Nada de Novo no Front

Uma das coisas mais interessantes na crise do Coronavírus é a sensação de “novo” que ele causa. De fato, parece ser um dos vírus mais cruéis das últimas décadas, pelo fato de ele demandar o sistema de saúde em uma velocidade e proporção impressionantes e assustadoras. Em todos os países, com exceção da China, que há muito já tem isso como modelo, rapidamente notou-se a movimentação de todos os setores políticos e acadêmicos em prol do papel do estado como via de saída para a crise.

Mas é apenas a dimensão do tempo – ou da velocidade dos acontecimentos – é que é nova neste momento. Nenhum dos problemas suscitados, dos que afligem as parcelas vulneráveis da sociedade e de sua economia, são de fato novos. O vírus vem apenas nos despertar a consciência perdida pela crônica diluição no tempo e no espaço do volume de pequenas tragédias localizadas e sistêmicas que se arrastam há tanto tempo e em intensidade “suportável” às autoridades e elites. O vírus nos desperta agora para um sem número de problemas que há muito foram naturalizados pela resiliência das camadas inferiores e invisíveis da população, que se forem “lambidas” pela epidemia representarão uma imensa ameaça involuntária nas esferas biológica, social e econômica, ao centro de uma economia cronicamente e excessivamente financeirizada e insustentável exatamente por esta característica.

Subitamente, descobriu-se que sem dinheiro ninguém vive, e que as desigualdades na distribuição desse dinheiro e seu fluxo, na ausência de um lastro patrimonial e funcional que realmente atenda as necessidades básicas de qualquer ser humano, pode nos levar à destruição. Pelo menos, daquilo que considerávamos até dez minutos atrás como sendo o método de vida definitivo e seguro.

E para completar o quadro com requintes de crueldade, no caso do Brasil, foram os estratos superiores da sociedade que trouxeram o vírus ao Brasil, certamente desinformados e desatentos ao que acontecia no mundo. Esses mesmos estratos que puseram no poder um governo absolutamente incapaz de lidar com a situação, aleijado em sua infraestrutura de saúde por decisões voluntárias e desorganizado em sua hierarquia pela intrusão na sua linha de comando e na sua rede de relações do vírus conspiracionista derivado do olavismo e da paranóia anticomunista e fascista.

Com esta última característica, fechamos o ciclo de compreensão desta barbaridade, que como disse, só é nova na escala do tempo. Nenhum dos problemas que enfrentaremos doravante são coisas novas. A diferença é que a vitrola estava em rotação 16, e então, veio a natureza virou a chave para 78. Se para nossa sorte ou azar, caberá a nós decidirmos.


NELSON NISENBAUM

Olhos nos números

De repente me deparei com aqueles olhos. Já havia dias que todos passavam com suas máscaras deixando apenas os olhos a vista. Eram de todas a s cores, marrons, azuis, verdes e cores difíceis de se ver. Os olhos, mas também as máscaras eram coloridas.

Aquela visão, apesar de que representava a triste situação do vírus, que tantas vidas levara, ainda assim trazia consigo nas mulheres um senão de erotismo. O que haveria por detrás daquela máscara que deixava somente os olhos a vista?

Observando fui percebendo o quanto se podia ler através deles. Haviam olhos de paixão, de tristeza, de aflição, de súplica, de alegria, de indignação, de regozijo, de frieza e de entrega. Olhos e mais olhos que passavam por mim e que agora tinham um significado.

Eram de todas as idades, de todos os gêneros e de todas as etnias. Cada par trazendo sua mensagem para quem soubesse interpretar. No início, confesso a dificuldade. Mas com o passar dos dias fui me tornando mais experiente. Se antes era preciso alguns minutos de observação, agora bastavam alguns segundos. Os olhos falavam comigo.

Quem diria que um vírus me tornaria um intérprete do significado dos olhos humanos. Seria um fetiche? Creio que não. Nunca tinha acontecido antes. Mais provável que a consequência da inesperada situação onde a preservação da vida falava mais alto. Já não se viam mais rostos, somente olhos sobre máscaras.

E claro, os números. Agora me refiro ao que estamos reduzidos. Todo dia nos atualizam dos números do Corona. Primeiro vejo os números do meu país, depois os do mundo. Merda, continuam aumentando. Mais doentes, mais mortos. E logo, a história de alguns deles. Nenhuma história feliz, apenas tragédias.

Hoje foi a de uma mulher de apenas 49 anos, viúva e mãe de gêmeos de 4 anos de idade. O Corona os deixou órfãos. Ela também, segundo os jornais, é a pessoas mais jovem a morrer aqui por conta do vírus.
Todo dia é assim, mais mortos, mais histórias tristes.

Quando olho para os números de outros países, percebo o tamanho da tragédia. Olha eu falando de olhos outra vez. Olhos e números.

Cada perda são um par de olhos que se fecham e não vão mais falar comigo. Não vão passar por mim trazendo seus pensamentos. Compartilhar sua luz.

Já são quase 40.000 mortos no mundo e logo vamos chegar a um milhão de doentes. Todos são importantes, cada vida importa. Cada um tem uma história, uma família, uma paixão. Cada um deles vai deixar uma saudade, uma história de vida. Eram importantes para alguém, tinham significado no mundo.

O vírus parece a passagem do dia no planeta. Assim como em alguns lugares anoitece, quando em outros está amanhecendo, o vírus está deixando alguns países e recém chegando em outros. Por onde passou, deixou um rastro de vidas perdidas e economias em recessão. Números.

O planeta não será o mesmo quando esta crise passar, isto é certo. Que lições vamos ter aprendido e como vamos lidar com situações parecidas no futuro, eis a questão. Infelizmente a humanidade parece ter memória curta. Não fosse assim e as guerras já teriam terminado há muito tempo.

A contagem de doentes e mortos não vai parar tão cedo. Pares de olhos vão continuar vindo e dando olhos a minha imaginação. Olhos.

Como será o amanhã? A quem vai pertencer? Vou continuar buscando estas respostas nos olhos e números que passam por mim.

Fiquem em casa e deem asas a sua imaginação.

Apagão das nossas certezas

Um homem é feito de medos e da sua capacidade de enfrentá-los (Joaquim Ferreira dos Santos)

Não sei vocês, mas sempre que esbarro em pepinos e abacaxis sou tentado a abrir a cortina do passado e tirar de lá um conforto e, com sorte, um caminho. Sei bem que é um ledo e ivo engano. Aquela história de “naquele tempo não tinha disso não” só serve como manual do almanaque Capivarol. Nos anos dourados, o que serão eles ?, não tinha coronavírus, mas … Meio ambiente era coisa de esotéricos, arquitetura rimava com frescura (e foram destruídos prédios cuja beleza só conhecemos de fotos), direitos de negros, mulheres, homossexuais, eram fábula de utópicos incuráveis, crianças não tinham vacinas para doenças que deformam ou matam, anticoncepção era privilégio de machos. É sempre assim quando se conversa com os mortos. Filtram-se as impurezas e sobra o manto diáfano da ilusão.

O Menino viveu uma fase de racionamento de energia, blecaute diário, lá pelo início dos anos 60. Justificava a paródia musical “Rio, cidade que me seduz/De dia, falta água/De noite, falta luz”. Eram cerca de trinta minutos, que começavam na hora da Ave Maria, voz assustadora do Júlio Louzada. A molecada parava os deveres escolares e, ao ar livre, aproveitava a luminosidade precária das estrelas para respirar a fuga da rotina. Para os adultos, um transtorno que se traduzia em velas e lampiões acesos. Quando a luz voltava, a realidade cobrava o preço. Hora da sopa de abóbora antes do prato quente. Trauma que até hoje não superei. A luminosidade pode ser penumbra.

O apagão de agora, na lente das nossas certezas, atinge em cheio um padrão neurológico que nos traz conforto. Foi a bióloga e neurocientista Suzana Herculano-Houzel quem disse: “(…) A importância de se sentir no controle da própria vida para manter as respostas de estresse do cérebro em xeque. Para o cérebro, tudo vai bem enquanto estamos no controle dos acontecimentos, a começar por nossas próprias ações. Controle é poder, e perder o controle só traz consequências nefastas: sensação de impotência, ansiedade, angústia, agitação, ou inação aprendida, prima da depressão”. O que estamos passando aniquila o território de qualquer “empoderado”, nos aproximando, na visão do filósofo Slavoj Zizek, de uma crise de saúde mental, cujas sequelas estamos muito longe de imaginar. Só em New York, cerca de 6.000 voluntários se apresentaram para ajudar a amenizar o sofrimento mental de gente que perdeu todas as referências estruturantes da rotina. Quando Guga Chacra chorou ao vivo na televisão, criou a imagem perfeita do desamparo que nos assombra. Está faltando o ombro paterno/materno para enxugar as lágrimas.

Dia desses – coincidência ? – revi o clássico Moby Dick, filmado em 1956 e estrelado pelo Gregory Peck (que faz um Ahab exageradamente teatral). Os efeitos especiais chegam a ser cômicos (a baleia branca de borracha só podia assustar quem tinha calça curta nos anos 50; quando o Pequod afunda, o faz num redemoinho, que sugere uma banheira cheia d’água da qual se tirou a rolha), mas a mensagem está lá, intocada. Quando a gente corre atrás dos nossos monstros, obsessivamente e com faca nos dentes (no caso, arpão), pode ser engolido por eles. E, no entanto, essa caçada é muitas vezes vital para estabelecer um equilíbrio com o mundo real. É preciso encarar o fantasma para aprender a lidar com ele. Matá-lo ? Nem o capitão Ahab conseguiu.

A solidão forçada a que estamos submetidos joga uma armadilha. Como poetizou Paulo Sérgio Pinheiro, quem da solidão fez um bem, vai terminar seu refém. Abrir os olhos a cada dia é trabalhar para combater o isolamento. E isso pode ser feito no pequeno mundo, que vira universo. Manoel de Barros, sempre ele, achava que o “quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade; a gente só descobre isso depois de grande”. O tamanho das coisas, e Manoel sacou, “há de ser medido pela intimidade que temos com elas”. Na árvore que quase invade minha janela, o que serão aqueles que voam ? Juritis, inhambus, pintassilgos ? Não sei, não sou Tom Jobim. Só sei que uma família de tucanos faz um barulho danado, arredios, não vaiam minha tentativa sofrível de lhes imitar o canto. Nunca dei bola para essas vidas, que agora me parecem tão livres, tão universais …

Veríssimo comentou saber “de casais que estão se conhecendo com o convívio forçado, começando pelo básico: como é mesmo o seu nome ?”. Gozações e idiossincrasias à parte, muita gente está ouvindo a voz habitual como se fosse a primeira vez. Tudo é compartilhado, o que não é pouco numa divisão de trabalho fincada em cultura ancestral. Quando o vírus se recolher à rotina endêmica de seus parentes, voltaremos ao mundo que se despedaça ou daremos os primeiros passos em terreno inédito ? Sou cético, mas estou aberto a contestações.

Vida que segue.

Abraço

Jacques

 

Isolamento de mãos dadas

Isolamento de mãos dadas é um paradoxo, pois, estando isolado, como dar as mãos? A resposta passa pelo invisível, porque é dar as mãos na imaginação. A perda da convivência, ou a morte de uma pessoa querida, pode ser insuportável a perder de vista. Cedo aprendi a história de um Deus invisível, e mesmo assim o invisível é difícil. Hoje ocorrem separações temporárias, mas separações, elas não são fáceis, mas ao suportar a perda ocorre um alívio.

A imagem de um Todo-poderoso que não podia ser visto incendiou a imaginação. Escutei histórias de como Abraão questionou seu pai, que fazia deuses de barro. E por rebeldia ele saiu da cidade de Ur numa longa caminhada até a terra de Canaã. Simpatizo com o invisível mesmo depois de percorrer os caminhos das artes e das ciências na adolescência e me afastar das origens. Além do que, nada mais invisível que a ficção e o mundo criado por artistas, essenciais para enriquecer a vida. E o invisível é uma constante no cotidiano da Psicanálise: sonhos, formação dos sintomas, identificações. Dentro de cada um vivem marcas dos pais, avós, irmãos, entre outros. Essas marcas inconscientes na alma- psiquê- se integram na constituição da personalidade. Tudo transcorre de forma invisível, assim como as transferências. O invisível tem efeitos concretos no cotidiano de cada ser humano, a nível da psique, alma.

O amor, por exemplo, requer provas de amor devido a sua invisibilidade. Dizer que ama nem sempre é suficiente, é preciso provar que se ama. O amor é vivo, ele nasce, se desenvolve e pode diminuir e morrer, por isso precisa ser renovado. Faz pouco, vi uma criança se aproximar da mãe para beijá-la, e esta o afastou, pois estava gripada. A mãe magoou o menino, e ela precisou pedir desculpas, se explicar para acalmar o filho. Somos sensíveis ao sentimento de desprezo, daí as provas de amor que geram alegria.

Lutar contra o isolamento, diminuir a solidão, e até reaproximar-se de velhas amizades, vem ocorrendo. Vivo e escuto histórias emocionantes da reconstrução de pontes passadas, bem como frustrações em algumas tentativas. Estamos conectados, pois as palavras entram nas redes e circulam, pois se buscam, e podem dançar.

Às vezes, imagino escrever sobre algumas palavras especiais como: labirinto, leveza, separação, ponte, entre outras. Ponte é a passagem de um lugar a outro; pontes que passam por cima de rios, pontes naturais, e há pontes invisíveis. Tenho a fantasia de um dia ser um engenheiro de pontes invisíveis. Pontes fabricadas por palavras baseadas em boas fundações. Admiro as palavras que tocam a alma, mas nunca se sabe quais são as que tocarão.

A expressão “isolados de mãos dadas” da “Solidariedade” tocou alguns leitores e me tocou. É uma forma que temos hoje para expressar o amor pelas palavras que se unem em pontes imaginárias. São pontes de ida e volta, e assim ocorrem os movimentos na lentidão do isolamento.

As mãos dadas são também para expressar nosso amor ao Brasil. Um país comandado pelo gabinete do ódio, pelo amor ao ódio, que divide quando deveria unir. O país foi atacado pelo fanatismo a medicina, as ciências, a saúde, a vida. Enfim, se os conhecimentos de como combater o coronavirus avançaram, já a resistência contra a crueldade é mais difícil.

Aos poucos aprendemos, é como uma nova viagem, chegará um dia que a separação física cessará. Há leituras, filmes, diversões, risos para aliviar o peso do confinamento. O caminho é longo, mas estamos caminhando de mãos dadas. A poesia da luta continua.

A cidade está no “pause”.
Parar para pensar,
parar para…
parar…
par…
ar.

Dona Corona, Bibi e Gantz

Todos sabemos que política é a arte de engolir sapos. O inimigo de hoje pode vir a ser seu melhor amigo amanhã, e vice-versa. Tudo que for dito hoje por um político, pode ser desdito amanhã sem o menor constrangimento. Ideologias e compromissos têm seu tempo de validade e funcionam de acordo com os interesses do momento. Assim é no mundo inteiro.

Israel finalmente terá um governo depois de 3 eleições consecutivas, e o grande vitorioso é Benjamin Nathaniel, o Glorioso. Seu maior opositor, Benny Gantz, líder do Azul e Branco, sucumbiu ao canto da sereia e fará parte do governo dele. Gantz acabou com o partido Azul e Branco e com qualquer chance de acabar com a liderança de Bibi que já se tornou o homem que por mais tempo foi primeiro-ministro de Israel.

Todo crápula tem uma desculpa moral para uma traição. A de Gantz foi de que o país está atravessando uma grande crise por conta do Corona. Segundo ele, esta situação trará consequências inimagináveis que exigem a união das lideranças acima de seus interesses pessoais para tirar o país da crise econômica que se avista. Uma quarta eleição seria um caos neste momento.

Gantz foi a esperança de uma mudança política em Israel. Nele foram depositados os votos para que cumprisse o que disse a nação quando mostrou que Bibi era um criminoso que em breve iria para a cadeia pagar por seus crimes de corrupção. Dezenas de vezes, olhando nos olhos de cada israelense afirmou e reafirmou que jamais sentaria em um governo com ele.

Sua traição, para quem apenas está chegando no mundo da política, praticamente encerra sua carreira. Atos desta natureza dificilmente são perdoados pelo eleitor. A desculpa do Corona não encontra eco em quem deu seu voto para ele. e Gantz Traidor é o que mais se escuta desde ontem.

Para se ter uma ideia da capacidade de Bibi em se manter no poder, em uma semana ele conseguiu adiar o inicio de seu julgamento para o mês de Maio, acabou com o maior partido de oposição e está praticamente conseguindo terminar com o que já foi o maior partido de Israel, o Trabalhista. Seu atual líder estaria sendo cooptado também para fazer parte do governo. Sim, Amir Peretz foi mais um que diss,e em alto e bom tom, que jamais sentaria em um governo com Bibi.

A população, ainda atônita com o Corona, que hoje, enquanto escrevo estas linhas, já infectou cerca de 3500 israelenses com 12 óbitos, prestes a entrar em Isolamento total, tenta medir as consequências de tudo isso. De um lado, a inevitável crise econômica que o vírus vai deixar depois de passar por aqui junto com o rastro de mortes. De outro, a busca por um novo líder capaz de unir a oposição a Bibi e desafiar o novo governo que ele formou.

Não se sabe quanto tempo vai levar para recuperar a economia. Nunca tivemos uma situação como esta. São milhares de pessoas desempregadas e negócios que podem quebrar. Será preciso muito dinheiro e talento para equilibrar as contas. Pessoas físicas e jurídicas fazem suas contas e todos temem pelo pior. Um ponto de equilíbrio vai surgir em algum momento, a pergunta é qual será o custo e em quanto tempo vamos voltar à normalidade.

Quando a poeira baixar, também vamos saber com exatidão quem são os que se venderam a Bibi, e quem permaneceu na oposição. Seu tamanho e sua representatividade ainda são uma enorme dúvida. Só aí será possível uma avaliação das consequências da traição de Gantz e quais os passos a se tomar.

Na minha visão, este governo não vai durar os quatro anos de mandato na forma como está sendo concebido. Não acredito que a rotação entre Bibi e Gantz vai de fato acontecer. O partido de Gantz ficou reduzido a cerca de 15 deputados, sua força diminuiu muito e sua única carta na manga hoje, é a possibilidade de derrubar o governo no caso de uma saída do governo. Hoje, porque agora Bibi tem tempo para cooptar mais adeptos ao seu mantra deixando Gantz cada vez mais irrelevante.

Sempre chamei o Azul e Branco de um Likud Gourmet. Pelo visto não estava muito errado em defini-lo desta maneira, apesar de haver muitos membros de centro esquerda. No entanto, a ala Likud prevaleceu.

Atualmente somente Bibi e a Corona estão se dando bem em Israel.

 

 

Por que é urgente o Impeachment de Jair Bolsonaro?

Existe um fato que situa o Brasil como um dos piores países do mundo hoje (quem fala isso não é um babaquinha que foge para a Flórida ou cospe no prato em que comeu, mas alguém que ama o Brasil e dedica anos de vida ao seu progresso e desenvolvimento). Tal fato não tem a ver com ideologias políticas, econômicas ou teses religiosas. Tudo isso tem algo de bom, ao menos para um bom debate.

O fato é que Jair Bolsonaro, que detém o Mandato Presidencial, conquistado, sim, democraticamente (no jogo democrático e em eleições legítimas), embora tenha um histórico asqueroso de vida familiar, militar e parlamentar, não reúne condições objetivas para presidir (que entre outras atribuições pressupõe a de união nacional).

Jair Bolsonaro cometeu inúmeros crimes de responsabilidade, já provados, e, tudo indica, tem algum grau acentuado de demência. Poderia ser interditado por demência, mas esse caminho exige perícia. Não seria fácil. Pode ser afastado pelo Impeachment. Esse é o caminho mais seguro.

E a pergunta é: por que afastar, pelo Impeachment, o Presidente Jair Bolsonaro? Resposta simples. Porque ele cometeu crimes de responsabilidade, e o país precisa enfrentar problemas econômicos, jurídicos, de segurança pública e, agora, de saúde pública. Jair Bolsonaro não está preparado para nada disso, aliás, é um obstáculo a qualquer ação, incluindo a dos governadores. Ademais, seus Ministros, especialmente, Moro e Guedes, já demonstraram incapacidade completa para os cargos que ocupam.

Falar em interdição é mosca branca. Falar em cassação é estupidez de quem delira. Impeachment é o caminho jurídico e político para reabilitar o país e reinserí-lo entre as grandes nações.

(Pietro Nardella-Dellova)