Genocídios contra Negros e Índios no Brasil: Uma Trágica História de Violência e Injustiça

Genocídios contra Negros e Índios no Brasil: Uma Trágica História de Violência e Injustiça

O Brasil carrega consigo uma história marcada por genocídios que visaram principalmente as populações negras e indígenas. Esses episódios sombrios representam capítulos cruciais na trajetória do país, revelando a brutalidade e a injustiça infligidas a esses grupos ao longo dos séculos.

Genocídio contra os Índios:

O genocídio indígena no Brasil é um capítulo sombrio e aterrador da história. Desde a chegada dos colonizadores portugueses em 1500, os povos indígenas foram vítimas de um processo sistemático de extermínio, violência e desumanização que se perpetua até os dias de hoje.

Estimativas apontam que dos 2,5 milhões de indígenas que viviam no Brasil em 1500, menos de 10% sobreviveram até os anos 1600. Doenças trazidas pelos europeus, massacres, escravidão, remoções forçadas de seus territórios e a imposição da cultura portuguesa dizimaram populações inteiras e devastaram seus modos de vida.

A Comissão Nacional da Verdade estima que, entre 1946 e 1988, ao menos 8.350 indígenas foram mortos. Mas este número é apenas a ponta do iceberg, pois muitos outros casos de violência e morte nunca foram documentados.

O genocídio indígena não se resume a um evento histórico do passado. A invasão de terras indígenas, a exploração ilegal de recursos e a construção de projetos de infraestrutura sem consulta prévia e informada continuam ameaçando os povos indígenas e seus territórios.

A luta por seus direitos é fundamental para a construção de um Brasil mais justo e igualitário. A demarcação de terras, o reconhecimento de suas culturas e a proteção de seus modos de vida são medidas essenciais para garantir a sobrevivência dos povos indígenas e reparar os crimes históricos cometidos contra eles.

Genocídio contra os Negros:

O Genocídio Negro no Brasil não se limita a um capítulo sombrio do passado. É uma chaga aberta na alma da nação, um processo histórico de extermínio, violência e desumanização que se perpetua até os dias de hoje.

As raízes desse crime estão fincadas na escravidão, que por mais de 300 anos impôs aos negros um sistema brutal de exploração e opressão. Dos 5 milhões de africanos trazidos ao Brasil, apenas 4% sobreviveram. A brutalidade do sistema escravista, com suas condições precárias de trabalho, violência física e psicológica, e a falta de acesso à saúde, resultou em uma taxa de mortalidade altíssima.

Mesmo após a abolição da escravidão em 1888, a marginalização e a exclusão dos negros se perpetuaram na sociedade brasileira. O Genocídio Negro se manifesta de diversas formas:

  • Violência letal: A cada ano, milhares de negros são assassinados no Brasil, principalmente jovens. A taxa de homicídios de negros é 2,8 vezes maior do que a de brancos.
  • Violência institucional: O racismo estrutural permeia todas as instituições da sociedade brasileira, desde o sistema de justiça até o mercado de trabalho. Negros são mais frequentemente vítimas de prisões arbitrárias, têm menor acesso à educação e à saúde, e são discriminados em processos de seleção de emprego.
  • Violência simbólica: A mídia e a cultura brasileira perpetuam estereótipos negativos sobre os negros, reforçando o racismo e a desvalorização da população negra.

É urgente reconhecer o Genocídio Negro como crime contra a humanidade e como um problema estrutural da sociedade brasileira. O combate ao racismo exige medidas concretas:

  • Implementação de políticas públicas de combate ao racismo e à desigualdade racial.
  • Reforma do sistema de justiça para eliminar o racismo institucional.
  • Promoção da educação antirracista nas escolas e na sociedade.
  • Valorização da cultura e da história afro-brasileira.

O reconhecimento e a compreensão desses genocídios são cruciais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. A luta por direitos indígenas e a promoção da igualdade racial são desafios urgentes que demandam ação governamental, conscientização pública e a desconstrução de estruturas discriminatórias.

O Brasil, ao enfrentar seu passado doloroso, tem a oportunidade de buscar a reconciliação e a justiça social. O respeito aos direitos humanos, a valorização da diversidade cultural e a implementação de políticas inclusivas são passos essenciais na construção de um futuro mais igualitário e compassivo para todos os brasileiros.

Os fatos cometidos contra os índios e os negros ao longo da história do Brasil podem ser definidos como genocídio devido à natureza sistemática e intencional das ações que resultaram na destruição física, cultural e social desses grupos étnicos. Aqui estão algumas razões que justificam essa caracterização:

  1. Extermínio Populacional:

– No caso dos povos indígenas, a chegada dos colonizadores resultou na disseminação de doenças, como varíola e gripe, para as quais essas comunidades não tinham imunidade. Além disso, a violência direta e a desapropriação de terras levaram a um declínio drástico nas populações indígenas.

– Durante o período da escravidão, os negros foram submetidos a condições desumanas que resultaram em altas taxas de mortalidade. A brutalidade física, o trabalho forçado e as más condições de vida contribuíram significativamente para a redução das populações negras.

  1. Desapropriação de Terras e Deslocamento Forçado:

– Os povos indígenas foram sistematicamente deslocados de suas terras ancestrais para dar lugar a projetos de colonização, mineração, agricultura e infraestrutura. Esse deslocamento forçado muitas vezes resultou na perda de identidade cultural e na fragmentação das comunidades.

– Os negros, durante a escravidão, foram retirados de seus países de origem e deslocados para o Brasil em condições desumanas. Após a abolição da escravidão, muitos enfrentaram a falta de acesso a terras e foram relegados a condições de pobreza, perpetuando um ciclo de deslocamento.

  1. Violência Estrutural e Discriminação Contínua:

– O genocídio não se limita apenas ao passado; ele persiste na forma de discriminação racial estrutural, violência policial e exclusão social. Negros e indígenas enfrentam barreiras persistentes no acesso a oportunidades educacionais, emprego digno e serviços básicos.

  1. Impacto Cultural Duradouro:

– O genocídio não se refere apenas à perda de vidas, mas também à destruição de culturas e identidades. Tanto índios quanto negros viram suas tradições, línguas e formas de vida serem severamente prejudicadas, deixando um impacto duradouro nas gerações subsequentes.

Em resumo, a aplicação do termo “genocídio” a esses contextos reflete a gravidade das ações perpetradas, que visavam não apenas a exploração econômica, mas também a eliminação física e cultural desses grupos étnicos.

Além do genocídio cometido contra os índios e negros, há outros episódios na história do Brasil que são caracterizados por violência e violações massivas de direitos humanos. Alguns exemplos incluem:

  1. Massacre de Canudos (1896-1897):

– O conflito de Canudos ocorreu no sertão da Bahia, envolvendo um confronto entre o governo republicano e a comunidade de Canudos, liderada pelo líder religioso Antonio Conselheiro. O conflito resultou em um cerco militar e na destruição da comunidade, causando a morte de milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças.

  1. Ditadura Militar (1964-1985):

– Durante o regime militar, que durou duas décadas, o Brasil enfrentou violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo tortura, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e censura. Muitos opositores políticos, ativistas e inocentes foram vítimas desse período sombrio da história brasileira.

  1. Chacina da Candelária (1993):

– A Chacina da Candelária ocorreu no Rio de Janeiro, quando um grupo de jovens foi alvo de tiros disparados por policiais militares. O evento resultou na morte de oito jovens e marcou um triste episódio de violência policial contra a população mais vulnerável.

  1. Massacre do Carandiru (1992):

– O Massacre do Carandiru ocorreu no presídio de Carandiru, em São Paulo, quando a polícia militar invadiu o presídio para conter uma rebelião. O resultado foi a morte de 111 detentos, um trágico exemplo de violência institucional.

  1. Conflitos no Campo:

– A luta pela posse de terra no Brasil resultou em diversos conflitos no campo, muitas vezes envolvendo assassinatos de líderes indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e ativistas ambientais. Esses confrontos têm raízes na disputa por recursos naturais e questões fundiárias.

Lamentavelmente o que estes casos têm em comum é a impunidade.

É crucial reconhecer e compreender esses episódios de violência para promover a justiça, a reconciliação e a prevenção de futuros abusos. A construção de uma sociedade mais justa exige enfrentar honestamente os eventos traumáticos do passado.

O presidente Lula e diversos membros de seu governo e de seu partido, dizem que Israel está cometendo um genocídio na Faixa de Gaza contra o povo Palestino, tal qual Hitler cometeu contra os judeus, no que ficou conhecido como o Holocausto.

Nem mesmo os genocídios cometidos no Brasil contra índios e Negros somados, chega a magnitude do que foi o Holocausto. Não se trata apenas do número de mortos, 6 milhões, mas de como uma ideologia transformou a morte dos judeus em uma indústria de matar gente para ter uma solução final que concluída fosse, teria exterminado o povo judeu da face da terra.

É importante notar que a situação na Faixa de Gaza é complexa e altamente controversa, com diferentes perspectivas sobre as ações de Israel, mas nada que permita rotular como genocídio:

As operações militares de Israel têm como alvo o Hamas, que em 7 de outubro de 2023 lançou um ataque contra a população israelense que resultou no massacre de 1200 cidadãos, homens, mulheres e crianças, e no sequestro de outros 240, além do disparo de foguetes contra cidades israelenses. As ações militares são respostas ao ataque covarde, não um esforço para eliminar a população palestina.

Israel realiza esforços significativos para minimizar as baixas civis durante seus ataques, emitindo advertências prévias, utilizando tecnologia de precisão para minimizar danos colaterais e permitindo a entrada de ajuda humanitária.

Trata-se de autodefesa legítima, com o direito de proteger seus cidadãos dos ataques provenientes de Gaza e libertar os reféns. As operações militares são uma resposta proporcional às ameaças enfrentadas.

A questão israel-palestina é profundamente enraizada em uma história de disputas políticas e religiosas. A única solução para o conflito requer uma abordagem política e diplomática, e rotular as ações como genocídio pode complicar ainda mais as negociações. Um verdadeiro tiro no pé da diplomacia brasileira.

Mesmo tarde, Lula tem obrigação de se retratar

Mesmo tarde, Lula tem obrigação de se retratar

Lula podia ter criticado o primeiro-ministro israelense e a coalizão religiosa de extrema-direita que o mantém no poder sem, para tanto, ofender e ferir o povo judeu e, para além, toda a humanidade. Afinal, Bibi e seu governo são mais que criticáveis, pelo pouco apego à democracia, pela corrupção, por ter negligenciado a segurança do país, por privilegiar os interesses pessoais, pelo extremismo e enfim, mais importante, pelos crimes de guerra que vem cometendo. Mas não, o presidente brasileiro preferiu, de maneira consciente ou não, se atacar ao símbolo máximo do mal absoluto, o Holocausto. Acabou, como só podia ser, ferindo gravemente a memória universal. Machucou cruelmente os judeus, claro, porém não apenas, ultrajou todas as vítimas do nazismo, seus sobreviventes e herdeiros, ou seja você, eu, muitos de nós. Netanyahu foi o menos atingido pelas palavras ferinas; os judeus do mundo inteiro, os principais ofendidos. Lula não deve desculpas ao primeiro-ministro de Israel, mas sim a nós.
Talvez ele não tenha se dado conta da crueldade de suas palavras, imaginando que tudo não passava de uma “simples” crítica à morte deplorável de milhares de mulheres e crianças, em Gaza. Errou, e feio. Propositadamente ou não, atiçou o fantasma do antissemitismo, imediatamente abraçado pela esquerda radical, que não hesita em responsabilizar os judeus pelos horrores da guerra. Para chamar a atenção sobre a tragédia, Lula comparou o incomparável e para deixar bem claro o seu alvo, apelou para Hitler. Recorreu, como lembrou a jornalista Lygia Maria na Folha de S. Paulo, para a lei de Godwin, que postula: ” À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os nazistas tende a 100%”.
“Findados os argumentos senasatos para provar determinado ponto, acaba-se descambando em Hitler ou no Holocausto…Lula foi parar na lei de Godwin sem escalas. Poderia ter se saído bem com argumentos legítimos, como comparar aos crimes de guerra perpetrados pela Rússia na Ucrânia…Mas nesse caso não agradaria à militância de esquerda.”
Único porém, o episódio Lula se deu no mundo real, não no virtual.
Ao invés de tentar trazer o presidente brasileiro de volta à razão, seu entorno aplaudiu, conclamando que não havia nenhum motivo a pedidos de retratação, de desculpas e nem sequer de explicação. Celso Amorim, Gleisi Hofman, Janja, entre outros, vieram a público para defender o “mito”. Sim, porque Luis Inácio Lula da Silva virou mito, e, como tal, tem sempre razão, é infalível.
Dá pra’ entender, pois a esquerda brasileira hoje depende dele para sobreviver. O resultado da eleição presidencial mostrou claramente que ele era o único capaz de derrotar o nazifascista Bolsonaro, graças aos votos dos conservadores, que se a democracia não estivesse em risco jamais teriam apertado na tecla 13.
Como escreveu o filósofo Vladimir Safatle (de esquerda) em seu novo livro “Alfabeto das Colisões”, a esquerda morreu, a extrema-direita é a única força política real no país. A vitória de Lula foi só um respiro, enquanto a extrema-direita continua forte, e mascara a dificuldade de propor soluções para os desafios atuais.
Pobres daqueles que ousaram reclamar uma retratação. Lula nem sequer respondeu, limitando-se a dizer que os críticos não leram a sua entrevista na Etiópia. Ou seja, que a alusão ao holocausto foi tirada do contexto (argumento sempre presente na boca de políticos quando pressionados). Paralelamente, o dono da política externa brasileira, Celso Amorim, autor do prefácio do livro “Engajando o mundo: a construção da política externa do Hamas”, declarou, em alto e bom som, que aqueles que querem um pedido de desculpas podem esperar sentados: – O improviso de Lula em Adis Abeba, disse Amorim, não foi um lapso nem merece reparação, pois representa a política externa do país.
Em outras palavras, não foi um deslize ou algo não ou mal pensado. Ao contrário, trata-se da posição oficial do Brasil.
Na apresentação da edição brasileira do livro, lançada pela editora Memo em 2023, assinada pelo diplomata, lê-se : “O Hamas pode desempenhar um papel central na restauração dos direitos palestinos.” Estamos longe portanto da afirmação de que o Hamas é um grupo terrorista. Ao contrário, o principal conselheiro de Lula exalta o Hamas.
É verdade que a maneira como o governo israelense tratou o assunto não foi adequada. Ao chamar o embaixador brasileiro para explicações, devia ter seguido as regras diplomáticas, que exigem discreção, e não ter dado um show humilhante. No entanto, uma coisa não justifica a outra.
A postura de Amorim talvez não seja tão absurda como parece à primeira vista. Tem sua lógica. Explico: É sabido que os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do país não são suficientes para Lula, que sonha em se tornar uma liderança global, uma espécie de consciência universal, como foi Nelson Mandela. Muito se falou, no Brasil, da possibilidade de Lula vir a ser secretário-geral da ONU, enquanto outros apresentaram seu nome para o Nobel da Paz.
Seus dois primeiros mandatos foram marcados internacionalmente pela pela criação dos BRICS, pela onipresença do Brasil na América Latina e pela necessária reforma do Conselho de Segurança. No mesmo movimento, o terceiro começou com a inclusão de outros cinco países no grupo, dentre os quais o Irã.
O presidente sabe que suas chances são aquém de mínimas, mas isso não significa que ele desistiu do reconhecimento global. Só mudou a estratégia. Megalomania é uma das características da personalidade de todos os políticos, ainda mais daqueles que querem alcançar o cargo máximo da Nação. Lula não é exceção, busca os holofotes, dentro e fora do Brasil.
Em importância geopolítica, o mandatário brasileiro não tem como pesar tanto quanto seus pares da China, Índia ou Rússia, resta-lhe portanto por um lado se juntar a estes, de outro – e simultaneamente – cimentar o Sul Global, com vistas a formar uma grande coalizão anti-ocidental, que representaria no médio prazo os mesmos 40% do PIB mundial do G7 . O papel de Lula seria o de atrair os países do sul para a constituição deste polo, que pretende mudar as relações internacionais e, assim sendo, o mundo. As viagens de fevereiro de 2024 ao Egito, aproximando-se da Liga Árabe, e à Adis Abeba, para discursar na abertura da conferência da União Africana, tiveram este objetivo. O Brasil tem uma situação privilegiada, podendo servir de ponte entre as grandes potências não ocidentais e o Sul Global.
Neste contexto internacional, a “defesa da democracia”, tão presente na campanha de Lula para vencer a extrema-direita bolsonarista, tem valor zero. A coalizão está aberta a todos os países, que respeitem ou não os direitos humanos, o Estado de Direito, à única condição que se oponham ao ocidente, representado pelos Estados Unidos, Europa e, no Oriente Médio, Israel. É uma estratégia que se resume em uma frase: – Os inimigos dos meus inimigos são meus amigos.
Lula, Xi Jinping, Putin, Narandra Modi, estão juntos na perspectiva do Novo Mundo. No caso do brasileiro, os interesses geopolíticos explicariam os ataques nojentos aos judeus, da mesma forma como ficou claro porque Lula se negou a comentar a responsabilidade de Putin no assassinato de Alexei Navalny e os crimes cometidos pelos russos na Ucrânia, ou ainda se opôs a criticar os ataques ditatoriais de Nicolas Maduro.
Para fechar este texto, cito novamente Lygia Maria:
“Ao cair na lei de Godwin, Lula incita polarização política (vide o número de bandeiras de Israel na manifestação bolsonarista do dia 25/2), antissemitismo e, de lambuja, ainda envergonha o Brasil.”
Por tudo isso, em nome do respeito pela memória, o presidente brasileiro tem a obrigação de se retratar, mesmo que seja tarde demais.

Prezado Presidente Lula,

Prezado Presidente Lula,

Escrevo-lhe novamente para expressar minha profunda preocupação com sua recente comparação entre as ações de Israel em relação aos palestinos e o Holocausto. Acredito que essa comparação é profundamente equivocada e perigosa, e gostaria de apresentar algumas razões para que reconsidere sua posição, mesmo sabendo da sua insistência nesta ignomínia.

O Holocausto, a perseguição e o assassinato sistemáticos de seis milhões de judeus pelo regime nazista e seus colaboradores, foi um evento singular na história da humanidade. Sua brutalidade, a escala da matança industrial e a ideologia que o motivou o distinguem de qualquer outro genocídio. Por esta razão recebeu um nome que identifica única e exclusivamente este evento.

Por favor, me esclareça, onde e quando o governo de Israel se reuniu para determinar o fim do povo palestino, ou dos que vivem em Gaza. Diga-me, por favor, quem são os responsáveis por ordenar a eliminação física dos habitantes de Gaza.

  1. Escala e Sistematização:

O Holocausto foi um genocídio industrializado, com o objetivo de exterminar um grupo inteiro de pessoas de forma rápida e eficiente. Os nazistas utilizaram campos de concentração e extermínio para assassinar milhões de judeus, utilizando métodos como gás venenoso, fuzilamentos e trabalho forçado. A escala da matança e a sistematização com que foi realizada são sem precedentes na história.

Caro Presidente Lula, aponte, por favor, os Campos de Concentração e Extermínio que foram criados em Gaza.

  1. Alvo Específico:

O Holocausto foi direcionado a um grupo específico de pessoas, os judeus, por motivos raciais e ideológicos. Os nazistas acreditavam que os judeus eram uma “raça inferior” e uma ameaça à Alemanha. Essa ideologia de ódio e intolerância alimentou a perseguição e o assassinato sistemático dos judeus.

Entendo que você, caro Presidente, tenha em mãos documentos que comprovem a determinação de Israel de aniquilar por completo o povo palestino, ou ao menos daqueles que vivem em Gaza. Mostre-os ao mundo.

  1. Desumanização e Anulação da Identidade:

Os nazistas desumanizaram os judeus, privando-os de seus direitos civis e de cidadania, forçando-os a viver em guetos e campos de concentração, e tatuando números em seus braços para identificá-los. Essa desumanização foi fundamental para o extermínio em massa que se seguiu.

Entendo que você, Presidente Lula, tenha recebido com exclusividade fotos e documentos que mostram palestinos com números tatuados em seus braços. O mundo precisa ver isto, que tal divulgá-las?

  1. Negação e Falsa Equivalência:

O Holocausto é frequentemente negado ou minimizado por aqueles que desejam apagar sua história e culpa. É importante lembrar que o Holocausto foi um evento real e que negar sua existência é uma forma de antissemitismo. Além disso, é importante evitar comparações superficiais do Holocausto com outros eventos históricos, pois cada genocídio possui suas próprias características e contexto.

  1. Falta de Comparabilidade:

O Holocausto foi um genocídio sistemático que resultou na morte de seis milhões de judeus. A perseguição nazista aos judeus foi motivada por um ódio racial e ideológico profundamente enraizado. Em contraste, o conflito israelo-palestino é um conflito político complexo com raízes históricas e religiosas. É importante reconhecer a dor e o sofrimento de ambos os lados do conflito, e evitar comparações simplistas que não reconhecem a complexa realidade da situação.

  1. Desumanização e Negação:

A comparação entre Israel e o Holocausto corre o risco de desumanizar os israelenses e negar a história real do Holocausto. É importante lembrar que o povo judeu é um povo com uma longa história e uma rica cultura. Eles têm o direito de viver em paz e segurança, assim como qualquer outro povo em seu Lar Nacional.

  1. Exploração do Holocausto para Fins Políticos:

A comparação entre Israel e o Holocausto é frequentemente utilizada por aqueles que desejam demonizar Israel e deslegitimar seu direito à autodeterminação. É importante evitar a instrumentalização do Holocausto para fins políticos, e reconhecer a importância de um diálogo construtivo e pacífico para a resolução do conflito israelo-palestino.

  1. Lições do Holocausto:

O Holocausto nos ensinou a importância de combater o ódio, a intolerância e o racismo. É fundamental que aprendamos com as lições do Holocausto e trabalhemos para construir um futuro livre de genocídios e outras atrocidades.

9. Lições para o Futuro:

O Holocausto serve como um lembrete constante dos perigos do ódio, da intolerância e do racismo. É fundamental aprender com as lições do Holocausto para combater todas as formas de discriminação e prevenir que crimes como este se repitam no futuro.

Conclusão:

O Holocausto foi um evento singular na história da humanidade. Sua escala, sistematização, alvo específico, desumanização e negação o distinguem de qualquer outro genocídio.

Infelizmente, parece que sua visita ao Yad Vashem, o Museu do Holocausto em Israel, foi esquecida. Nada, Presidente Lula, mas nada mesmo se compara ao Holocausto.

Acredito que sua comparação entre Israel e o Holocausto é profundamente equivocada e perigosa. É importante reconhecer a complexa realidade do conflito israelense-palestino e evitar comparações simplistas que não reconhecem a dor e o sofrimento de ambos os lados.

Convido-o a reconsiderar sua posição e a se unir à comunidade internacional na busca por uma solução pacífica e justa para o conflito israelense-palestino.

Atenciosamente,

Mauro Nadvorny

Pearl Harbor e Entorno Israelense de Gaza: Uma Análise Comparativa

Pearl Harbor e Entorno Israelense de Gaza: Uma Análise Comparativa

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou um ataque por terra, mar e ar contra Israel vitimando cerca de 1200 israelenses e tomando outros 240 como reféns, desencadeando uma resposta militar vigorosa por parte de Israel. Essa situação suscita comparações com o ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro 1941 que resultou em 2.403 mortes e 1.178 feridos entre os militares americanos, e que também provocou uma resposta militar contundente dos Estados Unidos. Apesar de algumas similaridades, como a natureza covarde dos ataques e a subsequente ação militar, existem diferenças significativas entre os dois eventos e as reações que se seguiram.

É importante notar que todas as vítimas americanas no ataque eram não combatentes, pois os Estados Unidos não estavam em guerra com o Japão no momento do ataque.

Tanto o ataque a Pearl Harbor quanto o ataque do Hamas foram realizados de maneira covarde e unilateral, resultando em um grande número de mortos e feridos.  Ambos representam violações flagrantes do direito internacional e mostram um desrespeito evidente pela vida humana.

Em ambos os casos, os países atacados responderam com força militar significativa. Os Estados Unidos declararam guerra ao Japão após o ataque a Pearl Harbor, enquanto Israel, deu início a uma operação de guerra em Gaza para derrubar o Hamas do poder e libertar os reféns. Embora Israel não tenha formalmente declarado guerra ao Hamas, o ataque foi considerado um ato de guerra pelo governo israelense. Essa postura demonstra a gravidade do ataque e a determinação de Israel em defender seus cidadãos.

Tanto os Estados Unidos quanto Israel buscaram, por meio de ação militar, deter o agressor e prevenir futuros ataques. A dissuasão é crucial na segurança nacional, e a resposta militar em ambos os casos visou enviar uma mensagem clara de que tais atos de agressão não serão tolerados.

O ataque a Pearl Harbor foi em grande escala, envolvendo o ataque simultâneo a várias bases militares americanas. O ataque do Hamas, aconteceu por terra, mar e ar envolvendo cerca de 3.000 terroristas

Os Estados Unidos usaram armas atômicas contra o Japão, resultando em centenas de milhares de mortes civis. Por outro lado, Israel tem se esforçado para evitar baixas civis em Gaza, mesmo que isso signifique prolongar a operação militar.

Os Estados Unidos buscavam a rendição incondicional do Japão após Pearl Harbor. Israel, em Gaza, visa derrubar o Hamas do poder, acabar com sua ala militara e a libertação dos reféns. Essa diferença nos objetivos políticos destaca a complexidade dos conflitos e a necessidade de soluções políticas abrangentes.

A comunidade internacional condenou o ataque a Pearl Harbor e apoiou a ação militar dos Estados Unidos. No caso do ataque do Hamas, a condenação foi generalizada, mas a reação à ação militar de Israel foi mais ambígua. Isso reflete as diferentes perspectivas sobre o conflito israelo-palestino.

Embora existam semelhanças nas respostas aos ataques de Pearl Harbor e Gaza, as diferenças são significativas. Essas disparidades são atribuíveis à natureza dos ataques, aos objetivos políticos dos países envolvidos e ao papel da comunidade internacional.

O uso de bombas atômicas pelos Estados Unidos foi controverso, resultando por um lado em grandes perdas civis, mas por outro a capitulação do Japão que salvou milhares de vidas. Israel, faz uso de toda a força militar de que dispõe, mas em contraste, prioriza a minimização de baixas civis em Gaza.

A questão central de poupar vidas emerge de maneira destacada ao se comparar as reações ao ataque japonês a Pearl Harbor e ao ataque do Hamas a Israel. No caso do Japão, a capitulação após os bombardeios atômicos foi motivada pela intenção de poupar a vida de sua população diante de uma ameaça grave. A decisão de encerrar o conflito visava evitar mais mortes e sofrimento.

Por outro lado, a situação contrasta com as ações do Hamas em Gaza. Apesar de dispor de extensos túneis, o grupo não permitiu que a população civil os utilizasse como abrigo, comprometendo a segurança dos civis. Além disso, a recusa em capitular e liberar reféns israelenses contribui para a continuidade do conflito, prolongando o sofrimento e as perdas de vidas.

A comparação ressalta a importância das decisões políticas e estratégicas na preservação de vidas. Enquanto o Japão optou pela rendição para evitar mais danos à sua população, o Hamas, ao não utilizar recursos disponíveis para proteger civis e não buscar uma resolução que encerre o conflito, parece negligenciar a prioridade de poupar vidas. Isso evidencia a complexidade ética e humanitária que permeia os conflitos armados e as diferentes abordagens adotadas pelos atores envolvidos em diferentes contextos históricos.

Agora, o que acontece em Israel

Agora, o que acontece em Israel

A situação da guerra está se encaminhando para um tipo de desfecho que pode surpreender muita gente. Certamente vão trazer consequências políticas inevitáveis. As peças do tabuleiro estão se movendo e as apostas estão sendo feitas.

A situação dos reféns continua sendo um espinho na garganta de todos os israelenses. De um lado temos manifestações diárias de familiares e simpatizantes por algum tipo de acordo que os libertem. De outro, começam as manifestações de familiares dos soldados caídos e simpatizantes pela continuidade da guerra até o desaparecimento do Hamas em nome de seus entes queridos que deram suas vidas com esta finalidade.

Netanyhau sabe que independentemente de como a guerra chegará ao fim, ninguém vai esquecer como ela teve início. O povo não vai perdoar a vergonhosa incapacidade das forças de segurança sob o seu comando, de terem impedido a invasão e tudo que ela trouxe consigo.

Os EUA, o principal aliado e avalista da guerra, está certo de que Israel não está perto de acabar com o Hamas e que o preço em vidas inocentes perdidas em Gaza, está se tornando um incômodo com o qual não podem concordar e continuar fazendo vista grossa. Até agora pressionavam pelo aumento da ajuda humanitária, mas já começam a pressionar Israel para não entrar em Rafiah, o último baluarte do Hamas, onde estão mais de um milhão de civis. Em Rafiah é se encontra, muito provavelmente, a direção da ala militar do Hamas e os reféns ainda com vida. Israel já começou a realizar bombardeios pontuais com efeitos colatterais.

Sinuwar, quem liderou a invasão no dia 7 de outubro, está incomunicável há cerca de 10 dias. É a ala política do Hamas quem está a frente de um possível acordo para a libertação dos reféns e um cessar fogo. Acontece que eles estão trazendo exigências que dificilmente podem ser aceitas por Israel e os dois lados precisam começar a relevar pontos importantes de suas demandas se realmente querem chegar a um acordo.

O Hamas aposta que a pressão interna em Israel para libertar os reféns vai fazer com que o governo atenda suas exigências. Israel aposta que a pressão militar intensa sobre o Hamas vai fazer com eles atendam as suas exigências. Os dois lados estão certos de suas pretensões.

Neste momento, delegações de ambos os lados se encontra no Cairo para tentarem uma aproximação. Existe uma pressão enorme de parte dos negociadores dos EUA, Qatar e Egito para que um acordo seja alcançado e as partes estejam dispostas a pagar o preço, incluindo um cessar-fogo permanente.

Netanyhau diz por um lado de que não aceita nada que não seja a destruição completa da capacidade militar do Hamas e sua exclusão de Gaza, além da libertação dos reféns. Por outro lado, já conversa com o líder da oposição Yair Lapid por apoio, no caso de ter de ceder as pressões. Ele sabe que é mais provável um acordo para libertar os reféns se um cessar-fogo permanente acontecer. Neste caso, os extremistas de direita devem abandonar o governo e Lapid daria a ele uma sobrevida temporária para o seu governo.

Também é preciso levar em conta o que está acontecendo no Norte com o Hizbalah. A cada dia que passa a situação vai se complicando e o que até agora vem sendo uma guerra de desgaste dentro das fronteiras, pode se transformar em uma guerra de fato com a invasão do Líbano para empurrar o Hizbalah para o Norte.

Os EUA também começam a se ver a cada dia, mais envolvidos no conflito. Milícias pró-iranianas na Síria e no Iraque declararam guerra as forças americanas que possuem bases militares nestes países. Soldados americanos já morreram e a situação está se escalando rapidamente com ataques de parte a parte.

E não posso deixar de falar no problema Houthi no Iêmen ameaçando a navegação no Mar Vermelho. Os EUA e aliados tentam combater estes rebeldes com ataques diários as suas bases de lançamentos de foguetes contra navios e o sul de Israel. Ainda assim, os rebeldes continuam disparar mísseis fornecidos pelo Irã.

Algo está para acontecer nos próximos dias, para o bem ou para o mal de todas as partes envolvidas neste imbróglio que se formou. Espero que possa surgir uma luz no fundo do túnel que ilumine um caminho para algum tipo de entendimento que cesse as hostilidades, mesmo que temporariamente pelo período que for.

Lula deu um tiro no pé

Lula deu um tiro no pé

No último dia 10, o presidente Lula apoiou oficialmente a denúncia por genocídio contra Israel, de autoria da África do Sul, na Corte Internacional de Haia. 14 países seguiram o mesmo caminho. Desse total, 13 não respeitam os direitos humanos nem podem ser chamados de democráticos. Mas aparentemente este tipo de reflexão não é levado em consideração; nas relações internacionais o que conta são os interesses de cada um, tanto os nacionais quanto os pessoais. É o caso do Brasil de Lula, que não está nem um pingo preocupado com a verdade e menos ainda com o aumento do antissemitismo, que cresceu “apenas” 1.000% no país, desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
O governo não tem hesitado em jogar no lixo o tradicional equilíbrio da sua política externa, a moderação que tantos elogios e respeito trouxeram à diplomacia do Itamarati nos tempos pré-Bolsonaro.
Talvez sem nem sequer se dar conta, Lula, ao aderir à denúncia, abriu a porteira para que a sua boiada passasse aos berros, distilando antissemitismo. Foi o aval que faltava.
Representando o Brasil na ONU, Celso Amorim foi o primeiro, ao acusar Israel de genocídio muito antes de Pretória; seguiram a presidenta do PT, Gleisi Hofman, Janja, a primeira-dama, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ex-presidente do PT, José Genoino.
Gleisi defendeu quem chamou os judeus de ratazanas, numa alusão às perseguições sofridas na Idade Média, quando foram acusados de espalhar a peste, e ainda acusou a Conib, entidade representativa dos judeus brasileiros, de traição por agir “em nome de Israel”. Uma acusação que lembra a condenação do capitão Dreyfus pela Justiça francesa, pelo simples crime de ser judeu.
Quanto a Genoino, teve a ousadia de propor o boicote de empresas de judeus, fato que em 1938 precedeu a tristemente célebre Noite dos Cristais, em que sinagogas e negócios de judeus foram destruídos.
O ministro Mauro Vieira publicou uma nota na qual explica a posição brasileira, porém, provavelmente envergonhado, evita afirmar que Israel comete genocídio.
Mesmo assim, alguns judeus de esquerda, que como eu passaram dias e noites a fazer campanha pró Lula (e que militam pela solução de 2 Estados), ainda acreditam na boa fé do presidente, que talvez esteja sendo mal orientado e que precisaria portanto ouvir o que essa parcela do seu eleitorado tem a dizer.
Quanto à primeira-dama, lançou um manifesto em defesa das mulheres palestinas, sem nem uma palavra sequer sobre o pogrom sexual sofrido pelas israelenses no dia 7 de outubro: mulheres estupradas, esquartejadas, mutiladas, que chegaram a ter seus fetos arrancados de dentro do ventre materno e assistiram a monstruosidade de ver seus filhos assados vivos num forno. Nada disso parece tê-la sensibilizado. Janja só viu violência de um lado. Mesmo assim o presidente, apaixonado, declarou: – Ela é o meu farol.
A verdade é que a política externa derrapou e que Lula optou por acariciar a pseudo esquerda pró Hamas, que talvez seja o grosso de seu eleitorado, sobretudo no sul do país.
Tudo isso provoca antissemitismo, é lenha na fogueira do ódio. A memória da Shoah foi banalizada.
Lula parece não estar nem aí com o antissemitismo que se espalha pelo país, como se não lhe dissesse respeito. Se o Brasil optou pela adesão à denúncia sul-africana parece ter sido por duas razões: a primeira, eleitoral, óbvia; a segunda, uma jogada de política externa, uma espécie de ação de força do Sul Global, tão caro ao presidente. Que a denúncia tenha sido feita por Pretória, país membro dos BRICS, foi uma dádiva para o fortalecimento do grupo que teve o Brasil na linha de frente. O Sul Global, mais a Turquia, o Irã, a Arábia Saudita, enfim os países que querem desempenhar um papel na futura ordem mundial, como é o caso do Brasil – e de Lula, só podiam apoiar a denúncia de genocídio, que atinge os Estados Unidos e seu amigo, o “Israel colonial”.
A gesticulação faz parte da guerra contra o Ocidente. O presidente brasileiro escolheu o seu campo e espera tirar benefício, inclusive pessoal, de sua opção. Lula certamente ainda sonha em vir a ser uma liderança mundial, por isso seu caminho será pautado pela Rússia, China, Índia, pelo Sul Global, não por Washington nem por Bruxelas. Nessa nova ordem mundial pouco importa a ideologia, os valores, a democracia, os direitos humanos, o estado de direito. Vale tudo e não são mil por cento a mais de atos antissemitas, uns pogroms aqui outros lá, a invasão de um país (a Ucrânia), que vão atrapalhar a construção em andamento desse novo mundo em que nós, judeus, corremos o risco de ser, uma vez mais, bodes expiatórios.
A existência de Israel está ameaçada, por razoes externas e internas. E a nossa existência como judeus da diáspora (incluindo os brasileiros), também.
Em contrapartida, a pseudo esquerda e a extrema-direita exultam.