Sim, sou Judeu, sou de Esquerda, sou Sionista

Sim, sou Judeu, sou de Esquerda, sou Sionista

Sim, sou de Esquerda, porque de Esquerda foram todos os meus patriarcas, de Esquerda foi Moisés, de Esquerda foram os Profetas, de Esquerda foram os maiores Pensadores do Judaísmo e de Esquerda foi aquela parte da minha família que viveu e sobreviveu em ghettos” no sul da Itália, contra todas as opressões, inclusive nazifascsitas.

Sim, sou Sionista, porque Sionistas foram todos os grandes homens e mulheres do Judaísmo por terem, em alto e profundo, uma relação direta de ancestralidade e comunhão com Eretz Israel. Sim, o meu Sionismo não é o mesmo sionismo dos “sionistas” que ocupam e esbulham as terras palestinas, porque o meu Sionismo é pleno de Judaísmo, e o sionismo deles, de ódio e antijudaísmo.

Sim, sou Sionista, e o meu Sionismo pressupõe defender Israel e sua integridade sempre e para sempre. Sim, é o Sionismo do “Am Yisrael Chai”, porque Israel é a melhor coisa que aconteceu nos últimos 2000 anos. Mas, o meu Sionismo não é islamofóbico nem anti-Palestino. É o Sionismo que respeita o Direito Internacional, as Resoluções da ONU e o direito inquestionável dos Palestinos de terem, também, seu Estado e sua independência soberana. Sim, sou Sionista e compreendo, em alto e profundo, que os Palestinos são filhos do mesmo patriarca Avraham.

Sim, sou Sionista, e sou Judeu, e sou de Esquerda, e amo a Torá, os Profetas, os Escritos, o Talmud, o Zohar e tudo aquilo que é fruto da alma e inteligência judias, da caminhada judaica e da experiência do Judaísmo no mundo – nos últimos 4.000 anos.

SHABAT SHALOM UMEVORACH

(© Pietro Nardella-Dellova)

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ph.: a fachada da minha Sinagoga no sul da Itália!

Bolsonaro, Temer, Moro e Collor e a derrota da direita estúpida e da extrema-direita

Bolsonaro, Temer, Moro e Collor e a derrota da direita estúpida e da extrema-direita

Hoje, 22/6/2022, Bolsonaro será julgado pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral, e é provável que aquele Tribunal o julgue inelegível. O conjunto de provas é farto, substancial, público, notório, jurídico: Bolsonaro atentou contra a Democracia, colocou em xeque o sistema eleitoral (diga-se, reconhecidamente, interna ou externamente, como sistema exemplar!). articulou, desde a facada (dizem que falsa!), um golpe.

Golpe encabeçado por ele, e promovido por setores neofascistas e atrasados das Forças Armadas, do sistema especulativo financeiro, dos ruralistas de pouco cérebro e muita voracidade destrutiva, da ala “política” mercenária, dos crentes tipicamente malafaístas, de movimentos expressivamente neofascistas (como o MBL, por exemplo!), da mídia especializada em antidemocracia e, também, de grupos repressores da sexualidade (caso para profissionais da área!).

Bolsonaro é o representante de uma direita burra, emburrecida, idiotizante, e que, há muito, abandonou os padrões (liberais) civilizados de economia, religião e política, e inclinou-se, amarrou-se, colou-se e prendeu-se à extrema-direita com ares nazifascistas! Os apoiadores e representados de Bolsonaro, e promotores do golpismo, estão entre a burrice adorniana (repetição de discursos vazios denunciada por T. Adorno) e a fúria hitlerista e mussolinista.

Mas, Bolsonaro, hoje certamente com sua derrota decidida pelo TSE, é um dos representantes desta extrema-direita (que quer se vender apenas como direita liberal). Michel Temer, Sérgio Moro e Fernando Collor são os outros “escolhidos” para representar o que se tem de pior no Brasil – a extrema-direita maquiada de direita democrática.

Michel Temer, um dos artífices do já reconhecidamente golpe contra o Mandato de Dilma Rousseff (só não é reconhecido por quem defendeu, sem qualquer argumento, o próprio golpe!), foi escolhido para dar existência e corpo aos promotores do golpismo. Com ele estavam todos os promotores do golpismo posterior (o golpe dentro do golpe), entre os quais, a ala neofascista dos militares! Braga Netto já estava com Temer, não nos esqueçamos! Mas, Temer foi derrotado, está derrotado, e saiu com os mais baixos índices de popularidade. Sua idade (e ligações) impede sua prisão!

Sérgio Moro, como se sabe, foi “condenado” como juiz suspeito. Era o escolhido pela extrema-direita para ocupar o lugar de Bolsonaro (a saída antecipada do Ministério da Justiça foi teatral, até porque não apenas se manteve ligado a Bolsonaro, como fez campanha e assessoria eleitoral para Bolsonaro). Moro foi “construído” com uma máscara de “herói” contra “corruptos” desde a farsa da Lava-Jato, cujo objetivo era a prática da “lawfare” contra um alvo específico: Lula. Moro está meio vivo, meio morto: zumbi!

Moro foi “construído” pela extrema-direita do mesmo modo que Fernando Collor. O discurso colocado em suas bocas (nada democráticas, honestas ou justas) era contra o comunismo (comunismo?!), contra a corrupção (corrupção?!) etc. Ambos condenados: Moro por suspeição (e há mais investigações em curso que envolvem bilhões na 13ª Vara, assim como denúncias de Tony Garcia e Tacla Duran); Collor, finalmente, por corrupção!

Voltando a Bolsonaro, o último representante dos promotores do golpe dentro do golpe, hoje ele será julgado inelegível pelo TSE. Dezenas de outras investigações seguem, incluindo crimes de genocídio no Tribunal Penal Internacional, o caso das joias sauditas, os bilhões da Caixa, a falsidade das carteiras de vacinação etc. e, finalmente, o golpismo de 8 de janeiro de 2023.

O que há de comum entre Bolsonaro, Temer, Moro e Collor, além da expressa antidemocracia, ódio aos trabalhadores, ataques diretos e indiretos à CF/88, inclinações militares ao golpismo, violência contra a economia, misoginia e corrupção intrínseca? Todos eles são representantes, construídos e mascarados pela extrema-direita (que já foi mais oculta e, hoje, anda à luz do dia e nas mídias desavergonhadas)! Mas, não só. Todos eles representam, com suas condenações políticas, econômicas e jurídicas, a derrota da extrema-direita!

© Pietro Nardella-Dellova

Para discernir coisas diferentes em vinte tópicos

Para discernir coisas diferentes em vinte tópicos

1. Fé é uma coisa; abuso malafaísta, outra!
 
2. Liberdade de expressão é uma coisa; apologia e prática de crime, outra!
 
3. Política é uma coisa; bolsonarismo, outra!
 
4. Sexo livre é uma coisa; crime sexual, outra!
 
5. Ética é uma coisa; moral, outra!
 
6. Justiça é uma coisa; lavajatismo, outra!
 
7. Jornalismo é coisa; JP, outra!
 
8. Esquerda é uma coisa; PCO e similares, outra!
 
9. Autoridade monetária é uma coisa; camposnetismo, outra!
 
10. Dignidade militar é uma coisa; villasboasismo, braganettismo, maurocidismo…, outra!
 
11. Israel é uma coisa – Estado; Netanyahu, outro – governo de extrema-direita!
 
12. Palestina é uma coisa; Hamás e similares, outra!
 
13. Amor é uma coisa; amar, outra!
 
14. Enamorar-se é uma coisa; assediar, bem outra!
 
15. Judaísmo é uma coisa; Cristianismo e Islamismo, outras!
 
16. Ser Professor é uma coisa; ser biqueiro, outra!
 
17. Ser Estudante é uma coisa; estar matriculado, bem outra!
 
18. Amar a mulher do próximo é uma coisa; amar a mulher do distante, bem outra!
 
19. Relação conjugal afetiva é uma coisa; casamento, bem outra!
 
20. Amizade é uma coisa; contato, coleguismo e perfil, bem outra!
 
(© Pietro Nardella-Dellova)
Mídia digital, extremismo e regulamentação

Mídia digital, extremismo e regulamentação

A imprensa–cujo objetivo é reportar os fatos, verificá-los a fim de transmiti-los ao público– e sua liberdade só são garantidas quando não ferem os princípios da ética jornalística. A ruptura desse princípio não pode ficar impune tampouco o veículo que a perpetrou. Dois casos mostram como o abuso da liberdade de imprensa está sendo contido no Brasil. No entanto, a falta de regulamentação das plataformas de mídia digital faz com que canais digitais se transformem em multiplicadores de um fenômeno da contemporaneidade chamado ‘a crise da verdade’.(Hoggan e Kloubert, 2022) Este fenômeno se calca na difusão da distorção dos fatos e tem como consequência a divisão quase pela metade dos indivíduos numa dada sociedade sobre a percepção objetiva e histórica dela. Essa divisão é promovida pela velha máxima de Júlio Cézar “dividir e conquistar”, foi estratégia de Joseph Goebbels durante o nazismo e é ainda utilizada pelos governos de ultradireita para fomentar o ódio e polarizar a população. Isso tem que ser contido.

A Jovem Pan News é um exemplo desse acervo de fake news, propaladas para consolidar o governo de extrema direita de Bolsonaro entre 2018 e 2022. Em 1942, Antônio Augusto Amaral de Carvalho funda a Jovem Pan, uma radiodifusora que hoje faz parte do histórico jornalístico do país, contando com sua expansão em 100 emissoras, entre canais de notícias e plataformas, espalhadas pelo território brasileiro. Dois programas são o carro-chefe da emissora: “Morning Show” e Os Pingos nos Is Estreado em 2012, “Morning Show”, inspirado no formato americano de shows de matinê, no início contava com a com a chefia do jornalista Zé Luiz que um ano após deixou o programa por desavenças com a produção. O “Morning Show” foi progressivamente se transformando em canal proliferador de lorotas quando em 2021 ajudou a impulsionar desinformação sobre a pandemia de Covid-19. O negacionismo sobre os efeitos letais do vírus se deu ao mostrar entrevistas com médicos no YouTube, defendendo drogas sem eficiência comprovada e com críticas ao uso de máscaras. Uma das comentaristas do programa, a influenciadora digital Zoe Martinez, é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por incitar o golpe no dia 08 de janeiro na invasão dos três poderes. Martinez defendeu que as Forças Armadas destituíssem os ministros do Supremo Tribunal Federal. A caribenha naturalizada brasileira cresceu e enriqueceu às custas das plataformas digitais e na alocação de vídeos e comentários contra o comunismo. Sem nenhuma sustentação teórica e sem bases históricas, a influenciadora ratifica o mito de uma falência comunista em Cuba sem apresentar nenhum outro contraponto; produzindo, assim, uma visão tendenciosa sobre esse cenário. Uma pergunta fica. Por que a Jovem Pan só a demitiu quando o MPF foi acionado?

O mesmo aconteceu com os comentaristas da corporação Paulo Figueiredo e Rodrigo Constantino. Figueiredo e Constantino ambos residentes nos EUAs, utilizam o mesmo apelo da primeira emenda constitucional americana para defender a liberdade de imprensa no Brasil e instituir a indecência e antiética jornalísticas. Figueiredo é neto do último presidente militar e ex-sócio de Donald Trump na rede de hotelaria, seguidor do já defunctus guru Olavo de Carvalho. Além do processo de investigação do MPF da Jovem Pan, o ardil é réu de um esquema corrupto apelidado de Operação Circus Máximo em que Figueiredo responde por falcatruas de 20 milhões de reais entre propinas de diretores do Banco de Brasília e a empresa dele na construção da Trump Tower no Rio de Janeiro. De novo, a Jovem Pan só o despediu depois que o MPF se manifestou.

Já Constantino foi taxativo ao afirmar que houve golpe do Supremo Tribunal Federal no resultado das eleições de 2022 que elegeu o candidato Luís Inácio da Silva. Constantino, detentor de uma fortuna de 50 milhões de reais, já passou pela Veja, O Globo, Valor Econômico como colunista e comentarista de economia. Como escritor, seus títulos revelam o perfil de extrema direita na atuação de sua carreira. Um deles é Esquerda Caviar (2014) cujo nome manifesta a posição pejorativa com a qual Constantino trata a oposição no Brasil. Outras produções em palestras denotam a tese central que circunda o seu trabalho, replicando o cerne da ideologia neoliberal no século XXI expressa na seguinte equação: o aumento da produtividade de uma dada sociedade é igual ao aumento da inequidade social, retirando desta sociedade os pobres e idosos. A mesma estratégia da Jovem Pan sobre a demissão se aplica ao infrator.

Tanto em formato radiofônico como digital, Os Pingos nos Is começam com o jornalista Reinaldo Azevedo em 2014, visando oferecer um panorama geral de notícias políticas com comentaristas e críticos. Azevedo, envolvido num suposto áudio comprometedor com a irmã de Aécio Neves, pede demissão em 2017 e o programa se delineia, então, como ultraconservador. Entre 2020 e 2022, Os Pingos nos Is têm em seu quadro os comentaristas Augusto Nunes, Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza e Guga Noblat. Os três primeiros foram responsáveis pela defesa do bolsonarismo, e, diretamente, pelo crescimento do homicídio, feminicídio e de todo potencial destruidor de uma sociedade, corroborado pela fome, miséria, doenças, baixa qualidade na educação, e sistema de saúde pauperizado, etc. Nunes foi demitido porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impedi-o de chamar o atual presidente de “ex-presidiário”. Henkel se demitiu, Fiuza teve seus perfis sociais suspensos por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Guga Noblat, no modelo fake copiado da Fox News americana, tinha o papel mediador no debate, apresentando contra-argumentos aos temas como forma de equilibrar o rol altamente faccioso do show. Pediu demissão da Jovem Pan News em 2022.

Nunes é o exemplo de um extremista latente em que os princípios e atos ultraconservadores se manifestam na medida em haja uma liderança que os avalizam. Com uma carreira longa no jornalismo, Nunes trabalhou como repórter no Estado de S. Paulo e revista Veja, mediou entrevistas no Roda Viva e na TV Cultura, dirigiu as revistas Veja, Época e a Forbes brasileira, os jornais Jornal do Brasil e Zero Hora, for fim, foi amplamente premiado na sua função. No entanto, pelo menos na aparência, sua conduta muda justamente quase um ano após a vitória de Bolsonaro quando Nunes esbofeteia o jornalista Glenn Greenwald ao vivo no show Pânico da Jovem Pan. Greenwald, assumidamente casado com o deputado federal David Miranda e os dois sendo pais adotivos de dois filhos, investigava o imbróglio que colocou o presidente Lula na cadeia. A redação da Pan liberou uma nota se desculpando sobre o comportamento do jornalista. Contudo, nenhuma advertência ou punição mais severa veio da emissora, muito pelo contrário, ela só se pronunciou no momento em que o TSE se manifestou contra a retórica vilipendiosa do jornalista contra Lula.

Surpreendentemente, Fuiza é neto do jurista Sobral Pinto e com uma carreira difusa no jornalismo e na literatura tombou para a ultradireita, defendendo o discurso do ódio e tomando uma postura antidemocrática.

A resposta à negligência da Jovem Pan face à responsabilidade de seus profissionais reside no que é conhecido como capitalismo predatório. Neste sistema, o foco central é o lucro e notadamente o ganho que a veiculação da imagem e da notícia trazem no índice de audiência da corporação comunicativa junto com a influência política e o poder que geram. Neste tipo de comunicação, não cabe nenhum comprometimento ético do profissional e nem da empresa que o representa, muito menos as consequências em que esse veículo produz direto na população (a desinformação elevando o número de vítimas da Covid-19, etc.), ou seja, sua capacidade em provocar mortes. Como representação latente, esta máquina de poder comunicativo funciona conforme a teoria freudiana da psique. O Id social é um depositório das forças inconscientes contra tudo o que é progressista e diferente do padrão de ideias e comportamentos da época e encontra um superego (líder) que lhe escancara a porta para se manifestar. A Jovem Pan serviu de canal para todos aqueles que cultivaram o ódio da diferença se expressarem e só foi barrada agora por pais disciplinadores (STF e TSE). Neste país, precisamos mais desses pais em formas de leis e decretos que impeçam as plataformas digitais de lesionarem a ética com que o jornalismo se compromete. Precisamos desenvolver a consciência de que este é o fio condutor que o capitalismo usa para continuar empreendendo suas desumanidades.

Um manifesto em defesa da democracia e do governo Lula! A palavra de ordem meus amigos (as) é: a Mobilização Popular!!!

Um manifesto em defesa da democracia e do governo Lula! A palavra de ordem meus amigos (as) é: a Mobilização Popular!!!

A invasão dos prédios, a onde estão sediados, os palácios dos três poderes, mostra mais uma vez que as instituições da burguesia e seu “monopólio legítimo do uso da força” estão a serviço desta mesma classe social!

Tornou-se patente a omissão das forças de segurança do DF, incluso da guarnição federal que deveria defender o Palácio do Planalto! O que evidencia a necessidade de uma disputa ideológica dos quartéis, controlados pela extrema-direita. Além dos recursos financeiros para os militares, é imperativo que a esquerda tenha uma política autenticamente nacionalista para disputar a hegemonia política que prevalece nos quarteis!

A abolição da escravatura foi apoiada pelos quartéis, a proclamação da república veio dos quartéis, o tenentismo braço militar da revolução de 30, foi outro movimento político dos quarteis. Portanto, reforço aqui minha tese, é necessário disputar a ideologia que hoje predomina nos quarteis!

A prisão de Lula e a deposição de Dilma deveriam servir de ensinamento que não se deve confiar nas instituições da burguesia. Para garantir a defesa do governo Lula e da Democracia apenas a mobilização dos trabalhadores e estudantes nas ruas!

Portanto, não podemos nos iludir com um Parlamento que foi capturado pela extrema-direita, com o STF controlado pela grande burguesia, além de uma grande mídia, porta-voz dos interesses do capital financeiro e do mercado que impulsionou a difamação política de Dilma, Lula e PT. Nem se enganar com o aparato repressivo totalmente condescendente com os golpistas.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-terra), Partido dos Trabalhadores e as demais organizações populares e de esquerda precisam convocar os trabalhadores a se mobilizar para que a luta em defesa de Lula e da Democracia, também paute a revogação de todas medidas neoliberais e de austeridade fiscal impostas pela direita após o golpe de 2016 que depos a então Presidente Dilma.

Amigos! Trabalhadores! Todos às ruas em defesa da Democracia! Todos às praças! Nos braços do povo Lula voltou! Pelos braços do povo ele governará!

Foto
Criador: Tânia Rego/Agência Brasil Crédito: Fotógrafo/Agência Brasil
Direitos autorais: Agência Brasil/EBC
Grupo JJSE – Judias e Judeus Sionistas de Esquerda

Grupo JJSE – Judias e Judeus Sionistas de Esquerda

Conheça os membros do coletivo

Somos o Grupo Judias e Judeus Sionistas de Esquerda. Nosso papel, como progressistas, é tentar defender a verdade, a justiça e os princípios judaicos.  Sem concessões, reconhecer os direitos, deveres e sofrimentos de todos: Judeus e Muçulmanos, Palestinos e Israelenses.

Lutamos, assim, contra toda sorte de antidemocracias, neofascismo, nazismo, islamofobia, antissemitismo, homofobia, machismo, misoginia, racismo, intolerância, autoritarismo, teocracias, exploração do trabalhador. Julgamos que os Direitos Humanos o são para todos e todas, independentemente de origem, raça, crença, posição, escolaridade ou qualquer outra forma de discriminação.

Desde 2014, o Grupo vem se organizando e ficando atento aos movimentos neofascistas e neonazistas contemporâneos, assim como movimentos antidemocráticos nos Estados Unidos, Europa, Israel e Brasil.

Quem somos? Somos muitos. Quem são os organizadores diretos do Grupo JJSE? Abaixo um pouco da história de cada um destes organizadores do presente grupo: Jayme Brener, Jean Goldenbaum, Mauro Nadvorny, Michel Gherman, Milton Blay, Pietro Nardella-Dell’ova e Tânia Maria Baibich.

 Jayme Brener é Sociólogo, Jornalista e Escritor. Foi correspondente de imprensa na América Central e na Europa. Ganhou o prêmio Jabuti de Melhor Livro Didático de 1999 com “Jornal do século XX”. Acaba de lançar a biografia “Henry Sobel, o rabino do Brasil”.

 Jean Goldenbaum é Doutor em Musicologia pela Universidade de Augsburg, compositor e pedagogo musical. É pesquisador do ‘Centro Europeu de Música Judaica’ da Universidade de Música de Hannover. Já teve suas obras apresentadas em 15 países e lançou cinco álbuns. Atualmente dirige um grupo coral e uma orquestra de violões. É vereador pelo SPD (partido socialdemocrata alemão) na região de Solling, ao sul de Hannover, onde reside com sua esposa Paola e seu cão Jake. Mais informações: www.jeangoldenbaum.com

 Mauro Nadvorny foi conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, membro fundador do Movimento Popular Antirracismo. Administrador do Grupo Resistência Democrática Judaica. Reside em Israel onde é filiado ao Partido Meretz. É criador do site A Voz da Esquerda Judaica que conta com vários colunistas judeus e judias progressitas e milhares de seguidores. https://avozdaesquerdajudaica.com.br/

Michel Gherman é Doutor em História pela UFRJ e Mestre em Antropologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, tendo atuado ali como professor convidado. É pesquisador do Centro de Estudos de Sionismo e Israel da Universidade Ben Gurion do Negev, onde recentemente concluiu seu Pós-doutoramento e do observatório sobre a Extrema Direita. É professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no qual coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e o Laboratório de Religião, Espiritualidade e Política. É coordenador acadêmico do Instituto Brasil-Israel.

Milton Blay formou-se em Direito e Comunicação Social, com curso de formação em Jornalismo Econômico no Jornal Le Monde, com Mestrado e Doutorado na Université Paris 3, Sorbonne Nouvelle, Master no Centre d’Études Diplomatiques et Stratégiques de Paris. Foi professor convidado da Faculdade de Economia da Université Paris 10. Após ter trabalhado em alguns dos mais importantes veículos brasileiros, como Rádio Jovem Pan (quando a rádio formava os grandes jornalistas da imprensa), Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo, Revista Isto É, transferiu-se do Brasil para a França, onde reside, tendo sido correspondente na Europa da Revista Visão, Folha de S. Paulo, Rádio Eldorado, Grupo Bandeirantes de Rádio e Televisão entre outros. Trabalhou ainda na Rádio Paris-Lisboa e Radio France Internationale, onde ocupou o cargo de redator-chefe. Participou da equipe que venceu o Prêmio Esso de melhor programa de rádio, ganhou o Prêmio Valmet de Jornalismo Econômico e o Terceiro Prêmio do Movimento de Justiça e Direitos Humanos e da OAB pelo livro O Vírus e a Farsa Populista. Publicou ainda Poemas; Direto de Paris, Coq au vin com feijoada; A Europa Hipnotizada, a Escalada da Extrema-Direita; participou da obra coletiva Brasil no Contexto. Atualmente escreve para o DCM – Diário do Centro do Mundo, e  Revista Fórum. Militou no Movimento “Paix Maintenant” e Thot (inserção de refugiados)

 Nelson Nisenbaum é Médico e Escritor, especialista em clínica médica. Trabalhou 25 anos no sistema de urgência e emergência da Prefeitura de SBC/SP (SUS), e foi delegado do Conselho Regional de medicina do Estado de São Paulo e membro do Conselho Municipal de Saúde de SBC, SP.

Pietro Nardella-Dell’ova é Doutor em Direito (Direito Civil/Teorias da Propriedade/Anarquismo/Kibutzim em Pierre Proudhon, Gustav Landauer e Martin Buber) pela Universidade Federal Fluminense, UFF. É Mestre em Direito (Sacrifícios, Sistema Jurídico e Relações Dialógicas em René Girard e Martin Buber) pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP. É Doutor e Mestre em Ciência da Religião (Literatura/Judaísmo/Direito/Direitos Humanos), com Bolsa CAPES/FUNDASP pela Pontifícia Universidade Católica, PUC/SP. É Pós-graduado em Literatura (O Grau Zero e Outros Graus da Palavra) e Pós-graduado em  Direito Civil (Os Direitos da Personalidade e CF/88). É Graduado em Filosofia e Bacharel em Direito. Atuou como Diretor e Gestor de Empresas nas áreas petroquímicas e logística ligadas à FIESP; também como Diretor de Licitações, Materiais e Contratos na Administração Pública e, durante dez anos, como Advogado Operário do Sindicato dos Trabalhadores. De 2000 a 2011, foi Diretor e Coordenador Acadêmico de Universidades Privadas. Foi membro efetivo da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa e, também, da Comissão de Bioética da OAB/SP – São Paulo. É Membro efetivo da Comissão de Notáveis da OAB/BC, Balneário de Camboriú, Santa Catarina; É Membro da “Accademia Napoletana per la Cultura di Napoli”, Nápoles, Itália; Associado ao Grupo Martin Buber, de Roma (para o Diálogo entre Israelenses e Palestinos); Associado ao Grupo “Judeus Pela Democracia” (Israel, USA e Brasil) e do Grupo Jewish/Muslin (de solidariedade entre Judeus e Muçulmanos), de New York. É Autor de vários livros, entre os quais, Pierre Proudhon e sua Teoria Crítica do Direito Civil (2021); Direito, Mito e Sociedade (2020); Antropologia Jurídica, com um capítulo especial sobre Israel e Palestina (2017 e 2018); A Morte do Poeta nos Penhascos e Outros Monólogos (2009); Adsum (1992); No Peito (1990) e Amo (1989), assim como de centenas de artigos e pareceres jurídicos; é Poeta, com vários livros de Poesia publicados, e membro da UBE – União Brasileira de Escritores. Em 2004, criou e coordenou o CPPJ – Centro de Pesquisa e Prática Jurídica “Prof. Goffredo Telles Jr.”. Em 2011 criou e coordenou o Grupo de Estudos e Pesquisas NUDAR – Teorias Críticas Aplicadas ao Direito Civil. É Pesquisador Líder do Grupo de Pesquisa TCTCLAE CNPq (Teorias Críticas e Teoria Crítica Latino-americana e Educação), e da Linha de Pesquisa CNPq “Direito Civil Constitucional, Teorias Críticas, Direitos Humanos e Educação. É Pesquisador Integrante do Grupo de Pesquisa VEREDAS PUC/SP-CNPq para o estudo de religiosidades populares. Desde 1990, é Professor de Literatura, Direito Civil, Filosofia e Filosofia do Direito, Direito Processual Civil e Direitos Humanos em vários cursos (graduação e pós-graduação), entre os quais, Universidade Federal Fluminense; Faculdade de Direito Padre Anchieta; ESA – Escola Superior da Advocacia; EMERJ – Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Atuou como Professor visitante (2011-2013) na Faculdade de Direito da USP, abordando o tema “Direito Hebraico Comparado”. Ministrou Minicursos em várias Sinagogas de São Paulo e em Santa Catarina sobre Judaísmo e Direitos Humanos. Desde 2013 vêm proferindo Palestras nas Universidades Federais e Escola da Magistratura sobre Israel e Palestina e as possibilidades de diálogos entre esses povos. Foi Pesquisador bolsista CAPES/FUNDASP no Programa de Estudos Pós-graduados da PUC/SP. Tem residência em New York, Napoli, Rio de Janeiro e São Paulo, lugares onde atua profissionalmente. Na Itália, trabalha em “investigazioni civili”, onde também dirige o Projeto Sinagoga Scuola (de Judaísmo Italiano, relacionado aos Judeus e Judias italianos do antigo Quartiere Ebraico di Latina). Desenvolve pesquisas em New York, USA, na área de Direitos Humanos e Direito Internacional, e, também, estudos de Judaísmo Humanista, Fontes Judaicas da Filosofia, da Halacha e do Direito no Seminário Rabínico Latinoamericano de Buenos Aires, Argentina. Atualmente, coordena o Curso de Humanidades e Análise Econômica do Direito na EMERJ – Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Desde 2019, coordena e edita a Revista de Direito Civil de caráter humanista e constitucional (já na sua 8ª edição). Promove, desde 2011, Encontros Inter-religiosos com visão multicultural e, desde 2021, compõe um grupo em formação de Diálogo entre Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Está escrevendo, junto com dois outros Professores da PUC/SP, o livro sobre Monoteísmos: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, sendo responsável pelo capítulo sobre Judaísmo. Tem contrato com uma Editora para escrever sete volumes de Direito Civil Constitucional, um volume de Direitos Humanos e um de Filosofia do Direito. Para 2023, prepara a edição do livro: A Crise Sacrificial do Direito: uma leitura dos Sacrifícios, do Direito e das Relações Dialógicas, e do livro: Judaísmo e Direitos Humanos, e do livro Inflexões Anárquicas e Alguma Poesia no Umbigo da Mulher Amada. É colunista do site A Voz da Esquerda Judaica.nardelladellova.blogspot.com

https://cnpq.academia.edu/PietroNardellaDellova

 Tânia Maria Baibich é Doutora em Psicologia Social pela USP, Pós Doutora em Preconceito na Escola pela University of Michigan; Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR (1989 a 2018); Pró-Reitora de Extensão e Cultura (1994-1998); Presidente Eleita do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas por dois períodos (1995/1996); Membro da Comissão Nacional de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (1994); Orientadora de Mestrado e Doutorado e Supervisora de Pós-Doutorado, dentre estes: a primeira Doutora Quilombola do país, a primeira Pós-Doutora surda do país, o único Doutor negro da Rede Municipal de Araucária, do Mestrado da primeira Vereadora negra de Curitiba. Foi Bolsista de Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa por dois triênios. Publicou 42 artigos em periódicos, 31 capítulos de livro e dentre os livros ressalta o intitulado Fronteiras da Identidade: o auto-ódio tropical. Desde o início da Pandemia é membro da Comissão Coordenadora de Saúde Emocional da Comunidade Israelita de Curitiba. Membro da Equipe de apoio do Women Wage Peace no Brasil.