Sim, sou Sionista (histórico) e sou Judeu (daquele Judaísmo)

Sim, sou Sionista (histórico) e sou Judeu (daquele Judaísmo)

Faz alguns anos eu até discutia “academicamente” os conceitos de antissemitismo e antissionismo como diferentes em vários aspectos. Atualmente, porém, foco, não no conceito, mas na pessoa ANTISSIONISTA e, vejo que 99,9% das vezes trata-se de uma pessoa ANTISSEMITA.
 
O termo SEMITA (embora possa se referir aos povos semitas) foi cunhado para o JUDEU, e, assim, o ANTISSEMITA e ANTISSEMITISMO designam, independentemente do seu étimo, apenas um ANTIJUDEU e um ANTIJUDAÍSMO!
 
O termo SIONISMO jamais poderia ser utilizado no singular, pois há vários movimentos sionistas que vão da Esquerda anarquista e originalmente kibutziana, até a ortodoxia religiosa ou simplesmente um modus político. O antissionismo é, não apenas uma oposição ao Estado de Israel, mas uma oposição ao POVO DE ISRAEL e seu legítimo direito de ter e manter um Estado.
 
NOTAS:
 
1. Defender Israel não é, e nunca será, defender o governo de Israel, muito menos, o de Netanyahu e seu grupo schifoso!
 
2. Defender Israel não é, e nunca será, pretender esmagar Palestinos. Os Palestinos têm igual direito a um Estado!
 
3. Ser sionista legítimo, histórico e digno, é buscar a construção de uma Pátria para Judeus. Isso nunca pressupôs destruir Árabes ou, hoje, Palestinos. Há outros “sionismos”, inclusive “evangélicos”, absolutamente desprezíveis.
 
4. O sionismo HISTÓRICO se fortaleceu exatamente para se opor ao ANTISSEMITISMO e ganhou energia e foco na luta ANTINAZISTA e ANTIFASCISTA (nazismo e fascismo são regimes de EXTREMA-DIREITA).
5. Assim, quando um grupo de políticos Israelenses (tendo Netanyahu à testa) adota o modus da extrema-direita são eles que se tornam realmente “antissionistas” e, em boa medida, também, “antissemitas”. No primeiro caso, se colocam contra o sionismo histórico; no segundo, contra o Judaísmo essencial. Por quê? Porque o Sionismo histórico e o Judaísmo não têm nada a ver com extrema-direita.
 
6. Sigo sendo SIONISTA (HISTÓRICO!!!!). Sigo sendo JUDEU (daquele Judaísmo dos Patriarcas, de Moisés, dos Profetas, de Hilel, de Luzzatto, de Landauer, de Buber, de Primo Levi, de Heschel etc). Sigo sendo sionista histórico, judeu e defensor de DOIS ESTADOS para DOIS POVOS: ISRAEL E PALESTINA!
 
(Pietro Nardella-Dellova)
Sim, sou Judeu, sou de Esquerda, sou Sionista

Sim, sou Judeu, sou de Esquerda, sou Sionista

Sim, sou de Esquerda, porque de Esquerda foram todos os meus patriarcas, de Esquerda foi Moisés, de Esquerda foram os Profetas, de Esquerda foram os maiores Pensadores do Judaísmo e de Esquerda foi aquela parte da minha família que viveu e sobreviveu em ghettos” no sul da Itália, contra todas as opressões, inclusive nazifascsitas.

Sim, sou Sionista, porque Sionistas foram todos os grandes homens e mulheres do Judaísmo por terem, em alto e profundo, uma relação direta de ancestralidade e comunhão com Eretz Israel. Sim, o meu Sionismo não é o mesmo sionismo dos “sionistas” que ocupam e esbulham as terras palestinas, porque o meu Sionismo é pleno de Judaísmo, e o sionismo deles, de ódio e antijudaísmo.

Sim, sou Sionista, e o meu Sionismo pressupõe defender Israel e sua integridade sempre e para sempre. Sim, é o Sionismo do “Am Yisrael Chai”, porque Israel é a melhor coisa que aconteceu nos últimos 2000 anos. Mas, o meu Sionismo não é islamofóbico nem anti-Palestino. É o Sionismo que respeita o Direito Internacional, as Resoluções da ONU e o direito inquestionável dos Palestinos de terem, também, seu Estado e sua independência soberana. Sim, sou Sionista e compreendo, em alto e profundo, que os Palestinos são filhos do mesmo patriarca Avraham.

Sim, sou Sionista, e sou Judeu, e sou de Esquerda, e amo a Torá, os Profetas, os Escritos, o Talmud, o Zohar e tudo aquilo que é fruto da alma e inteligência judias, da caminhada judaica e da experiência do Judaísmo no mundo – nos últimos 4.000 anos.

SHABAT SHALOM UMEVORACH

(© Pietro Nardella-Dellova)

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ph.: a fachada da minha Sinagoga no sul da Itália!

Bolsonaro, Temer, Moro e Collor e a derrota da direita estúpida e da extrema-direita

Bolsonaro, Temer, Moro e Collor e a derrota da direita estúpida e da extrema-direita

Hoje, 22/6/2022, Bolsonaro será julgado pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral, e é provável que aquele Tribunal o julgue inelegível. O conjunto de provas é farto, substancial, público, notório, jurídico: Bolsonaro atentou contra a Democracia, colocou em xeque o sistema eleitoral (diga-se, reconhecidamente, interna ou externamente, como sistema exemplar!). articulou, desde a facada (dizem que falsa!), um golpe.

Golpe encabeçado por ele, e promovido por setores neofascistas e atrasados das Forças Armadas, do sistema especulativo financeiro, dos ruralistas de pouco cérebro e muita voracidade destrutiva, da ala “política” mercenária, dos crentes tipicamente malafaístas, de movimentos expressivamente neofascistas (como o MBL, por exemplo!), da mídia especializada em antidemocracia e, também, de grupos repressores da sexualidade (caso para profissionais da área!).

Bolsonaro é o representante de uma direita burra, emburrecida, idiotizante, e que, há muito, abandonou os padrões (liberais) civilizados de economia, religião e política, e inclinou-se, amarrou-se, colou-se e prendeu-se à extrema-direita com ares nazifascistas! Os apoiadores e representados de Bolsonaro, e promotores do golpismo, estão entre a burrice adorniana (repetição de discursos vazios denunciada por T. Adorno) e a fúria hitlerista e mussolinista.

Mas, Bolsonaro, hoje certamente com sua derrota decidida pelo TSE, é um dos representantes desta extrema-direita (que quer se vender apenas como direita liberal). Michel Temer, Sérgio Moro e Fernando Collor são os outros “escolhidos” para representar o que se tem de pior no Brasil – a extrema-direita maquiada de direita democrática.

Michel Temer, um dos artífices do já reconhecidamente golpe contra o Mandato de Dilma Rousseff (só não é reconhecido por quem defendeu, sem qualquer argumento, o próprio golpe!), foi escolhido para dar existência e corpo aos promotores do golpismo. Com ele estavam todos os promotores do golpismo posterior (o golpe dentro do golpe), entre os quais, a ala neofascista dos militares! Braga Netto já estava com Temer, não nos esqueçamos! Mas, Temer foi derrotado, está derrotado, e saiu com os mais baixos índices de popularidade. Sua idade (e ligações) impede sua prisão!

Sérgio Moro, como se sabe, foi “condenado” como juiz suspeito. Era o escolhido pela extrema-direita para ocupar o lugar de Bolsonaro (a saída antecipada do Ministério da Justiça foi teatral, até porque não apenas se manteve ligado a Bolsonaro, como fez campanha e assessoria eleitoral para Bolsonaro). Moro foi “construído” com uma máscara de “herói” contra “corruptos” desde a farsa da Lava-Jato, cujo objetivo era a prática da “lawfare” contra um alvo específico: Lula. Moro está meio vivo, meio morto: zumbi!

Moro foi “construído” pela extrema-direita do mesmo modo que Fernando Collor. O discurso colocado em suas bocas (nada democráticas, honestas ou justas) era contra o comunismo (comunismo?!), contra a corrupção (corrupção?!) etc. Ambos condenados: Moro por suspeição (e há mais investigações em curso que envolvem bilhões na 13ª Vara, assim como denúncias de Tony Garcia e Tacla Duran); Collor, finalmente, por corrupção!

Voltando a Bolsonaro, o último representante dos promotores do golpe dentro do golpe, hoje ele será julgado inelegível pelo TSE. Dezenas de outras investigações seguem, incluindo crimes de genocídio no Tribunal Penal Internacional, o caso das joias sauditas, os bilhões da Caixa, a falsidade das carteiras de vacinação etc. e, finalmente, o golpismo de 8 de janeiro de 2023.

O que há de comum entre Bolsonaro, Temer, Moro e Collor, além da expressa antidemocracia, ódio aos trabalhadores, ataques diretos e indiretos à CF/88, inclinações militares ao golpismo, violência contra a economia, misoginia e corrupção intrínseca? Todos eles são representantes, construídos e mascarados pela extrema-direita (que já foi mais oculta e, hoje, anda à luz do dia e nas mídias desavergonhadas)! Mas, não só. Todos eles representam, com suas condenações políticas, econômicas e jurídicas, a derrota da extrema-direita!

© Pietro Nardella-Dellova

Do que pensam e sabem o idiota e o inteligente…

Do que pensam e sabem o idiota e o inteligente…

O idiota pensa em
anarquismo como “baderna”;
LGBT+ como “filme pornô”;
amor livre como “putaria”;
ateísmo como “imoralidade”;
MST como “invasão”;
sindicato como “greve”;
justiça como “punição”;
direitos humanos como “defesa do crime”;
mulher como “vagina”;
economia como “banco”;
sionismo como ataque a palestinos;
gozo como ejaculação;
estudo como diploma
e ética como moralismo…
Mas, gente inteligente sabe:
Anarquismo não é “baderna”;
LGBT+ não é “filme pornô”;
amor livre não é “putaria”;
ateísmo não é “imoralidade”;
MST não é “invasão”;
sindicato não é “greve”;
justiça não é “punição”;
direitos humanos não são “defesa do crime”;
mulher não é “vagina”;
economia não é “banco”;
sionismo não é ataque a palestinos;
gozo não é ejaculação;
estudo não é diploma
e ética não é moralismo…
 
(Pietro Nardella-Dellova)
Para discernir coisas diferentes em vinte tópicos

Para discernir coisas diferentes em vinte tópicos

1. Fé é uma coisa; abuso malafaísta, outra!
 
2. Liberdade de expressão é uma coisa; apologia e prática de crime, outra!
 
3. Política é uma coisa; bolsonarismo, outra!
 
4. Sexo livre é uma coisa; crime sexual, outra!
 
5. Ética é uma coisa; moral, outra!
 
6. Justiça é uma coisa; lavajatismo, outra!
 
7. Jornalismo é coisa; JP, outra!
 
8. Esquerda é uma coisa; PCO e similares, outra!
 
9. Autoridade monetária é uma coisa; camposnetismo, outra!
 
10. Dignidade militar é uma coisa; villasboasismo, braganettismo, maurocidismo…, outra!
 
11. Israel é uma coisa – Estado; Netanyahu, outro – governo de extrema-direita!
 
12. Palestina é uma coisa; Hamás e similares, outra!
 
13. Amor é uma coisa; amar, outra!
 
14. Enamorar-se é uma coisa; assediar, bem outra!
 
15. Judaísmo é uma coisa; Cristianismo e Islamismo, outras!
 
16. Ser Professor é uma coisa; ser biqueiro, outra!
 
17. Ser Estudante é uma coisa; estar matriculado, bem outra!
 
18. Amar a mulher do próximo é uma coisa; amar a mulher do distante, bem outra!
 
19. Relação conjugal afetiva é uma coisa; casamento, bem outra!
 
20. Amizade é uma coisa; contato, coleguismo e perfil, bem outra!
 
(© Pietro Nardella-Dellova)
Ato Público: Pelas Vidas na Cracolândia

Ato Público: Pelas Vidas na Cracolândia

Diversas entidades da sociedade civil, ligadas à defesa de direitos e à cidadania, promovem nesta terça-feira, dia 28, às 18h30, na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito da USP (SanFran), no Centro de São Paulo, Ato Público “PELAS VIDAS NA CRACOLÂNDIA”.

Com a participação de frequentadores e moradores da região, militantes, profissionais e voluntários que atuam em prol da população que frequenta o local, além de membros do sistema de justiça e professores, o evento busca chamar a atenção para a ilegalidade e desumanidade das abordagens violentas do Estado policial junto à população marginalizada, em situação de rua no local, reduzindo uma complexa questão social e de saúde em mera demonização de uma substância.

A estratégia do Estado policial é populista que mais uma vez desvia o foco do problema para vender à população uma solução simplista que inúmeras vezes já se demonstrou absolutamente ineficaz, irreal, ilegal e afrontosa aos Direitos Humanos.

A partir deste Ato Público, esforços serão direcionados para articulações voltadas a exigir das autoridades e organismos públicos responsáveis a observância da legalidade e um olhar baseado em evidências para o enfrentamento das complexas vulnerabilidades sociais presentes, sem o desvio de foco das necessárias políticas públicas de acolhida e amparo à população em situação de rua, independentemente de fazerem uso ou não de quaisquer substâncias, seja tal uso cientificamente tido como problemático ou não.

Convidados para a realização do Ato Público: PELAS VIDAS NA CRACOLÂNDIA, entre outros:


Prof. Dartiu Xavier

Prof. Pietro Nardella-Dellova (JJSE, PUC-SP/GP CNPq, EMERJ, CN OAB/BC e Accademia Napoletana)

Prof. Flávio Batista, Profa. Maria Paula Dallari, Prof. Shecaira, Profª. Eunice Prudente (da FADUSP)

INNPD e PBPD (Nathalia Oliveira)

IBCCRIM (Ester Rufino)

IBCCRIM (Bruno Salles)

AJD (Juíza Cristiana de Faria Cordeiro e Juiz Roberto Corcioli)

XI DE AGOSTO (FADUSP) – Presidenta Helena Simões e Estudantes de Direito

CDH (Gabriella/Rildo)

CPCP (Marina ou Camila)

IDDD (Hugo/Daniella)

IBDCRIA (Raul Araújo)

Justa (Cristiano Maronna)

DP (Fernanda Balera)

MP (Arthur)

COMUDA (Cecília Galicio)

Patrícia Vanzolini (OAB/SP)

Padre Júlio Lancelotti

Sheik Rodrigo Jalloul

Mandatos ligados aos movimentos populares e de Direitos Humanos

CONDEPE (Dimitri Sales)

É de Lei (Maria Angélica Comis)

Paulo Farias

Renato Abramo

Flávio Falcone

Janaina Xavier (moradora do local)