Vem, vem pra cama, amor…

Vem, vem pra cama, amor…

א
Meu amor, vem pra cama!
Façamos amor por todo este dia, nus (e desnudados) em gozos plurais, multifacetados e libertação plena!
ב
Vem, amor!
Quando nos cansarmos da cama, faremos amor no sofá, na mesa da cozinha, no corredor, no chão da sala.
ג
Vem, amor! Abriremos nossas pupilas e nossos poros, abençoaremos nossos lábios com nossos próprios corpos, libertaremos nossos fogos e, em urros, voaremos às alturas e, sem trégua, mergulharemos, profundos, em nossos corpos e almas!
ד
Lá fora, hoje, meu amor, na rua, há apenas torcida organizada por anencéfalos, e há torcedores drogados carregando suas bandeiras e seus paus, e há repressores, e há reprimidos, e há destruidores da Educação, e há osmóticos, e há repetidores de PowerPoint, e há homofóbicos, e há islamofóbicos, e há banqueiros, e há antissemitas, e há fascistoides, e há nazistas, e há preconceituosos, e há os exterminadores, e há os militaristas, e há machistas, e há psicóticos, e há bipolares, e há espancadores de mulheres, e há autoritários, e há golpistas, e há ignorantes, e há racistas, e há noveleiros, e há midiáticos, e há ressentidos, e há vingativos, e há antidemocráticos, e há os que odeiam, e há egoístas, e há ovelhas, e há curiosos, e há absolutamente incapazes, e há igrejeiros, e há roubadores de merendas, e há especuladores, e há agiotas, e há roubadores de dízimos, e há escravagistas, e há roubadores de almas e há, por desgraça, a massa assexuada e acrítica, arrastada e centrifugada pelos seus donos! Lá fora, hoje, meu amor, há apenas caixa de gordura e bonecos que marcham!
ה
Vem, amor, vem pra cama!
ו
Vem, amor, vem hoje.
ז
A política, meu amor, deixaremos para depois de amanhã, quando se reunirem apenas os esclarecidos, conscientes e libertários!
março, 2016
© Pietro Nardella-Dellova
Ah, cara amica, sai cos’è il suono dei gemiti d’amore, poetico e autentico?

Ah, cara amica, sai cos’è il suono dei gemiti d’amore, poetico e autentico?

I
Ah, cara amica, sai cos’è il suono dei gemiti d’amore, poetico e autentico?
II
E’ il suono della “creazione” in movimento, il rumore che non finisce dello stupendo “molto buono” all’apertura di “Bereshit”, il suono che si approfonda ed invade. La sua eco mi accompagna.
III
E’ il profumo del suono! E se mi trovo dove sia, San Paolo, Napoli o New York, non importa, quel suono e quell’odore mi accompagnano completamente.
IV
Profumo e suono da incollare alla persona amata, vibrante di piena vita, sotto il bagno del sudore della danza originale. Ed io guardando il suo viso rosso e umido, baciando quelle labbra, e quei capelli bagnati nell’intensità e ascoltando la voce del gemito – il gemito d’amore lanciato in aria, come dai lupi, trasformandosi in urla…
V
Eppure, cara amica, dopo l’unzione, due esseri, amati e amorevoli, incontrati nello spazio della viva poesia, dormendo con le loro bocche incollate l’una all’altra, estendendo l’ultimo bacio, il bacio che non si vuole perdere … Ecco, cara amica, il lungo bacio, il bacio mescolato e il segno del vino e dell’acqua scambiati di bocca alla bocca, perché non c’era tempo o la voglia di bicchieri o coppi.
VI
Non sono stati necessari! Bicchieri e coppi non erano necessari, perché volevamo il vino e l’acqua, nell’armonia del bacio, il bacio-vino-acqua, l’acqua-bacio-vino, il vino-acqua-bacio e mordere, annusare, l’incontro di corpi alla gioia del godimento musicale…
VII
Per questo, dormivamo con le bocche insieme, e quando svegliati sotto il sole di mezzogiorno, ecco, ancora con le bocche nel bacio continuato.
VIII
Era il senso dell’occupazione, della resistenza e presenza. E la corsa delle vite che venivano da lontano, dalla distanza, e hanno trovato la sua fonte, la vita nella semplicità di un bacio profondo, al centro.
IX
Era, poi, la paura, timore delle labbra perdendo delle labbra, paura di perdere le labbra, paura di perdere … e parlavamo poco, il minimo, per non abbandonarsi il bacio, e mangiavamo poco di non lasciare il bacio.
X
Comunemente, il cioccolato all’altra bocca, per non perdere il bacio: bacio-cioccolato-bacio-acqua-bacio-vino.
*
Pietro Nardella-Dellova
in “Una amica a New York: Sulle anime del Vesuvio”. LA MORTE DEL POETA. 2009
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Immagine di Alessio Delfino, Italy
Entre dois passos e um giro indescritível

Entre dois passos e um giro indescritível

ENTRE
DOIS PASSOS
e um giro indescritível
do Advérbio ao Verbo
I
entre
dois passos
de um movimento que avança,
esta mulher me inspira e me atira
ao céu, ao mar, à terra, ao fogo,
à dança e à poesia
que nascem desses elementos
com letras soltas e dois pontos
e se perdem – e se salvam – em rima libertária,
desequilíbrio entre acordes de uma ária,
água que escorre
(ficamos tontos)
no movimento em que, aberta,
esta mulher
gira,
esperando na sua boca
as palavras
que trago na minha boca,
esperando
colocar na sua boca, em carícias,
as palavras e o verbo que se faz carne
de um perdido e mago – um querubim!
e, sem trégua – nem ar – rouca, desnuda,
nas delícias do seu bronzeado jardim,
orvalho, fonte, rio, mar, dilúvio, purificação:
gosto de tantos
sabores,
esta mulher, assim, quase muda,
salivando palavras confusas,
triunfante,
II
e a mais bela das flores à mão,
avança,
dança, quebra, sussurra, toda amável,
e,
em voz de um contralto indecifrável,
liberta, úmida, entregue, rubra, vencida,
canta um verbo,
impera, manda, ordena:
entra!
*
Pietro Nardella-Dellova:
“Dois Passos e um Giro Indescritível”, 2012
texto incluído no meu novo livro INFLEXÕES ANÁRQUICAS E ALGUMA POESIA NO UMBIGO DA MULHER AMADA, prelo
*
imagem: pintura da artista Iza Borgonovi Tauil. Rio de Janeiro
Autoanarquia

Autoanarquia

AUTOANARQUIA
(para ser livre de mim mesmo)
I
Hoje
quero contradizer
O que disse ontem,
E amanhã, o que disser hoje:
Quero ser livre de mim mesmo!
Se eu vir que a fronte é feia,
Vou falar isso,
Mesmo que tiver dito ser belíssimo
O perfil de alguém…
II
E irei para o gozo sem freios
Ou para o adeus entre montes de terra.
Quero ir vivendo assim – livre –
Olhar por todos os ângulos
E jamais ser imbecil:
Escravo do orgulho de ter falado!
…assim, estarei realizado em cada vida
que eu viver em toda a vida…
III
Quero ser o mais instável dos homens
E não pensar que isso tem a ver
Com a personalidade
-que não muda, muda-
Mas, ser instável no pensamento
(causam-me horror a ideia fixa e os dogmas)
E no modo de olhar as coisas
Para que aperfeiçoe a mim mesmo
E descubra cores maravilhosas
(ocultas aos imbecis-estátuas)
IV
…não há limites para livros superarem livros e teses superarem teses, nem há limites para céus superarem céus e mares superarem mares, nem para mundos superarem mundos, nem para perspectivas superarem perspectivas e ângulos superarem ângulos, nem descobertas superarem descobertas:
V
há limites apenas para o ontem!
Quero concordar e discordar – livre –
Porque não temos que concordar
A vida inteira com o que concordamos
Um dia qualquer que passou, enfim!
…porque passamos pelo cinzel da existência…
VI
E vamos aprendendo novas “cousas”
Descobrimento novos matizes e faces:
É maravilhoso seguir rumo à perfeição
De não ser, jamais, perfeito em nada…
VII
Não quero soldar grades que me prendam
Mas, quero ir rumo a não-sei-o-quê.
Nunca quero dizer: cheguei!
E não quero chegar nunca em pensar: cheguei!
A vida perderia o sabor e amaria a morte:
Chegar é morrer!
VIII
Viver é superar a vida a cada instante!
Quero não gostar e amar depois,
Se eu sentir isso,
…e isso será vida, sim senhor,
acredite-me!
*
© Pietro Nardella-Dellova
in NO PEITO. Editora L&S, 1990, pp. 58-59
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(ph.: my cabin in Appenzell)
Passione ou, porque minha amiga tem asas

Passione ou, porque minha amiga tem asas

Encontrei a amiga em uma manhã de sol, brisa suave e muita vida para viver, pois, afinal, não tenho tempo para morrer entre vampiros, asnos e vias públicas. E ela, então, perguntou-me sobre a palavra passione e seu sentido no modo italiano de viver.

Va bene! Não tente traduzir esta palavra em português, seja do Brasil, de Portugal ou de Angola, nem em inglês britânico e, menos ainda, em inglês americano! Em alemão não é possível sequer pensar em passione. Para o hebraico também não se pode traduzir e, por falta de uma palavra, o rei Salomão escreveu um livro todo sobre passione: o Cântico dos Cânticos (Shir HaShirim)! Enfim, não há tradução para passione! Seria preciso viver alguns anos na Itália, da Sicilia aos extremos alpinos.

Seria preciso caminhar entre construções de pedra e ouvir pessoas cantando com suas janelas abertas e passar muito tempo em Napoli, em suas vias estreitas, descobrindo como nascem tenores e, quem sabe, beber em Milano com seu encanto feminino e multifacetado. Seria preciso ir a Firenze e descobrir o que é Rinascimento. Ou, simplesmente, ver um filme, talvez, Cinema Paradiso, Il Postino e Il Poeta ou La Vita è Bella!

Passione no modo italiano inclui variados aspectos, do tipo mergulhar de boca na mulher amada, promover o bem integral da mulher amada, fazer com que a mulher amada voe e, diante disto, aplaudi-la com entusiasmo incontido. É voar com a amada sobre os mares e fazer com que ela veja estrelas um montão de vezes até ficar vermelha e lançada sobre os lençóis com os cabelos esguedelhados – colorida e maravilhosa, como pintura feita à mão. Passione é viver um dia com a amada como se fosse a própria eternidade…

É uma experiência única, singular e linda! Não há esta coisa de chorar pelos cantos, beber até morrer, de magoar-se ou de prantear, transformando tudo em música sertaneja, cachaça e churrasco, isto é, em monólogos, rezas sem fim, pedidos a Santo Antonio e programas de auditório, com gritinhos e tudo. Não, de fato não! A experiência da passione é algo superior, capaz de transformar animais em gente, transeuntes em pessoas – é alguma coisa entre o Jardim do Éden e os desertos dos enfrentamentos humanos. É roubar o fogo de Zeus e entregar, doar, experienciar as musas noite adentro – ainda que isto custe o fígado durante o dia. Não é ficar com uma viola órfica na porta dos infernos chorando nostalgias sem fim e cortando-se os pulsos, mas descer aos infernos, fundo e consciente, dar umas boas porradas em Plutão e trazer Eurídice em beijos tresloucados, sonoros e escandalosamente públicos!

Passione não inclui egoísmo, mas, cumplicidade. Não inclui choro, mas risos. Não inclui oitavada desarmônica, mas a música plena e o canto pleno em afinação absoluta de corpos que se completam na delícia humana! É a experiência do diálogo – não da conversa! É um estado de envolvimento intenso que exige o mergulho na última gota de vinho: o mistério das pérolas escondidas no mais profundo deste mar tinto e bravio! Por isso mesmo, no estado de passione não se perde a última gota do vinho, aliás, nem se bebe vinho em duas taças e, poucas vezes, em uma. É experiência do vinho na boca, da boca na boca, da procura da gota do vinho no umbigo, no abdômen, nas faces, no pescoço, nos lábios, do perfume do vinho no seio desnudo – o movimento de vida! Passione é vida!

Passione é a intensidade com solidariedade. Fazer amor, intenso e sem limites, com amizade. O estado de envolvimento, com prazeres sem fim, mas, sempre, de mãos dadas, juntos, voando juntos. Não há previsão de futuro no modo passione – apenas de carpe diem, daquela intensidade presente que não se perde em prognósticos, futurismos, profetismos, rezas. No modo passione não lemos as linhas das mãos da pessoa amada, tentando ver seu dia porvir, apenas, beijamos as mãos, acariciamos as mãos, apertamos as mãos na intensidade plena do encontro dos corpos presentificados. Nas mãos não ficam linhas nem marcas, mas, impressões indeléveis de ternura, encontro e sabores do corpo inteiro!

Em passione ninguém pensa em morrer de dor ou de sofrimento, ou em arrastar correntes por corredores sem fim! Ao contrário, passione é luz, é salvação, é bênção. O momento máximo que dá sentido a uma pessoa, que a resgata da caverna e da mesmice cotidiana, pois é neste momento que é possível ver-se, encontrar-se e plenificar-se na pessoa amada! Na passione tiramos as asas da mala empoeirada e as colocamos de volta nas costas (e nos pés).

Minha amiga ficou em silêncio, trêmula e com os olhos brilhantes. E eu lhe disse: Hai Capito adesso? Então, ela olhou para suas costas e viu suas asas. Minha amiga tem asas!

Ah, minha amiga, passione nos faz voar, por isso não tem esta coisa de sofrimento, dor e choradeira. Depois que aprendemos a voar não tem mais jeito – é preciso voar sempre! Depois que você reencontra suas asas escondidas naquelas malas estranhas dos comportamentos socialmente compatíveis, sai de perto… Pois, elas grudam em suas costas e se tiver alguém por perto que não voa ou com tesouras nas mãos, ui… As asas grudadas às costas empurram idiotas ao chão, pois elas têm um poder próprio, vida própria, por isso mesmo, quando se abrem as asas o melhor é voar junto ou “vixe, fodeu!”, ou seja, cai a casa, cai o muro, cai a máscara, cai o beco, cai tudo e a vaca vai para o brejo! Asas é o que melhor retrata o movimento da passione! Gostou disso, amiga? Então, olhe para suas costas agora…wow!!! você tem asas! Quem se atreve a colocar você na gaiola? Como esconder esta maravilha que aparece no seu andar e no seu dia? Como prender você? Mulher! Encanto! Fogo! Vida! Inteligência! Voe! Abra suas asas, grandes, abertas e vença os olhares idiotizantes de asnos que passam!

E lembre-se, minha amiga, se alguém quiser ter você, na cama ou no sofá, o melhor a fazer é destruir gaiolinhas e aprender a voar…

Sem asas, ou seja, sem passione, as pessoas definham e perdem o canto. Especialmente a maioria dos homens, que têm medo psicanalítico de Freud e não resistem a cinco páginas de suas obras! Passam longe dele e sequer o mencionam, pois para ler Freud é preciso ter asas e senso de humanidade e, sobretudo, é preciso ter senso de si próprio! Voar é viver, mas, não para todos os homens! Todos não viverão nem voarão – apenas alguns. Porque para voar é preciso duas capacidades com habilidades expressivas. A primeira é ter asas! A segunda, é ver as asas de uma mulher e aprender a voar com ela, pois, somente a mulher pode ensinar o vôo a quem tiver asas. Se um homem souber ver asas em uma mulher, e se tiver as suas próprias asas, aprenderá com ela e voará alto e liberto. Mas, se tiver asas e for cego, suas asas serão sua mortalha e passará seus dias escondido entre arbustos edênicos, nomeando bichos, e terminará fazendo culto ao falo. Sim, o culto fálico é a condenação para quem não vôa, nem enxerga o vôo e, ao contrário, prefere se esconder nas cavernas de sua estupidez!

É no desenho feminino, nas asas femininas, na alma feminina e na intensidade feminina, que um homem pode ser homem completamente, com vôo, liberdade e alma! É ali, e apenas ali, que ele descobre o movimento da passione, o tempo, a experiência de voar e a vida na plenitude de uma gota de vinho. Ecco, amica mia, la passione è così!

(Pietro Nardella-Dellova, 28 de maio, 2010)
Scarpe da donna (sapatos de mulher)

Scarpe da donna (sapatos de mulher)

SAPATOS DE MULHER
(originalmente “scarpe da donna”)
(…)
O Poeta estava ali um pouco ao norte, forasteiro, olhando o pó de florestas moídas e, então, Ela veio, entrou pelos corredores apressadamente e foi deixando os sapatos, altos e pretos, jogados pelo portão.
(…)
Aqueles sapatos lançados ao chão resmungaram uma voz concentrada, como se fosse possível ouvir por intermédio deles a voz musical distante, intensa. Sim, porque há mulheres que usam os pés para dançarem, mas, outras, usam-nos para primeiro gemerem, e depois, se libertarem, para o salto que as tire da cola asfáltica, e para o impulso que arrebente paredes, cartórios, anéis – e muros.
(…)
Quem tira os sapatos, e Ela tirou os sapatos, busca a leveza e o conforto de um ato libertário de desnudamento – busca o mar, e busca a brisa, e busca o estado de comunhão, e busca a poesia, e busca aqueles olhos que enxerguem, e busca o espaço, e busca o vento, e busca a tempestade, e busca o toque das mãos feito escultura renascentista.
(…)
Em algum ponto dos pés femininos começa o caminho ao paraíso!
(…)
Ela, então, agora descoberta mulher e gente, tirou os sapatos e os manteve ali, jogados no corredor, feito símbolo de resistência e escárnio, marco de libertação, desenho melódico, expressão de inteligência, convite ao encontro dialógico pleno. Aquela mulher tirou os sapatos em busca da pele, dos poros e do corpo – em busca da alma que transita pelas veias, da vida que organiza os músculos e arrebata os seios – em busca da luz que cintila nos lábios e faz dilatar as pupilas.
(…)
Aquela mulher tirou os sapatos porque as asas não estavam em suas costas, mas, nos pés – e ela buscou asas em seus pés, asas que a levassem para as cabanas alpinas – de onde chegara o Poeta – e para beber na mão da Poesia ou, quem sabe, mais próximo, ao alcance de um dedo, nas vias e pousadas andinas ou, simplesmente, para o risco de um verso possível no encontro de gente e seres apenas.
(…)
E, agora, Aquela mulher (Esta mulher!) tão próxima assim, com os pés soltos – sapatos jogados – pisaria uvas com intensidade, cantando e dançando por toda a noite. Ela ergueria os vestidos para pisar uvas mais profundamente ainda e, ao amanhecer, lançaria mais uvas ao lagar e continuaria cantando alegremente com os vestidos levantados, pés descalços, mergulhada em vinho e poesia achada na rua, no corredor, no portão, sob a entrega do olhar de um Poeta anarquista que apenas passava por ali.
(…)
© Pietro Nardella-Dellova. “trechos” do capítulo “Porque é Preciso Dançar”, do livro INFLEXÕES ANÁRQUICAS E ALGUMA POESIA NO UMBIGO DA MULHER AMADA (prelo). Escrito na região amazônica (Vale do Juruena), em 6 de Iyar, 5770 (2010)
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* imagem: pintura de Marc Chagall