Tenho a honra de compor Grupo de Pesquisa CNPq na área da Ciência da Religião e de estudar o assunto há décadas, com Mestrado e Doutorado nesta área (também na PUC/SP), assim como Mestrado e Doutorado no Direito (USP e Federal Fluminense), além de estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém.
O candidato Flávio Bolsonaro afirma que, caso vença as Eleições, decretará que o Brasil é do “Senhor Jesus Cristo”!
Sem levar em conta o oportunismo eleitoreiro do candidato ou suas inclinações ideológicas (o que não me interessa aqui!), penso que um cidadão que deseja alcançar o posto de Presidente da República de um país que tem uma Constituição, que estabelece um Estado Democrático de Direito, deveria respeitar o texto constitucional. Esta é a primeira lição!
O Brasil é um país LAICO (o que não significa, por óbvio, ateu) e, por isso mesmo:
Estabelece-se tal laicidade no texto constitucional (Art. 18, I, CF/88) ao proibir explicitamente a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada a colaboração de interesse público;
O Artigo 5º, VI, da CF/88, declara inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
O Artigo 5º, VIII, da CF/88, garante que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (escusa de consciência).
O Artigo 210, § 1º, CF/88, determina que o ensino religioso nas escolas públicas é de matrícula facultativa, reforçando que o Estado não pode impor dogmas.
Como Professor e Autor no mundo jurídico, defendo o Estado Democrático de Direito. Como Pesquisador e, também, Autor na área da Ciência da Religião, defendo a liberdade de culto e a proteção integral a todas as crenças, a todos os religiosos e a seus lugares de culto.
O Cristianismo, em quaisquer de suas versões; o Islamismo, em quaisquer de suas versões; o Judaísmo, em quaisquer de suas versões; a Umbanda; o Candomblé; o Espiritismo; o Budismo; e qualquer outra religião e crença, além dos Ateus, têm o mesmo direito constitucional. Nenhum grupo é maior ou melhor que outro em um país laico e democrático!
God (whatever the Name may be), as a universal and cosmic force, and as a presence within nature, makes no deals with anyone. No individual, nation, or religion holds a privileged channel for bargaining—not even us Jews, whose historical and spiritual tradition helped shape the very human perception of God. Whether someone is Black, white, Asian, Jewish, Muslim, Christian, or anything else, no one is more or less important simply for being this or that. You could give away your entire fortune, live on fasting and prayers, abstinence and asceticism, but God—who does not exist at a sales counter or in a business transaction—won’t give you a single crumb for anything you do. Because real life—and God—reject any type of transactional faith.
What is left, then? I say: respect this ‘Force’ (because the Force is real), and move forward with ethics, kindness, justice, and solidarity, free from prejudice or group arrogance. And that is how you truly live a human life!
If you are chauvinist, misogynist, homophobe, transphobe, antisemite, islamophobic, anti-Arab, anti-pagan, anti-Amish, anti-Protestant, anti-evangelical, anti-Pentecostal, anti-Catholic, anti-Umbandist, anti-Candomblecist, anti-spiritist, anti-indigenous, anti-Buddhist, anti-Hindu, anti-atheist, antizionist, anti-socialist, anti-liberal, anti-anarchist, anti-diversity, anti-pluralist, anti-democratic, anti-worker, anti-business, anti-merchant, aporophobic, ageist, anti-child, ableist, anti-conservative, anti-progressive, anti-book, anti-study, anti-philosophy, anti-rights, anti-science, anti-vax, anti-foreigner, anti-love, anti-solidarity, anti-equality, anti-nature, anti-school, anti-liberty, anti-antifascist, anti-antinazi, anti-antiracist, opposed to the two-state solution (Israel and Palestine), and against free love, you have crossed my boundary, encroached upon my space, and violated my dignity. Begone from here! For we shall not drink coffee together, we shall not toast with wine, nor shall we sit at the same table. I am an anarchist Poet, a humanist Jew, a Neapolitan, and I take seriously the “carpe diem et inutilia truncat.”
א
Amore mio, vieni a letto!
Facciamo l’amore per tutto questo giorno, nudi (e denudati) in godimenti plurali, sfaccettati di piena liberazione!
ב
Vieni, amore!
Quando ci stancheremo del letto, faremo l’amore sul sofà, sul tavolo della cucina, nel corridoio, sul pavimento del soggiorno.
ג
Vieni, amore! Apriremo le nostre pupille e i nostri pori, benediremo le nostre labbra con i nostri stessi corpi, libereremo i nostri fuochi e, in ruggiti, voleremo alle altezze e, senza tregua, sprofonderemo, intimi, nei nostri corpi e nelle nostre anime!
ד
Là fuori, oggi, amore mio, per strada, ci son solo tifoserie organizzate da anencefali, e ci son tifosi drogati che portano le loro bandiere e i loro bastoni, e ci son repressori, e ci son repressi, e ci son distruttori dell’Educazione, e ci son osmotici, e ci son ripetitori di PowerPoint, e ci son omofobi, e ci son islamofobi, e ci son banchieri, e ci son antisemiti, e ci son fascistoidi, e ci son nazisti, e ci son pregiudiziosi, e ci son gli sterminatori, e ci son i militaristi, e ci son maschilisti, e ci son psicotici, e ci son bipolari, e ci son picchiatori di donne, e ci son autoritari, e ci son golpisti, e ci son ignoranti, e ci son razzisti, e ci son dipendenti dalle telenovele, e ci son schiavi dei media, e ci son risentiti, e ci son vendicativi, e ci son antidemocratici, e ci son quelli che odiano, e ci son egoisti, e ci son pecore, e ci son curiosi, e ci son assolutamente incapaci, e ci son baciapile, e ci son ladri di mense scolastiche, e ci son speculatori, e ci son usurai, e ci son ladri di decime, e ci son schiavisti, e ci son ladri di anime e c’è, per disgrazia, la massa asessuata e acritica, trascinata e centrifugata dai suoi padroni! Là fuori, oggi, amore mio, c’è solo una vasca biologica e pupazzi che marciano!
ה
Vieni, amore, vieni a letto!
ו
Vieni, amore, vieni oggi.
ז
La politica, amore mio, la lasceremo a dopodomani, quando si riuniranno soltanto i ribelli, coscienti e libertari.
א
My love, come to bed!
Let’s make love all through this day, naked (and stripped bare) in plural, multifaceted pleasures and full liberation!
ב
Come, love!
When we tire of the bed, we’ll love on the couch, on the kitchen table, in the hallway, on the living room floor.
ג
Come, love! We shall open wide our pupils and our pores, we shall bless our lips with our own bodies, we shall unleash our fires and, in roars, we shall fly to the heights and, without truce, we shall plunge deep into our bodies and souls!
ד
Out there, today, my love, on the street, there’s only organized crowds of the brainless, there’s drugged fans carrying their banners and their clubs, there’s oppressors, there’s the oppressed, there’s destroyers of Education, there’s osmotics, there’s PowerPoint repeaters, there’s homophobes, there’s islamophobes, there’s bankers, there’s anti-Semites, there’s fascistoids, there’s nazis, there’s the prejudiced, there’s the exterminators, there’s militarists, there’s chauvinists, there’s psychotics, there’s bipolars, there’s women-beaters, there’s authoritarians, there’s coup-mongers, there’s the ignorant, there’s racists, there’s telenovela addicts, there’s media slaves, there’s the resentful, there’s the vengeful, there’s anti-democrats, there’s those who hate, there’s the selfish, there’s sheep, there’s the curious, there’s the utterly incapable, there’s sanctimonious ones, there’s school-meal thieves, there’s speculators, there’s loan sharks, there’s tithe-robbers, there’s slave-drivers, there’s thieves of souls and there is, disgracefully, the sexless, mindless mass, dragged and centrifuged by their masters! Out there, today, my love, there is only a single cesspool and puppets marching!
ה
Come, love, come to bed!
ו
Come, love, come today.
ז
Politics, my love, we shall leave for the day after tomorrow, when only the rebels, conscious and libertarian, gather.
Devotos da ordem totalitária, do terror! atenção! Atenção!
Viva os líderes!
Khomeini, Khamenei!
Nossos irmãos, os aiatolás do Irã, precisam de nós.
A revolução islâmica está sob ataque.
Este é um momento ímpar. Um chamado histórico.
Conclamamos todos. Contribuam. Contribuam!
Os aiatolás já não conseguem mais matar em paz.
Cada corpo que cai nas calçadas produz, vejam só, novos e novos manifestantes. Brotam das esquinas, das escolas, das casas, das ruas — uma epidemia de gente viva.
Ingratos!
Ingratos estes iranianos.
Ingratas estas mulheres, cuja moral os aiatolás tão zelosamente preservam sob o cerco dos panos pretos, que ocultam rostos, corpos e hematomas — marcas nem tão discretas da legítima violência doméstica, essa instituição milenar.
Como ousam essas ingratas sair às ruas pedindo liberdade?
Sabem elas, afinal, o que é liberdade?
E vejam a que ponto chegamos: nem torturar conseguem mais, os pobres carracos dos aiatolás.
Faltam mangueiras para violar gestantes.
Falta eletricidade para choques nos genitais de adolescentes.
Faltam baldes para afogar manifestantes.
Faltam mortalhas, covas rasas!
Faltam balas.
Imaginem! Cartuchos em falta!
Observem a tragédia: apenas 500 mortos em três dias. Uma miséria. Uma escassez inadmissível.
E, para coroar a humilhação suprema, faltam até pedras.
Não há pedras suficientes para exercer o mais singelo dos direitos previstos na Sharia: apedrejar gays até a morte.
Que crueldade, às vezes, a vida impõe a estes pobres torturadores do Irã!
É hora de recorrer à experiência histórica. Realismo, Austeridade! Afinal falta tudo, dinheiro, petróleo, comida, água e ar!
Os devotos do totalitarismo podem ajudar. Eis o chamado à gloriosa NKVD, escola de Beria e Yezhov, em defesa de uma Yezhovshchina eficiente e barata!
Tortura, sim — mas com austeridade.
Os tempos são de contenção fiscal. Nada de luxos elétricos, nada de desperdício hidráulico. Priorizar métodos de baixo custo, alta repetição e mínimo investimento:
o medo sustentável, o sofrimento reciclável, a repressão responsável.
Em Teerã está fazendo menos de dez graus, está frio, qualquer golpe, um chicote improvisado, um cabo de rifle, cassetetes, bastões, barras de borracha, cordas, tudo isto, machuca, fere, e com um mínimo de pressão fiscal
Lembranças das celas geladas da Sibéria, a privação de sono contínua, a stoyka , o pão reduzido e as mortes por inanição.
Tudo feito sob medida para a garantir a restrição orçamentária.
Devotos do totalitarismo e do terror, do mundo inteiro, uni-vos!
Viva a Revolução Islâmica! Viva o Líder!
O Irã precisa de vocês.
Contribuam. Contribuam!
Nossos irmãos precisam de nós.
Charles Schaffer Argelazi
Advogado e Antropólogo
Sócio da Argelazi Advocacia