israel e participamos do Lula Day internacional durante todos estes anos, inclusive com manifestações em Tel Aviv.
Perguntem a esquerda brasileira quem elegeu Bolsonaro e a resposta será dada de pronto: foram os judeus.
Alguém escutou, viu ou participou de algum grupo palestino contra Bolsonaro, contra o fascismo, contra o fundamentalismo religioso, contra a opressão das mulheres, dos homossexuais etc.? Claro que não, porque eles não existem.
Fui incluído em diversos grupos de petistas no exterior e o que estou vendo hoje, é uma explosão antissemita que em tudo se iguala ao passado de meu avô. Uma obsessão incontida da esquerda e de até então companheiros de uma causa, por atacar Israel como um Estado Terrorista, e glorificar o Hamas como um grupo de resistência a opressão colonialista imperialista (sic). Nenhuma solidariedade com as vítimas do massacre cometido contra civis inocentes. Nenhuma palavra aos assassinatos de bebês e o estupro de mulheres. A culpa foi das vítimas.
O que é divulgado pelo Hamas não necessita de comprovação e o que for divulgado por Israel não merece consideração. Um grupo terrorista fundamentalista passou a ter mais crédito que um estado democrático constituído.
A esquerda de ontem, de hoje, e de sempre, foi, é, e continuará sendo antissemita. Muito mais que a direita, tão fascista quanto ela. A esquerda glorifica terroristas, regimes totalitários e fundamentalistas, desde que que sua ira seja contra os judeus.
Isto explica muito por que a esquerda cada vez mais perde importância e relevância nos dias de hoje. Mostra porque cada vez mais países preferem um governo neoliberal a um governo de esquerda. A esquerda trai seus objetivos, trai sua própria história e trai principalmente os que estiveram com ela na mesma trincheira durante suas conquistas.
Nuca vou deixar de ser sionista socialista, mas de agora em diante, pensando antes de tudo na sobrevivência do meu país. Em seguida na continuação da luta por democracia e mais do que tudo, pelo fim do governo atual de Israel.
Muito escuto nos últimos dias a palavra genocídio. Em geral, utilizada para dizer o que Israel estaria cometendo contra os palestinos em Gaza. Seria o contrário?
O termo “genocídio” foi cunhado pelo jurista polonês Raphael Lemkin. Lemkin, que viveu durante o século XX, dedicou grande parte de sua vida à promoção dos direitos humanos e ao estudo dos crimes contra a humanidade. Ele desenvolveu o conceito de genocídio como uma forma de descrever e denunciar os atos sistemáticos de destruição de grupos étnicos, culturais ou religiosos.
A palavra “genocídio” foi formada a partir da combinação de duas palavras gregas: “genos” (que significa “raça” ou “tribo”) e “cide” (derivada de “cídio”, que significa “matar”). Lemkin usou esse termo pela primeira vez em seu livro “Axis Rule in Occupied Europe” (1944), no qual ele descreveu os horrores cometidos pelos nazistas durante o Holocausto, bem como outros crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.
O trabalho de Raphael Lemkin e a introdução do termo “genocídio” desempenharam um papel fundamental na conscientização global sobre a gravidade desses atos e na formulação do conceito de genocídio como um crime internacional. Isso levou à adoção da Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio pelas Nações Unidas em 1948, que estabeleceu a base legal para a condenação e punição do genocídio em âmbito internacional.
O genocídio é um termo que descreve um ato extremo de violência e destruição direcionado a um grupo étnico, racial, religioso ou nacional específico. Existem várias definições e entendimentos do que constitui um genocídio, mas a definição mais amplamente aceita é aquela proposta pela Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio das Nações Unidas, adotada em 1948. Segundo essa convenção, o genocídio é definido como:
“Qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:
Assassinato de membros do grupo.
Dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo.
Sujeição intencional do grupo a condições de vida que levem à sua destruição física, total ou parcial.
Imposição de medidas destinadas a evitar nascimentos no seio do grupo.
Transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.”
Essa definição legal é amplamente reconhecida e serve de base para a identificação e condenação de atos de genocídio em todo o mundo. Ela enfatiza a importância da intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo específico como um elemento-chave que distingue o genocídio de outros tipos de violência em massa.
Além disso, acadêmicos e especialistas em direitos humanos podem oferecer definições mais detalhadas e nuances específicas de genocídio em seus estudos, mas a definição da Convenção da ONU é a mais amplamente aceita na comunidade internacional.
As definições acadêmicas e das organizações de direitos humanos geralmente se baseiam na definição legal da Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio das Nações Unidas, mas muitas vezes expandem ou esclarecem elementos específicos do conceito de genocídio. Aqui estão algumas das nuances adicionais que os acadêmicos e especialistas em direitos humanos podem considerar:
Genocídio Cultural: Além da destruição física de um grupo, alguns acadêmicos e ativistas se concentram na destruição de elementos culturais, como idioma, religião e costumes, como uma forma de genocídio. Isso pode incluir a proibição da prática de religiões ou a supressão da língua de um grupo.
Genocídio por Omissão: Alguns argumentam que a negligência deliberada em fornecer ajuda humanitária ou proteção a um grupo em perigo pode constituir genocídio. Isso se aplica a situações em que um Estado ou atores não estatais têm o poder de prevenir o genocídio, mas optam por não o fazer.
Genocídio Político: Isso se refere a situações em que um grupo é alvo devido às suas opiniões políticas ou afiliações, em vez de características étnicas, religiosas ou raciais. O genocídio político pode visar indivíduos ou grupos que representam uma ameaça ao regime no poder.
Genocídio Ecológico: Alguns argumentam que a destruição deliberada do meio ambiente, especialmente em áreas habitadas por grupos específicos, pode ser considerada uma forma de genocídio, uma vez que pode levar à desintegração do grupo devido à perda de recursos naturais ou mudanças climáticas induzidas pelo homem.
Genocídio Socioeconômico: Isso se concentra em atos que visam intencionalmente prejudicar as condições de vida de um grupo, levando à sua destruição parcial ou total. Pode envolver a negação de acesso a recursos econômicos, como alimentos, água e assistência médica.
Genocídio de Gênero: Embora a Convenção das Nações Unidas não mencione explicitamente o genocídio de gênero, alguns especialistas argumentam que a violência sistemática, como estupro em massa, escravidão sexual e outras formas de violência de gênero, pode ser considerada uma forma de genocídio, especialmente quando direcionada a mulheres de um grupo étnico ou nacional.
A definição da ONU vem carregada das implicações do que aconteceu na Europa durante a segunda Guerra Mundial. O termo “grupos” tem uma amplitude muito grande e leva a várias interpretações. Se trata de grupos nacionais? De minorias? Se aplica a grupos terroristas?
O fato é que a maioria das pessoas usa o termo para expressar uma grande matança de seres humanos, ou para se referir a uma limpeza étnica.
Racionalmente falando, tanto um como o outro são aplicáveis ao Hamas, senão vejamos: eles massacraram um grupo de 1200 civis inocentes e tem como objetivo a destruição do Estado de Israel, em outras palavras, realizar uma limpeza étnica eliminando os judeus.
O que estamos assistindo nesta guerra é o recrudescimento do antissemitismo no mais absoluto significado da palavra. Ele também é uma forma de genocídio:
Em primeiro lugar, o antissemitismo é baseado no preconceito e na discriminação contra os judeus, que são considerados uma raça ou um grupo étnico distinto. Esse preconceito pode levar a atos de violência e perseguição contra os judeus, que podem resultar em sua morte ou em danos graves à sua saúde física ou mental.
Em segundo lugar, o antissemitismo pode levar à destruição cultural dos judeus. Isso pode ser feito através da destruição de bens culturais judeus, como livros, templos e escolas, ou através da proibição de práticas e rituais judeus. A destruição cultural pode levar à perda da identidade e da herança dos judeus, o que pode, em última análise, levar à sua extinção.
Em terceiro lugar: o antissemitismo cria um discurso de ódio contra os judeus que remete a um ambiente de medo e hostilidade. O discurso de ódio pode levar a atos de violência e discriminação contra os judeus.
O caso do Hospital de Gaza ilustra bem isto. As primeiras notícias do suposto bombardeio do Hospital começaram a chegar nas redes sociais cerca de 15 minutos depois do ocorrido através dos canais do grupo terrorista Hamas.
Sem nenhuma comprovação, ou sequer o respaldo de outras fontes independentes confirmando o ocorrido, uma enxurrada de condenações começou a ser postadas. Não havia a preocupação com o mais elementar do jornalismo: verificar e comprovar os fatos antes de publicar: o prédio do Hospital foi bombardeado? Poderia haver lá 500 pessoas mortas mediante uma rápida contagem? A fonte da notícia é uma fonte confiável?
Nada disso foi obedecido pela maior parte da mídia tradicional e alternativa, nem mesmo por alguns governos. Todos passaram a contar a versão do Hamas e difundir a maior das Fake News desta guerra.
Fica pior, mesmo muitos terem voltado atrás depois de todas evidências mostrando o Hospital de pé, o estacionamento atingido, o tamanho da cratera e a falta dos 500 mortos, os vídeos filmados em Gaza mostrando a falha do foguete disparado pela Jihad Islâmica, ainda vemos hoje reportagens duvidando de tudo isso.
Isto tem nome, se chama antissemitismo e vem com o carimbo de genocídio.
“Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. Essa célebre frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, nos permite refletir acerca do papel das “fakes News” na sociedade.
Eram cerca de 19:20 h em Israel, quando começaram a chegar notícias de que um Hospital em Gaza teria sido bombardeado por Israel. Nos informes já falavam de 500 mortos, depois 200 mortos, depois 600 mortos. Uma contagem impossível, mas que já continha a intenção de difundir uma mensagem ao mundo, a de que Israel teria cometido um crime de guerra sem precedentes.
Logo, todos os meios de comunicação começaram a difundir as terríveis imagens e, sem nenhuma medida de verificação da verdade, começaram a divulgar o fato como provado. Multidões saíram as ruas em diversos países árabes. As embaixadas de Israel na Turquia e no Líbano foram atacadas. O encontro de Biden com líderes árabes foi cancelado.
Em uma guerra existe o chamado efeito colateral. Um termo para minimizar a morte de civis em ataques de parte a parte. Ele pode ser justificado quando o ataque ocorre a uma instalação militar, mas jamais contra um objetivo civil, muito menos um Hospital. Neste caso, poderia ter ocorrido um erro crasso?
Israel já divulgou em diversas oportunidade o disparo de foguetes por parte do Hamas e da Jihad Islâmica partindo de escolas, de terrenos em meio a casas de pacatos cidadãos e até mesmo das proximidades de postos de saúde e Hospitais. Quando ocorre um disparo, o exército recebe imediatamente as coordenadas de onde partiu. Elas são checadas e ocorrem disparos de revide, ou ataques a fonte de onde partiram de acordo com as ordens recebidas.
A primeira possibilidade que surgiu, foi justamente a de um erro. Talvez os foguetes tenham sido lançados do terreno do Hospital e alguém decidiu revidar de imediato. Uma decisão tomada no calor dos eventos, já que naquele momento Israel estava sendo bombardeada.
O país parou aguardando uma manifestação com uma explicação do exército que não chegava. Nos bastidores, todas as possibilidades estavam sendo checadas. Exército, marinha e aeronáutica revisavam suas ações e verificavam se poderia ter ocorrido um erro, ou até mesmo um disparo acidental. As horas passavam e o mundo ia virando de ponta cabeça.
Enquanto isto começavam a aparecer nos Canais do Telegram que cobrem a guerra e não estão sujeitos a censura militar, as primeiras imagens das vítimas. O que foi estranho, mas na hora ninguém estava prestando atenção, era que os feridos pareciam estar sendo atendidos em um Hospital. Talvez fosse uma unidade próxima.
Em seguida mais imagens de feridos, todos no que parecia ser um terreno aberto. Novamente não chamou atenção, já que mostrava um grande número de vítimas. Mas então surge o primeiro vídeo do momento em que ocorre a explosão. Nele pode-se ver o desabamento de algo que não era cercado por paredes. Finalmente surgem os primeiros vídeos que mostram um foguete que perde altitude e cai no solo.
Horas depois de uma angustiante espera, chega o comunicado oficial das Forças Armadas Israelenses. Um foguete disparado pela Jihad Islâmica foi quem atingiu a área do Hospital. Israel não tem nada a ver com o acontecido e lamenta a morte de inocentes.
Hoje já sabemos melhor o que aconteceu de fato.
A Jihad Islâmica disparou uma série de foguetes contra Israel. Na rota dos disparos se encontrava o Hospital.
Um dos foguetes falhou, perdeu altitude e caiu no estacionamento do Hospital.
O prédio do Hospital não foi destruído, pelo contrário, recebeu e atendeu muitas das vítimas. Fotos de hoje pela manhã, mostram o estacionamento onde caiu o foguete e danos na parte frontal do Hospital com vidros partidos.
O número de mortos e feridos é desconhecido, mas não são os divulgados pelo Hamas.
Israel mostrou um mapa com mais de 450 explosões em Gaza decorrentes do mal funcionamento de foguetes disparados. A maior parte deles atingem moradias.
Conversa interceptada entre os terroristas, mostra que o disparo foi um erro deles. As imagens dos vídeos, inclusive da Rede Al-Jazera, não deixam dúvidas.
Aos poucos a verdade surge e confirma o que já sabemos desde o início. Estamos diante das maiores manifestações antissemitas já ocorridas no mundo moderno. Qualquer ilação levantada contra Israel, recebe toda atenção mundial e é disparada pelos meios de comunicação e redes sociais, espalhando-se com uma velocidade nunca vista. A Fake News do bombardeio de um Hospital em Gaza com 600 mortos é apenas a mais recente, mas não será a última.
Está provado que existe somente um lugar em todo o mundo que protege os judeus, Israel. Em qualquer outro país os judeus estão sujeitos a manifestações antissemitas cada vez mais intensas. Temos de fortalecer cada vez mais o Estado de Israel, sua democracia e sua capacidade de enfrentar todas as ameaças contra sua existência.
Todos os judeus do mundo devem pensar no seu papel nas comunidades onde vivem e na possibilidade de fazerem Aliá. Nenhum de vocês se encontra seguro num mundo cada vez mais voltado para ser cúmplice do terrorismo contra nós. Quando se escutam que existem justificativas morais para o assassinato de bebês, mulheres, crianças e idosos inocentes, algo de muito errado está acontecendo e serve de alerta para o que ainda está por acontecer.