Na semana passada, caminhei pelas ruínas de Citópolis, a cidade romana de Beit Shean, com um primo querido que veio da Argentina me ver depois de trinta anos, e encontrei uma cruz de braços dobrados assentada no piso de uma cidade cujas colunas o terremoto do ano setecentos e quarenta e nove derrubou e deixou deitadas onde caíram. Três décadas de ausência encolheram diante de uma figura que jaz ali há mais de doze séculos, posta por um artesão que não podia imaginar o dia em que ela seria bordada nas braçadeiras de quem quis nos exterminar.
Os oleiros de Atenas já a pintavam nas faixas dos seus vasos no século oitavo antes de Cristo, e os gregos a chamaram de gammadion porque cada braço repete a letra gama, de onde vem, em português, o nome cruz gamada. Os romanos a encadearam nas bordas dos pisos, os judeus desta terra a desenharam nos mosaicos das sinagogas de Beit Alfa e de Ein Gedi, e na Índia ela ainda se chama svastika, palavra sânscrita para bem-estar. Em toda parte ela queria dizer mais ou menos o mesmo, o sol que volta, a sorte, e a roda das estações, e assim atravessou quase três mil anos, até que um partido de Munique que ainda cabia no salão de uma cervejaria a pôs no centro da sua bandeira, em mil novecentos e vinte. Vinte e cinco anos depois, o desenho continuava igual ao dos oleiros, apenas girado sobre uma das pontas, e fora da Ásia ninguém mais conseguia vê-lo como decoração, porque um símbolo carrega para sempre aquilo que se fez à sombra dele.
A figura do piso de Citópolis voltou à minha lembrança na quinta-feira, vinte e quatro de setembro, quando Benjamin Netanyahu subiu à tribuna da Assembleia Geral enquanto dezenas de delegações saíam, entre elas a do país onde nasci, e convidou com um sorriso os covardes morais que restassem no salão a fazer o mesmo. Eu já esperava alguma performance, porque ele raramente atravessa o Atlântico em setembro sem apresentar algo no palco, e o repertório inclui as plantas de Auschwitz em dois mil e nove, a bomba de desenho animado cortada por uma linha vermelha em dois mil e doze, e o código QR na lapela no ano passado. Desta vez ele tirou um pager do bolso e deixou uma antena Starlink com o presidente da Assembleia para a delegação iraniana, que não estava no salão para recebê-la.
Não queria dizer isto, mas, na minha opinião, sempre que se posiciona ou abre a boca, Netanyahu se parece cada vez mais com Labão, entre todos os personagens da Bíblia. Ephraim Ganor escreveu no Maariv, antes do discurso, que o primeiro-ministro usaria o microfone das Nações Unidas para falar aos próprios eleitores a um mês das nossas eleições.
Não trago a cruz gamada para pendurá-la no pescoço de ninguém, e sei com que facilidade o mundo vira essa comparação contra nós. Trago-a porque Netanyahu conhece tão bem o peso de um símbolo que nesta semana comparou aos nazistas os sequestradores de Entebbe, e porque o discurso de quinta-feira tinha o seu próprio refrão, uma frase que ele fora buscar num laranjal.
O trecho mais bem escrito do discurso se passa nos pomares em volta de Ramla, em junho de mil novecentos e sessenta e sete, quando um rapaz de dezessete anos que terminava o ensino médio nos arredores da Filadélfia voou para casa cinco dias antes da guerra, encontrou o país às escuras, e saiu à procura do irmão entre os paraquedistas acampados nos laranjais. Achou-o no fim de uma fileira de árvores, um oficial de vinte e um anos espantado com a visita, e os dois dividiram um café de campanha até que o mais novo perguntou o que ia acontecer e ouviu de Yoni, depois de uma pausa, que iam vencer porque não tinham outra escolha. Nove anos depois, em Entebbe, Yoni comandou o grupo que invadiu o terminal e foi o único soldado morto na operação. Acredito em cada palavra do relato e reconheço a quem perdeu um irmão desse modo o direito de repetir pelo resto da vida a frase que guardou daquele dia.
O primeiro-ministro exerceu esse direito pelo menos seis vezes num único discurso, do relato de sessenta e sete à última linha, depois de Mark Twain e do versículo sobre a eternidade de Israel, incluído o juramento a um reservista ferido nesta semana. Ao fim, a frase já não descrevia guerra nenhuma em particular e servia de moldura para todas, e molduras assim só comportam histórias que terminam bem. Na versão contada em Nova York, os cento e três reféns de Entebbe voltaram todos para casa, enquanto os registros da operação contam cento e dois resgatados, três mortos no tiroteio do terminal, e uma senhora de setenta e quatro anos, Dora Bloch, levada a um hospital de Kampala e assassinada depois por ordem de Idi Amin.
Os defensores do primeiro-ministro dirão que o que ele descreve é absolutamente verdadeiro, e têm a seu favor um país atacado nos últimos três anos pelo Hamas, pelo Hezbollah, pelos houthis, por milícias no Iraque e na Síria, e pelo próprio Irã, cujos mil mísseis balísticos foram disparados, segundo Netanyahu, contra um território do tamanho de Nova Jersey ou de Sergipe, o menor estado do Brasil. Quem já fez de madrugada o caminho até o abrigo sabe que ali ninguém escolhe nada, porque a sirene não oferece alternativa, e o sete de outubro ensinou a todos nós quanto custa acreditar que o Hamas não fizesse o que sempre disse que queria fazer. Não conheço israelense que ouça a frase de Yoni com indiferença, e não me conformo em vê-la transformada em pedido de voto justamente porque ela ainda nos alcança.
O homem que fundou o partido de Netanyahu recusou essa moldura diante de oficiais do exército em oito de agosto de mil novecentos e oitenta e dois, dois meses depois de mandá-lo ao Líbano. Menachem Begin foi ao Colégio de Defesa Nacional explicar a diferença entre guerras sem escolha e guerras escolhidas e disse que em junho de sessenta e sete também tínhamos tido escolha, que as concentrações de tropas egípcias no Sinai não provavam que Nasser estivesse prestes a atacar, e que era preciso ser honesto conosco mesmos, porque nós tínhamos decidido atacá-lo. Ele considerava aquela guerra legítima defesa no sentido mais nobre e falava para justificar a sua própria, que acabaria por consumi-lo, mas pôs a palavra escolha sobre a mesa com o próprio nome ao lado. Um ano depois, viúvo e com os mortos do Líbano mais pesados do que conseguia carregar, disse aos ministros que não podia continuar e passou os quase nove anos que lhe restavam praticamente sem sair de casa.
A diferença entre Begin e Netanyahu cabe inteira na palavra escolha, porque quem diz que escolheu fica com o peso nos próprios ombros, e quem repete que nunca teve escolha o reparte entre nós, o inimigo, e a história, e sai de mãos livres para não depor diante de comissão alguma. Mesmo quando a guerra não pode ser evitada, a frase de Yoni resolve apenas se é preciso lutar e nada diz sobre como, e quem governa decide esse como todos os dias e, com ele, quem morre e quantos morrem.
Netanyahu exibiu o pager em Nova York como suvenir, com a piada de que o Hezbollah certamente se lembrava daquilo, e o aparelho era parecido com o que tocou em dezessete de setembro de dois mil e vinte e quatro sobre a mesa de uma cozinha em Saraain, no Vale do Bekaa. Fatima Abdullah acabava de voltar do primeiro dia de aula do quarto ano, pegou-o para levá-lo ao pai e ainda o segurava no momento da explosão. O ataque daquele dia matou doze pessoas e feriu perto de duas mil e oitocentas, a maioria no rosto, nas mãos, e no abdômen, e boa parte das vítimas era de terroristas do Hezbollah, mas duas crianças estavam entre os mortos.
Em Gaza o Ministério da Saúde registra quase setenta e quatro mil mortos, número que o nosso governo contesta e que um levantamento independente publicado na revista Lancet considerou abaixo da realidade nos primeiros quinze meses da guerra. Muitos eram terroristas do Hamas, mas não setenta e quatro mil, e o nosso próprio exército falava no ano passado em pouco mais de vinte e dois mil. Do nosso lado a conta começa numa manhã de sábado, com mil e duzentos mortos num país que ele já governava, e ficará em aberto enquanto o governo dele recusar, três anos depois, a comissão estatal de inquérito que mais de setenta por cento de nós pedimos nas pesquisas. Netanyahu nunca assumiu coisa alguma, e quando lhe cobraram o sete de outubro, no começo deste ano, lembrou que o ex-chefe do Shin Bet, o ex-chefe do Estado-Maior, e o ex-chefe da inteligência militar não tinham comparecido à Controladoria do Estado, e ele sim. Esqueceu-se de acrescentar que os três tinham assumido a parte que lhes cabia e deixado os seus postos, enquanto ele continua no dele. Nenhuma dessas mortes cabe numa frase dita às vésperas de outra guerra, e todas passaram, uma por uma, por decisões tomadas por gente que tinha escolha, o próprio Netanyahu inclusive.
Não arrisco um palpite sobre o que o país vai decidir no dia vinte e sete de outubro, mas sei o que gostaria de ouvir de quem vier pedir o meu voto, uma frase tão honesta quanto a de Begin em oitenta e dois. Netanyahu nos pediu que erguêssemos a cabeça, e eu peço a cada israelense que a erga diante da urna nesse dia, porque desta vez nenhum de nós poderá dizer que não teve escolha. A frase de Yoni pertence ao oficial que de fato não tinha escolha debaixo de uma laranjeira perto de Ramla, porque quem está no pomar recebe a guerra já decidida por outros, e por isso mesmo ela não serve a um primeiro-ministro, cujo ofício inteiro é decidir. O artesão de Citópolis não tinha como escolher o que o mundo faria com o gammadion que assentou naquele piso, e Netanyahu repetiu por escolha própria a história do irmão até fazer dela um símbolo, e, como já sabemos, um símbolo carrega para sempre aquilo que se fez à sombra dele.
Oh, mercenaries of the Republic,
you are counterfeit (liars), you are inhuman,
you bear the guilt of hunger and the plague,
you bear the guilt of ignorance,
and you bear the guilt of death!
Mercenaries of the Republic,
you speak, and you declaim, and you squander
upon bloated campaigns
to buy the sanction of the masses
whom you so coldly deceive…
Mercenaries of the Republic,
you do not feel the wretched child,
you do not trace the furrows of the pensioner,
you hold no regard for any soul!
— they are but guardians of their own gain —
Oh, mercenaries of the Republic,
who look on from your ease, and your luxury,
your gluttony, your rest, and your contempt,
at the slaughter of the soldiers who fight
(for nothing) at your command: (for nothing)!
Spurning the ruined and the pestilent
who pay you with their very lives
(for nothing, for each) within the bureaus!
— you are mercenaries —
Mercenaries of the Republic,
you are malignant mercenaries!
you are perverted mercenaries!
you are filthy mercenaries!
— you are mercenaries! —
Pietro Nardella Dellova. in NO PEITO HÁ UMA PORTA QUE SE ABRE. Editora L&S, 1990, p. 31
הו שכירי החרב של הרפובליקה
אתם מזויפים שקרנים אתם תתי אדם
אתם אשמים ברעב ובמגיפה
ואתם אשמים בבורות
ואתם אשמים במוות
שכירי החרב של הרפובליקה
אתם מדברים ונואמים ומבזבזים
בקמפיינים המנופחים שלכם
כדי לקנות את תמיכת ההמונים
שאתם מרמים בדם קר
שכירי החרב של הרפובליקה
אתם לא מרגישים את הילד העני
אתם לא רואים את הקמטים של הפנסיונר
אתם לא רואים אף אחד ממטר
הם רק מגנים על האינטרסים של עצמם
הו שכירי החרב של הרפובליקה
שיושבים לכם בנוח בליגה אחרת
בשפע ברוגע ובאדישות
ומביטים במותם של החיילים שנלחמים
על כלום בשביל הגחמות שלכם על כלום
בזים לאומללים ולנגועים
שמשלמים לכם בחייהם שלהם
על כלום על כל אחד ואחד בתוך הלשכות
אתם שכירי חרב
שכירי החרב של הרפובליקה
אתם שכירי חרב מרושעים
אתם שכירי חרב מעוותים
אתם שכירי חרב מלוכלכים
אתם שכירי חרב
Em junho de 2018, a tripulação de um voo da El Al que levava o casal Netanyahu à Europa recebeu uma folha de instruções. Havia uma que se destacava. Em nenhuma circunstância dirija a palavra ao primeiro-ministro. Toda pergunta deve passar pela esposa dele, sentada a poucos centímetros. Se a comissária quisesse saber se ele preferia frango ou carne, chá ou café, a pergunta ia para Sara.
No estúdio do Canal 14, na noite de segunda-feira, perguntaram a Sara Netanyahu se houve traição interna em 7 de outubro. Um não simples bastaria. Ela disse que não queria falar sobre isso. Disse que não sabia. Disse que não fazia parte de teoria nenhuma. E, para que ninguém ficasse em dúvida sobre de qual teoria ela não faz parte, tinha explicado momentos antes que Yair Golan estava vestido e pronto numa hora em que ninguém sabia de nada, o marido dela inclusive. Depois riu e perguntou quem é o primeiro-ministro para precisar ser avisado de que uma guerra estourou.
Ninguém no estúdio fez a pergunta seguinte. Não existe pergunta seguinte naquele canal. O que existe é conivência, e ela é imoral.
E não joguemos tudo isso na conta do estúdio. Um canal que desce a esse ponto diz alguma coisa sobre quem o faz e diz outro tanto sobre quem o assiste. O cenário está iluminado para uma plateia. Alguém em casa ouviu uma mulher insinuar que um general sabia de antemão do massacre dos próprios compatriotas, e não desligou, e não sentiu vergonha, e foi dormir. Aquela plateia não está sendo enganada. Está sendo servida.
Convém lembrar quem faz a acusação. Em 2019, a mesma senhora fez um acordo com a promotoria por ter mandado o Estado pagar refeições encomendadas para a residência oficial. Pagou multa, devolveu o dinheiro, seguiu adiante. É presença constante no processo em que o marido responde por presentes de empresários, charutos e champanhe entregues em quantidade suficiente para virar peça de acusação. Empregados da casa passaram anos levando-a à Justiça.
Foi essa mulher que decidiu auditar o horário de chegada de um general no dia do massacre.
Ela não tem posto. Não foi eleita. Não responde a ninguém. E é a ela que as perguntas vão antes de chegar ao primeiro-ministro. É assim que o poder está arranjado neste país, e está arranjado assim há anos, à vista de todos.
Agora o outro lado, e aqui não vou fingir equilíbrio.
Yair Golan nasceu em maio de 1962. A família do pai dele saiu da Alemanha em 1935, o que significa que alguém naquela casa entendeu a hora certa de ir embora. Foi paraquedista, comandou a Brigada Nahal, comandou o Comando Norte, chegou a segundo homem do Estado-Maior sob Gadi Eisenkot. Em 2016, no dia da memória do Holocausto, subiu num palco e disse que enxergava neste país processos que lembravam a Europa dos anos trinta. Não era candidato a nada. Era o número dois do exército, e falou assim mesmo. Aquilo custou a ele o topo da carreira militar, e ele sabia que custaria enquanto falava.
Em 7 de outubro de 2023 tinha sessenta e um anos. Ninguém o convocou. Desceu para o sul, pegou uma arma numa base do exército, entrou em áreas onde ainda havia terroristas e passou o dia trazendo gente de volta do festival. Voltou mais de uma vez. Homens de sessenta e um anos não fazem isso. Ele fez.
Admiro isso sem nenhuma reserva. Ele passou aquele dia tirando pessoas de carne e osso do campo aberto, uma de cada vez, enquanto outros acertavam a narrativa. Carrego no bolso um cartão que autoriza a doação dos meus órgãos, e a única coisa que ele declara é que a vida acontecendo agora, dentro de gente determinada, não pode ser adiada em nome de nada. Naquela manhã houve um homem em Israel agindo como se isso fosse verdade. Não foi o que estava dormindo.
Em maio passado, Golan disse que este país estava matando bebês por passatempo. O escândalo durou semanas. Concordo com ele. Concordo com cada palavra que disse então e com cada palavra que disse em 2016, e não vou suavizar nada aqui para ficar mais apresentável.
Hannah Arendt escreveu que o sujeito ideal do domínio totalitário é aquele que já não consegue distinguir fato de ficção. Anos depois, ao descrever o que viu no julgamento em Jerusalém, foi chamada de traidora pelos seus e perdeu amizades de trinta anos. Foi condenada por dizer em voz alta uma coisa verdadeira e insuportável sobre a própria gente. É o que este país faz com Golan.
Devo a você a parte que ainda me incomoda. Golan foi formalmente repreendido em 2007, comandando a Divisão da Judeia e Samaria, por autorizar o procedimento que mandava civis palestinos convencerem procurados a se entregar. Não esqueci isso e não vou fingir que esqueci.
Os Democratas aparecem com cerca de dez cadeiras. Dez cadeiras não formam governo em lugar nenhum do mundo, e voto neles assim mesmo. Um país que transforma a pontualidade de um homem em prova contra ele perdeu a capacidade de reconhecer coragem quando ela passa bem na sua frente. Recuso-me a ser contado entre os que aprenderam a achar isso normal.
Sara Netanyahu encerrou a entrevista pedindo uma comissão de inquérito de verdade. Concordo com ela pela primeira e provavelmente última vez na vida. Que se faça. Que comece pela pergunta que ninguém naquele estúdio teve a coragem de fazer, sobre quem estava acordado naquela casa às seis e meia da manhã e o que essa pessoa fez em seguida.
E quando a comissão for instalada, sugiro que adote o protocolo da El Al. Não perguntem nada a ele. Perguntem tudo a ela.
Tenho a honra de compor Grupo de Pesquisa CNPq na área da Ciência da Religião e de estudar o assunto há décadas, com Mestrado e Doutorado nesta área (também na PUC/SP), assim como Mestrado e Doutorado no Direito (USP e Federal Fluminense), além de estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém.
O candidato Flávio Bolsonaro afirma que, caso vença as Eleições, decretará que o Brasil é do “Senhor Jesus Cristo”!
Sem levar em conta o oportunismo eleitoreiro do candidato ou suas inclinações ideológicas (o que não me interessa aqui!), penso que um cidadão que deseja alcançar o posto de Presidente da República de um país que tem uma Constituição, que estabelece um Estado Democrático de Direito, deveria respeitar o texto constitucional. Esta é a primeira lição!
O Brasil é um país LAICO (o que não significa, por óbvio, ateu) e, por isso mesmo:
Estabelece-se tal laicidade no texto constitucional (Art. 18, I, CF/88) ao proibir explicitamente a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de interesse público;
O Artigo 5º, VI, da CF/88, declara inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
O Artigo 5º, VIII, da CF/88, garante que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (escusa de consciência).
O Artigo 210, § 1º, CF/88, determina que o ensino religioso nas escolas públicas é de matrícula facultativa, reforçando que o Estado não pode impor dogmas.
Como Professor e Autor no mundo jurídico, defendo o Estado Democrático de Direito. Como Pesquisador e, também, Autor na área da Ciência da Religião, defendo a liberdade de culto e a proteção integral a todas as crenças, a todos os religiosos e a seus lugares de culto.
O Cristianismo, em quaisquer de suas versões; o Islamismo, em quaisquer de suas versões; o Judaísmo, em quaisquer de suas versões; a Umbanda; o Candomblé; o Espiritismo; o Budismo; e qualquer outra religião e crença, além dos Ateus, têm o mesmo direito constitucional. Nenhum grupo é maior ou melhor que outro em um país laico e democrático!
If you are chauvinist, misogynist, homophobe, transphobe, antisemite, islamophobic, anti-Arab, anti-pagan, anti-Amish, anti-Protestant, anti-evangelical, anti-Pentecostal, anti-Catholic, anti-Umbandist, anti-Candomblecist, anti-spiritist, anti-indigenous, anti-Buddhist, anti-Hindu, anti-atheist, antizionist, anti-socialist, anti-liberal, anti-anarchist, anti-diversity, anti-pluralist, anti-democratic, anti-worker, anti-business, anti-merchant, aporophobic, ageist, anti-child, ableist, anti-conservative, anti-progressive, anti-book, anti-study, anti-philosophy, anti-rights, anti-science, anti-vax, anti-foreigner, anti-love, anti-solidarity, anti-equality, anti-nature, anti-school, anti-liberty, anti-antifascist, anti-antinazi, anti-antiracist, opposed to the two-state solution (Israel and Palestine), and against free love, you have crossed my boundary, encroached upon my space, and violated my dignity. Begone from here! For we shall not drink coffee together, we shall not toast with wine, nor shall we sit at the same table. I am an anarchist Poet, a humanist Jew, a Neapolitan, and I take seriously the “carpe diem et inutilia truncat.”