Do they want to cancel me for being Jewish?

Do they want to cancel me for being Jewish?

I
Several months ago, I was invited to give a lecture at a Brazilian university and, for no reason at all, they uninvited me, claiming it was not the “right moment”… (could it be because I am Jewish?).

II
I am a JEW, and everyone knows what I think, what I defend, what I write, and what I say; including what I think and say about Israel and Palestine (and two States), about the criticisms I make of Netanyahu, and about Hamas, Hezbollah, Boko Haram, ISIS, the Taliban…

III
So, I will not stop being a JEW to please antisemites… from the left or from the right. On the contrary, I am even more of a JEW and more aware of who I am, where I come from, what I do, and where I am going!

IV
Do they wish to cancel me for being Jewish? Bah! Do they want to hear my laughter of contempt for antisemites, fundamentalists, Nazi-fascists, and Stalinists now or later?

Napoli, New York, Rio de Janeiro, São Paulo, Jerusalem
Pietro Nardella-Dellova

Um governo que se indigna seletivamente pode reproduzir uma lógica racista

Um governo que se indigna seletivamente pode reproduzir uma lógica racista

A indignação moral só tem valor quando é universal. Quando se torna seletiva, previsível e dirigida sempre aos mesmos alvos, ela deixa de ser princípio ético e passa a ser instrumento de discriminação.

Em certos casos, mais do que isso: converte-se em manifestação objetiva de racismo.

No Brasil, essa afirmação não é retórica nem provocação ideológica. O Supremo Tribunal Federal já fixou entendimento inequívoco de que o antissemitismo é espécie do gênero racismo. Trata-se de definição jurídica consolidada. Hostilizar judeus — direta ou indiretamente — enquanto grupo identitário, religioso, étnico ou nacional configura racismo, ainda que sob o disfarce de discurso político ou moral. Hostilizar israelenses em função da sua descendência ou origem nacional, diz a lei, também é racismo.

Esse entendimento está expresso na Lei nº 7.716, de 1989, e não comporta ambiguidades interpretativas.

O problema contemporâneo é que esse racismo raramente se apresenta de forma explícita. Ele opera, com frequência, por meio da indignação seletiva.

O padrão é facilmente identificável. Determinados conflitos geram condenações imediatas, linguagem extrema e mobilização diplomática intensa. Outros, igualmente graves – ou até mais letais – , são tratados com silêncio ou cautela retórica.

Desde dezembro de 2025, um massacre em curso no Irã, marcado por repressão estatal violenta, execuções e elevado número de vítimas civis, transcorre praticamente sem reação proporcional do governo brasileiro. Não houve discursos inflamados nem condenações reiteradas. O silêncio é eloquente

Há relatos recentes de execução de feridos ainda deitados em macas hospitalares, além da prisão de médicos e profissionais de saúde cujo único “crime” foi prestar atendimento a manifestantes feridos. Médicos relatam dezenas de milhares de mortos em poucas semanas. Tudo isso ocorre sob a complacência retórica de um governo que insiste em propor o “diálogo”.

Diálogo? Diálogo entre um povo oprimido e massacrado e seus algozes?

É como se Luiz Inácio Lula da Silva propusesse um diálogo entre Alexandre Vannucchi Leme e o coronel Brilhante Ustra enquanto o estudante ainda estava pendurado no pau de arara. Ou um diálogo entre Dilma Rousseff e esse mesmo torturador, entre uma e outra sessão de choques elétricos

Esse comportamento contrasta com a postura adotada em relação a Israel, alvo recorrente de condenações sumárias e enquadramentos morais excepcionais. A diferença de tratamento não se explica por critérios humanitários objetivos. Ela revela a escolha reiterada de um alvo simbólico.

Quando essa seletividade parte do próprio Estado, o problema deixa de ser apenas retórico. A política externa do governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva tem exibido uma assimetria moral persistente: condena-se com dureza um único Estado; relativizam-se ou ignoram-se atrocidades cometidas por outros.

Não se trata de blindar Israel contra críticas legítimas. Criticar políticas e governos quando eles se excedem é próprio do debate democrático. O que não é legítimo é transformar um país e seu povo em exceção moral permanente. Menos ainda é tolerar a exclusão de israelenses, enquanto indivíduos, em ambientes acadêmicos, culturais ou institucionais, com base apenas em sua origem nacional.

Israelenses e judeus passam a ser responsabilizados coletivamente de modo obsessivo e contínuo pelo que um governo de ocasião fez ou deixou de fazer.

Historicamente, o antissemitismo jamais se apresentou como ódio puro e explícito. Sempre se revestiu de justificativas morais: combate ao poder, denúncia ética, causa civilizatória. Hoje, reaparece sob a forma de militância seletiva, onde apenas um povo é permanentemente responsabilizado pelos males do mundo.

Defender civis palestinos é legítimo e necessário. Usar essa defesa como pretexto para demonizar judeus, hostilizar israelenses ou hierarquizar vítimas não é solidariedade — é preconceito.

Quando um governo escolhe quem merece indignação e quem merece silêncio, ele não está defendendo direitos humanos. Está exercendo poder simbólico. E quando esse poder recai sempre sobre a mesma identidade, não há mais espaço para eufemismos.

Um governo que se indigna seletivamente pode reproduzir uma lógica racista.

Chamar isso pelo nome não é exagero.

É precisão jurídica, honestidade intelectual e responsabilidade histórica.

Charles Schaffer Argelazi,

Advogado, Cientista Social e um social-democrata irresoluto

 

Não adianta falar 24hs por dia diante de antissemitas…

Não adianta falar 24hs por dia diante de antissemitas…

Não adianta eu falar 24hs por dia que sou a favor da criação efetiva de um Estado da Palestina. Não adianta eu falar 24hs por dia que tenho um imenso respeito e amor fraternal pelo Povo Palestino, e que sua causa é também minha causa. Não adianta eu falar 24hs por dia que sou contra o Netanyahu (e contra todos a quem ele representa). Não adianta eu repudiar 24hs por dia o massacre israelense contra a população de Gaza.
Não adianta eu falar 24hs por dia que os Israelenses devem respeitar todos os direitos dos Palestinos de Gaza, da Cisjordânia e dos que vivem em Israel ou dos Árabes que sejam também israelenses.
Não adiante eu dizer 24hs por dia que sou Judeu de Esquerda, com pautas de Esquerda, lutas de Esquerda e vida de Esquerda, Não adianta eu falar 24hs por dia que em Israel, como em qualquer país, há Judeus de Esquerda, Jornal de Esquerda, Partidos de Esquerda, Professores de Esquerda, Sindicatos de Esquerda…
Nada disso adianta porque todos e todas me olham como Judeu, e sob o seu olhar maléfico, antissemita e odioso, eu não posso existir como Judeu, eu não posso viver como Judeu nem sentir como Judeu.
Além disso, ser antissemita dá milhares likes, atrai “pix” e monetiza os meios de comunicação alternativos. Para eles, eu sou uma “boa mercadoria”, um “bom objeto” de especulação e um alvo constante.
O que posso fazer a respeito? Nada! Não há diálogo possível com antissemitas. Mas, eles, diante de quem não adianta ficar 24hs por dia falando, pois são antissemiticamente impermeáveis, eles (e elas!) não conseguem destruir em mim o Judeu que sou. Ao contrário, muito ao contrário…
(Pietro Nardella-Dellova)
I will not be less jewish to please the antisemites

I will not be less jewish to please the antisemites

 

The antisemites, today, hide beneath the mask of anti-Zionism or, worse, under a fake, proactive inter-faith dialogue, or, even worse, under a cheap, trashy discourse of “peace and less war” in which they never mention terrorist groups.

There are those who promote daily attacks against Jewish men and women. Some even exposed images of Jewish women raped by Hamas on October 7th, glorifying the rapes.

Others discovered that in an antisemitic world, with a filthy left and an even filthier right, they could use antisemitism to monetize their platforms or their fake social actions; in recent times, they used it as a means to gain local electoral votes, and so they did!

I discovered that there are Black people, gay people, lesbians, among others, with antisemitic behavior! The worst of all was seeing left-wing “Jewish men and women,” with “moral and cultural fragility,” serving the antisemitic narrative. Some of them are within the universities and social organizations.

Cowards and shallow individuals who, for the sake of being and remaining accepted in their leftist holes, lent their voices to the antisemites. The “kapos” did the same under Nazism!

 

In short, since October 7th, I discovered that being Jewish is not only about having and carrying Jewish history and ancestry, but, above all, about standing firmly against antisemitism. This cost me jobs and contracts this year. But I maintained something that always accompanies me: JEWISH DIGNITY!

 

Today, from the heights, from the very heights of my JEWISH DIGNITY, I am more, much more Jewish, and I express Jewishness in every act, letter, and manner. I owe nothing to the West (quite the contrary), I owe nothing to the left and, much less, to the right—both in a state of rot!

 

Today, I am more Jewish and an even stronger defender of a two-State solution: Israel and Palestine. Why? Because by being in favor of two States, I am in favor of two Peoples: Israelis and Palestinian Arabs; and thus, I stand against the filthy far-left, the filthy far-right, and against Hamas, Hezbollah, and other terrorist groups.

That is it!

Napoli, São Paulo, Rio de Janeiro, New York, 2024.
(Pietro Nardella-Dellova)

Não generalizar: o episódio de ataque a Andre Lajst na FADUSP

Não generalizar: o episódio de ataque a Andre Lajst na FADUSP

Prezados amigos e amigas, fui Estudante e Professor na Faculdade de Direito da USP.
Sou Mestre também pela FAD USP e tratei de Martin Buber, Sionista de Esquerda, no Direito. Como Professor, lecionei Direito Hebraico Comparado. Minhas aulas sempre foram lotadas e os Estudantes demonstravam apreço e respeito pelo Judaísmo, Povo Judeu e Estado de Israel!
NUNCA FUI DESRESPEITADO OU CANCELADO!
O triste episódio com André Lajst é tribal (TRIBAL!), não institucional! O Centro Acadêmico tribal promotor do ataque antissemita contra Lajst não representa a totalidade do Alunado e, muito menos, o Corpo Docente!
Hoje, infelizmente, as tribos, incluindo as identitárias, que se dizem de “Esquerda” são, como escreveu Habermas e Pasolini, fascistizadas. É a Esquerda que se esqueceu de Marx (e nunca leu Proudhon) e, por isso, vive de palavras repetidas facebookianas e abraçada (de quatro) ao terror do Hamás, à misoginia do Irã e ao neofascismo de Maduro, Putin, Ortega etc.
É preciso entender o atual momento, o contexto, discernir e não generalizar. O grupo feroz que se manifestou passará, a FADUSP permanecerá e Israel não sairá do lugar onde se encontra, histórica e geograficamente!
(Pietro Nardella-Dellova)
*
10 de Novembro de 1975: General Ernesto Geisel – o antissemita global!

10 de Novembro de 1975: General Ernesto Geisel – o antissemita global!

Há 50 anos (10 de novembro de 1975), Ernesto Geisel (de origem alemã, registre-se!), protestante, Presidente da Ditadura Militar, elemento da extrema-direita, antissemita, manifestou seu ódio ao Povo de Israel e ao Povo Judeu e votou, ao lado de países antissemitas, a favor da Resolução 3379 para declarar o Sionismo como racismo. 

Seus motivos deveram-se ao fato de o Sionismo ser originalmente Socialista e Anarquista (combatidos pela Ditadura Militar). Alias, a mesma Ditadura que matou (ASSASSINOU) Vladimir Herzog.

Da extrema-direita porca militar (ou não) à extrema-esquerda fétida stalinista quem é antissemita (hoje, antissionista) não esconde!

Essa Resolução estupidamente antissemita foi revogada em 1991 pela Resolução 46/86.