O Paraíso está mais alegre com a chegada da Céu com sua irreverência e humor que lhe eram peculiares. Já deve estar ajudando por lá quem precisa de alguma coisa, qualquer que seja. Assim foi em vida.
Acredito que todos neste grupo tiveram algum contato com ela, lendo seus artigos e mesmo que somente lendo um de seus posts. Boa parte trocou com ela mensagens e alguns devem ter tido a oportunidade de conhecê-la pessoalmente.
Foi uma daquelas pessoas com o legítimo coração de idish mãe aberto para todos, do tipo sempre cabe mais um. Com cada pessoa tinha uma forma de comunicação, de se expressar, de encontrar a palavra certa para confortar ou simplesmente trocar uma ideia.
Sempre disposta para ajudar quem quer que fosse, a Céu conviveu com muitos demônios, o maior deles, e o mais aterrorizador foi o transtorno bipolar.
Uma pessoa com transtorno bipolar pode experimentar diferentes fases ao longo do tempo. As fases podem variar entre episódios de mania, onde a pessoa se sente extremamente energizada, e episódios depressivos, nos quais ela pode se sentir muito triste e sem energia.
Durante os episódios de mania, a pessoa pode ter um aumento anormal da energia, se sentir eufórica, ter pensamentos acelerados, dificuldade para dormir, comportamento impulsivo e até mesmo comportamento de risco. Elas podem tomar decisões impulsivas, gastar dinheiro excessivamente, se envolver em atividades arriscadas ou ter uma visão exageradamente otimista de suas próprias habilidades. Ela muitas vezes ficava acordada 24 horas. Eu mesmo recebia durante estes episódios mensagens dela no que deveria ser de madrugada no Brasil.
Nos episódios depressivos, a pessoa pode sentir uma tristeza profunda, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, fadiga, dificuldade para dormir ou dormir em excesso, alterações no apetite, sentimento de culpa ou inutilidade, e até mesmo pensamentos suicidas.
O tratamento para o transtorno bipolar geralmente envolve medicação, terapia e gerenciamento do estilo de vida. Isso pode incluir a tomada regular de medicamentos prescritos por um profissional de saúde mental, participação em terapia cognitivo-comportamental ou psicoterapia, além de adotar hábitos saudáveis, como dormir o suficiente, fazer exercícios regularmente, ter uma dieta balanceada e evitar o estresse excessivo.
É fundamental que a pessoa com transtorno bipolar receba apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde para ajudar no manejo dos sintomas e na busca por um equilíbrio saudável em sua vida. O acompanhamento médico regular é crucial para o gerenciamento eficaz da doença bipolar. Quem fazia isso era seu pai que faleceu a pouco.
Costuma-se dizer que o suicídio é o maior ato de egoísmo que um ser humano pode ter. Eu creio que também é uma atitude de extrema coragem e alívio. Coragem, porque para se tirar a própria vida é preciso muita força, e alívio porque de uma certa maneira, ele mata um demônio que a atormenta.
Não busquem explicação do porquê, nem pensem em se culparem por não terem percebido algum sinal. Fiquem somente com os bons momentos que tiveram com ela e isso é o que deve ficar na nossa memória.
Cada um aqui, especialmente os mais próximos, que eram muitos, estão vivendo, a sua maneira, o luto pela perda desta pessoa admirável. Mas a vida segue e os dias continuam chegando e precisamos superar a seu tempo.
Eu acho que a melhor forma de se homenagear a Céu é dar continuidade naquilo que ela mais se destacava, ajudar o próximo. Ter empatia com quem necessita de uma mão amiga, de uma palavra de conforto. Ser compreensivo com aqueles para quem a vida não está sorrindo.
As vezes uma pequena contribuição para o Fundo de Ajuda do grupo, onde ela tanto trabalhou e foi incansável para dar o que comer há muitos daqui, pode ser uma singela homenagem.
Uma maior atenção aos que nos cercam, uma maior participação nas postagens sem agressões, sem ataques pessoais, com mais ternura, ajudará a manter a unidade deste grupo, a quem ela tanto se dedicou e tinha como sua família.
Se queremos realmente homenagear a Céu, devemos respeitar o momento em que estamos vivendo com Israel em guerra lutando contra o Hamas de um lado, e um mundo de antissemitas de outro. Somos um povo, uma unidade e nossas divergências podem ficar para depois da guerra, para uma conversa em uma mesa de bar com uma cerveja ao lado dos personagens que a Céu nos apresentou. Bem ao gosto dela.
Pqp, que semana! Dia após dia, nos demos conta, atônitos, que a demência tomou conta do mundo. O desvario, a insanidade, se espalharam e transformaram nosso maltratado planeta num imenso manicômio. É pouco dizer que andamos de cabeça para baixo; em questão de horas tivemos de engolir Milei, para quem o aquecimento global é mera invenção do marxismo cultural, e Gert Wilders, para quem o QI dos muçulmanos é baixo porque pertencem a uma raça inferior; vimos jovens americanos elogiando Bin Laden e acadêmicos das melhores universidades celebrando o Hamas.
Vivemos sentimentos de angústia e temor face à incompreensão; é de dar gargalhadas da ingenuidade com que se chegou a imaginar o pós queda do Muro de Berlim como a porta de entrada na nova era do Iluminismo de Rousseau, Voltaire, Montesquieu, que deveria desembocar no fim da história, prometido por Fukuyama.
Ao invés disso, o mundo transformou-se num TikTok gigante.
Se não for pelo lado da loucura, como explicar então que jovens norte-americanos, após terem lido a “Carta para a América”, escrita por Osama Bin Laden depois do 11 de setembro, infestaram a rede social com vídeos de aplausos entusiastas ao cérebro dos atentados, explicando que Washington e os judeus são os responsáveis por todos os males ?
“Os Estados Unidos e os países ocidentais estão muito longe de serem perfeitos, sabemos disso. Mas é preciso gigante confusão interior e valores muito turvos para considerar que a voz odienta de um terrorista que matou a eito deve ser celebrada, difundida, admirada e validada”; escreveu a colunista do Público, de Lisboa, Maria João Marques, acrescentando: “ Para promover, celebrar e admirar um terrorista do calibre de Bin Laden, é preciso estar com a hierarquia de valores muito destrambelhada. Como se o ódio ao Ocidente , à cultura onde cresceram e a si próprios, fosse o maior motor das suas vidas.”
Em defesa dos jovens, poder-se-ia apelar para a ignorância da História. Mas o mesmo argumento não vale para os casos de apologia do Hamas, que muita gente insiste em chamar de “resistência palestina”.
Em universidades, onde até ontem se divulgava o saber, hoje difunde-se o negacionismo. A pseudo-defesa dos palestinos (aqui confundidos com o terrorismo do Hamas) na verdade nada mais é do que um misto de negação do direito de existência de Israel e puro antissemitismo, que parecem ter tomado conta das universidades anglo-saxônicas e de seus outrora doutos mestres. Alunos judeus chegaram a ser atacados e ameaçados por eles, como contou o jornal britânico The Guardian, ao citar entre outras a Universidade de Oxford, tida como a melhor do mundo.
O professor da Corrnell University, Russell Rickford, se declarou extasiado pelo ataque do Hamas.
Em Stanford, um professor chamou os alunos de judeus “colonizadores” e minimizou o Holocausto. Em comunicado, associações de alunos de Harvard culparam Israel pelos assassinatos, estupros e raptos cometidos pelo Hamas.
Por falar em estupros, na Universidade canadense de Alberta a diretora do Sexual Assault Center — criado para receber queixas de abuso sexual e providenciar ajuda às vítimas —assinou uma carta coletiva que negava a prática de violência sexual pelo Hamas no ataque terrorista de 7 de outubro. Isto embora o horror seja conhecido como o “pogrom sexual do Hamas”.
Portanto, apesar dos testemunhos e vídeos, não teria havido atrocidades sexuais contra judias, tudo não teria passado de um filme de ficção.
Antes, o ódio anti-Ocidente vinha da extrema-direita, contra o internacionalismo, o multiculturalismo, a imigração, o feminismo, a liberdade sexual, a laicidade. Agora porém, o ódio ao Ocidente vem também, e talvez sobretudo, da extrema-esquerda, contra o capitalismo, o que parece “normal”, contra a democracia representativa, a liberdade de expressão, a família, a religião, as raízes judaico-cristãs.
Em menos de 80 anos, o ódio se alastrou da extrema-direita nazifascista para a extrema-esquerda, que flerta com o stalinismo. Esta extrema-esquerda, de norte a sul, de leste a oeste, voltou aos idos do século XIX, quando a Europa era profundamente antissemita, com a diferença de que hoje milita pelo fim do Estado de Israel (criado em 1948). No século XIX, Charles Fourier, um dos fundadores do socialismo francês, chamava os judeus de “parasitas, mercadores e usurários”. Entre seus discípulos, o socialista utópico Alphonse Toussenel e o pai do anarquismo, Pierre-Joseph Proudhon.
No fundo, o discurso de boa parte da esquerda atual não difere muito daquele que condenou o capitão Dreyfus por traição, em 1894, pelo fato de ser judeu.
Em nome do combate ao Ocidente, alia-se com os terroristas do Hamas, da Jihad Islâmica e do Hezbollah, com os teocratas do Irã e do Catar, com os ditadores da Rússia, da Síria, ou de outros tantos países que não ficariam tristes em ver Israel desaparecer do mapa.
Na narrativa dos antissemitas, os primeiros habitantes da Palestina não têm o direito de ali estar. Para eles, a história da região só começa com a Nakba, a catástrofe do êxodo de 600 mil palestinos, em 1948. Uma história contada por um único lado, já que na época 850 mil judeus foram expulsos dos países árabes onde moravam. O que aconteceu com estas centenas de milhares de judeus parece não ter a menor importância.
Ao contrário do que afirmam os anti-sionistas, o antissemitismo pandêmico é mais uma prova, como se preciso fosse, da necessidade vital de existência de um Estado judaico.
A única solução de fato para aqueles que genuinamente sonham e militam pela paz, consiste na criação de um Estado Palestino soberano, convivendo em cooperação e segurança com Israel. Não há outra opção, todo o resto é balela.
Mauro Nadvorny – 65, Diretor de Produto, Tel Aviv
Milton Blay -72 anos, jornalista e escritor, Paris
Nelson Nisembaum – 63 anos, médico, São Paulo
Tânia Baibich – 69, Psicóloga e professora universitária, Curitiba
Há quase um ano nós, do Coletivo Lula-Alckmin, passamos a maior parte do tempo batalhando em busca dos votos que acabaram fazendo a diferença para eleger presidente Luis Inácio Lula da Silva. Tínhamos então a íntima convicção que desta maneira estávamos ajudando a salvar a democracia no Brasil. Estávamos certos. Deste ponto de vista Lula não nos decepcionou, mostrou que é um democrata, ao contrário de seu adversário político. Gostaríamos que as mudanças fossem mais rápidas e profundas, mas reconhecemos as dificuldades de se ter um Congresso hiper-conservador e corrupto como o brasileiro.
O combate foi intenso, a luta insana.
Talvez por isso o mal estar que sentimos hoje seja tão grande, a tal ponto que muitos dentre nós, sobretudo os judeus militantes do PT, preferem fechar os olhos. A verdade porém deve ser dita, muito embora doa. A exemplo do que fez o seu predecessor durante 4 longos anos, o presidente abraçou a linguagem e a narrativa fácil das redes sociais. Tão logo o grupo de de 34 brasileiros vindos de Gaza pisou em Brasília, Lula abandonou o equilíbrio e neutralidade da política externa de seu governo ao comparar Israel com o Hamas. Referiu-se novamente à barbárie longamente planejada e executada pelo Hamas, com uma crueldade raramente vista, como ato terrorista, para depois acrescentar: “Israel também está cometendo vários atos de terrorismo”.
Sabemos de longa data que Lula às vezes não utiliza as palavras mais adequadas para qualificar atos e pensamentos. Contudo, um presidente da República, e muito menos um chefe de Estado que tem a pretensão de ser um líder mundial e pesar nas grandes resoluções, não tem o direito de confundir supostos crimes de guerra com terrorismo.
Poder-se-ia argumentar em seu favor que Lula quis “apenas” exteriorizar sua emoção diante da imagem insuportável de crianças mortas, demonstrando assim, mais uma vez, seu humanismo. Mas na melhor das hipóteses esta é uma meia-verdade. Dias atrás, na Conferência de Paris sobre a ajuda humanitária à Gaza, ao falar como representante oficial do Brasil, portanto como porta-voz do presidente, Celso Amorim usou o termo genocídio ao se referir a Israel.
Ora, Israel não comete genocídio em Gaza, mesmo se alguns membros extremistas de seu governo o desejassem.
Em 1944, ao tentar encontrar palavras para descrever as políticas nazistas de extermínio sistemático dos judeus, o advogado judeu polonês Raphael Lemkin criou a palavra “genocídio” do grega geno-, que significa raça ou tribo, e da palavra latina -cídio, que quer dizer matar. Com este termo, Lemkin definiu o Lemkin definiu o genocídio como “um plano coordenado, com ações de vários tipos, que objetiva à destruição dos alicerces fundamentais da vida de grupos nacionais com o objetivo de aniquilá-los”.
Isso significaria que Israel tem usado a força para aniquilar os palestinos de Gaza. É um absurdo, e tanto Amorim como Lula sabem disso. Como sabem que o objetivo do Hamas, aí sim, é cometer um genocídio para acabar com Israel e com o povo judeu. Isto está escrito, preto no branco.
Se Israel aceitasse a hipótese de cometer genocídio já o teria feito, pois possui os meios militares de acabar com a guerra e com a população palestina de Gaza. Mas não o faz e não o fará.
Terrorismo, como escreve Mariliz Pereira Jorge na Folha de S. Paulo, “é o uso sistemático de violência para criar um clima de medo generalizado por meio de assassinatos, massacres, raptos, atentados … Foi o que o Hamas fez. Não há notícias de que o Exército de Israel, por mais letal e condenável que seja sua ação, esteja estuprando mulheres, arrastando-as pelas ruas, assassinando pais na frente de filhos e vice-versa, queimando e decapitando gente ainda viva, com o único objetivo de aterrorizar as pessoas e pelo prazer de matar.”
Se Lula demorou duas semanas para chamar o Hamas de grupo terrorista foi provavelmente porque ficou “desconfortável” em desagradar seus eleitores radicais de esquerda, deputados e senadores do PT, PSOL e demais partidos que apoiam abertamente o Hamas, considerando-o um movimento de resistência; pouco importa se estupra, se esquarteja e queima pessoas vivas, se assa um bebê num forno, se despedaça um feto.
Lula quis denunciar as forças israelenses por violação da Convenção de Genebra, por estar matando civis. O problema é que não dá para reconhecer o direito de resposta de Israel e ao mesmo tempo acusá-lo de matar crianças, mulheres, velhos, doentes, quando o Hamas os utiliza (como o próprio grupo terrorista reconhece) como escudos humanos. De um lado se reconhece o direito – e até o dever – dos soldados de Tsahal levarem adiante a guerra, mas de outro não pode atingir os hospitais que servem de centros de comando militar do Hamas, não podem atingir as escolas, onde se escondem os terroristas, não podem atirar em ambulâncias que transportam terroristas para zonas de túneis que levam à Israel, e assim por diante, a lista é longa. O Hamas chegou a impedir e até atirar para matar palestinos que tentavam deixar o norte de Gaza em direção do sul. É evidente que o grupo terrorista quer o maior número possível de mortes palestinas para poder responsabilizar Israel e ganhar a guerra das narrativas.
O mundo, incluindo o presidente brasileiro, pode argumentar que Israel não tem o direito, qualquer que seja o contexto, de matar civis. O que ninguém pode fazer, honestamente, é se referir unicamente a Israel, sem uma palavra sequer destinada ao Hamas e aos países que o financiam, a começar pelo Irã e Catar, que têm sobre ele uma real influência.
Se Lula quer ser útil, ouso sugerir que proponha então um plano de paz, que comece simultaneamente pelo cessar-fogo, a libertação de todos os reféns, a entrega de todas as armas em mãos do Hamas, a dissolução do movimento terrorista, a saída das tropas israelenses de Gaza, concomitante à entrada de uma força internacional majoritariamente árabe, a transferência do governo de Gaza à Autoridade Palestina e abertura de negociações com vistas à transferência dos colonos judeus para Israel e à criação de um Estado Palestino soberano.
Neste momento, a extrema-esquerda abraça a causa do Hamas, preconiza o fim de Israel em nome de um antissemitismo fantasiado de anti-sionismo. A palavra de ordem é Free Palestina – Palestina livre, como se houvesse democracia em Gaza e não um regime autocrático, uma teocracia obscurantista, que discrimina mulheres e mata homossexuais. O Hamas é um grupo terrorista, de extrema-direita; a esquerda radical sabe disso e o apoia.
Sim a um Estado Palestino democrático, soberano, vivendo em paz e cooperação com Israel. Afinal, foi o que sempre defendeu, e espero que não perca isso de mira, o presidente Lula.
O Ministério da Saúde em Gaza, que é controlada pelo Hama,s anunciou que o Hospital Shifa na cidade de Gaza não está podendo funcionar e que cinco dos seus pacientes tinham morrido – incluindo dois bebés prematuros. Os pacientes, segundo o ministério, morreram por falta de energia elétrica. Segundo a mensagem, os combates acontecem a algumas centenas de metros do hospital.
A Organização Mundial da Saúde anunciou que perdeu contacto com o seu pessoal do Hospital Shifa, no norte de Gaza. A organização disse que os seus funcionários especulam que os seus contactos se juntaram às massas de deslocados que fugiram da área, tendo como pano de fundo os crescentes relatos de ataques ao hospital.
As FDI anunciaram que hoje haverá uma trégua humanitária nos combates em Jabaliya e Ezbet Malin, no norte da Faixa de Gaza, entre as 10h00 e as 14h00. De acordo com o anúncio publicado pelo porta-voz das FDI em árabe , Avihai Adrai, o objetivo da trégua é permitir a transferência de equipamentos e a passagem de moradores para o sul da faixa.
Soldados das FDI lutaram no campo de Shati, no norte da Faixa de Gaza, nos últimos dias – foi o que disse o exército. Segundo o anúncio, em um dos casos os soldados encontraram civis que foram evacuados do local com a ajuda de o exército. Durante a evacuação, o exército informou que terroristas dispararam contra as tropas. Noutro caso, um caça a jacto atacou um edifício que os soldados identificaram como de onde foi lançado um míssil antitanque.
O porta-voz das FDI afirmou que o exército atacou infraestruturas terroristas na Síria em resposta aos lançamentos de foguetes ontem na área das Colinas de Golã.
Um político francês rejeitou as críticas do primeiro-ministro Netanyahu ao presidente francês Emmanuel Macron na sua conferência de imprensa na noite passada e esclareceu que Macron “não mudou a sua posição” em relação à ação israelense contra o Hamas, Mas ele acredita que Israel pode e deve fazer mais para evitar danos aos civis palestinos em Gaza. O responsável francês acrescentou que deveria ser promovida uma trégua humanitária e depois um cessar-fogo, de forma a permitir a transferência de ajuda aos cidadãos de Gaza a e ações para a libertação dos raptados detidos pelo Hamas.
Aviões da Força Aérea atacaram posições militares e um esquadrão terrorista do Hezbollah. O esquadrão fez vários lançamentos em direção à área de Mount Dov durante o dia. Jatos de combate atacaram alvos terroristas adicionais no Líbano.
Milhares de pessoas participaram nas manifestações realizadas esta noite em todo o país exigindo a libertação imediata dos raptados na Faixa de Gaza. No principal comício realizado na praça do Museu de Tel Aviv, falou o ex-presidente do país, Reuven Rivlin; Ele apelou aos líderes de todo o mundo e pediu: “Façam tudo, mas tudo, para nos ajudar a libertar os sequestrados e devolvê-los para casa.. A humanidade que deseja a vida não pode aceitar uma situação em que as pessoas vivam em cativeiro”.
No meio do tumulto, onde o horizonte é embaçado pela fumaça do conflito, desenrola-se uma história—silenciosamente, mas com inegável força. Não é um conto do campo de batalha, mas do tribunal, onde o eco do martelo esculpe um legado nos anais da democracia. Este é o testamento de Israel, uma saga de justiça que desafia o tumulto da guerra.
O solo do Vale do Jordão, rico e fértil, tornou-se o pergaminho em que uma narrativa de retidão é inscrita. Por décadas, esta terra sussurrou sobre deslocamento, seus verdadeiros herdeiros postos de lado. No entanto, em uma exibição de fortaleza legal, o Tribunal Superior lançou luz sobre este capítulo sombreado, reconhecendo o agravo dos despossuídos.
Mesmo no estrondo clamoroso de um mundo dividido, o judiciário de Israel se mantém como um baluarte dos ideais democráticos. Mantém a lei com uma mão que não é abalada pelo medo ou inclinada pela conveniência. Esta é a essência da governança, a própria força vital de uma sociedade que valoriza a justiça acima de tudo.
Mesmo enquanto a nação lamenta a perda de vidas inocentes nas mãos do extremismo, ela não vacila em sua bússola moral. A decisão do tribunal é um lembrete pungente de que, em Israel, a humanidade não é uma vítima do conflito. É, em vez disso, o próprio emblema de seu ethos.
A decisão fala em tons suaves, mas carrega a força de uma tempestade. É uma reivindicação para aqueles que observaram de longe, ansiando pela terra que outrora foi deles. O tribunal, em sua sabedoria, não apenas julgou a terra—ele restaurou a dignidade.
Os colonos, que trabalharam na terra por anos, agora enfrentam os ventos da mudança. Seu trabalho, entrelaçado com a história da terra, torna-se uma nota de rodapé complexa nesta odisséia legal. O tribunal reconhece seu labor, mas reafirma uma verdade que se mantém resoluta contra a passagem do tempo: a justiça não conhece compromisso.
Ao dar voz aos proprietários palestinos, o Tribunal Superior gravou uma linha de justiça na pedra da jurisprudência. A decisão, um mosaico de perspicácia legal e clareza moral, reflete o espírito inabalável de uma nação que, mesmo em sua juventude, mostra a maturidade dos tempos.
O julgamento do tribunal transcende o mero ato de julgar. É uma declaração de que, mesmo em meio às tempestades furiosas de inimizade, a democracia de Israel permanece inabalável. Este é o triunfo silencioso, aquele que pode não encontrar seu eco no anfiteatro global, mas ressoa profundamente no coração da justiça.
Por sete anos, os colonos se prepararão para a partida, um período que fala de consideração e humanidade mesmo no ato de retificação. É um período de graça, uma ponte entre o presente e um futuro onde os direitos são restaurados e os erros passados são reconhecidos.
Esta decisão pode não criar ondas nas esferas das mídias sociais ou capturar o olhar volúvel da imprensa mundial, mas seu significado é monumental. É um testemunho da força das instituições de Israel, de sua capacidade de se elevar acima da disputa e defender a causa dos justos.
Neste julgamento, as palavras da juíza Dafna Barak-Erez ressoam com a sabedoria dos sábios. Sua crítica à supervisão do estado é tanto uma reprimenda quanto um grito de guerra—um chamado para a responsabilidade e integridade dentro dos mecanismos de governança.
A narrativa do Vale do Jordão agora é entrelaçada com um novo sentido de esperança. Para os proprietários palestinos, a decisão do tribunal é um farol que os guia de volta aos seus campos ancestrais, prometendo um futuro onde a justiça floresce como as tâmaras outrora cultivadas neste solo.
Enquanto Israel lida com o espectro do terrorismo, ele não renuncia ao seu compromisso com a equidade. A decisão do tribunal é um lembrete ao mundo de que aqui, nesta terra de contrastes e resiliência, a justiça não é uma vítima, mas uma pedra angular.
A crônica deste julgamento será escrita nos anais da história não com estardalhaço, mas com a mão firme da integridade. É um testemunho de uma democracia que, mesmo nos tempos mais difíceis, se destaca como um paradigma de justiça e dignidade humana.
E assim, a história do julgamento do Tribunal Superior de Israel é uma de determinação silenciosa e espírito indomável. É uma narrativa que pode não capturar manchetes, mas captura algo muito maior— a essência da incansável busca de uma nação por justiça e democracia.
Lancelot foi um personagem lendário da literatura arturiana, conhecido por sua bravura e por ser um dos Cavaleiros da Távola Redonda do Rei Arthur. Ele é frequentemente retratado como o mais habilidoso e corajoso dos cavaleiros, sendo muitas vezes descrito como o amante da rainha Guinevere, o que leva a muitos dos conflitos e dramas na história arturiana.
Lancelot é geralmente representado como um cavaleiro nobre e virtuoso, com uma profunda devoção a Arthur e aos ideais da cavalaria. Sua história é central em muitas versões da lenda do Rei Arthur, incluindo o ciclo de histórias de “Lancelot, o Cavaleiro da Carreta”, escrita por Chrétien de Troyes, um poeta francês do século XII.
Lancelot é conhecido por suas proezas na batalha, sua paixão por Guinevere e seu papel importante na busca do Santo Graal, um dos mais famosos elementos da lenda arturiana. Sua história continua a ser uma parte significativa do folclore e da mitologia medieval, e ele é uma figura icônica na literatura europeia.
Padre Lancellotti é um conhecido líder religioso, ativista social e defensor dos direitos humanos no Brasil. Ele é conhecido por seu comprometimento com questões de justiça social, especialmente em relação aos direitos das pessoas em situação de rua e dos mais vulneráveis na sociedade.
Padre Lancellotti tem desempenhado um papel importante na cidade de São Paulo, onde atua como pároco na Paróquia de São Miguel Arcanjo, localizada na região central da cidade. Ele é um defensor ativo dos direitos dos sem-teto, trabalhando para fornecer abrigo, comida e assistência médica para pessoas que vivem nas ruas.
Além disso, Padre Lancellotti tem se envolvido em diversas campanhas e movimentos sociais em defesa dos direitos humanos, dos direitos dos presos e dos direitos das comunidades mais marginalizadas. Sua atuação tem sido reconhecida e admirada por muitos que o veem como um exemplo de dedicação à justiça social e ao serviço aos mais necessitados.
Ambos os personagens são conhecidos, mas o trabalho pelas causas sociais do Padre Lancellotti acontece na vida real e são amplamente reconhecidos e elogiáveis.
O antissemitismo na Igreja Católica também é real e refere-se a atitudes, crenças e ações hostis direcionadas aos judeus ao longo da história, muitas vezes com base em preconceitos religiosos e étnicos. Essa forma de discriminação teve raízes profundas na Europa medieval e se manifestou de várias maneiras:
Acusações de “deicídio”: Durante séculos, os judeus foram erroneamente culpados pela crucificação de Jesus Cristo, o que levou a perseguições e violência.
Restrições e guetos: Em muitos momentos da história europeia, os judeus foram forçados a viver em guetos, isolados do restante da sociedade.
Inquisição Espanhola: Durante a Inquisição Espanhola no final do século XV, judeus que haviam se convertido ao cristianismo eram frequentemente suspeitos de manter suas crenças judaicas em segredo.
Papas e documentos antissemitas: Alguns líderes da Igreja Católica emitiram documentos e bulas que perpetuaram estereótipos e preconceitos antissemitas ao longo da história.
No entanto, é importante notar que, ao longo dos anos, a Igreja Católica também tomou medidas para combater o antissemitismo e promover a reconciliação com a comunidade judaica. O Concílio Vaticano II (1962-1965) teve um papel fundamental nesse processo, com a declaração “Nostra Aetate” condenando o antissemitismo e promovendo o diálogo inter-religioso. Desde então, houve esforços contínuos para melhorar as relações entre a Igreja Católica e o judaísmo, incluindo pedidos de desculpas públicas por erros do passado.
Houve várias pessoas famosas ao longo da história que fizeram declarações antissemitas, demonstrando preconceito ou hostilidade em relação aos judeus. Alguns exemplos notáveis incluem:
Adolf Hitler: O líder nazista foi responsável pelo Holocausto, que resultou na perseguição e morte de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Henry Ford: O industrialista norte-americano era autor de panfletos antissemitas e financiador de publicações que promoviam teorias da conspiração antissemitas.
Mel Gibson: O ator e diretor Mel Gibson fez declarações antissemitas em uma ocasião, incluindo comentários ofensivos durante uma prisão por dirigir embriagado.
Louis Farrakhan: Líder da Nação do Islã nos Estados Unidos, Farrakhan fez comentários antissemitas ao longo de sua carreira, gerando controvérsia.
Ezra Pound: O poeta e ensaísta fez declarações antissemitas em sua obra literária e em seus escritos políticos.
Richard Wagner: O famoso compositor alemão tinha opiniões antissemitas documentadas em suas escritas e correspondências pessoais.
Dieudonné M’bala M’bala: O comediante francês foi condenado por fazer piadas antissemitas e promover teorias da conspiração relacionadas aos judeus.
Muito provavelmente, talvez a exceção de Hitler, todos estes personagens têm contribuições na vida de todos nós. Isto não faz com que deixem de ser antissemitas.
O Padre Lancellotti foi convidado para ser orador de uma manifestação pró-palestina, ou seria mais apropriado dizer, pró-Hamas. Mais uma das manifestações que além de clamarem por um cessar fogo, gritam Palestina Livre do Rio Jordão ao Mar, ou em outras palavras, pelo fim de Israel.
O que se espera escutar de uma pessoa como Lancellotti? Que condene as mortes de civis, que clame por um cessar fogo humanitário, que se coloque a favor de uma solução pacífica que leve a criação de um Estado Palestino, mas sem qualquer dúvida, que também condene veementemente o massacre e o sequestro de civis por um grupo terrorista que quer a destruição do Estado de Israel e a morte de todos os judeus no mundo.
Infelizmente, não foi o que escutamos. Em poucas palavras ele chamou o Estado de Israel de um Estado Assassino e condenou o genocídio (sic) em Gaza.
Em favor do Padre Lancellotti, defensor dos fracos e oprimidos minha total solidariedade. Contra o Padre Lancellotti que se omite diante da dor dos israelenses que foram barbaramente assassinados, e das famílias que tiveram seus entes queridos sequestrados todo meu repúdio.