O que fez Bolsonaro pela saúde do Brasil, sobretudo, no momento da pandemia?

O que fez Bolsonaro pela saúde do Brasil, sobretudo, no momento da pandemia?

 

  1. Expulsou, por motivos ideológicos, 10000 (DEZ MIL!) médicos cubanos que estavam trabalhando nos interiores do Brasil (do Programa Mais Médicos do governo Dilma) logo no começo do seu governo;


  1. Demitiu, por ciúmes, o Ministro da Saúde, Mandetta, e Equipe, no momento da curva ascendente da COVID-19;


  1. Nomeou um Médico empresário (Teich), que ficou apenas 29 dias, e saiu do Ministério da Saúde sem fazer nada;


  1. Colocou dezenas de militares no Ministério da Saúde sem qualquer formação médica, entre os quais um General, o Pazuello, que não é médico e nada entende de saúde pública ou geografia nacional (ele atribuiu o número de mortos no Nordeste ao “fato” do mesmo estar no “hemisfério norte”;


  1. Junto com Pazuello, determinou que se escondessem o número de mortos pela COVID-19. A Justiça, entretanto, determinou que os dados fossem corretamente informados! Não construiu um único hospital (de campanha) para atuar no combate e controle do novo coronavírus e tratar doentes com COVID-19;


  1. Incentivou, em palavras e atos, a população a não usar máscaras e a fazer aglomeração. Chegou a dizer que quem não saísse de casa, e ficasse em isolamento, era um covarde. Seu comportamento diante da pandemia levou à proibição de viagens a partir do Brasil para os Estados Unidos e a ser duramente criticado no Mundo.


  1. Queria armar a população para que ela se opusesse, armada, aos Decretos de isolamento dos Governos estaduais e municipais;


  1. Fez propaganda, protocolo e guerra, contra Mandetta e Teich em função do uso da cloroquina (que o mundo científico não usa, não recomenda nem aprova);

 

  1. Não fez uma única visita a Centros de tratamento de doentes pela COVID-19. Não fez um único gesto de compaixão e solidariedade pelas vítimas da COVID-19 e seus familiares. Mas, tratou-os com descaso, usando palavras tipo: “não sou coveiro”, “e daí?” (pelas mortes), “é uma gripezinha” etc.

 

  1. Agora, com 40.000 mortos (número de junho de 2020, quando o presente texto foi escrito; hoje, as mortes são mais de 607 mil), inspirou o ataque de seus seguidores contra trabalhadores da saúde, aos quais jamais dedicou uma única palavra de apreço, e começou um novo ataque à OMS – Organização Mundial da Saúde.



NOTAS

a) O Brasil foi duramente criticado por Trump (mesmo Trump!) em função do “modus operandi” de Bolsonaro em face da pandemia;

b) O Brasil, único país do mundo em curva ascendente, está assumindo o segundo lugar mundial em vítimas pela COVID-19, e segue para se tornar o primeiro em infectados e mortos;

c) O Brasil foi duramente criticado pela ONU e OMS por conta do “modus operandi” nessa pandemia;

d) Há movimentos para denunciar o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos por conta do “modus operandi“. E, também, denunciar Jair Messias Bolsonaro na Corte Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

e) Quando o presente texto foi escrito, em junho de 2020, o Brasil tinha 40.000 mortos, e o Ministro da Saúde era Pazuello. Hoje, novembro de 2021, quando o mesmo está sendo republicado, o Ministro é Marcelo Queiroga, há mais de 607 mil mortos, e Bolsonaro segue contra vacinas, incentivando ainda o uso de cloroquina, e indiciado por nove crimes na CPI da Pandemia do Senado Federal (que trabalhou durante seis meses).

©  Pietro Nardella-Dellova

Não é gente: é a mesma morte!

Não é gente: é a mesma morte!

Gay não é gente!  Lésbica não é gente! Travesti não é Gente! Transexual não é gente! Mulher não é gente!

Estuprada não é gente! Mulher que pratica o aborto não é gente! Adotado não é gente! Filho mestiço, adulterino, incestuoso, ilegítimo, não é gente! Divorciado não é gente! Adúltera não é gente! (adúltero é!). Mulher sem companhia de pai, irmão e marido é Desonesta – não é gente! Prostituta não é gente! Mulher deflorada não é gente! Concubina não é gente!

Morador de rua não é gente! Empregada doméstica não é gente! Corintiano não é gente (para o palmeirense idiotizado)! Palmeirense não é gente (para o corintiano idiotizado)! Favelado não é gente!

Ocupador de moradias não é gente! Estudante das Privadas não é gente! Formado em Supletivo não é gente! Analfabeto não é gente! Despossuído não é gente! Sem-terra não é gente! Palestino não é gente (para o evangélico esquizofrênico e de direita que mora no Brasil e ora para Israel explodir a Palestina). Israelense não é gente (para a esquerda esquizofrênica e burra que mora no Brasil e torce para os palestinos exterminarem os israelenses).

Estrangeiro não é gente! Drogado não é gente! Não correntista não é gente! Nordestino não é gente! Morador da periferia não é gente! Morador de cortiço não é gente! Inquilino não é gente! Usuário de ônibus coletivo não é gente! Degredado não é gente! Preso não é gente! Gordo não é gente! Deficiente não é gente!

Comunista não é gente! Anarquista não é gente! Empresário (para o comunista anencéfalo) não é gente! Imigrante não é gente! Preto (tido como maldito de Noé) não é gente! Índio (tido como sem alma) não é gente! Ateu não é gente! Endemoninhado não é gente! Não-dizimista não é gente – é ladrão! Ladrão não é gente!

Infiel não é gente! Herege não é gente! Judeu não é gente! Não batizado não é gente! Muçulmano não é gente! Evangélico (para católico) não é gente! Católico (para evangélico) não é gente! Macumbeiro não é gente!

Só é gente quem tiver herança de sesmeiro. Só é gente quem for branco, proprietário, “votador” da direita, dizimista, batizado, casado e fiel, heterossexual, filho legítimo de casamento legítimo, católico apostólico romano, nacional e nacionalista, dogmático, usador de gravata e usadora de tailleur…

É a mesma história, sempre, recontada e institucionalizada, por via direta ou indireta, no texto da lei ou na omissão da lei. É a mesma patifaria dos mesmos patifes! É a mesma injustiça! É a mesma perseguição! É a mesma coisificação! É o mesmo abuso! É a mesma iniquidade! É a mesma intolerância! É o mesmo nojo! É a mesma pequenez!

É a mesma Vera Cruz! É a mesma Colônia! É o mesmo Império! É a mesma República! É o mesmo Estado Novo! É a mesma Ditadura Militar! E, por desgraça, é ainda o mesmo “Estado Democrático de Direito”!

Enfim, é a mesma morte, a morte das baratas!

© Pietro Nardella-Dellova, 2015

 

O Dízimo: ato ilícito, ato anulável, enfim, estelionato

O Dízimo: ato ilícito, ato anulável, enfim, estelionato

Conheço bem a Constituição (CF/88) e sei que garante o direito aos cultos e crenças (como deve ser!) mas, de modo algum (e em quaisquer de seus dispositivos) garante o direito à prática de estelionato, especialmente, o estelionato brutal, vergonhoso e opressivo, imposto com as bênçãos da omissão pública, sobre o povo que se aperta e se violenta nos trens e metrôs, ônibus e alternativos, chuva e sol, com marmita azeda e com o sentimento de que poderia haver algum céu, algum paraíso e alguma salvação, para além do descaso com que são tratados…

Igualmente, conheço bem a Torá, a que os estelionatários chamam “Velho Testamento” (para eles, velho, menos, lógico, a parte que julgam tratar dos dízimos que, para os tais, é cláusula pétrea, de onde tiram seus argumentos falaciosos para a prática deste delito), e sei duas coisas básicas sobre a Torá:

  1. que não é “velha e, muito menos, velho, e, menos ainda, testamento”;
  2. que, entre as muitas Mitsvôt (palavras-princípio) da Torá, há uma, aliás, duas, que tratam do muito mal traduzido “Ma’aser” para dízimo, cujo cumprimento (refiro-me ao Ma’aser), em dois momentos, restringe-se a Israel, desde que haja sacerdotes (cohanim) no Templo (beit) – o que não há, e, refere-se a Jerusalém. Em resumo, no contexto judaico israelita “antigo”!

No mais, a única consideração desta prática odiosa está no contexto do Artigo 171, do Código Penal brasil(eiro), e na dura crítica que faço – e deve ser feita – à omissão pública!

Observações:

  1. Não me refiro, aqui, a qualquer tipo de contribuição que pessoas, com cérebro e discernimento, possam fazer aos grupos dos quais participam. Não me refiro, também, ao “Ma’aser” originário, mas a um tipo delituoso, ou seja, “dízimo”, que é um ato típico, antijurídico e culpavel, isto é, crime!
  2. Não há nada de cabalístico no Ma’aser – este argumento é uma falácia!
  3. Nenhum “ser” das alturas necessita – ou solicitou parte dos bens das pessoas – é uma mentira de Roma, Wittenberg e variações contemporâneas!
  4. Não é doloroso apenas pensar que as pessoas queiram comprar um céu, é muito mais doloroso pensar que as pessoas acreditam haver um céu para ser comprado – isto é ópio!
  5. Faça um favor à Justiça: denuncie todo estelionatário que pedir dízimo!

© Pietro Nardella-Dellova

‘Emoções espontâneas sobre um dia especial’ ou ‘It’s over, fascist’

Breve mensagem ao Nazifascista: Volte ao covil do Ódio de onde você nunca deveria ter saído. Entrará no rol das vergonhas da história estadunidense, e todos lembrarão de você como uma figura ao mesmo tempo cruel e patética. Acabou.

A Joe Biden: Parabéns, presidente, espero que você se mostre uma grande resposta ao Neonazifascismo e seja um grande líder.

E, sobretudo: Obrigado Bernie, meu maior ídolo político, por me inspirar sempre, na vitória e na derrota. Você é incrível todos os dias.

E parabéns a todxs estadunidenses que votaram e a todxs do mundo que fizeram campanha desde o início (eu inclusive).

Eu espero por este dia há quatro anos. Agora, emocionado, vou celebrar e refletir sobre este momento. E vou brindar a beleza da Luta, da Resistência e da Esperança, que mantivemos mesmo durante os dias mais obscuros.

Próximo passo: libertar o Brasil. E Israel. Como sempre, ninguém solta a mão de ninguém. E o Amor vencerá o Ódio.

Jean Goldenbaum

Festival da Canção de Protesto: algumas palavras pessoais sobre este especial evento

No próximo sábado, 3/10/2020 acontecerá a primeira edição do Festival da Canção de Protesto, evento do qual tenho o prazer e a honra de fazer parte desde sua gênese. Mauro Nadvorny, também criador deste blog, é o idealizador e responsável principal pelo belíssimo projeto. A seguir divido com vocês sucintamente algumas histórias e reflexões sobre o evento.

Em abril de 2020 Mauro (lá de Israel) me procurou (aqui na Alemanha) dizendo que cultivava havia certo tempo a ideia de criar este Festival. Por eu ser músico e ele não, ele me perguntou se eu considerava que tal ideia seria realizável, ainda mais em tempos de pandemia. E me explicou a ideia central do evento: dar voz a pessoas anônimas do Brasil que tenham não somente criatividade e talento musical, mas também o ímpeto de protestar contra o governo fascista que tomou o país.

Bem, Mauro abordou a pessoa certa para tal atividade, e eu disse a ele que musicalmente a ideia era sem dúvida factível e em termos de protesto, era ideal e necessária. Prontamente aceitei seu convite para ser um dos organizadores. Confesso que se fosse somente um festival de música, sem o tema do Protesto, eu teria declinado. Quem conhece meu trabalho sabe que em minha carreira musical as questões políticas e sociais são inerentes à minha obra. Para mim não há real arte se não houver por parte do artista a intencionalidade de transformar o ser humano e as sociedades para melhor. Conscientização, reflexão, autoconhecimento são alguns dos atributos potenciais que a Arte carrega em si. Mas quem quiser saber mais sobre o assunto e sobre minha concepção enquanto artista, anuncio que em breve lançarei a 2ª edição de meu livro, que traz tudo isto detalhado. Voltemos ao Festival:

Pois bem, começamos o trabalho. Logo vimos que seria necessário agregar mais pessoas para que o projeto de fato engrenasse. Tivemos a alegria de conseguir envolver diversas pessoas que, de forma inteiramente voluntária (assim como nós), se dispuseram a trabalhar para que o evento se concretizasse. Aproveitamos para agradecer a todas e todos: Alexandre Lopes, Antônio Filho, Clarisse Goldberg, Isabella Lopes, Marco Paulo Ferreira e Raíssa Ruschel.

Assumi a presidência do Júri, formado por mais quatro pessoas além de mim: Andrea Cavalheiro, Lúcia Rodrigues, Luiz Felipe Carneiro e Thiago Suman. Obrigado, companheiras e companheiros!

E começamos a divulgar. Para nossa agradável surpresa, no fim de agosto, quando o prazo de inscrição se encerrou, tínhamos cerca de 200 canções enviadas. E assim os jurados tiveram dez dias para ouvir cada uma delas e escolher as dez finalistas, que participarão do Festival no próximo sábado. Foi uma tarefa trabalhosa, mas muito agradável. Havia muitas canções realmente boas.

Dentro deste trabalho de meses que se consagrará no dia 3 de outubro, aquilo que para mim é o mais importante é saber que há realmente muitos e muitas artistas no Brasil se expressando contra o Fascismo no país. A Arte precisa ser – como historicamente sempre foi – uma arma que dispara flores contra os monstros que estão a destruir a cultura e a sociedade brasileiras. E esperamos que estas flores tragam mais união e mais força à luta da Resistência. Como diz o ditado latino, “ars longa, vita brevis”, a arte é longa e a vida é breve. Nossos dias passarão. Mas todas as 200 canções que fazem parte deste acervo de resistência ficarão registradas como o retrato da luta política neste momento ímpar e triste no Brasil.

Assistam no dia 3/10, votem em sua canção preferida, continuem a apoiar os e as artistas que vocês forem conhecer e fiquem atentos, pois enquanto houver necessidade de protesto, estaremos protestando. E as próximas edições do Festival da Canção de Protesto serão ainda maiores e ainda mais resistentes. Abraços.

#ForaBolsonaro #ArteContraOFascismo #EleNunca

Festival da Canção de Protesto, uma realidade

Quando o mundo entrava em plena pandemia com todos entrando em quarentena e as fronteiras sendo fechadas juntamente com todo o comércio e o entretenimento, uma ideia acalentada de muito tempo veio a tona: porque não um festival de canções de protesto?

Sem nenhum patrocínio e com a ajuda de amigos de todas as horas, a ideia se tornou realidade e com mais de 160 canções de todo o Brasil inscritas, o festival entrou na fase da escolha das 10 canções que vão para a final, marcada para 3 de outubro.

São cinco juízes dedicando seu tempo para a difícil escolha entre tanta produção de altíssima qualidade. O país tem uma produção artística e cultural que me surpreendeu. Não imaginava tantos artistas interessados, tampouco fazia ideia de que no Brasil também se produz canções de protesto da mais alta qualidade.

Dia 10 de setembro teremos os finalistas, no que eu sei de antemão, será uma escolha tremendamente difícil, e que vai fazer a audiência pensar muito antes de votar na melhor canção. Sim, o festival será transmitido pelas redes sociais em uma live. Os testes já começaram neste final de semana e está tudo saindo melhor do que a encomenda.

Foram muitas dificuldades que tiveram de ser superadas. Tentamos um autofinanciamento para premiação que não recebeu o apoio desejado. Encontramos outras formas de premiar. Tivemos muito pouco apoio da mídia tradicional e nenhum da mídia de esquerda. Mesmo assim conseguimos envolver uma quantidade expressiva de compositores e intérpretes que acreditaram no projeto. Procuramos parceiros para a transmissão, mas não se interessaram. Vamos transmitir diretamente com a mesma qualidade deles, ou até melhor do que muitos.

A luta na resistência, não é o que muitos acreditam, solidariedade e fraternidade na trincheira da esquerda. A total indiferença e falta de suporte de companheiros da esquerda a este projeto é uma prova de que na esquerda, como na direita, os egos, muitas vezes, falam mais alto do que a razão. Mas também mostra como nós, da esquerda, somos insuperáveis em nossa luta por um Brasil mais justo e um mundo melhor. Mesmo com todas adversidades, vamos mostrar ao mundo pela Internet, que existe resistência e que nosso canto de protesto está aí para todos escutarem.

Eu posso dizer que apesar de tudo sou um cara sortudo. Encontrei parceiros que acreditaram no projeto e dedicaram seu tempo e seu talento para fazer acontecer. Sem a contribuição deles, teria sido muito mais complicado, senão impossível. Cada um deles a sua maneira, com a sua disposição estão dando uma contribuição inestimável que ao mesmo tempo me regozija e me comove. Nem mesmo conheço a todos pessoalmente, e não tenho palavras de agradecimento suficientes para externar o que sinto por eles terem acreditado neste idealista incurável.

O Festival da Canção de Protesto, ou o primeiro Festival da Canção de Protesto, como nós o estamos pensando vai continuar acontecendo nos próximos anos, virá o segundo, terceiro e assim por diante enquanto existirem injustiças para serem denunciadas e clamores para serem  cantados aos quatro ventos.

Do fundo do meu coração eu convido a todos, dia 03 de outubro a partir das 20:30 h, assistirem através das nossas páginas no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCbf8UHISaIecsnCfZ_RYiAg), no Facebook (https://www.facebook.com/FProtesto/) ou no Twiter (@Fprotest) ao Festival da Canção de Protesto (https://festivaldacancaodeprotesto.com.br/). Compartilhem muito no dia, escutem, curtam, vibrem e principalmente, votem na sua canção de protesto preferida e elejam as três melhores canções.

Até lá!