por Mauro Nadvorny | 13 maio, 2020 | Opinião
O palhaço do pantanalto, através da Advocacia Geral da União protocolou no STF a entrega de seus exames de COVID-19, se é que realmente o que foi entregue representa a verdade.
Jamais convencerá alguém que um resultado negativo de um exame de doença infecto-contagiosa não relacionada a aspectos íntimos de sua vida seria objeto de sigilo pessoal, sabendo que a posição que ocupa não permitiria este tipo de sigilo.
Alegou, publicamente, que o registro do exame no laboratório havia sido “codificado”. Certamente, como todo delirante paranóide, teria feito isto de fato para dissuadir qualquer tentativa de vazar o resultado. Ainda assim, também afirmou publicamente que o resultado era negativo.
Ora, se era negativo, por quê não exibir o resultado? Logo aqui, verifica-se a patologia do comportamento. Pois sabia sim que a matéria poderia vir a ser objeto de contestação judicial, o que de fato foi.
A sentença de 3a. instância proferida pelo presidente do STJ foi uma afronta à lei. Recorrida ao STF, foi destinada à apreciação do Ministro Lewandowski, que certamente ordenaria a entrega do exame. Então, vem a capitulação com a entrega voluntária de algo, que nesta altura dos fatos, já nem tem mais valor, a menos que uma completa e detalhada perícia seja feita nos documentos e no laboratório que processou o exame, já que a sequência de fatos não mais permite qualquer credibilidade a duas folhas de papel.
Na capitulação, combinam-se as características da canalhice, da covardia, do abuso de poder e certamente da fraude. Existe o claro objetivo de amenizar a situação, evitando-se uma sentença contrária que poderia por um lado desmoralizar o amigo do STJ e por outro lado estabelecer uma condenação ao psicopata, ainda que fosse sobre obrigação de fazer e não uma criminal.
A Advocacia Geral da União, enquanto instituição vem sofrendo derrotas em série que não representam apenas derrotas jurídicas comuns. Foi humilhada à condição de advocacia personalizada do presidente e pelo mau caráter de seus representantes, que certamente sabedores do direito, abraçaram as causas do meliante no poder sabendo dos altíssimos riscos de derrota, que de fato vêm se confirmando.
O palhaço do pantanalto comporta-se como um verdadeiro adolescente perverso, usando o ferramental do poder público para fazer valer seus desejos. Aqui na planície, cabe ao cidadão questionar quantas horas de funcionalismo de alto escalão tudo isso custou até o momento. Trabalho da juiíza de primeira instância e todo o seu aparato, trabalho do desembargador federal e todo o seu aparato, trabalho da burocracia do STJ e do STF e da própria AGU. Certamente, se bem calculado, tudo isso custou dezenas de milhares (ou mais de uma centena) de reais ao erário público em horas/pessoas de trabalho, somando-se a outros custos operacionais.
Esperamos que o Ministro Lewandowski não tenha se seduzido por esta mais que suspeita capitulação, e que determine uma rigorosa auditoria em todo o procedimento, deixando claro à nação que não se resolvem no STF questões de canalhice. E que assim, intime o fornecimento dos resultados diretamente da origem e sob auditoria técnica rigorosa. É o mínimo que se espera e é o que eu faria em seu lugar. Afinal, uma tentativa mal-sucedida de “passa-moleque” já teve o seu lugar nesta opereta trágica quando a AGU encaminhou um relatório médico à Justiça Federal onde não constavam os documentos solicitados.
Ainda assim, a “cuestão” não se resolve com os eventuais resultados negativos, caso se confirmem. Em primeiro lugar, pelo quanto descrito aqui já se demonstram os atos de improbidade e de abuso de poder. No meu entendimento, pelo menos. Mas indo um pouco mais adiante, nada alivia o crime cometido pelo perverso mandatário nas manifestações onde desceu ao encontro do público, tocando em pessoas e provocando aglomerações. Afinal, em tese, sabendo-se negativo quanto ao vírus, teria assim se exposto voluntariamente a um possível contágio, o que se transformaria rapidamente em questão de segurança nacional. Não é permitido a qualquer presidente de qualquer república, bananeira que seja, expor sua vida a risco, ainda que com “passado de atleta”, o que a ciência e os fatos já demonstraram cabalmente que não protege ningúem da morte ou doença grave pelo COVID-19.
Por fim, resta esclarecer ao público em qual instituição de ensino formou-se, em nível superior, o psicopata mandatário nas disciplinas da canalhice. Pois sim, fez jus ao diploma.
NN
por Mauro Nadvorny | 11 maio, 2020 | Brasil, Comportamento, Opinião
A Secom é a Secretaria Especial de Comunicação Social é o órgão da Presidência do Brasil responsável pela liberação de verbas e gerenciamento de contratos publicitários firmados pelo Governo Federal que tem a frente o ministro Fábio Wajngarten, judeu, segundo ele.
Como forma de mostrar supostas ações do governo federal contra o Corona vírus, a Secom divulgou nas redes sociais que “Parte da imprensa insiste em virar as costas aos fatos, ao Brasil e aos brasileiros. Mas o governo, por determinação de seu chefe, seguirá trabalhando para salvar vidas e preservar o emprego e a dignidade dos brasileiros. O trabalho, a união e a verdade libertarão o Brasil”.
Foi o bastante para que se visse uma associação com a famosa frase do Campo de Concentração de Auschwitz “O Trabalho Liberta”. Logo se pronunciou a IBI, (Instituto Brasil-Israel) que em nota afirmou que “Não é mais necessário insistir no fato de que o Governo Federal utiliza referências do nazismo. Quem tinha dúvidas, já não as têm. Se segue no barco, compactua, pelo menos em parte, com esse ideário. A história cobrará o preço”.
A resposta de Wajngarten veio em seguida: “É impressionante: toda medida do governo é deformada para se encaixar em narrativas. Na campanha, faziam suásticas fakes; agora, se utilizam de analfabetismo funcional para interpretar errado um texto e associar o governo ao nazismo, sendo que eu, chefe da Secom, sou judeu!”
Nem 8, nem 80. É fato de que o presidente cometeu inúmeras gafes em relação ao nazismo e aos judeus, inclusive uma ofensa grave em sua visita ao Museu do Holocausto “Yad Vashem” em Israel, onde afirmou que o nazismo era de esquerda.
Roberto Alvin, o precursor de Regina Duarte, na Secretaria Especial da Cultura, fez uma peça publicitária imitando em tudo um filme de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Foi demitido.
Grupos nazistas apoiam abertamente Bolsonaro, mas nunca se viu o presidente negar este apoio, nem mesmo uma palavra contra suas ações.
Existe, portanto, inegáveis ações e manifestações nazistas que se associam a este governo. Algumas delas podem ser atribuídas a pura ignorância e desconhecimento da história, como talvez seja o caso. No entanto, a repetição deles ascende luzes de imensa preocupação, seja por seu número cada vez maior, seja pela negativa em aceitar as evidências.
Wajngarten até pode estar certo em afirmar que não havia nenhuma intenção em usar uma frase sarcástica nazista em sua publicidade, mas erra ao não reconhecer que foi exatamente o que produziu. Neste caso, não se trata de deformar a realidade, trata-se de compreender o efeito causado, que ele, como judeu que diz ser, deveria mais que ninguém, ter percebido.
O que estamos assistindo, com números de infectados e mortes subindo dia a dia, e uma ação abertamente contrária a todas as recomendações da OMS e do que fazem todos os países do mundo, pedindo ao povo que saia para trabalhar, é sim uma ação nazista. ~E como dizer que os brasileiros são uma raça superior, imune ao vírus.
Talvez pelo que a história nos ensinou, nós judeus, somos os primeiros a notar os mínimos sinais da existência de ideários nazifascistas. Nossa sensibilidade em relação a este tema vive a flor da pele. Uma vez, pode ser um equívoco, duas pode ser um deslize, mas depois disso é a confirmação do óbvio, o governo Bolsonaro é um governo fascista em número, gênero e grau.
Enviar as pessoas para trabalhar é o mesmo que as enviar para uma roleta-russa. Todos sabem que em algum momento a bala será disparada, só não se sabe quem irá morrer. As mortes vão se somando e cada uma delas leva a assinatura de Bolsonaro que enquanto ssi passeia de Jet Ski.
Um triste cenário que a propaganda oficial tenta acobertar. Com, ou sem, a famigerada frase, toda publicidade governamental é uma ficção. Felizmente não conseguem acobertar a realidade com todo o horror que está acontecendo, graças a mídia e a nossa resistência.
por Mauro Nadvorny | 10 maio, 2020 | Brasil, Comportamento, Opinião, Política
A democracia tem seu custo. Não é um sistema capaz de causar no indivíduo a sensação de plenitude ou perfeição. Até por que, não se destina a agradar indivíduos. Ela existe para que o grupo por ela regido sinta-se seguro e em paz, ou em condições de mantê-la. Assim, pobre daquele que depositar suas esperanças de plena realização pessoal dentro desse sistema. As chances são mínimas. Pode sim, ser feliz. Mas não na plenitude. Sempre algo estará incompleto. A parcela da diferença, da dissidência, a parcela do desejo conflitante com o diferente ou divergente que foi sacrificada em nome do pacto coletivo, da negociação.
A democracia é construída sobre vários pilares que são os sistemas de valores e de conhecimento. Entre eles, os sistemas autorizativos de ensino que delimitam as profissões. Você tem o diploma de engenheiro que te habilita a construir um edifício por que esta autorização foi regulada por lei e vinculada a um sistema de ensino no qual você deverá continuamente provar sua capacidade de entendimento, aprendizado e expertise nas múltiplas facetas do conhecimento que permitem que um edifício seja construído, que atenda as necessidades para as quais se destina e que, acima de tudo, fique em pé.
Um edifício – físico ou simbólico – só fica em pé quando seus sustentáculos e alicerces existam e funcionem exatamente como os termos os definem: sustentáculos e alicerces. No simbólico, essas estruturas representam todo o conhecimento adquirido, testado e universalizado de forma que jamais tenham falhado, seja fisicamente ou no plano teórico.
A democracia moderna parte de um pressuposto não explícito de que a ciência é a fonte do conhecimento aceitável para a maioria dos que vivem sob suas luzes. Assim, embora seja saudável e construtivo que o conhecimento seja desafiado permanentemente como forma até de torná-lo mais sólido, mas os desafios ao conhecimento científico só são válidos se conseguirem apresentar resultados experimentais e práticos diferentes a partir dos mesmos pressupostos e métodos ou a partir de matrizes teóricas de raiz comum. Não é possível, por exemplo, contestar a Relatividade de Einstein sem contestar junto o Eletromagnetismo de Maxwell. E como até hoje tudo funcionou exatamente como previram as duas teorias, para demolir este edifício haverá de voltar ainda mais atrás, destruindo os sistemas de Galileu, Newton e Copérnico.
Neste cenário, aparece Osmar Terra, que publicamente e sem qualquer pudor apresenta seu sistema próprio de “conhecimento” sobre epidemias e pandemias, exatamente como aquele insatisfeito que descrevi parágrafos acima, para o qual o conhecimento que não satisfaz as necessidades e desejos pessoais pode e deve ser contestado tendo como base apenas a concepção do indivíduo, que da forma mais deselegantemente sofismática constrói sua teoria sobre fragmentos do estabelecido, e com esses fragmentos tenta montar uma imagem como um quebra-cabeças impressionista, que visto à distância pode parecer um Van Gogh, mas na proximidade não passa de rabiscos desconexos e sem significado próprio.
As argumentações de Osmar Terra sobre o “fracasso” do isolamento social não resistem à primeira camada de análise lógica, física e matemática. Não obstante, ele as apresenta com toda a empáfia e fleugma própria de uma grande academia de ciência britânica. Chega a ser chocante e revoltante o fato de uma rede como a Globo dar voz a este senhor, ainda que em contraponto com o ex-ministro Mandetta e o ex-ministro Humberto Costa, claramente harmonizados com o sistema democrático de conhecimento.
O perigo é a percepção, por parte da audiência, de que o debate posto é um debate legítimo, e que “temos que ouvir todas as opiniões” em uma democracia. Aí, o grande sofisma. A ciência só admite opiniões sobre o que ainda não foi testado ou conhecido. Não se opina sobre a virologia, sobre fisiologia, sobre farmacologia ou anatomia. O que pode-se fazer é apresentar resultados obtidos sob rigor metodológico e técnico.
O brasileiro comum costuma valorizar pessoas “de opinião”, parece ser um valor em si mesmo para certos segmentos de nossa sociedade. E aí jaz o perigo. O diferente, o minoritário, ainda mais aquele se se acusa vítima do “marxismo cultural” e de uma abstrata “ameaça comunista” que seja lá o que for só é percebida como ameaça real, motivando então uma credibilidade quase imediata.
Da mesma forma que Osmar Terra quer “enterrar” o sistema de conhecimento da democracia sob o pretexto da liberdade de pensamento e expressão, Olavo de Carvalho e toda a turba de seguidores embarca na aventura de demolição da nossa sociedade, onde cada um de seus agentes cuida de destruir algum setor do conhecimento, seja na história, na sociologia, na filosofia, e mesmo na física, matemática, medicina, direito, entre outros.
E aqui, entramos no nebuloso terreno dos limites a serem estabelecidos ao que chamamos de liberdade de pensamento e expressão. Certamente, a experimentação vem mostrando que nossa democracia não resistiu ao terraplanismo. Até a presente quadra, o preço da democracia está se tornando demasiado elevado.
Ou a democracia se reforma no sentido de fortalecer suas bases, ou será destruída quando a maioria das pessoas se convencer de que não quer pagar este preço. Fica para os historiadores e os cientistas políticos a fundação de uma nova ciência para a democracia: a imunologia democrática. Como criar anticorpos e vacinas para criaturas como Osmar Terra e Olavo de Carvalho.
NN
por Mauro Nadvorny | 9 maio, 2020 | Opinião
Eu, Judeu Italiano, que FALO POR MIM, pelas minhas filhas e filho, pela minha mamma, pela memória das minhas avós e avôs, pelos que foram massacrados no meu “Quartiere Ebraico”, pelo sangue judeu-italiano que tingiu a Bimá da Sinagoga Scuola (Casa degli Spiriti) no mesmo Quartiere Ebraico (no Lazio), pelos meus antepassados e pela honorável memória dos 6 milhões de Judeus e Judias assassinados pelo nazismo, REPUDIO VEEMENTEMENTE a indecente fala da senhora Regina Duarte, Secretária Nacional de Cultura, que tratou o Holocausto como coisa “que acontece”. Além disso, eu, como PROFESSOR de Direito Civil Constitutional e Direitos Humanos, pela dignidade das minhas Aulas e experiência com meus Alunos e Alunas, porque ensino no Brasil há muitos anos, REPUDIO VEEMENTEMENTE sua indecente fala em defesa da Ditadura Militar e relativização de mortes, torturas e violência militares.
por Mauro Nadvorny | 3 maio, 2020 | Brasil, Opinião
Pessoal, a Bandeira de Israel levantada em atos pró-Bolsonaro, NÃO É LEVANTADA por Judeus ou Judias, mas por neopentecostais! Alguns neopentecostais se AUTOINTITULAM “judeus messiânicos” e alguns se AUTO-INTITULAM “Rabinos”. A maioria roubou símbolos judaicos (Menorá, Kippá, Bandeira de Israel etc) e usam-nos em seus cultos e igrejas. A Bandeira de Israel nesse tipo de manifestação é identificação neopentecostal com uma Israel profética, messiânica e evangélica, não com o Judaísmo ou com o Estado de Israel REAL.
O que me surpreende não é isso, mas que muitos Judeus publicam esse lixo e essa baboseira e, SEM CRITÉRIO, aceitam ataques contra Judeus, inclusive alguns chamando Judeus de nazistas e pró-Hitler! Não sei, AINDA, quem é mais estúpido: o neopentecostal babaca de kippá e bandeira Israelense ou o Judeu que não enxerga isso!
Fica pior quando esse tipo de Judeu cego é de Esquerda, pois à Esquerda não se permite ESTUPIDEZ! A ignorância destes e daqueles me faz SCHIFO!
por Mauro Nadvorny | 2 maio, 2020 | Brasil, Opinião, Política
Ser judeu bolsonarista, ou bozojew como chamamos, é realmente uma tarefa difícil. Defender todo dia o cara que passa o tempo todo falando merda, fazendo merda, ou pensando merda, exige uma certa capacidade de dissonância mental com a realidade.
Para um brasileiro qualquer, ser bolsonarista, já está ficando complicado. Cada dia escutamos outro arrependido se lamentando nas redes sociais. Não aguento mais, dizem eles, peço desculpas, falam alguns. Tem até quem confesse que votou num jumento.
E para os judeus? Aqueles que estavam dentro da Hebraica-RJ enquanto a maioria os alertava para o erro do lado de fora, como podem continuar apoiando este imbecil?
Nenhum argumento parece fazer efeito. O cara disse que nazismo é de esquerda. O cara disse para a gente perdoar os nazistas, mas não esquecer. Ele disse que ia transferir a embaixada para Jerusalém, só não disse quando. Falou que o Covid-19 foi fabricado na China e seus eleitores afirmam que o laboratório onde isto aconteceu pertence aos judeus. Não faltam argumentos, falta bom senso e muito caráter.
Um judeu que apoia este inepto, acredita que a pandemia é um boato. Que o número de mortos é ficção e que caixões vazios estão sendo enterrados. Deve de ser um complô alienígena fomentado por aquelas espaçonaves que os americanos filmaram e só agora reveladas.
Este tipo de judeu é o escárnio comunitário. Pensam somente neles mesmos. Seu bem estar acima de tudo. São aqueles que desejam reabrir seus negócios, mas eles mesmos continuam na quarentena. Fazem carreatas a favor da abertura com bandeirinhas do Brasil.
Claro que não estão sozinhos. São parte de uma parcela da população que ainda apoia este presidente. Talvez a menor parcela de todas, mas são a parte que me toca como judeu que sou e não poderia deixar de mencioná-los quando falo desta família miliciana que está no poder.
O judaísmo tem uma tradição milenar de respeito e preservação da vida. Quem salva uma vida, salva a humanidade, diz a Torá. E estes mentecaptos adorando o cara que debocha das mortes pelo vírus. Isto é deplorável, inaceitável.
Felizmente esta parcela podre da comunidade judaica brasileira não é maioria. Existem muitos movimentos judaicos na resistência contra este governo. Lançamos em 12 de setembro de 2018 o grupo do Facebook “Judeus Contra Bolsonaro” com 8.000 membros e que hoje se chama “Resistência Democrática Judaica”. Grupos como os Judeus pela Democracia do RJ e de SP, Judias e Judeus com Lula são atuantes e protagonistas de diversas atividades na resistência. O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil – Henry Sobel é outro belo exemplo de como nós judeus atuamos. E existem outros grupos judaicos resistindo!
Também é nossa a ideia do primeiro Festival da Canção de Protesto que já está com as inscrições abertas e acontece dia 6 de Junho. Não nos entregamos e continuamos na luta até que este governo saia do poder. Este é o compromisso dos judeus que honram sua história e não compactuam com nenhuma forma de fascismo.
Diversos judeus brasileiros estão comprometidos em diversas formas de atuação contra Bolsonaro. Fazem parte de partidos políticos, sindicatos, Centrais Sindicais, movimentos de base e outros. Cada um deles é uma voz a mais, um ombro na trincheira por um Brasil democrático.
Somos brasileiros que temos um compromisso com o país que aceitou nossos pais sobreviventes do Holocausto. Temos filhos nossos que combateram a ditadura e muitos foram torturados e mortos por ela. Isto nós não esquecemos Bolsonaro, nem perdoamos.
Neste momento difícil pelo que passa o Brasil, cerramos fileiras com todos os brasileiros e brasileiras que já não suportam mais tanta vergonha vendo um país com um presidente que se tornou um pária para o mundo.
Basta! Fora Bolsonaro!