O Brasil em colapso

Revendo o que se poderia chamar de início dos fins dos tempos no Brasil, me deparei com aquelas primeiras manifestações verde-amarelas contra a Presidenta Dilma Rousseff. Nelas, crianças nos ombros de seus pais reclamando da alta do dólar e de sua vontade de poder ir a Disney. Lá estão também aqueles que reclamavam da alta da gasolina com histeria nos postos.

Pode-se compreender que cada um sabe onde mais lhe dói. O povo brasileiro tem gente que não junta uma moeda que caia no chão, e aqueles que fazem de tudo para receber uma moeda em um semáforo. Interessante que o abismo social no país aumentou proporcionalmente ao desarranjo político que se seguiu ao Impeachment de Dilma, o governo Temer, a prisão de Lula e a chegada ao poder de Bolsonaro.

Ninguém sabia que um vírus surgiria na China e causaria um dos maiores desastres econômicos mundiais ceifando vidas por todo o planeta com uma velocidade impressionante. O Covid-19 cobrou e segue cobrando um alto preço em todos os lugares onde a liderança política menosprezou sua força. O Brasil é a prova disso.

Sim, outros países cometeram este erro e isso fez com que a lição fosse aprendida pelos próximos países onde o vírus desembarcou. Dada a velocidade da contaminação e o número de óbitos, lidar com este vírus é como colocar uma pessoa em um carro em movimento e pedir que aprenda a dirigir. Ninguém tem certeza de nada porque ainda não houve tempo para se tirar todas as conclusões necessárias para apontar um caminho de como lidar corretamente com a pandemia, muito menos para se obter uma vacina.

Um fato é reconhecido por todo o mundo, o trabalho incansável do corpo médico para salvar pacientes, com a perda de suas próprias vidas. Em todos os países o agradecimento a estes profissionais em forma de aplausos nas janelas, de mensagens em cartazes nas redes sociais, nas redes de televisão é comovente.

Mas existe uma exceção no mundo, e ela acontece no Brasil. O corpo médico é atacado por aquelas mesmas pessoas que reclamavam da alta do dólar e da gasolina. De verde e amarelo eles agridem os profissionais que lutam desesperadamente para salvar vidas em um sistema que entra em colapso e vai obriga-los em breve a escolher quem tratar, e quem deixar morrer.

Estes brasileiros acompanham somente as redes de informação bolsonaristas. Nelas o importante é a volta ao trabalho, a abertura do comércio e o livre ir e vir. Tudo repetido exaustivamente pelo seu líder ao lado das notícias que mostram, diariamente, o aumento do número de infectados e de mortos. Já são 150.000 e 10.000, respectivamente.

O que se sabe de uma doença contagiosa, qualquer que seja ela, é de que somente o isolamento do doente impede o contágio de outros. Assim, para se combater o Covid-19, em todos os lugares, começando pela China, a população foi colocada em lockdown. Todos permanecendo em casa, os doentes são mais facilmente identificados, hospitalizados e tratados. Reduz-se assim o número de novos doentes e em pouco tempo a vida pode começar a voltar ao normal. Onde não se obedeceu a esta recomendação, o resultado foi desastroso em termos de vidas ceifadas e crise na economia. São 4.000.000 milhões de pessoas infectadas e 275.000 mil mortes no mundo.

Agora o momento de voltar aqueles de verde-amarelo. Aqueles que puderam viajar e trouxeram o vírus para o Brasil. Estes que saem as ruas em carreatas para exigir a volta a normalidade em meio ao desastre causado por eles próprios. Que atacam o corpo médico e ameaçam fechar o Congresso e o STF. Os que colocam o emprego doméstico como serviço essencial, afinal a Casa Grande não pode ficar sem limpeza diária.

Esta escória nacional que continua flertando com um presidente que não tem nenhuma preocupação com o povo brasileiro, além daqueles que o bajulam. O tipo de gente que continua se negando a ficar em casa e saem as ruas sem máscaras. Idiotas que se aglomeram para aplaudir seu ídolo que os recebe de braços abertos e cara limpa.

Todos os países do mundo vão passar por uma crise econômica e social, de maior, ou menor intensidade. Não existem exceções e o tempo necessário para superar a crise vai depender da capacidade de cada país em voltar a normalidade, mas principalmente na capacidade do mundo voltar ao normal. As economias hoje são globais e países dependem de importações e exportações.

No Brasil a crise será ainda pior por conta da instabilidade política e a falta de um presidente no cargo, uma vez que este que lá está, não trabalha. Se o país já estava à deriva antes da chegada do Covid-19, agora está fazendo água por todos os lados, graças a esta turba fascistóide que sustenta esta família miliciana no poder.

Mas se nada está tão ruim, que não possa piorar, o Centrão, aqueles parlamentares de partidos nanicos, de siglas de aluguel, conhecidos como do baixo-clero, que pendem para o lado que mais oferece algo em troca de seus votos, agora estão sendo agraciados com cargos e afagos para darem seu apoio a Bolsonaro. Sem eles, não existe a menor possibilidade de um Impeachment.

Restaria o STF. Mais precisamente um processo por crime de responsabilidade. Crimes estes que se numerados, faltaria papel. Também lá, depois que seu atual presidente, Dias Toffoli, recebe Bolsonaro e sua comitiva de empresários para escutar suas lamúrias pelo isolamento social, nada se pode esperar.

Ao que tudo indica serão tempos muito difíceis para o Brasil. Em algum momento o Corona-19 vai passar, mas em seu rastro, não serão apenas as vidas perdidas para se lamentar. O maior lamento será como foi possível que deixamos isto acontecer, quanto tempo será necessário para recuperar o país enquanto esta gangue de criminosos continuar no poder, e o que virá depois dela.

 

 

 

Os dias em que neonazifascistas alemães e israelenses se irmanam

Nos atuais tempos, como todos sabem, quase todos os dias algo desagradável nos salta aos olhos ao abrirmos a internet ao amanhecer, não é mesmo?

Pois então, hoje não foi diferente aqui na Alemanha. Uma amiga me chamou a atenção para um novo post do partido de extrema-direita alemão, o AfD, que, como venho explicando há anos, nada mais é do que o partido neonazista com uma roupagem atualizada ao século XXI.

Este partido veicula todos os tipos possíveis de agressão aos muçulmanos, os escolhidos “inimigos” maiores da vez da “pátria alemã”. O antissemitismo do AfD é completamente velado, porém para os judeus que possuem um “olhar clínico” sobre o assunto, é facilmente – e obviamente – detectado. Já a admiração do partido pela atual Israel direitista é evidente e escancarada. Assim como é a do psicótico presidente brasileiro e a do palhaço da Casa Branca. Sim, Netanyahu parece ter o poder de conquistar aplausos de todo o lixo ultradireitista que governa boa parte do mundo.

Muito bem, hoje o AfD e a Dinastia Netanyahu deram juntos um passo à frente nesse asqueroso affaire. O filho do primeiro ministro, Yair Netanyahu – um energúmeno que em muitos pontos consegue até superar seu pai –, declarou o seguinte: “Schengen está morta. Esperamos que em breve a globalista União Europeia também esteja. Aí então a Europa será novamente livre, democrática e cristã.”

Aguardo um momento para o(a) caro(a) leitor(a) se recuperar da ânsia de vômito.

Pronto? Pois é, a declaração do filhinho do papai funcionou como prato cheio para o AfD, que rapidamente publicou um post com sua fala, foto, nome e filiação (como vocês veem acima). É, um judeu direitista que odeia árabes e muçulmanos, clamando por uma “Europa cristã”, é um presente de Natal adiantado para os nazis germânicos.

Note-se que no post, além do logotipo do AfD, aparece também o do ‘Identidade e Democracia’, grupo do Parlamento Europeu que reúne os partidos de extrema-direita de dez países, e tem como mais forte representante a italiana ‘Lega Nord’ (‘Liga Norte’, dirigida por Salvini). Ou seja, a declaração tomou proporções continentais. (Ah, sim, mais um detalhe a ser mencionado: da mesma forma como fez Yair Netanyahu, esse grupo também utiliza em seu nome o termo ‘Democracia’, virando conceitos às avessas, como sempre foi e continua sendo do feitio dos nazifascistas.)

Enfim, amigxs, nada de novo no fronte: a Dinastia Netanyahu continua contribuir para com a destruição da imagem dos judeus no mundo, os neonazifascistas continuam a inverter valores e propagar ódio, e nós, a Resistência, – da maneira que podemos – continuamos a combater o terror que tomou o planeta nos últimos anos. Sigamos. Abraços.

Sou judeu, sou contra Bolsonaro

Ser judeu bolsonarista, ou bozojew como chamamos, é realmente uma tarefa difícil. Defender todo dia o cara que passa o tempo todo falando merda, fazendo merda, ou pensando merda, exige uma certa capacidade de dissonância mental com a realidade.

Para um brasileiro qualquer, ser bolsonarista, já está ficando complicado. Cada dia escutamos outro arrependido se lamentando nas redes sociais. Não aguento mais, dizem eles, peço desculpas, falam alguns. Tem até quem confesse que votou num jumento.

E para os judeus? Aqueles que estavam dentro da Hebraica-RJ enquanto a maioria os alertava para o erro do lado de fora, como podem continuar apoiando este imbecil?

Nenhum argumento parece fazer efeito. O cara disse que nazismo é de esquerda. O cara disse para a gente perdoar os nazistas, mas não esquecer. Ele disse que ia transferir a embaixada para Jerusalém, só não disse quando. Falou que o Covid-19 foi fabricado na China e seus eleitores afirmam que o laboratório onde isto aconteceu pertence aos judeus. Não faltam argumentos, falta bom senso e muito caráter.

Um judeu que apoia este inepto, acredita que a pandemia é um boato. Que o número de mortos é ficção e que caixões vazios estão sendo enterrados. Deve de ser um complô alienígena fomentado por aquelas espaçonaves que os americanos filmaram e só agora reveladas.

Este tipo de judeu é o escárnio comunitário. Pensam somente neles mesmos. Seu bem estar acima de tudo. São aqueles que desejam reabrir seus negócios, mas eles mesmos continuam na quarentena. Fazem carreatas a favor da abertura com bandeirinhas do Brasil.

Claro que não estão sozinhos. São parte de uma parcela da população que ainda apoia este presidente. Talvez a menor parcela de todas, mas são a parte que me toca como judeu que sou e não poderia deixar de mencioná-los quando falo desta família miliciana que está no poder.

O judaísmo tem uma tradição milenar de respeito e preservação da vida. Quem salva uma vida, salva a humanidade, diz a Torá. E estes mentecaptos adorando o cara que debocha das mortes pelo vírus. Isto é deplorável, inaceitável.

Felizmente esta parcela podre da comunidade judaica brasileira não é maioria. Existem muitos movimentos judaicos na resistência contra este governo. Lançamos em 12 de setembro de 2018 o grupo do Facebook “Judeus Contra Bolsonaro” com 8.000 membros e que hoje se chama “Resistência Democrática Judaica”. Grupos como os Judeus pela Democracia do RJ e de SP, Judias e Judeus com Lula são atuantes e protagonistas de diversas atividades na resistência. O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil – Henry Sobel é outro belo exemplo de como nós judeus atuamos. E existem outros grupos judaicos resistindo!

Também é nossa a ideia do primeiro Festival da Canção de Protesto que já está com as inscrições abertas e acontece dia 6 de Junho. Não nos entregamos e continuamos na luta até que este governo saia do poder. Este é o compromisso dos judeus que honram sua história e não compactuam com nenhuma forma de fascismo.

Diversos judeus brasileiros estão comprometidos em diversas formas de atuação contra Bolsonaro. Fazem parte de partidos políticos, sindicatos, Centrais Sindicais, movimentos de base e outros. Cada um deles é uma voz a mais, um ombro na trincheira por um Brasil democrático.

Somos brasileiros que temos um compromisso com o país que aceitou nossos pais sobreviventes do Holocausto. Temos filhos nossos que combateram a ditadura e muitos foram torturados e mortos por ela. Isto nós não esquecemos Bolsonaro, nem perdoamos.

Neste momento difícil pelo que passa o Brasil, cerramos fileiras com todos os brasileiros e brasileiras que já não suportam mais tanta vergonha vendo um país com um presidente que se tornou um pária para o mundo.

Basta! Fora Bolsonaro!

Suas Excelências: o lixo!

O sr. Moro é um péssimo exemplo de pessoa (do e para o bem). Foi um péssimo, inconstitucional e antijurídico juiz, um miserável de dignidade e um vazio de ética (vide The Intercept), e está falando, agora, em seu “público, político e inadequado” pedido de demissão, contra o sr. Bolsonaro, outro péssimo exemplo de pessoa, lixo de (quase já ex) Presidente, desprovido de dignidade e absolutamente antiético.

A diferença entre esses dois seres inferiores é que um praticou atos típicos e antijurídicos no meio da “milícia política” do MPF curitibano, enquanto o outro, no meio (e em função) da milícia carioca.

O que iguala esses seres inferiores brasil(eiros) é que o seguidor e defensor anencéfalo e estúpido de um, é seguidor e defensor anencéfalo e estúpido do outro. O sr. Moro e o sr. Bolsonaro são o mesmo tipo, com a diferença de que aquele antecede e cria este. Moro destruiu o sistema constitucional brasil(eiro) e alimentou o doentio ódio antipetista, criando condições propícias para Bolsonaro chegar ao poder e, em recompensa, carregar ele, Moro, ao governo.

Moro, o perverso ex-rei de Curitiba, morre politicamente aqui – e agora! Bolsonaro, que está apodrecendo a vida do país, seguirá, entretanto, um pouco mais, talvez até o final de seu (falso) Mandato. Havia uma esperança de conseguirmos o seu “Impeachment”, mas, com a saída e gosma verbal de Moro contra ele, provavelmente será mantido. O Congresso não vai arrancar Bolsonaro para lançar holofotes sobre Moro. Esse é o relatório!

NOTA IMPORTANTÍSSIMA

Acabei de assistir, e ouvir, não apenas um ataque contra Bolsonaro, e um pedido (inadequado) de demissão de Moro, mas a sua “CONFISSÃO” de crime. No seu pronunciamento, ele confessa ter cometido vários crimes enquanto Ministro e, pior, quando era Juiz da 13a Vara de Curitiba. Na sua confissão, ele revela que pediu, e aceitou, ainda como Juiz, promessa de vantagem financeira indevida de Bolsonaro. Isso é grave, isso é confissão de crime no exercício de função pública. Repito: ele confessa que pediu, e aceitou, promessa de vantagem PECUNIÁRIA indevida de Jair Bolsonaro! ISSO É GRAVE!

Qual a saída a esquerda?

Que dia foi este de 24 de abril de 2020 que vai ficar marcado muito mais pelo que se disse, do que pelo que se fez efetivamente. Não tenho recordação de um presidente reunindo seu staff superior para explicar em Rede Nacional a demissão de um ministro, um deles de meias e máscara facial, como deveriam estar os demais, ou mantendo um distanciamento de 2 metros, um do outro.

Bolsonaro já sangra. Está ferido e até mesmo suas explicações mais incisivas começam a diminuir o ímpeto. Talvez não estivesse acreditando até o final de que Moro se demitiria. Afinal de contas, ambos têm em comum um certo apego pelo poder de decidir as coisas. No entanto, egos que não se entendiam.

Dos dois, Moro foi o mais esperto, e é o mais perigoso. Moro soube chegar onde queria e até o momento acha que saiu por cima pavimentando seu caminho para disputar a presidência quando acontecerem novas eleições. Sequer se deu conta de que confessou crimes, mas conhecendo nosso histórico com Bolsonaro, quem se importa com estas questões pequenas?

Bolsonaro está cavando sua própria sepultura, acho que todos concordam com isso. Ele perde apoiadores dia a dia, sua reserva está terminando. Logo vai ficar sozinho como Collor nos seus últimos dias. Ou vai descer a rampa do Palácio por si mesmo, ou será obrigado a fazê-lo. Se até o dia de ontem ainda compunha com o Centrão para evitar o Impeachment, hoje ficou mais complicado.

Moro acaba de ficar desempregado momentaneamente. Perde também os privilégios que tinha como Ministro da Justiça e não pode voltar a ser juiz. Provavelmente vai receber uma oferta para lecionar em alguma Faculdade de Direito (pobre de seus alunos). Vai perder espaço na mídia. Um Impeachment precisa passar por todo o processo de acordo com a Lei, ou seja, meio ano, no mínimo. Aí entra o Mourão e carrega a faixa até 2022. Moro ainda será lembrado até lá?

A direita é como uma barragem cheia de furos vazando cada vez mais água. Ninguém mais para colocar os dedos e tampar os furos. O desmoronamento já é previsível. Mas o que acontece com a esquerda?

Hoje já ficou claro de que Bolsonaro foi eleito, muito mais por ser o maior anti-PT do mercado, do que por suas qualidades como parlamentar, ou suas propostas como candidato. Mesmo com todas as defecções que vem acontecendo, o motivo da sua eleição ainda está presente. Não se trata de ex-bolsonaristas se declarando petistas e abrindo voto para Lula (se ele for candidato). Trata-se de arrependidos que, por hora, vão buscar outro candidato com a mesma afinidade “anticomunista”.

Com tudo o que está ocorrendo ainda não existe uma Frente Ampla de esquerda. Não conseguimos uma unidade de linguagem e de propostas para voltar ao poder. Precisamos apontar o caminho, discutir propostas e nos unirmos em torno de uma mesma bandeira. É uma ilusão imaginar que os neoliberais não aprenderam com seus erros. Eles continuam vivos e fortes.

Em termos financeiros eles não tem limites de gastos para uma corrida presidencial. Sua capacidade de reunir fundos para todo tipo de campanha, seja ela legal, ou ilegal, é infinita. Sabem jogar sujo e vão continuar jogando assim. Não será fácil combater tanto poder econômico.

A pandemia vai deixar um rastro de mortos e economia arrasada. Quem será capaz de lidar com isso e de que forma, esta é a questão central do debate político que se avizinha. O neoliberalismo já está mostrando sua força. Demissões e diminuição de salários, para eles, é a melhor fórmula para salvar as empresas e consequentemente a economia.

A esquerda não está sabendo passar sua mensagem. Não adianta somente falar o óbvio, é preciso sair da posição cômoda de oposição que aponta os dedos, para um papel de maior relevância. Temos de apontar saídas factíveis numa linguagem clara e objetiva. Assim, ou vamos assistir um “Moro” da vida se elegendo o próximo presidente do Brasil.

As Provas

No episódio da saída de Moro do governo, Bolsonaro disse com todas as letras a Moro que precisa de gente de sua proximidade na PF, para quem possa telefonar a qualquer momento para obter informações sobre inquéritos e investigações, tanto no âmbito da PF como do STF. Afirmou que sim, o objetivo é interferir politicamente na PF.

Ao se dirigir nestes termos ao tido como paladino da Justiça brasileira e que desfruta de amplo apoio popular, sendo no momento a maior estrela política de seu governo, o palhaço do pantanalto fornece todas as provas de sua insanidade, de sua total incapacidade política, de seu narcisismo patológico, de seu autoritarismo pueril, de sua falta de limites, de sua inconsequência, de sua sociopatia, e de seu pensamento desorganizado e amoral, além de francamente ilegal e inconstitucional.

Nem chega a fazer o cálculo do potencial destruidor que Moro, tendo ficado 15 meses à frente da PF e da Justiça, pode ter sobre a sua imagem em um eventual embate eleitoral no futuro próximo. Bozo realmente acredita que é um salvador nacional e que nada se abaterá sobre ele. Deve pensar todas as noites no atentado fracassado de Von Stauffenberg contra Hitler, que por sua vez atribuiu sua sobrevivência à Providência, reforçando sua vocação messiânica.

Bolsonaro não surpreende a absolutamente ninguém que tenha um mínimo de experiência política, conhecimento histórico, mínimos conhecimentos de psicologia e psicopatologia, a quem tenha um pingo de sabedoria e experiência de vida em geral.

Infelizmente, 57 milhões de brasileiros, de alguma forma identificados com algum ou alguns dos aspectos horripilantes e deficientes desse monstro, sujaram suas mãos com sangue ao votar 17. O Sangue da pátria que diziam amar, que ora corre caudalosamente pela opinião pública mundial, envergonha-nos como nunca em nossa história.

A única rima pronunciável nos dias de hoje, é: Brasil rima com imbecil. Até quando será este o nosso mantra?

NN