Acerca da morte da jornalista palestina Shereen Abu Aqleh

Acerca da morte da jornalista palestina Shereen Abu Aqleh

Vimos mais uma vez a público nos manifestarmos com relação ao inaceitável comportamento da polícia israelense no episódio ocorrido em Jerusalém acerca da morte da jornalista palestina Shereen Abu Aqleh. Não bastasse a tragédia da perda de mais uma vida inocente neste interminável conflito, ainda ocorreram confrontos antes de seu funeral, nos quais a polícia israelense utilizou de força desproporcional contra os palestinos enquanto buscava manter a ordem na saída do hospital, quando a multidão carregava o caixão da vítima.
Embora tenha se instaurado uma grande discussão ao redor da autoria do tiro fatal na jornalista, compreendemos que tal autoria é de importância mínima neste caso. Abu Aqleh é vítima da ocupação ilegal de Israel sobre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Diante deste problema, que constitui o cerne de praticamente todo o conflito, torna-se irrelevante quais dedos apertaram o gatilho específico que a vitimou, ao passo que incontáveis gatilhos de ambos os lados vêm sendo apertados há décadas.
Desta forma, prestamos nossas condolências ao povo palestino pela perda de Abu Aqleh, e nos alinhamos à postura de pessoas como o deputado Mossi Raz, do partido israelense de esquerda Meretz, que compareceu ao funeral e condenou a violência ocorrida.
Nós nos mantemos em nossa pauta de sempre e continuamos lutando contra a ocupação israelense, assim como pelo direito de Israel e Palestina existirem, viverem e conviverem pacificamente lado a lado em soberania, respeito e cooperação.

Judias e judeus contra o decreto de “Graça” do Jair Bolsonaro de raízes Hitleristas!

Judias e judeus contra o decreto de “Graça” do Jair Bolsonaro de raízes Hitleristas!

O sr Jair Bolsonaro, menos de 24 horas após a Decisão do STF – Supremo Tribunal Federal – condenatória do Deputado (bolsonarista) Daniel Silveira, publicou Decreto de Concessão de “Indulto” individual (graça/perdão) ao condenado.

Este Decreto é obviamente um ato NULO de pleno direito, pois a condenação sequer transitou em julgado. Por agora, há una Decisão condenatória, mas sem trânsito em julgado. O réu não pode sequer ser preso; muito menos, “perdoado”. A condenação, com base no Art. 5º, LVII, da CF/88, verifica-se apenas, e apenas, após o trânsito em julgado.

Além disso, o referido Decreto é um flagrante desvio de função. Graça e Indulto não podem ser utilizados desta forma, ou seja, com pessoalidade e particularidade! Este Decreto é apenas um ato miliciano, não tendo nada de constitucional!

Enfim, o Decreto de Graça (perdão) do Jair Bolsonaro em favor do Daniel Silveira é juridicamente nulo, constitucionalmente desprovido de fundamento e é, doutrinariamente um instrumento sem musculatura jus filosófica. Além disso, é, também, um ataque da baixa política bolsonarista contra o STF e, adiante, contra o Sistema Eleitoral, em especial, contra o TSE – Tribunal Superior Eleitoral, a fim de questionar o resultado eleitoral de 2022 e tentar criar ambiente de agressividade social.

Jair Bolsonaro é orientado pelo neonazista estadunidense, Steve Bannon, que assessora Trump e o orientou a criar a confusão eleitoral, incluindo invasão e ataque ao Capitólio. Também é orientado pelo (já finado) Olavo de Carvalho, outro nazifascista contemporâneo, cuja doutrina é a destruição completa das Instituições do Estado Democrático. Anote-se que no dia do Julgamento no STF, o sr. Daniel Silveira tentou entrar no Plenário juntamente com o Deputado Eduardo Bolsonaro (este, assumidamente discípulo de Olavo de Carvalho, Steve Bannon e seguidor de Donald Trump). Eduardo Bolsonaro é aquele que disse que bastaria para fechar o STF com um cabo e um jeep.

Mas, não para por aí. As raízes mais antigas deste ato do Bolsonaro encontram-se na Alemanha nazistificada dos anos 1935. Naquela ocasião, houve uma série de ataques aos segmentos sociais, em especial, Judeus, advindos dos ataques à Constituição de Weimar (documento de nascimento da segunda geração dos Direitos Humanos: sociais e culturais). Não foi diferente a tomada de poder pelo fascista Mussolini, que apoio grupos violentos, armados e antidemocráticos, a fim de estabelecer um Estado Fascista.

Bolsonaro segue a cartilha! Atacar o STF, guardião da Constituição Federal de 1988 (a oitava Constituição brasileira, mas apenas a segunda democrática) é atacar o Estado Democrático de Direito, cujos fundamentos encontram-se entre os Artigos 1º a 17. Ao atacar os fundamentos do Estado Democrático de Direito, Bolsonaro sonha (sonha!) em golpear a República e assumir o poder autoritário. Por agora, conta com o apoio dos Militares do Planalto (aposentados e devoradores do Erário), entre os quais, os Generais (fora da ativa) Braga Netto, Augusto Heleno, Pazzuelo, Ramos etc. Não consta (ainda) que as Forças Armadas estejam ao lado do Bolsonaro nessa trilha miliciana.

Se na Alemanha e Itália dos anos 20 e 30 houvesse um Tribunal como o que se apresenta no STF, certamente não teria havido uma escalada no nazifascismo. Não houve, ao contrário, os Juízes se dobraram diante dos mussolinista e hitleristas. Aliás, não apenas os Juízes, mas os Empresários, os Professores, as Igrejas e outros membros da elite social, legitimados pelas classes sociais economicamente baixas, mas adestradas religiosamente (uma das bases para o nazifascismo e, também, para o trumpismo e bolsonarismo).

Nós, JJSE – Judias e Judeus Sionistas de Esquerda, reconhecemos a grande missão do STF e sua opção pela defesa do Estado Democrático, assim como da CF/88, e manifestamos total apoio ao Colegiado e a cada Ministro em especial.

Judias e judeus contra o decreto de “Graça” do Jair Bolsonaro de raízes Hitleristas!

Nota oficial

Nota Oficial

O coletivo Judias e Judeus Sionistas de Esquerda expressa sua preocupação com os incidentes violentos ocorridos no complexo da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, um lugar sagrado para cristãos, muçulmanos e judeus.

Infelizmente estamos assistindo o recrudescimento da violência em Jerusalém, justamente quando as três religiões monoteístas comemoram suas festividades. Os cristãos a Páscoa. Os judeus o Pessach e os muçulmanos o Ramadan.

Toda violência precisa ser condenada. Nós acreditamos no direito de todos a referenciarem suas crenças e comemorarem suas festividades junto aos seus familiares em paz e com tranquilidade nos seus locais de reza.

É dever do Estado proteger todos os seus cidadãos de qualquer ato de violência. Neste sentido é compreensível o uso de meios de dissuasão e dispersão de agitadores, sempre que de acordo com o uso de força proporcional e racional, jamais letal.

Condenamos veementemente a invasão de lugares sagrados pelas forças israelenses, mesmo que a título de apreender manifestantes que agiram em desacordo com a lei. Nada justifica o emprego da violência desmedida contra todos para conter a violência de poucos.

Conclamamos a todos se absterem de provocações, permitirem a liberdade religiosa e o direito de ir e vir.

Judias e judeus contra o decreto de “Graça” do Jair Bolsonaro de raízes Hitleristas!

Nota Oficial

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, como entidade representativa da comunidade judaica paulista, tem suas ações baseadas no diálogo e troca de ideias entre todas as formas de pensamento.

Causa-nos estranheza que um veículo de comunicação como o site Brasil 247, que em sua apresentação se coloca como “defensor da democracia plena e do multilateralismo na política externa”, demite um articulista que “ousou” assinar uma carta aberta com o “Coletivo Judias e Judeus Sionistas”, expressando sua opinião diversa ao artigo do site que generaliza de maneira injuriosa e mentirosa o movimento sionista.

Episódios antissemitas têm se repetido com frequência, o que esperamos dos veículos de comunicação é que denunciem esses casos sem dar espaço para novas agressões.

Nossa solidariedade ao jornalista Milton Blay.

Federação Israelita do Estado de São Paulo

FEDERAÇÃO ISRAELITA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Judias e judeus contra o decreto de “Graça” do Jair Bolsonaro de raízes Hitleristas!

Nota Oficial

O coletivo Judias e Judeus Sionistas de Esquerda vem a público informar que nosso companheiro Milton Blay foi demitido do Brasil247 devido a atritos irreconciliáveis com a direção do Portal.

Todos nós encontramos um clima bastante hostil de parte de alguns colunistas, editores e leitores no que se refere a questão do antissemitismo. O que nós entendemos por antissemitismo, eles entendem como antissionismo.

Infelizmente no episódio do diretor de assuntos internacionais do portal, mais uma vez este desentendimento veio à tona e as posições, no calor do momento, subiram de tom. Todas as tratativas de entendimento não obtiveram sucesso, culminando com a saída de Milton Blay.

Queremos deixar claro que ratificamos o que escrevemos em nossa Carta Aberta. Nossa percepção como judeus é de que quando alguém menciona teses conspiratórias se referindo a “sionistas”, está cometendo uma atitude antissemita.

Cumpre informar que tivemos apoio de parte dos colunistas, bem como disponibilidade na plataforma para combater o antissemitismo e disposição para debates sobre o sionismo.

Deixamos aqui todo nosso apoio ao companheiro Milton Blay, seguimos juntos na luta por um mundo livre de preconceitos.

Carta aberta

Carta aberta

Nós, do Coletivo Judias e Judeus Sionistas de Esquerda, denunciamos a atitude insuportável do editor internacional do site e da TV 247, José Reinaldo de Carvalho, pelo motivo que segue:

Na abertura do programa ‘O mundo como ele é’ desta quarta-feira, 30 de março de 2022, ao apresentar a efeméride do dia, no caso ‘O dia da Terra Palestina’, José Reinaldo disse: “Os sionistas, que tanto em Israel como fora das fronteiras desse Estado perseguem os palestinos, fazem campanhas insidiosas contra os palestinos, inclusive em muitos países. Mesmo no Brasil, os sionistas se infiltram nas organizações políticas progressistas, partidos políticos, movimentos sociais ou, quando não o fazem se aliam a lideranças de diferentes partidos para condenar a luta dos povos palestinos e árabes. Então nesta ocasião em que a gente homenageia o povo palestino, a gente ao mesmo tempo fica vigilante em relação a estas tentativas dos sionistas de desestabilizar esta luta e também de desestabilizar o movimento de solidariedade.”

Ao apresentar desta forma a relação entre os sionistas e os palestinos, José Reinaldo de Carvalho generaliza de maneira injuriosa e mentirosa a atitude dos sionistas, muitos dos quais apoiam a luta palestina pela autodeterminação. Nós, sionistas de esquerda, não só nos solidarizamos com os palestinos como apoiamos efetivamente seus direitos a uma terra, a um Estado. Afirmar, como fez o apresentador do programa, que os sionistas querem desestabilizar o movimento de solidariedade é uma mentira grotesca, que merece reparação. Trata-se de uma versão contemporânea do Protocolo dos Sábios de Sião, onde generaliza-se os judeus e incita-se contra eles ódio coletivo.

A acusação de infiltração é gravíssima.

Diante da narrativa do apresentador, qualquer judeu que aparecer na TV247 ou no site Brasil247 a partir de agora, seja o Mauro Nadvorny, Jean Goldenbaum, Milton Blay ou outros enquanto convidados como Michel Gherman e Nelson Nisenbaum, poderão ser taxados como infiltrados.

Isto que é totalmente descabido e inaceitável.

As palavras saídas da boca do editor internacional do Brasil 247, transformam esta mídia, para a qual alguns de nós colaboramos, em porta-voz do antissemitismo, que aliás vem se alastrando no site e na TV. Episódios antissemitas têm se repetido com frequência. Vale lembrar que os colaboradores judeus do Brasil 247 viram-se obrigados a pedir o bloqueio da área de comentários, que inexplicavelmente não conta com um moderador. Milton Blay já foi chamado de “judeu de merda” e ameaçado de violência física, Jean Goldenbaum e Mauro Nadvorny já sofreram agressões semelhantes.

Frente a esta deriva, o coletivo ‘Judias e Judeus Sionistas de Esquerda’ vem através desta Carta Aberta denunciar o editor internacional do Brasil247, que desrespeitou os limites da verdade e da decência, deixando-se levar por um antissemitismo conspirativo.

Coletivo ‘Judias e Judeus Sionistas de Esquerda’