Israel e o Hamas, um grupo terrorista fundamentalista islâmico que governa a Faixa de Gaza, têm um histórico de conflitos violentos. Os dois lados têm lutado por décadas, e o conflito continua a ser um dos mais graves do Oriente Médio na atualidade.
Os principais conflitos entre Israel e o Hamas incluem:
Guerra de Gaza de 2008-2009: O conflito começou em dezembro de 2008, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta a uma série de ataques do Hamas contra Israel. O conflito durou três semanas e resultou na morte de mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses.
Conflito de Gaza de 2012: O conflito começou em novembro de 2012, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta ao lançamento de foguetes do Hamas contra Israel. O conflito durou oito dias e resultou na morte de mais de 100 palestinos e seis israelenses.
Guerra de Gaza de 2014: O conflito começou em julho de 2014, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta ao sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses pelo Hamas. O conflito durou 51 dias e resultou na morte de mais de 2.100 palestinos e 72 israelenses.
Conflito de Gaza de 2021: O conflito começou em 10 de maio de 2021, quando Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em resposta a uma série de ataques do Hamas contra Israel. O conflito durou 11 dias e resultou na morte de mais de 250 palestinos e 12 israelenses.
O que é comum em todos eles, assim como o atual, foram desencadeados por ataques do Hamas contra Israel.
Além desses conflitos, Israel e o Hamas têm travado uma guerra de desgaste constante, com ambos os lados trocando tiros e foguetes. O conflito tem um impacto devastador na população civil de Gaza, que sofre com a pobreza, a falta de infraestrutura e a violência constante. Da mesma maneira, a população israelense no entorno da Faixa de Gaza sofre com a insegurança resultante.
As causas do conflito entre Israel e o Hamas são complexas e envolvem uma série de fatores, incluindo:
O terrorismo: O Hamas é um grupo militante que defende a destruição de Israel. Israel acusa o Hamas de lançar ataques terroristas contra civis israelenses.
A ocupação israelense: Israel ocupa o território da Cisjordânia e mantém um bloqueio na Faixa de Gaza. Os palestinos acreditam que a ocupação e o bloqueio são uma violação de seus direitos humanos e uma barreira à paz.
A questão econômica talvez possa trazer luz a causa dos conflitos, ou ao menos explicar como o governo do Hamas não se preocupa com o desenvolvimento e prosperidade do território.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Faixa de Gaza e de Israel tem apresentado um comportamento divergente nos últimos anos. O PIB da Faixa de Gaza tem crescido a taxas lentas ou negativas, enquanto o PIB de Israel tem crescido a taxas mais altas.
Faixa de Gaza
O PIB da Faixa de Gaza cresceu a uma taxa média de 2,2% ao ano entre 2010 e 2022. Esse crescimento foi impulsionado pelo setor de serviços, que representa cerca de 70% da economia de Gaza. No entanto, o crescimento foi prejudicado pelo conflito israelense-palestino, que tem causado danos à infraestrutura e ao comércio.
Em 2022, o PIB da Faixa de Gaza foi estimado em US$ 2,2 bilhões. Esse valor é cerca de 20% menor do que o PIB de 2014, antes do início da Guerra de Gaza de 2014.
Israel
O PIB de Israel cresceu a uma taxa média de 3,2% ao ano entre 2010 e 2022. Esse crescimento foi impulsionado pelo setor de tecnologia, que representa cerca de 12% da economia israelense. O crescimento também foi beneficiado pela estabilidade política e pelo investimento estrangeiro.
Em 2022, o PIB de Israel foi estimado em US$ 488,5 bilhões. Esse valor é cerca de 25% maior do que o PIB de 2014.
Análise
A divergência no comportamento do PIB da Faixa de Gaza e de Israel pode ser explicada por uma série de fatores, incluindo:
O conflito israelense-palestino: O conflito tem causado danos à infraestrutura e ao comércio na Faixa de Gaza, o que tem prejudicado o crescimento econômico.
A ocupação israelense: A ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza limita o acesso dos palestinos a recursos e mercados, o que também tem prejudicado o crescimento econômico.
As políticas econômicas de Israel: As políticas econômicas de Israel, como a barreira de segurança na fronteira com a Cisjordânia, têm prejudicado o comércio com os palestinos.
O conflito israelense-palestino é um dos principais obstáculos ao crescimento econômico na Faixa de Gaza. O fim do conflito e a implementação de um acordo de paz entre Israel e os palestinos seriam necessários para impulsionar o crescimento econômico na Faixa de Gaza.
De acordo com dados do Banco Mundial, a Faixa de Gaza recebeu um total de US$ 12,5 bilhões em assistência externa entre 2010 e 2022. Esse valor inclui assistência humanitária, financeira e de desenvolvimento.
A assistência humanitária é destinada a atender às necessidades básicas da população, como alimentos, água, abrigo e assistência médica. A assistência financeira é destinada a apoiar o governo da Faixa de Gaza e a economia local. A assistência de desenvolvimento é destinada a promover o crescimento econômico e o desenvolvimento social.
A assistência externa tem sido essencial para a sobrevivência da população da Faixa de Gaza. O conflito israelense-palestino, a ocupação israelense e as políticas econômicas de Israel têm prejudicado o crescimento econômico na Faixa de Gaza, tornando a assistência externa essencial para atender às necessidades básicas da população.
A distribuição da assistência externa na Faixa de Gaza tem sido controversa. Alguns críticos afirmam que a assistência tem sido ineficiente e que não tem sido suficiente para atender às necessidades da população. Outros afirmam que a assistência tem sido usada para financiar o Hamas, o grupo militante que governa a Faixa de Gaza.
Apesar das controvérsias, a assistência externa tem sido um componente importante da economia da Faixa de Gaza. O fim do conflito israelense-palestino e a implementação de um acordo de paz entre Israel e os palestinos seriam necessários para reduzir a necessidade de assistência externa na Faixa de Gaza.
Aqui está um resumo da assistência externa recebida pela Faixa de Gaza entre 2010 e 2022:
O valor per capita da assistência externa recebida pela Faixa de Gaza entre 2010 e 2022 foi de US$ 1.500.
A Faixa de Gaza sofre com dois problemas crônicos: a falta de luz e de água, ambos racionados.
Em geral, o custo de uma usina elétrica pode variar de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões, dependendo do tipo de usina. As usinas nucleares são as mais caras, com um custo médio de US$ 10 bilhões. As usinas de carvão são as mais baratas, com um custo médio de US$ 1 bilhão.
Considerando um custo médio de US$ 5 bilhões para uma usina elétrica, o custo de uma usina elétrica para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 11,5 bilhões.
Considerando um custo médio de US$ 5 bilhões para uma usina elétrica, o custo de uma usina elétrica para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 11,5 bilhões.
Em geral, o custo de uma usina de dessalinização pode variar de US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão, dependendo do tipo de usina. As usinas de dessalinização por osmose reversa são as mais caras, com um custo médio de US$ 500 milhões. As usinas de dessalinização por evaporação são as mais baratas, com um custo médio de US$ 100 milhões.
Considerando um custo médio de US$ 300 milhões para uma usina de dessalinização, o custo de uma usina de dessalinização para abastecer uma população de 2,3 milhões de pessoas seria de aproximadamente US$ 700 milhões.
Em outras palavras, a ajuda externa teria sido suficiente para a construção de uma usina elétrica e uma estação de tratamento de água. Mas não existe interesse nisto.
O Hamas, usa a ajuda externa para fins militares. O grupo, claro, nega essas acusações, afirmando que a ajuda é usada para fins humanitários e de desenvolvimento. No caso, no enriquecimento da sua liderança que vive em grande pompa.
O governo israelense e os Estados Unidos acusam o Hamas de usar a ajuda externa para financiar a fabricação de foguetes e outros armamentos. Eles afirmam que o Hamas tem usado a ajuda para construir túneis e instalações militares na Faixa de Gaza.
O Hamas nega essas acusações, afirmando que a ajuda é usada para fins humanitários e de desenvolvimento. O grupo afirma que as acusações do Departamento de Estado são parte de uma campanha de difamação contra o Hamas.
O Hamas afirma ainda que a ajuda externa é usada para fornecer alimentos, água, abrigo e assistência médica à população da Faixa de Gaza. O grupo também afirma que a ajuda é usada para promover o desenvolvimento econômico e social na Faixa de Gaza.
É difícil determinar com precisão como o Hamas usa a ajuda externa. O grupo não divulga informações sobre sua contabilidade ou gastos. No entanto, existem evidências que sugerem que o Hamas usa a ajuda externa para fins militares.
O que poderia ser diferente se existisse interesse em um acordo de paz?
Ajuda humanitária: Organizações internacionais e não-governamentais forneceriam assistência humanitária emergencial, como alimentos, água potável, cuidados de saúde e abrigo, para ajudar a população.
Desenvolvimento de infraestrutura: Projetos de construção e reabilitação de infraestrutura, como estradas, escolas, hospitais e instalações de água e saneamento, seriam implementados para melhorar as condições de vida na Faixa de Gaza.
Programas de emprego e treinamento: Iniciativas que visam criar oportunidades de emprego e fornecer treinamento profissional para os residentes locais, ajudando a melhorar a economia e o acesso ao mercado de trabalho.
Educação e saúde: Projetos para fortalecer o sistema de educação e saúde na Faixa de Gaza, incluindo a construção e reabilitação de escolas e hospitais.
Desbloqueio e integração regional com os demais países da região.
Os EUA aconselharam Israel a adiar a entrada terrestre em Gaza com o propósito de libertar reféns.
As IDF atacaram um esquadrão antitanque em território libanês esta noite. Segundo a suspeita, o esquadrão planejava disparar um míssil antitanque em direção ao assentamento de Shlomi.
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou para permitir a transferência de combustível para a Faixa de Gaza para permitir o funcionamento dos hospitais. “A organização transferiu equipamento adicional para o Egito”, escreveu ele no Twitter. Israel teme que o combustível seja desviado pelo Hamas.
A agência de notícias palestina Wafa informou que pelo menos 400 pessoas foram mortas em ataques das FDI em Gaza no último dia. Segundo o relatório, a Força Aérea atacou 25 vezes perto de bairros residenciais na Faixa de Gaza. Estes números não são confirmados por nenhuma outra fonte independente.
Os líderes dos EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália e Canadá emitiram uma declaração conjunta sobre o seu apoio a Israel na guerra contra o Hamas em Gaza, juntamente com um apelo para que Israel aja de acordo com o direito internacional.
O Ministério das Relações Exteriores da Tailândia informou nesta segunda-feira que 30 cidadãos tailandeses foram mortos e 19 foram feitos reféns após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.
Ontem, as IDF atacaram mais de 320 objetivos em toda a Faixa de Gaza.
Mesmo antes da guerra que estamos vivendo com o Hamas, o regime israelense vem sendo declarado como um regime de apartheid.
Um regime de apartheid é um sistema de segregação racial que estabelece uma desigualdade legal e social entre grupos raciais ou étnicos. O termo apartheid vem da palavra africânder para “separação”, e foi usado para descrever o sistema de segregação racial que existiu na África do Sul de 1948 a 1994.
Um regime de apartheid geralmente se caracteriza pelas seguintes características:
Classificação racial: Os indivíduos são classificados em grupos raciais ou étnicos, com base em características físicas ou culturais.
Separação: Os grupos raciais ou étnicos são separados em termos de habitação, educação, emprego, transporte, serviços públicos e outros aspectos da vida social.
Diferença de direitos: Os grupos raciais ou étnicos são tratados de forma desigual pela lei e pela sociedade.
O apartheid é uma violação dos direitos humanos fundamentais, incluindo o direito à igualdade, o direito à não discriminação e o direito à liberdade de movimento.
As acusações de apartheid contra Israel são baseadas na ideia de que o estado israelense estabelece um sistema de segregação racial que domina a população palestina como um todo. Os críticos argumentam que as leis, políticas e práticas israelenses discriminam os palestinos em todos os aspectos da vida, incluindo habitação, educação, emprego, transporte, serviços públicos e direitos políticos.
Israel rejeita as acusações de apartheid, argumentando que é um estado democrático que garante os direitos de todos os seus cidadãos, incluindo os árabes israelenses. O governo israelense afirma que as leis e políticas que são criticadas como discriminatórias são necessárias para garantir a segurança de Israel e para proteger os interesses dos cidadãos judeus na Cisjordânia.
As seguintes organizações definem Israel como regime de Apartheid:
Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental (ESCWA), uma agência das Nações Unidas, publicou um relatório em 2017 que concluiu que Israel estabeleceu um regime de apartheid que domina a população palestina como um todo. O relatório foi rejeitado por Israel, que o chamou de “antissemita”.
B’Tselem, uma organização israelense de direitos humanos, publicou um relatório em 2021 que concluiu que Israel é um regime de apartheid. O relatório foi baseado em uma análise de leis, políticas e práticas israelenses que discriminam os palestinos.
Human Rights Watch (HRW), uma organização internacional de direitos humanos, publicou um relatório em 2022 que concluiu que Israel é um regime de apartheid. O relatório foi baseado em uma análise de leis, políticas e práticas israelenses que discriminam os palestinos.
A Anistia Internacional (AI) publicou em 2022 um relatório de 211 páginas no qual concluiu que Israel pratica um sistema de apartheid contra os palestinos.
Além dessas organizações, vários governos e indivíduos também têm feito acusações de apartheid contra Israel. Em 2023, o parlamento sul-africano aprovou uma resolução que reconhece Israel como um regime de apartheid. O governo da África do Sul também retirou seu embaixador de Israel em protesto contra o tratamento dos palestinos.
O tema é bastante polêmico e deve ser analisado a luz dos acontecimentos. Primeiro é preciso separar os territórios ocupados do restante da nação, as dinâmicas são completamente diferentes.
Em Israel todos os cidadãos têm direito a voto, a saúde, a educação e segurança por lei. Existem cidades mistas e cidades separadas. A maioria dos cidadãos prefere viver junto as suas comunidades de acordo com seus costumes e tradições. Mesmo na comunidade judaica, existem cidades de religiosos ortodoxos, ou bairros próprios nas cidades onde preferem residir. Isto é aceito por todos.
Nos territórios ocupados tudo muda. Os cidadãos israelenses que lá vivem continuam tendo os direitos e obrigações relativos a Israel. Os palestinos vivem de acordo com as leis da Autoridade Palestina. O território foi dividido em por Zonas em Oslo e os problemas ocorrem especialmente naqueles sob a administração de Israel. Na maior parte das vezes, são problemas de segurança.
Não deveriam existir colonos nos territórios ocupados, mas parece que o mundo não se importa muito com isto. Em alguns locais, Israel se viu forçado a criar obstáculos e até mesmo vias separadas para conter a violência contra eles. O apartheid que existe é tanto dos colonos com relação aos palestinos, como dos palestinos em relação aos colonos como consequência da ocupação.
A solução é um Estado Palestino livre e soberano. Negociações para isto estão paradas há 10 anos. Cada lado culpa o outro e nenhum país é capaz de reunir as partes em uma mesa de negociações. Talvez, toda esta tristeza com este mais recente conflito acabe por servir como um chamado a razão e ao bom senso levando israelenses e palestinos para um acordo de paz.
Boa parte da esquerda tenta envolver Israel como um regime de apartheid com relação a todos os cidadãos árabes israelenses e palestinos dos territórios ocupados, o que não é verdade. Na visão deles, Israel seria a ponta de lança do Imperialismo e do Colonialismo no Oriente Médio e por esta razão não deveria existir.
Nenhuma das organizações que classificam Israel como um regime de apartheid, classificam qualquer país como imperialista e/ou colonialista. A esquerda costuma surfar nas ondas que lhe convém. Estas organizações são críveis porque acusam Israel, mas não recebem nenhuma crítica, a menos que seja, por não condenarem o imperialismo e o colonialismo.
Esta esquerda é hipócrita e esta hipocrisia tem nome: antissemitismo.
Um ataque da Força Aérea em Jenin, na Cisjordânia esta manhã, foi realizado por um caça a jato, pela primeira vez desde a segunda intifada. O ataque teve como alvo terroristas que estavam na mesquita al-Anasri, na cidade. Até o momento foram registradas duas mortes. . De acordo com as informações em poder das forças de segurança, os terroristas pretendiam iniciar uma matança numa colônia, semelhante à levada a cabo pelo Hamas no massacre na Faixa de Gaza há duas semanas.
Israel atacou os aeroportos de Damasco e Aleppo os deixando fora de operação.
Nesta manhã, a Autoridade Nacional de Emergência adicionou mais 14 assentamentos perto da fronteira libanesa ao plano de evacuação financiado pelo Estado, temendo uma escalada nos combates contra o Hezbollah.
O exército divulgou que atacou um esquadrão terrorista que tentou lançar mísseis antitanque na área de Moshav Avivim, na fronteira norte.
A invasão por terra foi decidida pelo Gabinete de Guerra e que era aguardada para a noite passada, pode ter início a qualquer momento.
O Hamas divulgou em seu canal do Telegram os nomes e números de identidade de duas reféns israelenses que pretende libertar. O grupo disse não pedir nada em troca.
O Departamento Nacional de Defesa do Canadá disse hoje que Israel não estava por trás do ataque ao hospital Al-Ahli em Gaza. O ataque foi provavelmente causado por um foguete errante disparado de Gaza, disse o Departamento de Defesa com base na análise de fontes abertas e relatórios confidenciais. Lembrando que o Canadá foi um dos primeiros países a condenar Israel no ataque com base no que foi divulgado pelo Hamas.
Com a intervenção do Qatar, o Hamas anunciou que libertou duas reféns, mãe e filha, “por razões humanitárias”, que foram levados para uma base militar em Israel e depois foram ao encontro de seus familiares.
Ajuda humanitária deverá ter início hoje através da fronteira com o Egito pela passagem de Rafiah.
O presidente americano é quem estaria impedindo Israel de atacar o Hezbolah com maior intensidade na fronteira com o Líbano, segundo o jornal New Tork Times.
Durante a noite foram atacados diversos objetivos na Faixa de Gaza.
Um combatente da reserva das FDI, o sargento Omer Bello, foi morto ontem por um míssil antitanque que o atingiu perto do Moshav Margaliot, na fronteira com o Líbano. Bello, de 22 anos, era comandante de pelotão no batalhão 9203 da Brigada Alexandroni., outros três soldados reservistas ficaram moderadamente feridos.
Aeronaves das FDI atacaram alvos militares da organização Hezbollah esta noite em resposta ao disparo de mísseis antitanque em direção a Israel ontem, informou o porta-voz das FDI. Entre os alvos atacados estão postos militares da organização e um lançador antitanque apontado para Israel.
A perseguição aos judeus bolcheviques depois da revolução de 1917 foi um fenômeno complexo e multifacetado. Em alguns casos, foi uma perseguição direta, com judeus sendo presos, deportados ou mortos por motivos étnicos ou religiosos. Em outros casos, foi uma perseguição indireta, com judeus sendo discriminados em empregos, educação e outros aspectos da vida pública.
Perseguição direta
A perseguição direta aos judeus bolcheviques começou logo após a revolução. Em 1918, o governo bolchevique lançou uma campanha antissionista, acusando os judeus de serem agentes do imperialismo estrangeiro. Esta campanha levou a uma série de pogroms contra judeus em toda a Rússia.
Em 1920, o governo bolchevique criou o Comissariado do Povo para Assuntos Judaicos (Yevsektsiya), que tinha como objetivo promover a assimilação dos judeus na cultura russa. A Evsektsiya foi responsável por uma série de políticas discriminatórias contra os judeus, incluindo a proibição da língua e cultura judaicas.
Perseguição indireta
A perseguição indireta aos judeus bolcheviques foi mais sutil, mas não menos prejudicial. Os judeus eram frequentemente discriminados no emprego, sendo frequentemente excluídos de cargos de liderança. Eles também eram discriminados na educação, sendo frequentemente impedidos de frequentar universidades e outras instituições de ensino superior.
Durante a Revolução Russa de 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, assumiram o controle do governo. Muitos judeus, assim como outras minorias étnicas, se envolveram em movimentos revolucionários devido à opressão e discriminação que haviam sofrido sob o regime czarista.
Após a Revolução, houve uma onda de pogroms em várias partes da Rússia e do Império Russo, nos quais judeus foram alvos de violência e perseguição. Estes pogroms foram frequentemente realizados por grupos anticomunistas, nacionalistas e antissemitas, que viam os judeus como simpatizantes ou beneficiários do novo governo bolchevique. Muitos judeus sofreram terríveis atrocidades, incluindo assassinatos, estupros e saques de propriedades.
O governo bolchevique, sob a liderança de Lenin e posteriormente de Joseph Stalin, tentou combater os pogroms e promover políticas antissemitas foram oficialmente condenadas. No entanto, o regime também foi responsável por repressões políticas em larga escala e perseguições contra pessoas de todas as origens étnicas, incluindo judeus.
Os eventos que ocorreram após a Revolução Russa são complexos e muitas vezes controversos. Eles refletem a diversidade de opiniões e atitudes em relação aos judeus na Rússia naquela época, bem como a instabilidade política e social que prevaleceu no país. É importante abordar essa história com sensibilidade e nuance, reconhecendo que os judeus eram tanto vítimas de pogroms quanto participantes ativos em vários aspectos da Revolução Russa e seus desdobramentos.
A perseguição aos judeus bolcheviques foi um fator importante na emigração de judeus da Rússia soviética. Entre 1917 e 1923, cerca de 2 milhões de judeus deixaram a Rússia. Meu avô foi um deles.
Com a ascensão de Stalin, a perseguição aos judeus bolcheviques intensificou-se sob seu governo. Em 1936, Stalin lançou a Grande Purga, uma campanha de terror contra seus inimigos políticos. Centenas de milhares de judeus foram presos, deportados ou mortos durante a Grande Purga.
Após a Segunda Guerra Mundial, a perseguição aos judeus bolcheviques diminuiu. No entanto, ainda havia casos de discriminação contra os judeus na União Soviética.
A perseguição aos judeus bolcheviques foi um capítulo sombrio na história da Rússia soviética. Foi um exemplo de como o antissemitismo pode ser usado para justificar a perseguição política.
Minha história familiar é parte destes acontecimentos. Meu avô por parte de pai, juntamente com muitos de seus irmãos (eram 10 no total), lutaram nas fileiras bolcheviques. A família residia na atual Ucrânia nas proximidades de Odessa.
Quando começaram os pogroms liderados por seus próprios companheiros de armas, um a um, os irmãos decidiram partir. Iam para o porto e embarcavam em qualquer navio que os tirassem de lá. Meu avô acabou embarcando em um navio que vinha para a América Latina e desembarcou no Brasil.
Ele nunca mais teve notícias de seus pais e irmãos. Aqui ele se casou e teve 5 filhos, um deles, meu pai. Todos já falecidos.
Infelizmente não aprendemos com a história, ou queremos acreditas que a história pode ser capaz de corrigir seus erros passados.
Durante a ascensão do fascismo no Brasil através da campanha vitoriosa e esmagadora de Bolsonaro, criei o maior grupo judaico do Face Book, Judeus contra Bolsonaro, que chegou a ter mais de 8 mil membros.
Fui um dos responsáveis que impediu a ida de Bolsonaro na Hebraica de São Paulo com um abaixo-assinado que reuniu milhares de assinaturas.
Nunca escondi minha identidade sionista socialista, pelo contrário, sempre foi minha apresentação em artigos que escrevi em minha coluna no Brasil 247, que foi cancelada.
Participei, mesmo vivendo em Israel, da campanha pela derrota de Bolsonaro e a eleição de Lula, juntamente com inúmeros companheiros judeus e não judeus. Organizei o Comitê Lula-Livre Israel e participamos do Lula Day internacional durante todos estes anos, inclusive com manifestações em Tel Aviv.
Perguntem a esquerda brasileira quem elegeu Bolsonaro e a resposta será dada de pronto: foram os judeus.
Alguém escutou, viu ou participou de algum grupo palestino contra Bolsonaro, contra o fascismo, contra o fundamentalismo religioso, contra a opressão das mulheres, dos homossexuais etc.? Claro que não, porque eles não existem.
Fui incluído em diversos grupos de petistas no exterior e o que estou vendo hoje, é uma explosão antissemita que em tudo se iguala ao passado de meu avô. Uma obsessão incontida da esquerda e de até então companheiros de uma causa, por atacar Israel como um Estado Terrorista, e glorificar o Hamas como um grupo de resistência a opressão colonialista imperialista (sic). Nenhuma solidariedade com as vítimas do massacre cometido contra civis inocentes. Nenhuma palavra aos assassinatos de bebês e o estupro de mulheres. A culpa foi das vítimas.
O que é divulgado pelo Hamas não necessita de comprovação e o que for divulgado por Israel não merece consideração. Um grupo terrorista fundamentalista passou a ter mais crédito que um estado democrático constituído.
A esquerda de ontem, de hoje, e de sempre, foi, é, e continuará sendo antissemita. Muito mais que a direita, tão fascista quanto ela. A esquerda glorifica terroristas, regimes totalitários e fundamentalistas, desde que que sua ira seja contra os judeus.
Isto explica muito por que a esquerda cada vez mais perde importância e relevância nos dias de hoje. Mostra porque cada vez mais países preferem um governo neoliberal a um governo de esquerda. A esquerda trai seus objetivos, trai sua própria história e trai principalmente os que estiveram com ela na mesma trincheira durante suas conquistas.
Nuca vou deixar de ser sionista socialista, mas de agora em diante, pensando antes de tudo na sobrevivência do meu país. Em seguida na continuação da luta por democracia e mais do que tudo, pelo fim do governo atual de Israel.