Guterres e quando é pior a emenda que o soneto

Guterres e quando é pior a emenda que o soneto

Em discurso na sessão do Conselho de Segurança para votar uma resolução dos EUA sobre o conflito, o secretário-geral da ONU, António Guterres proferiu um discurso, no mínimo inapropiado. Não no conteúdo, mas na forma.

“É importante reconhecer que os atos do Hamas não aconteceram por acaso. O povo palestino foi submetido a 56 anos de uma ocupação sufocante. Eles viram suas terras serem brutalmente tomadas e varridas pela violência. A economia sofreu, as pessoas ficaram desabrigadas e suas casas foram demolidas”

Ele disse, em seguida, que “o sofrimento do povo do povo palestino não pode justificar os ataques do Hamas”.

Existe um conflito em andamento, isto é sabido. O problema não é nenhuma novidade.

Imaginem um casal com um histórico de brigas e desavenças com acusações de parte a parte. Todos sabiam disso e ninguém conseguia solucionar. Nenhuma das propostas que eram trazidas acabava aceitas pelas partes. Já eram conhecidos na delegacia local.

Um belo dia, ele entra na casa dela, mata o filho, estupra a filha, joga o animal de estimação pela janela e ateia fogo na moradia.

A polícia é chamada e depois de escutarem as partes c delgado faz o seguinte pronunciamento a imprensa:

“É importante reconhecer que os atos do marido não aconteceram por acaso. Ele foi submetido a uma relação sufocante. Teve sua vida destroçada. Ficou sem dinheiro e acabou desabrigado.”

Nada mais interessa, ninguém mais está escutando qualquer coisa que ele continue falando, nem mesmo explicações e pedidos de desculpas, se fosse o caso. Foi o que aconteceu com a fala do secretário-geral.

Em Israel estamos de luto pelas vítimas do massacre. Estamos aflitos pelos que foram feitos reféns e na expectativa do que venha a acontecer com eles. Estamos sofrendo bombardeios diários. Estamos nos preparando para uma operação por terra. Estamos todos com os nervos à flor da pele.

Guterres não teve a sensibilidade de compreender a situação. Inverteu a sua fala, e terminou por nos insultar sem ter a intenção de fazê-lo. Pegou muito mal quando ele não mencionou inicialmente os crimes de guerra que foram cometidos pelo Hamas, quando não prestou respeito pelas vítimas do massacre, pivô de tudo que aconteceu depois. Aí então poderia na continuação dizer que existe um conflito que precisa ser solucionado. E tentando se explicar só foi tornando o que já era um problema, em um problema maior ainda.

O que poucos se dão conta é de que existem duas situações distintas. Uma nos territórios ocupados e liderados pela Autoridade Palestina, que reconhece o Estado de Israel, e outra em Gaza que vive um cerco e liderada por um grupo terrorista fundamentalista islâmico que prega a destruição de Israel e a morte de todos os judeu do mundo.

No conflito que estamos vivenciando, o Hamas invadiu Israel. O Hamas perpetrou uma matança indiscriminada de civis e o sequestro de outros 200 para o seu território. Foi uma declaração de guerra com todas as consequências que este ato traz consigo. Não existe nada parecido acontecendo nos territórios.

Israel não apenas tem o direito de se defender, como a obrigação perante a sua população que foi violentada. E não existe guerra limpa. Em todas as guerras, por mais que se obedeçam aos acordos internacionais, os civis são aqueles que pagam o preço maior. O Hamas sabia disto, e mesmo sabendo das consequências foi em frente.

Gaza recebe milhões de dólares todos os anos. Dinheiro que poderia ser empregado para desenvolver o território e trazer progresso para a população. No entanto, o que não vai parar nas contas da liderança do Hamas e de seus familiares, é utilizado para fabricar e pagar o contrabando de armas. Túneis foram escavados para servirem de abrigos para poucos privilegiados. A população não tem onde se abrigar e por conta disto está sendo estimulada pelo exército de Israel a se dirigir para o sul da faixa de Gaza até o fim do atrito. É a única maneira atualmente de prevenir mais baixas.

Nenhum humanista fica inerte diante do sofrimento da população de Gaza. Mesmo com os números de vítimas exagerados, inflados pelo Hamas, é óbvio que os bombardeios nos locais de uso e moradia dos membros da organização está causando a morte de inocentes, e lamento cada uma delas.

Diferentemente de Guterres, eu expresso aqui inicialmente meus sentimentos as vítimas em Gaza e meu desejo que o atual conflito, possa ser o último. Que ao final desta guerra seja todas as partes envolvidas percebam que a paz é a única solução.

Dito isto, acrescento que nenhum sofrimento de qualquer povo justifica a matança indiscriminada de pessoas inocentes sem nenhuma chance de defesa.

O mate amargo da vida

O mate amargo da vida

Todas as manhãs, desperto ao raiar do dia, um silêncio palpável ainda suspendendo o mundo em quietude. No horizonte, promessas não cumpridas e esperanças não realizadas aguardam como folhas a serem viradas. Caminho com meu cachorro, meu eterno companheiro em momentos de solidão, através de uma paisagem que se anima lentamente com a luz nascente.

Depois, me sento sob a copa generosa de um limoeiro, um monumento natural aos ciclos da vida e do tempo. Ali, embalo um mate, essa infusão amarga que percorreu milhares de quilômetros e séculos para encontrar seu caminho até minha boca. O mate que brota das tradições dos índios guaranis, uma herança etérea que preenche o espaço entre a terra e o espírito.

Então, mergulho em jornais digitais que escancaram as feridas do mundo – guerras, assassinatos, crises, desigualdades, conflitos. Leio o New York Times, The Guardian, Times of Israel, Haaretz, e O Globo. Palavras saltam das páginas, carregadas de pesos e desafios que a humanidade ainda precisa enfrentar. E enquanto a amargura do mate entrelaça-se com a do mundo, eu me encontro em uma meditação silenciosa sobre a complexidade da existência.

Esses são os momentos em que a tristeza e a esperança colidem, onde a amargura não é apenas uma sensação, mas uma forma de absorver e entender a realidade. Porque, no fim das contas, é nesse equilíbrio precário entre a amargura e a beleza que encontramos o sabor da vida. E é em pequenos rituais como este que descubro, dia após dia, a profundidade das simples coisas que nos tornam humanos.

Depois daquela pausa matinal de introspecção, onde o mundo exterior e o interior se cruzam em uma dança delicada, eu me levanto e sigo para a próxima etapa do meu dia: limpar minha casa. E enquanto passo o pano úmido sobre as superfícies e reorganizo os objetos em seu devido lugar, percebo que esse ato de limpeza é mais do que apenas uma tarefa doméstica; é uma forma de preparação.

Como se cada movimento afastasse não apenas o pó acumulado, mas também as incertezas que pairam no ar. As paredes de minha casa ouvem os ecos de minhas inquietações, as quais, por mais que eu tente, nunca desaparecem completamente. Eu limpo como se pudesse varrer para fora da realidade tudo o que temo que possa acontecer — os imprevistos, os acasos, as reversões da sorte que a vida frequentemente guarda.

A esperança, no entanto, nunca deixa de ser um convidado em minha mente. Ela se senta discretamente nos cantos, observando e sussurrando que talvez, apenas talvez, as coisas que imagino em meus momentos mais sombrios nunca cheguem a se concretizar. E assim, nesse ato cotidiano de limpar e organizar, eu encontro mais um momento de equilíbrio; uma forma de estabelecer ordem não apenas no espaço físico que habito, mas também no complexo universo emocional que levo comigo.

Porque, no fim, é isso que esses rituais representam: uma busca contínua pela harmonia em meio ao caos, um desejo insaciável de encontrar paz mesmo quando rodeado por incertezas. E nesse processo, eu continuo a aprender, a cada dia, como viver plenamente mesmo quando a vida insiste em ser imprevisível.

Ah, estes malditos judeus

Ah, estes malditos judeus

Os judeus fizeram muitas contribuições significativas ao longo da história que beneficiaram toda a humanidade.  Elas abrangem diversas disciplinas e continuam a moldar o mundo moderno Aqui estão algumas das invenções e descobertas:

  1. Teoria da Relatividade de Albert Einstein: Albert Einstein, um físico judeu, desenvolveu a Teoria da Relatividade, que revolucionou nossa compreensão da física e levou ao desenvolvimento de tecnologias como o GPS.
  2. Salk e a vacina contra a poliomielite: Jonas Salk, um cientista judeu, desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a poliomielite, uma doença que afligiu milhões de pessoas em todo o mundo.
  3. Microscópio eletrônico: Ernst Ruska, um físico judeu, contribuiu para o desenvolvimento do microscópio eletrônico, que permitiu observar estruturas muito menores do que as que eram visíveis com microscópios ópticos.
  4. Descobertas em psicologia: Sigmund Freud, um psicólogo judeu, fundou a psicanálise, uma teoria que teve um impacto profundo no campo da psicologia e na compreensão da mente humana.
  5. Transistor: William Shockley, um físico judeu, foi um dos inventores do transistor, uma inovação crucial que deu origem à eletrônica moderna e à revolução da informática.
  6. Descobertas médicas: Jovens pesquisadores judeus, como Paul Zoll, desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias médicas, como o marca-passo cardíaco.
  1. Descobertas em genética: Barbara McClintock, uma geneticista judia, fez contribuições pioneiras para a compreensão da transposição genética, um fenômeno crucial na genética.
  2. Revolução no cinema: Grandes cineastas judeus, como Steven Spielberg e Woody Allen, fizeram contribuições significativas para a indústria cinematográfica, produzindo filmes que impactaram a cultura global.
  3. Música: Compositores judeus, como Leonard Bernstein, contribuíram para a música clássica e popular, enriquecendo o mundo da música com suas obras.
  4. Descobertas em matemática: Judeus como Paul Erdős e André Weil tiveram um impacto substancial no campo da matemática, fazendo contribuições valiosas em áreas como teoria dos números e geometria algébrica.
  5. Ciência da computação: Judeus desempenharam papéis cruciais no desenvolvimento da ciência da computação e da internet, incluindo contribuições de figuras como Alan Turing e Larry Page (cofundador do Google).
  6. Direitos humanos: Ativistas judeus, como Rosa Luxemburgo e Abraham Joshua Heschel, foram defensores dos direitos humanos e da justiça social, lutando por uma sociedade mais equitativa.
  7. Arquitetura e design: Arquitetos judeus, como Frank Gehry, deixaram sua marca no mundo da arquitetura e do design, criando edifícios icônicos e estruturas inovadoras.
  8. Literatura e filosofia: Judeus como Franz Kafka, Albert Camus e Hannah Arendt produziram obras literárias e filosóficas que influenciaram o pensamento e a literatura mundial.

Existem outras contribuições notáveis feitas por judeus em diversos campos que beneficiaram a humanidade. O impacto desses indivíduos é diversificado e profundo, moldando positivamente o mundo em que vivemos.

  1. Cifração RSA: A cifração RSA, um dos algoritmos de criptografia mais amplamente usados na segurança da informação, foi desenvolvida por Ron Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman, todos cientistas judeus.
  2. Dispositivos de memória flash: A tecnologia de memória flash, amplamente usada em dispositivos de armazenamento como pen drives e cartões de memória, foi co-inventada por Eli Harari, fundador da SanDisk.
  3. Airbag automotivo: O airbag automotivo, que desempenha um papel crucial na segurança dos veículos, foi co-inventado por Allen Breed, um engenheiro judeu.
  4. Câmera de vídeo portátil: A primeira câmera de vídeo portátil, conhecida como “Portapak,” foi desenvolvida por Jerome Lemelson, um inventor judeu, tornando possível a gravação de vídeo em movimento.
  5. Máquina de escrever: A máquina de escrever moderna, que revolucionou a comunicação escrita, foi aprimorada por Samuel Soule, um judeu que patenteou melhorias em máquinas de escrever.
  6. Pilha alcalina: A invenção da pilha alcalina, uma fonte de energia de longa duração, é creditada a Lewis Urry, um químico judeu que trabalhou para a empresa Eveready.
  7. Laser: Arthur Schawlow, um físico judeu, fez contribuições fundamentais para o desenvolvimento do laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation).
  8. Pilha de combustível: Harry N. Wendt, um engenheiro químico judeu, fez avanços na pilha de combustível, uma tecnologia promissora para a geração de energia limpa.
  9. Máquina de raio-X: William D. Coolidge, um físico judeu, aprimorou a máquina de raio-X, tornando-a mais segura e eficaz para aplicações médicas.
  10. Câmera de vídeo de circuito fechado (CFTV): Walter Bruch, um engenheiro eletrônico judeu, contribuiu para o desenvolvimento da tecnologia de CFTV, que é amplamente usada em vigilância e segurança.
  11. Telefone celular: Martin Cooper, um engenheiro elétrico judeu, liderou a equipe que desenvolveu o primeiro telefone celular comercialmente viável.
  12. Sintetizador de música: Robert Moog, um engenheiro judeu, inventou o sintetizador Moog, que desempenhou um papel importante na música eletrônica.

De acordo com o Instituto de Política do Povo Judeu, a população judaica mundial é de 14,2 milhões de pessoas. A população mundial é de 8 bilhões de pessoas. Portanto, o percentual de judeus na população mundial é de 0,178%.

Israel é conhecido por suas contribuições significativas em diversas áreas, e muitas inovações israelenses têm beneficiado a humanidade. Aqui estão algumas descobertas e invenções notáveis:

  1. Irrigação por gotejamento: Israel é líder mundial em tecnologia de irrigação por gotejamento, uma técnica que permite o uso eficiente de água na agricultura, beneficiando regiões áridas e secas em todo o mundo.
  2. Dessalinização da água: Devido à sua escassez de recursos hídricos, Israel desenvolveu tecnologias avançadas de dessalinização da água do mar, tornando-a potável. Essas tecnologias são utilizadas em muitas partes do mundo que enfrentam problemas de abastecimento de água.
  3. Tecnologia de segurança cibernética: Israel é líder em segurança cibernética e tem desenvolvido inúmeras soluções e tecnologias para proteger sistemas e dados críticos em todo o mundo.
  4. Medicina e pesquisa biomédica: Pesquisadores israelenses têm feito avanços em medicina, biotecnologia e pesquisa médica, contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos e tecnologias inovadoras em áreas como o tratamento do câncer e doenças neurodegenerativas.
  5. Inteligência artificial e aprendizado de máquina: Israel é um centro de inovação em inteligência artificial, produzindo tecnologias que são utilizadas em diversas aplicações, desde assistentes virtuais até carros autônomos.
  6. Inovação agrícola: Israel é conhecido por suas tecnologias agrícolas avançadas, como o cultivo de alimentos em estufas e técnicas de produção agrícola de alta eficiência, que têm um impacto positivo na segurança alimentar global.
  7. Medicina inovadora: Com hospitais de ponta e pesquisa médica de alta qualidade, Israel tem contribuído para avanços médicos significativos, incluindo tratamentos para doenças autoimunes, transplantes de órgãos e terapia genética.
  8. Células-tronco: Os cientistas israelenses foram pioneiros no desenvolvimento de células-tronco embrionárias, que têm o potencial de ser usadas para tratar uma ampla gama de doenças.
  9. Terapia genética: Os cientistas israelenses desenvolveram novas técnicas de terapia genética que podem ser usadas para corrigir mutações genéticas que causam doenças.
  10. Aplicativos de saúde: Israel é um centro global para o desenvolvimento de aplicativos de saúde, que são usados para monitorar pacientes, fornecer informações sobre saúde e promover o bem-estar.
  11. Armazenamento de energia: Empresas israelenses estão desenvolvendo tecnologias avançadas de armazenamento de energia, incluindo baterias de longa duração e soluções de armazenamento de energia renovável.
  12. Mobilidade urbana e transporte sustentável: Israel está na vanguarda da inovação em mobilidade urbana, desenvolvendo tecnologias para veículos elétricos e compartilhamento de carros que têm o potencial de reduzir a poluição e o congestionamento nas cidades.
  13. Tecnologia de reciclagem de água: Israel desenvolveu sistemas de reciclagem de água avançados que permitem a reutilização eficiente da água tratada, beneficiando regiões com escassez de água.
  14. Tecnologia de comunicações: Empresas israelenses têm desempenhado um papel significativo no desenvolvimento de tecnologias de comunicações, incluindo VoIP (Voice over IP), que revolucionou as telecomunicações globais.
  15. Sistemas de navegação: A tecnologia israelense é usada em sistemas de navegação GPS e em aplicativos de mapeamento que são amplamente utilizados em todo o mundo.
  16. Sistemas de segurança aeroportuária: Israel é líder em tecnologia de segurança aeroportuária, contribuindo para a segurança da aviação global.
  17. Tecnologias de energia solar: Israel tem desenvolvido tecnologias solares inovadoras, tornando-se um pioneiro na geração de energia limpa por meio da energia solar.
  18. Medicina de emergência e socorro: Israel é conhecido por suas tecnologias de socorro e resposta a emergências, que têm sido utilizadas em desastres naturais e situações de crise em todo o mundo.
  19. Tecnologia espacial: Israel tem uma agência espacial ativa e fez contribuições para a exploração espacial, incluindo o lançamento de satélites e sondas para a Lua.
  20. Criptografia: Os cientistas israelenses contribuíram para o desenvolvimento de criptografia, que é usada para proteger dados confidenciais.
  21. Inteligência artificial:Os cientistas israelenses estão na vanguarda da pesquisa de inteligência artificial, que tem o potencial de revolucionar uma ampla gama de indústrias.
  22. Impressão 3D: Israel é um líder mundial no desenvolvimento de impressão 3D, que é usada para criar objetos de forma rápida e eficiente.
  23. Sistemas de irrigação: Os cientistas israelenses desenvolveram novos sistemas de irrigação que são mais eficientes e sustentáveis.
  24. Tecnologias de sementes: Os cientistas israelenses desenvolveram novas tecnologias de sementes que aumentam a produtividade agrícola.
  25. Biotecnologia agrícola: Os cientistas israelenses estão usando biotecnologia para desenvolver novas culturas resistentes a doenças e pragas.

Até 25 de outubro de 2023, 192 pessoas de origem judaica já receberam o Prêmio Nobel, em 26 categorias diferentes. Eles representam 22% de todos os laureados com o Prêmio Nobel, apesar de representarem apenas 0,2% da população mundial.
A categoria com o maior número de laureados de origem judaica é a de Medicina, com 40 pessoas. Em seguida, vem a Paz, com 36 pessoas, e a Literatura, com 28 pessoas.
Alguns dos laureados de origem judaica mais famosos incluem Albert Einstein, Marie Curie, Sigmund Freud, Elie Wiesel e Bob Dylan.
A seguir, uma lista dos laureados de origem judaica com o Prêmio Nobel, por categoria:
Física: 44
Química: 38
Medicina: 40
Literatura: 28
Paz: 36
Economia: 23
Estas são algumas das contribuições que os judeus, muitos deles sionistas trouxeram ao mundo para benefício de toda humanidade até os dias de hoje.
Muitas outras virão, porque com nossa determinação e perseverança vamos vencer todos aqueles que um dia imaginaram que poderiam destruir 3000 anos de história. Muitos povos passaram por este mundo, alguns pensaram que poderiam nos subjugar, dispersar ou nos condenar ao desaparecimento. Eles passaram, nós estamos aqui com um lugar para chamar de nossa pátria, o Estado de Israel.

O que trouxe de bom ao mundo o regime terrorista fundamentalista islâmico do Hamas?

A realidade nua e crua

A realidade nua e crua

É surpreendente o apoio ao Hamas de judeus e outras minorias. É como se bois e vacas se manifestassem a favor da JBS, o maior frigorífico brasileiro. Ou uma passeata de galinhas a favor da rede de fast-food KFC. Negros a favor da KKK. Cristãos a favor do ISIS. Acho que não preciso desenhar.

A maneira como as minorias são tratadas pelo Hamas na Faixa de Gaza tem sido objeto de críticas por parte de organizações de direitos humanos. Minorias, como os cristãos, enfrentam desafios e restrições em sua liberdade religiosa e são uma minoria em uma sociedade predominantemente muçulmana.

O Hamas adotou interpretações conservadoras da lei islâmica em algumas áreas e implementou medidas que impõem restrições à liberdade das mulheres. Por exemplo, impôs diretrizes de vestimenta estrita e limitou a participação das mulheres em certos eventos públicos.

O Hamas tem uma abordagem repressiva em relação à homossexualidade e considera-a incompatível com os valores islâmicos. A homossexualidade é geralmente reprimida e vista como um tabu. Pessoas LGBT+ na Faixa de Gaza sofrem perseguição do regime.

O estatuto do Hamas, escrito em 1988, é um documento que define os objetivos e princípios do grupo. Em relação a Israel, o estatuto é claro: o Hamas se compromete com a destruição do Estado judeu.

O estatuto afirma que a Palestina histórica, incluindo o atual território de Israel, é terra islâmica e que o Estado de Israel é uma “invasão sionista”. O documento também afirma que o Hamas não aceitará qualquer solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.

O estatuto também é antissemita, atacando os judeus como povo. O documento afirma que os judeus são “infiéis” e que eles são responsáveis pelo sofrimento dos palestinos.

Em resumo, o estatuto do Hamas estabelece que o grupo se compromete com a destruição de Israel e com a erradicação do povo judeu.

Os principais pontos do estatuto do Hamas em relação a Israel  e aos judeus dizem:

  • A Palestina histórica é terra islâmica e o Estado de Israel é uma “invasão sionista”.
  • O Hamas não aceitará qualquer solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.
  • Os judeus são “infiéis” e eles são responsáveis pelo sofrimento dos palestinos.

Este conflito atual não é contra o povo palestino, é uma guerra entre a civilização e a barbárie. Nunca haverá uma solução pacífica que conclua o estabelecimento de um Estado Palestino enquanto existir um grupo terrorista fundamentalista islâmico ocupando o poder em parte deste futuro estado.

A segunda guerra mundial só chegou a fim com a Alemanha quando o regime nazista foi derrotado e pode surgir um novo governo no país. Não será diferente com o Hamas.

Está ocorrendo um aumento do discurso de ódio contra judeus nas redes sociais e na mídia. As vezes disfarçados como antissionistas, as vezes direcionados contra os judeus na forma clássica de antissemitismo.

As redes sociais e outras plataformas de mídia têm sido usadas para espalhar desinformação e propaganda sobre o conflito. Redes de notícias e blogueiros passaram a aceitar as informações divulgadas por um grupo terroristas como sendo dignas de credibilidade sem a necessidade de confirmação por fontes independentes.

A vista dos atuais acontecimentos, uma onda de antissemitismo está crescendo e pode se transformar em uma tsunami na medida em que ocorrer a invasão por terra estendendo o conflito por mais tempo.

Este antissemitismo é alimentado especialmente pela extrema esquerda que ultimamente tem se colocado ao lado de um país imperialista invasor como a Rússia, um regime de ditadura onde todo  poder está nas mãos de Putin.

Neste momento mais de 200 reféns raptados no fatídico sábado 7 de outubro, se encontram nas mãos do Hamas (alguns estão dispersos nas mãos de grupos tutelados por eles). Trata-se de bebês, crianças, jovens, mulheres, idosos, homens e soldados. Estima-se que cerca de 50 deles sejam estrangeiros. Até agora, 18 dias depois, 4 foram libertados.

Este tipo de comportamento aconteceu com outros grupos terroristas fundamentalistas islâmicos como o ISIS, Al-Qaeda e o Boko Haram. O Hamas não inventou o método de massacrar civis a sangue frio, apenas segue a mesma cartilha.

O Hamas prejudica a justa luta do povo palestino por seu estado. Aqueles que os apoiam são cúmplices de suas atrocidades e não contribuem em nada para uma solução final com um acordo de paz entre Israel e a Autoridade Palestina.

Como se posicionar na barbárie

Como se posicionar na barbárie

Quem frequenta as redes sociais e tem alguma simpatia por Israel não pode ter deixado de perceber o verdadeiro linchamento do país onde muitos de nossos familiares e amigos moram, e pelo qual tantos tombaram. O triste é que esses ataques muitas vezes vêm de companheiros na luta pela democracia que respeitamos e por quem temos apreço.

Mas não adianta, o antissemitismo é o racismo de estimação da esquerda. O arquétipo do judeu dinheirista, rico, capitalista e explorador é fortemente enraizado na cultura ocidental. Por causa dele, vemos gente que luta por igualdade social, por democracia e contra o racismo, ecoar esses preconceitos culturais; na hora de falar dos judeus e de Israel, perdem as estribeiras e o racional e não há argumentos que furem o bloqueio do preconceito.

Em seu livro “The Ecology of Freedom” o pai do anarquismo ecologico Murray Bookchin aponta para o fato de que preconceitos e hierarquias informais herdadas de geração em geração são o verdadeiro inimigo dos ideais progressistas. São por causa deles que as revoluções igualitárias não funcionaram e com certeza estão na raiz tanto da incapacidade de Judeus e Palestinos chegarem a um acordo quanto de grandes segmentos da esquerda mundial não conseguirem aceitar que existem dois lados que estão ao mesmo tempo certos e errados. Enfim…

Quando vi as primeiras imagens dos ataques do Hamas, sabia que a indignação seletiva de sempre viria à tona. Ela determina que quando Muçulmanos são mortos por outros, como os Sírios ou o Daesh, ou são torturados pelo governo Iraniano, são considerados pobrezinhos inocentes que acabaram envolvidos em guerras cuja origens de alguma forma são sempre relacionadas a Israel. Mas quando Israel está diretamente envolvido os cabelos púbicos começam a ser arrancados.

Dessa vez a histeria foi a alturas jamais vistas: um grupo terrorista invadiu outro estado matou 1400 pessoas, tomou mais de cem como reféns sabendo que as retaliações seriam severas. Depois, como sempre, usaram seus civis como escudos humanos e as suas mortes como instrumento de propaganda.

Se não houve empatia pela morte dos 1400 Israelenses, quando veio a resposta, simplesmente mencionar a barbárie que deu origem a tragedia é considerado como propaganda nazi-sionista como li em várias postagens. É deprimente, mas é isso.

O antissemitismo é velho. Embora simplista, ele sempre atraiu e uniu pessoas desavisadas tanto na esquerda quanto na direita. Ele vem em forma de uma simplificação de fácil assimilação para explicar complexidades econômicas e sociais em momentos difíceis. Diferente do racismo a outras minorias, vistas como inferiores, o ódio ao Judeu é visto como “justo”. Nele, tudo o que há de ruim e errado no mundo é relacionado a nossa gente. No nosso sofrimento fazemos com que os outros se sintam melhor por ter alguém relativamente indefeso para culpar pelos males que os assolam.

Isso fica patente nos julgamentos de Nuremberg onde o discurso de defesa dos carrascos era que estavam fazendo seu dever para o bem-estar do povo Alemão. Nas suas cabeças, se os Judeus desaparecessem, a tranquilidade voltaria não só a Alemanha, mas ao mundo.

Na atualidade, quando se discute o Oriente Médio na esquerda, a ideia retorna: se tirarem o Judeu, todos vão viver em paz. Isto simplesmente não é verdade. Em 1948 a área (que me desculpem os apoiadores da causa, mas não havia um país chamado Palestina), era uma de contenção entre os países vizinhos, e certamente continuaria a ser se tivessem expulsado os Judeus. Enfim, estou falando o óbvio tão fácil de perder de vista.

Terminado o desabafo acima, voltemos ao tema desse artigo: Como se posicionar como um Judeu progressista – e no meu caso como um ‘yid’ pouco convencido pelo sionismo – diante da monstruosidade, e continuar ativos e fiéis aos nossos princípios no meio de tanto preconceito?

Vou atentar uma resposta: me parece que além da batalha acontecendo no terreno, há duas outras guerras, tão ou mais importantes, sendo travadas; uma por corações e mentes dos não envolvidos, e outra do discurso de paz contra o de guerra.

Para mim as duas são uma coisa só. Para caminharmos em direção a uma paz justa e duradoura, não dá para nem palestinos (ou Árabes), nem israelenses (ou judeus) continuarem com as mesmas premissas e os discursos de sempre, basicamente o “eu estou certo e ele está errado”.

A premissa tem que ser “Chega!”

É evidente que essa mudança de paradigma não pode ser feita unilateralmente, mas é preciso, mais do que nunca, de um movimento dos dois lados – de preferência de todos os lados – dizendo que este ciclo de mortes e desgraças tem que parar. E é aqui que entra o confronto ao antissemitismo, e a islamofobia heranças peçonhentas de um passado que devemos enterrar. Todos temos que nos engajar numa batalha da civilização contra a barbárie.

Como judeus, temos que permanecer firmes na denúncia não só do Hamas e do que ele representa mas também do governo Netanyahu e do que ele também representa. Mais importante, como seres humanos, devemos zelar pelo futuro do planeta e trabalhar para pôr fim nesse e tantos outros conflitos, golpes, pandemias, tragedias ecológicas e fome que pipocaram pelo mundo depois da implantação do caos pós-neoliberal.

Nossa batalha transcende o conflito Israel Palestina, mas uma resolução pacífica e racional dele seria um grande passo para começar a curar o mal do qual o nosso mundo padece.

A ingratidão é a essência da vileza.

A ingratidão é a essência da vileza.

Nas palavras imortais de Immanuel Kant, “A ingratidão é a essência da vileza.” Um exemplo marcante dessa afirmação surge nos corredores opulentos dos hotéis Mamilla e David Citadel, em Jerusalém. Propriedade de Alfred Akirov, esses estabelecimentos fecharam suas portas para os cidadãos israelenses deslocados pela agonia do conflito, citando uma “falta de mão de obra” como justificativa. Essa alegação é tornada ainda mais intrigante pela oferta explícita do Ministério do Turismo de ajudar na contratação de funcionários—uma oferta que foi recusada.

Devemos analisar essa narrativa com um olhar crítico. No trágico cenário da guerra, outros hotéis e redes de alta reputação comprometeram-se a abrigar os necessitados, mesmo ao custo de tarifas reduzidas. Empresas como Isrotel, Fattal e entidades globais como Hilton e Accor estabeleceram um padrão de responsabilidade corporativa e solidariedade nacional. Esse esforço coletivo sublinha o contraste gritante da decisão de Akirov—uma escolha que efetivamente mina o esforço coletivo para enfrentar uma crise humanitária.

Para contextualizar ainda mais, o setor de hospitalidade está longe de ser esgotado em termos de mão de obra. A guerra levou ao fechamento temporário de vários negócios, deixando uma força de trabalho prontamente disponível que poderia facilmente atender às necessidades de pessoal dos hotéis de Akirov. Aparece que a proclamada “falta de mão de obra” serve menos como uma barreira logística e mais como um véu, obscurecendo os contornos de um motivo mais insidioso: a ganância.

Baseando-me na minha expertise em marketing, quero enfatizar um ponto crucial frequentemente defendido por líderes de pensamento como Simon Sinek: “As pessoas não compram o que você faz; elas compram o porquê você faz.” O valor de uma marca não está limitado à sua opulência material; está profundamente conectado ao seu impacto social positivo. Neste caso, a decisão de Akirov compromete não apenas os esforços humanitários imediatos, mas também corrói o valor de longo prazo de sua própria marca. Uma marca desprovida de consciência social é como um vaso sem alma, atraente por fora, mas vazio por dentro. Os consumidores, especialmente nesta era de hiperconsciência, reconhecerão esse vazio e poderão muito bem procurar em outro lugar. Aqueles que não o fizerem estarão perpetuando o mesmo vazio que tal marca exala.

Recuar para o domínio da maximização de lucro enquanto uma nação lida com ameaças existenciais revela não apenas uma falha no julgamento moral, mas uma fratura no próprio tecido da coesão social. Aqui, a observação de Kant sobre a ingratidão encontra uma ilustração sombria, mas apropriada, servindo como um lembrete pungente de que a vileza realmente prospera onde a empatia e a responsabilidade coletiva são abandonadas. E, do ponto de vista da marca, essa falha poderá reverberar muito depois de a crise imediata ter passado, deixando um legado que nenhum luxo pode redimir.