Israel em Guerra – Décimo quarto dia

Israel em Guerra – Décimo quarto dia

Depois de 11 horas de silêncio, foguetes voltaram a ser disparados de Gaza. Eles são em menor número.

O Egito iniciou os preparativos para a abertura da passagem de Rafah para fornecer ajuda humanitária aos residentes da Faixa de Gaza. Segundo uma fonte egípcia, a travessia será aberta hoje ou amanhã.

Os atritos estão aumentando na Cisjordânia, à medida que as facções palestinas, incluindo o Hamas, a Jihad e a Fatah, convocaram pata hoje um dia de fúria, tendo como pano de fundo a guerra na Faixa de Gaza.

O exército comunicou que todos os preparativos necessários para a invasão por terra foram ultimados.

A estimativa atual de Israel é que 1.400 israelenses foram assassinados, 4.600 feridos e pelo menos 203 feitos prisioneiros no massacre de Simchat Torá de 7 de outubro; pelo menos 100 permanecem desaparecidos.

As estimativas ocidentais colocam o número de mortos no hospital em cinquenta ou menos, uma fração das afirmações amplamente divulgadas pelo Hamas.

A conflagração se espalha: um navio de guerra da Marinha dos EUA no Mar Vermelho, o U.S.S. Carney, derrubou mísseis disparados por rebeldes Houthi no Iêmen contra um alvo bem ao norte.

O Departamento de Estado dos EUA reconheceu o objetivo de guerra de Israel de remover o Hamas do poder em Gaza como “apropriado”.

O líder da oposição, Yair Lapid, sugeriu que o melhor resultado do pós-guerra seria devolver a Faixa de Gaza ao controlo governamental da Autoridade Palestiniana (AP).

O genocídio nosso de cada dia

O genocídio nosso de cada dia

Muito escuto nos últimos dias a palavra genocídio. Em geral, utilizada para dizer o que Israel estaria cometendo contra os palestinos em Gaza. Seria o contrário?

O termo “genocídio” foi cunhado pelo jurista polonês Raphael Lemkin. Lemkin, que viveu durante o século XX, dedicou grande parte de sua vida à promoção dos direitos humanos e ao estudo dos crimes contra a humanidade. Ele desenvolveu o conceito de genocídio como uma forma de descrever e denunciar os atos sistemáticos de destruição de grupos étnicos, culturais ou religiosos.

A palavra “genocídio” foi formada a partir da combinação de duas palavras gregas: “genos” (que significa “raça” ou “tribo”) e “cide” (derivada de “cídio”, que significa “matar”). Lemkin usou esse termo pela primeira vez em seu livro “Axis Rule in Occupied Europe” (1944), no qual ele descreveu os horrores cometidos pelos nazistas durante o Holocausto, bem como outros crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

O trabalho de Raphael Lemkin e a introdução do termo “genocídio” desempenharam um papel fundamental na conscientização global sobre a gravidade desses atos e na formulação do conceito de genocídio como um crime internacional. Isso levou à adoção da Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio pelas Nações Unidas em 1948, que estabeleceu a base legal para a condenação e punição do genocídio em âmbito internacional.

O genocídio é um termo que descreve um ato extremo de violência e destruição direcionado a um grupo étnico, racial, religioso ou nacional específico. Existem várias definições e entendimentos do que constitui um genocídio, mas a definição mais amplamente aceita é aquela proposta pela Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio das Nações Unidas, adotada em 1948. Segundo essa convenção, o genocídio é definido como:

“Qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:

  • Assassinato de membros do grupo.
  • Dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo.
  • Sujeição intencional do grupo a condições de vida que levem à sua destruição física, total ou parcial.
  • Imposição de medidas destinadas a evitar nascimentos no seio do grupo.
  • Transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.”

Essa definição legal é amplamente reconhecida e serve de base para a identificação e condenação de atos de genocídio em todo o mundo. Ela enfatiza a importância da intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo específico como um elemento-chave que distingue o genocídio de outros tipos de violência em massa.

Além disso, acadêmicos e especialistas em direitos humanos podem oferecer definições mais detalhadas e nuances específicas de genocídio em seus estudos, mas a definição da Convenção da ONU é a mais amplamente aceita na comunidade internacional.

As definições acadêmicas e das organizações de direitos humanos geralmente se baseiam na definição legal da Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio das Nações Unidas, mas muitas vezes expandem ou esclarecem elementos específicos do conceito de genocídio. Aqui estão algumas das nuances adicionais que os acadêmicos e especialistas em direitos humanos podem considerar:

Genocídio Cultural: Além da destruição física de um grupo, alguns acadêmicos e ativistas se concentram na destruição de elementos culturais, como idioma, religião e costumes, como uma forma de genocídio. Isso pode incluir a proibição da prática de religiões ou a supressão da língua de um grupo.

Genocídio por Omissão: Alguns argumentam que a negligência deliberada em fornecer ajuda humanitária ou proteção a um grupo em perigo pode constituir genocídio. Isso se aplica a situações em que um Estado ou atores não estatais têm o poder de prevenir o genocídio, mas optam por não o fazer.

Genocídio Político: Isso se refere a situações em que um grupo é alvo devido às suas opiniões políticas ou afiliações, em vez de características étnicas, religiosas ou raciais. O genocídio político pode visar indivíduos ou grupos que representam uma ameaça ao regime no poder.

Genocídio Ecológico: Alguns argumentam que a destruição deliberada do meio ambiente, especialmente em áreas habitadas por grupos específicos, pode ser considerada uma forma de genocídio, uma vez que pode levar à desintegração do grupo devido à perda de recursos naturais ou mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Genocídio Socioeconômico: Isso se concentra em atos que visam intencionalmente prejudicar as condições de vida de um grupo, levando à sua destruição parcial ou total. Pode envolver a negação de acesso a recursos econômicos, como alimentos, água e assistência médica.

Genocídio de Gênero: Embora a Convenção das Nações Unidas não mencione explicitamente o genocídio de gênero, alguns especialistas argumentam que a violência sistemática, como estupro em massa, escravidão sexual e outras formas de violência de gênero, pode ser considerada uma forma de genocídio, especialmente quando direcionada a mulheres de um grupo étnico ou nacional.

A definição da ONU vem carregada das implicações do que aconteceu na Europa durante a segunda Guerra Mundial. O termo “grupos” tem uma amplitude muito grande e leva a várias interpretações. Se trata de grupos nacionais? De minorias? Se aplica a grupos terroristas?

O fato é que a maioria das pessoas usa o termo para expressar uma grande matança de seres humanos, ou para se referir a uma limpeza étnica.

Racionalmente falando, tanto um como o outro são aplicáveis ao Hamas, senão vejamos: eles massacraram um grupo de 1200 civis inocentes e tem como objetivo a destruição do Estado de Israel, em outras palavras, realizar uma limpeza étnica eliminando os judeus.

O que estamos assistindo nesta guerra é o recrudescimento do antissemitismo no mais absoluto significado da palavra. Ele também é uma forma de genocídio:

Em primeiro lugar, o antissemitismo é baseado no preconceito e na discriminação contra os judeus, que são considerados uma raça ou um grupo étnico distinto. Esse preconceito pode levar a atos de violência e perseguição contra os judeus, que podem resultar em sua morte ou em danos graves à sua saúde física ou mental.

Em segundo lugar, o antissemitismo pode levar à destruição cultural dos judeus. Isso pode ser feito através da destruição de bens culturais judeus, como livros, templos e escolas, ou através da proibição de práticas e rituais judeus. A destruição cultural pode levar à perda da identidade e da herança dos judeus, o que pode, em última análise, levar à sua extinção.

Em terceiro lugar: o antissemitismo cria um discurso de ódio contra os judeus que remete a um ambiente de medo e hostilidade. O discurso de ódio pode levar a atos de violência e discriminação contra os judeus.

O caso do Hospital de Gaza ilustra bem isto. As primeiras notícias do suposto bombardeio do Hospital começaram a chegar nas redes sociais cerca de 15 minutos depois do ocorrido através dos canais do grupo terrorista Hamas.

Sem nenhuma comprovação, ou sequer o respaldo de outras fontes independentes confirmando o ocorrido, uma enxurrada de condenações começou a ser postadas. Não havia a preocupação com o mais elementar do jornalismo: verificar e comprovar os fatos antes de publicar: o prédio do Hospital foi bombardeado? Poderia haver lá 500 pessoas mortas mediante uma rápida contagem? A fonte da notícia é uma fonte confiável?

Nada disso foi obedecido pela maior parte da mídia tradicional e alternativa, nem mesmo por alguns governos. Todos passaram a contar a versão do Hamas e difundir a maior das Fake News desta guerra.

Fica pior, mesmo muitos terem voltado atrás depois de todas evidências mostrando o Hospital de pé, o estacionamento atingido, o tamanho da cratera e a falta dos 500 mortos, os vídeos filmados em Gaza mostrando a falha do foguete disparado pela Jihad Islâmica, ainda vemos hoje reportagens duvidando de tudo isso.

Isto tem nome, se chama antissemitismo e vem com o carimbo de genocídio.

 

Israel em Guerra – Décimo quarto dia

Israel em Guerra – Décimo Terceiro Dia

No 13º dia de guerra: as FDI atacam no Líbano; o primeiro-ministro britânico chegará a Israel.

As forças armadas de Israel anunciaram que no dia de ontem destruíram centenas de infraestruturas terroristas na Faixa de Gaza, incluindo locais de lançamento de mísseis antitanque, túneis, infraestruturas de inteligência, bases operacionais e outras bases de operações.

Foram neutralizados vários terroristas, entre eles Hossein Abu Halal,  chefe do ramo militar dos “Comitês de Resistência Popular” em Rafia. Esta é uma organização terrorista palestina que foi inicialmente ativa sob a inspiração do Hezbollah, e é suspeita de ser financiada por ele também.

Vários terroristas pertencentes à força Najaba do Hamas, que liderou o ataque com crueldade contra as comunidades israelenses foram neutralizados.

Em visita a Israel, o ex-diretor da CIA David Petraeus comparou um ataque a Gaza aos estágios finais da guerra com o ISIS, a libertação de Mosul.

Uma grande explosão no Hospital Batista Al-Ahli Arabi, no bairro de Zeitoun, na cidade de Gaza, foi o resultado de um foguete da Jihad Islâmica. Antes de Israel conseguir provar a culpabilidade da Jihad, muitos meios de comunicação e potências estrangeiras aceitaram cegamente a alegação do Hamas de que um ataque aéreo de Israel foi o responsável.

Ilhan Omar, um membro democrata progressista da Câmara dos Representantes dos EUA, disse em uma postagem na mídia social que aceita a avaliação da inteligência dos EUA de que Israel não foi responsável pela explosão no Hospital Batista Al-Ahali em Gaza, pedindo a responsabilidade de confiar em fontes confiáveis. (Ynet)

Contemplando o dia seguinte: As IDF disseram que o status final da Faixa de Gaza após um ataque terrestre planejado seria uma “questão global” para discussão com o gabinete de Israel e outros países.

Os Estados Unidos estão pressionando Israel a desenvolver uma estratégia para que o domínio do Hamas em Gaza seja derrubado, instando Israel a olhar para o dia seguinte à operação para evitar atolar em Gaza.

A Casa Branca discutiu uma resposta militar dos EUA se o Hezbollah e o Irã atacarem Israel a partir de uma segunda frente. Dois porta-aviões dos EUA estão atualmente estacionados no Mediterrâneo Oriental.

Israel evacuou todas as comunidades num raio de 2 quilómetros da fronteira com o Líbano, numa medida sem precedentes.

Assassinamos a verdade, pensaram eles

Assassinamos a verdade, pensaram eles

“Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. Essa célebre frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, nos permite refletir acerca do papel das “fakes News” na sociedade.

Eram cerca de 19:20 h em Israel, quando começaram a chegar notícias de que um Hospital em Gaza teria sido bombardeado por Israel. Nos informes já falavam de 500 mortos, depois 200 mortos, depois 600 mortos. Uma contagem impossível, mas que já continha a intenção de difundir uma mensagem ao mundo, a de que Israel teria cometido um crime de guerra sem precedentes.

Logo, todos os meios de comunicação começaram a difundir as terríveis imagens e, sem nenhuma medida de verificação da verdade, começaram a divulgar o fato como provado. Multidões saíram as ruas em diversos países árabes. As embaixadas de Israel na Turquia e no Líbano foram atacadas. O encontro de Biden com líderes árabes foi cancelado.

Em uma guerra existe o chamado efeito colateral. Um termo para minimizar a morte de civis em ataques de parte a parte. Ele pode ser justificado quando o ataque ocorre a uma instalação militar, mas jamais contra um objetivo civil, muito menos um Hospital. Neste caso, poderia ter ocorrido um erro crasso?

Israel já divulgou em diversas oportunidade o disparo de foguetes por parte do Hamas e da Jihad Islâmica partindo de escolas, de terrenos em meio a casas de pacatos cidadãos e até mesmo das proximidades de postos de saúde e Hospitais. Quando ocorre um disparo, o exército recebe imediatamente as coordenadas de onde partiu. Elas são checadas e ocorrem disparos de revide, ou ataques a fonte de onde partiram de acordo com as ordens recebidas.

A primeira possibilidade que surgiu, foi justamente a de um erro. Talvez os foguetes tenham sido lançados do terreno do Hospital e alguém decidiu revidar de imediato. Uma decisão tomada no calor dos eventos, já que naquele momento Israel estava sendo bombardeada.

O país parou aguardando uma manifestação com uma explicação do exército que não chegava. Nos bastidores, todas as possibilidades estavam sendo checadas. Exército, marinha e aeronáutica revisavam suas ações e verificavam se poderia ter ocorrido um erro, ou até mesmo um disparo acidental. As horas passavam e o mundo ia virando de ponta cabeça.

Enquanto isto começavam a aparecer nos Canais do Telegram que cobrem a guerra e não estão sujeitos a censura militar, as primeiras imagens das vítimas. O que foi estranho, mas na hora ninguém estava prestando atenção, era que os feridos pareciam estar sendo atendidos em um Hospital. Talvez fosse uma unidade próxima.

Em seguida mais imagens de feridos, todos no que parecia ser um terreno aberto. Novamente não chamou atenção, já que mostrava um grande número de vítimas. Mas então surge o primeiro vídeo do momento em que ocorre a explosão. Nele pode-se ver o desabamento de algo que não era cercado por paredes. Finalmente surgem os primeiros vídeos que mostram um foguete que perde altitude e cai no solo.

Horas depois de uma angustiante espera, chega o comunicado oficial das Forças Armadas Israelenses. Um foguete disparado pela Jihad Islâmica foi quem atingiu a área do Hospital. Israel não tem nada a ver com o acontecido e lamenta a morte de inocentes.

Hoje já sabemos melhor o que aconteceu de fato.

  1. A Jihad Islâmica disparou uma série de foguetes contra Israel. Na rota dos disparos se encontrava o Hospital.
  2. Um dos foguetes falhou, perdeu altitude e caiu no estacionamento do Hospital.
  3. O prédio do Hospital não foi destruído, pelo contrário, recebeu e atendeu muitas das vítimas. Fotos de hoje pela manhã, mostram o estacionamento onde caiu o foguete e danos na parte frontal do Hospital com vidros partidos.
  4. O número de mortos e feridos é desconhecido, mas não são os divulgados pelo Hamas.
  5. Israel mostrou um mapa com mais de 450 explosões em Gaza decorrentes do mal funcionamento de foguetes disparados. A maior parte deles atingem moradias.
  6. Conversa interceptada entre os terroristas, mostra que o disparo foi um erro deles. As imagens dos vídeos, inclusive da Rede Al-Jazera, não deixam dúvidas.

Aos poucos a verdade surge e confirma o que já sabemos desde o início. Estamos diante das maiores manifestações antissemitas já ocorridas no mundo moderno. Qualquer ilação levantada contra Israel, recebe toda atenção mundial e é disparada pelos meios de comunicação e redes sociais, espalhando-se com uma velocidade nunca vista. A Fake News do bombardeio de um Hospital em Gaza com 600 mortos é apenas a mais recente, mas não será a última.

Está provado que existe somente um lugar em todo o mundo que protege os judeus, Israel. Em qualquer outro país os judeus estão sujeitos a manifestações antissemitas cada vez mais intensas. Temos de fortalecer cada vez mais o Estado de Israel, sua democracia e sua capacidade de enfrentar todas as ameaças contra sua existência.

Todos os judeus do mundo devem pensar no seu papel nas comunidades onde vivem e na possibilidade de fazerem Aliá. Nenhum de vocês se encontra seguro num mundo cada vez mais voltado para ser cúmplice do terrorismo contra nós. Quando se escutam que existem justificativas morais para o assassinato de bebês, mulheres, crianças e idosos inocentes, algo de muito errado está acontecendo e serve de alerta para o que ainda está por acontecer.

Israel em Guerra – Décimo quarto dia

Israel em Guerra – Décimo Segundo Dia

As forças armadas distribuíram imagens aéreas para provar: o hospital foi atingido por um lançamento fracassado da Jihad Islâmica. Nas gravações de conversas entre os membros, de posse do exército, eles assumem o desastre.

Biden é aguardado para pousar em Israel esta manhã.

Ontem as forças armadas atacaram dezenas de alvos militares na Faixa de Gaza e neutralizaram dois operadores do Hamas.

As forças armadas de Israel apelam aos residentes do norte da Faixa de Gaza para que evacuem para uma área humanitária no sul.

O Hezbollah aceitou a responsabilidade pelo fogo antitanque na Galiléia Ocidental esta noite.

O Departamento de Estado dos EUA colocou um alerta de viagem para o Líbano e apelou aos cidadãos americanos para não viajarem ao país. Além disso, o ministério autorizou a saída das famílias dos funcionários do governo que estavam em Beirute, bem como dos funcionários do governo não essenciais.

Os membros da delegação alemã prostraram-se durante os alarmes em Israel. O chanceler Olaf Schulz e sua comitiva estavam a caminho de decolar de Israel após a curta visita, mas uma sirene de alerta de segurança os forçou a descer do avião do governo e se deitarem no chão.

Estes judeus, donos do mundo: Desmascarando a teoria da conspiração

Estes judeus, donos do mundo: Desmascarando a teoria da conspiração

Introdução

No mundo complexo de teorias da conspiração, uma das mais antigas e prejudiciais é a associação entre judeus e os “donos do mundo”. Essa teoria antissemita afirma que os judeus controlam secretamente o mundo, baseando-se em preconceitos e estereótipos negativos. Meu objetivo aqui é desvendar essa teoria infundada e explorar sua história, impacto e falsificação notória.

A Origem da Teoria

A teoria dos “donos do mundo” remonta a muitas décadas e foi usada para justificar a perseguição e a perseguição aos judeus. Durante o Holocausto, os nazistas se basearam nessa teoria para justificar suas ações hediondas.

Como a Teoria se Expressa

A teoria dos “donos do mundo” se manifesta de várias maneiras. Alguns dos exemplos mais comuns incluem:

  1. Alegações de que os judeus são responsáveis por todas as guerras e crises financeiras do mundo.
  2. Sugestões de que os judeus controlam os principais meios de comunicação e a mídia social.
  3. A crença de que os judeus têm um plano secreto para dominar o mundo.

Os Protocolos dos Sábios de Sião

Uma das teorias conspiratórias mais conhecidas é “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, um texto antissemita que descreve um alegado projeto de conspiração por parte dos judeus para alcançar a “dominação mundial através da destruição do mundo ocidental”. No entanto, este texto é uma falsificação completa, escrito por um agente da polícia secreta russa e baseado em uma sátira francesa do século XIX.

Principais Pontos dos Protocolos

Os Protocolos contêm afirmações infundadas, incluindo:

  1. A ideia de que os judeus são uma raça superior com o direito de dominar o mundo.
  2. A alegação de que os judeus controlam o mundo por meio da economia, política e mídia.
  3. A crença de que os judeus estão trabalhando para destruir o mundo ocidental.

O Mito do “Eu Tenho um Amigo Judeu”

Muitas vezes, os antissemitas usam a alegação de que têm um amigo judeu para tentar justificar seus preconceitos. No entanto, ter um amigo judeu não impede alguém de ser antissemita, já que o antissemitismo é uma forma de preconceito e discriminação.

As Brigadas de Voluntários na Segunda Guerra Mundial

É chocante saber que ao lado dos nazistas, lutaram várias brigadas de voluntários de diferentes países, incluindo França, Itália, Rússia, Ucrânia, Romênia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e até mesmo de lugares tão distantes como Brasil, Chile, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Índia. Em comum tinham o antissemitismo. Seus motivos variavam de ideologia a oportunismo, e muitas delas participaram ativamente do Holocausto.

O Antissionismo como Disfarce para o Antissemitismo

Algumas pessoas tentam disfarçar seu antissemitismo como antissionismo. No entanto, é crucial distinguir entre críticas legítimas às políticas do governo israelense e o uso do antissionismo como uma forma de promover a violência contra os judeus.

Como a Esquerda se Tornou Antissionista

A esquerda, em geral, adotou posições antissionistas por várias razões, incluindo críticas às políticas do governo israelense, associação entre sionismo e imperialismo e, infelizmente, antissemitismo em alguns setores da esquerda.

Sionismo Socialista: Uma Abordagem Diferente

O sionismo socialista, também conhecido como sionismo trabalhista, é um movimento político que combina elementos do socialismo e do sionismo. Surgiu como uma resposta ao antissemitismo na Europa e defendia a criação de uma pátria socialista em Israel para eliminar divisões de classe e promover a justiça social.

A promoção da paz e da reconciliação com os palestinos.

O sionismo socialista é um movimento complexo e diversificado, e há uma ampla gama de pontos de vista dentro dele. No entanto, todos os sionistas socialistas compartilham a crença de que o sionismo e o socialismo são ideologias complementares. Eles acreditam que o estabelecimento de uma pátria socialista em Israel convivento em paz e segurança ao lado de uma pátria palestina é a melhor maneira de garantir o futuro do povo judeu.

Conclusão

A teoria da conspiração dos “donos do mundo” é infundada e prejudicial. É importante desmascarar essas alegações infundadas e promover a compreensão e a tolerância. O antissemitismo disfarçado como antissionismo também deve ser reconhecido e condenado. A história nos ensina a importância de combater o ódio e o preconceito em todas as suas formas.