Ah, estes antissemitas 2

Ah, estes antissemitas 2

O antissemitismo é o preconceito mais antigo conhecido. O ódio aos judeus remonta a Bíblia. Os judeus são o único povo mencionado neste Livro Sagrado que permanece vivo com sua religião, sua cultura, seu idioma e restabelecido no que foi sua pátria ancestral, Israel.

Entre os vários povos bíblicos que desapareceram ou deixaram de existir como entidades distintas ao longo da história posso destacar:

– Amalequitas – Povo nômade do deserto que atacou os israelitas no Êxodo. São mencionados pela última vez no livro de Ester.

– Cananeus – Povos que habitavam Canaã antes da conquista pelos israelitas. Foram assimilados ou expulsos.

– Hititas – Poderoso império na Ásia Menor que entrou em declínio por volta de 1200 a.C. e desapareceu.

– Jebusitas – Habitantes originais de Jerusalém antes da captura pelo Rei Davi. Foram absorvidos pelos israelitas.

– Medianitas – Povo que habitava parte da Mesopotâmia. Foram conquistados pelos persas e babilônios.

– Moabitas – Povo semítico aliado dos amonitas, inimigos de Israel. Desapareceram após invasões no século VI a.C.

– Filisteus – Povo do mar que dominou parte de Canaã. Foram conquistados por Babilônia e desapareceram.

Esses são alguns dos povos proeminentes mencionados na Bíblia que se fundiram com outros grupos ou simplesmente desapareceram ao longo dos séculos seguintes. A ascensão e queda de impérios e reinos levou ao desaparecimento de muitas dessas antigas identidades tribais e nacionais.

Nós aqui estamos e justamente na Bíblia é onde encontramos alguns dos primeiros acontecimentos antissemitas. Aqui vão 3 deles.

O primeiro acontecimento de antissemitismo conhecido na história ocorreu no antigo Egito, por volta de 1650 a.C., durante o reinado de Ramsés II. Os judeus, que eram escravos no Egito, foram acusados de conspirar contra o faraó e foram perseguidos e mortos.

Esse acontecimento é relatado no livro do Êxodo, que faz parte da Bíblia hebraica. Segundo o livro, os judeus foram libertados do Egito por Deus, que enviou Moisés para guiá-los para a Terra Prometida e é hoje lembrada no Pessach.

O segundo acontecimento, que hoje é lembrado em Purim comemora a salvação do povo judeu da Pérsia da trama de Haman, o primeiro-ministro persa, de exterminá-los. A história de Purim é contada no Livro de Ester, que é um dos livros da Bíblia hebraica.

O terceiro acontecimento bíblico que é frequentemente citado como um exemplo de antissemitismo é o da crucificação de Jesus. De acordo com os Evangelhos, os judeus foram responsáveis pela condenação de Jesus à morte. Essa narrativa foi usada por alguns cristãos para justificar o antissemitismo, argumentando que os judeus são responsáveis pela morte de Jesus.

No Império Romano, o antissemitismo surgiu devido a diferenças religiosas entre judeus e romanos pagãos, bem como alguns fatores políticos e econômicos. Restrições foram impostas às práticas judaicas e eventos como a destruição do Segundo Templo em 70 d.C.

Na Idade Média, o antissemitismo se intensificou na Europa. Os judeus eram frequentemente acusados de crimes e heresias, e eram frequentemente perseguidos e mortos. Um dos exemplos mais notáveis de antissemitismo na Idade Média foi a Peste Negra, que matou milhões de pessoas na Europa no século XIV. Os judeus foram acusados de espalhar a peste, e muitos foram mortos em pogroms.

Ainda neste período, na Europa medieval, o antissemitismo foi frequentemente motivado por questões religiosas. Os judeus foram alvo durante as Cruzadas, vistos como “assassinos de Cristo” e sujeitos à violência. As acusações de libelo de sangue também surgiram. Os judeus enfrentaram expulsões da Inglaterra, França e Espanha durante este período.

O antissemitismo continuou a existir na Europa na Idade Moderna. No século XVI, o papa Paulo IV estabeleceu o gueto de Roma, onde os judeus eram forçados a viver. No século XVII, os judeus foram expulsos da Espanha e de Portugal. A Espanha foi unificada sob a Coroa de Aragão e a Coroa de Castela, e a Inquisição espanhola buscou a unidade religiosa.

No século XVIII, a Revolução Francesa trouxe esperança de liberdade para os judeus, mas o antissemitismo continuou a existir.

O caso Dreyfus foi um escândalo político que dividiu a França de 1894 a 1906. Em 1894, o capitão Alfred Dreyfus, um judeu, foi acusado de traição por fornecer informações militares secretas ao Império Alemão. Dreyfus foi julgado e condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

No entanto, surgiram dúvidas sobre a culpa de Dreyfus. Em 1896, um documento secreto foi descoberto que indicava que outro oficial, Charles-Ferdinand Walsin Esterhazy, era o verdadeiro traidor.

Apesar das evidências, o governo francês continuou a defender a condenação de Dreyfus. Isso levou a uma onda de protestos, tanto na França quanto em outros países.

Em 1898, o escritor Émile Zola publicou um artigo no jornal L’Aurore, intitulado “J’accuse!”, no qual acusou o governo francês de conspiração para incriminar Dreyfus. Zola foi condenado por difamação e exilou-se na Inglaterra.

Em 1903, um novo julgamento foi realizado para Dreyfus. Dessa vez, ele foi absolvido e readmitido no exército.

O caso Dreyfus teve um impacto profundo na França e no mundo. Ele expôs o antissemitismo profundamente enraizado na sociedade francesa .

Os pogroms foram ondas de violência antissemita na Europa entre os séculos 19 e 20, perpetrados com a conivência ou encorajamento das autoridades. Na Rússia Czarista, centenas de pogroms ao longo de décadas vitimaram milhares e forçaram a emigração em massa de judeus. Na Alemanha nazista, a Kristallnacht em 1938 destruiu propriedades judaicas em todo o país, um prenúncio do Holocausto. Na Ucrânia, Polônia, Romênia e outros locais, pogroms levaram a milhares de mortes, ataques a comunidades inteiras e destruição generalizada, manifestando o ódio antijudaico pré-Holocausto. Foram um dos capítulos mais sombrios da história europeia.

O Holocausto, o assassinato de seis milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, foi o exemplo mais extremo de antissemitismo na história.

O uso do termo “Holocausto” especificamente relacionado ao genocídio dos judeus pelos nazistas surgiu na década de 1950. Foi popularizado pelo historiador judeu Leonard Dinnerstein em seu livro de 1955 “O Holocausto Americano”, sobre antissemitismo nos EUA.

Em 1959, o escritor e sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel usou “Holocausto” em seu livro “Noite” para se referir à sistemática destruição dos judeus europeus. A partir daí, o termo ganhou amplo uso internacional.

A escolha de “Holocausto” remete à escala industrial do extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas, retratando sacrifícios humanos em massa. Transmite a noção de incineração e aniquilação total que ocorreu nos campos de concentração durante o regime hitlerista.

Atualmente, “Holocausto” é o termo histórico padrão em inglês para o genocídio nazista contra os judeus. Ele carrega todo o peso e significado singular desse evento sem paralelos na história da humanidade.

O antissemitismo permaneceu após a Segunda Guerra Mundial. Na União Soviética, houve ondas de repressão. O conflito árabe-israelense também alimentou o antissemitismo no Oriente Médio. Grupos neonazistas e da supremacia branca continuaram a promover teorias conspiratórias antijudaicas e ódio.

No século XXI, houve uma série de ataques antissemitas, incluindo o assassinato de 11 pessoas em um ataque terrorista à sinagoga Tree of Life em Pittsburgh, EUA, em 2018.

As motivações do antissemitismo são complexas e variadas. Os fatores religiosos, econômicos, políticos e sociais desempenharam um papel na propagação do antissemitismo ao longo da história. Em comum que sempre foram usadas para justificar a perseguição e o assassinato de judeus.

Fatores religiosos

O antissemitismo religioso é baseado na crença de que os judeus são um povo inferior ou culpado por crimes ou heresias.

Fatores econômicos

O antissemitismo econômico é baseado na crença de que os judeus são ricos e poderosos e que controlam a economia.

Fatores políticos

O antissemitismo político é baseado na crença de que os judeus são uma ameaça à ordem social ou política.

Fatores sociais

O antissemitismo social é baseado na discriminação e no preconceito contra os judeus. Essa discriminação pode ser baseada em estereótipos ou crenças falsas sobre os judeus.

Nesta onda atual aparecem os antissionistas, judeus e não judeus, que de pronto se declaram que não são antissemitas. Alguns por sua chamada “ascendência” judaica, e os demais com a tradicional justificativa do estado colonial, imperialista etc.

No que se refere aos judeus, existe o conceito do “self-hate judeu” ou “judeu auto odiador”, que se refere a um judeu que supostamente tem atitudes, crenças ou políticas antissemitas, demonstrando falta de identificação com o judaísmo e até mesmo ódio contra o próprio povo judeu.

Algumas características comumente atribuídas ao self-hate judeu:

– Rejeição ou negação da própria identidade e herança judaica, quando lhe convém.

– Sentimentos de vergonha, culpa ou inferioridade em relação ao judaísmo, as vezes relacionado a traumas de bullying na infância.

– Adoção de estereótipos e preconceitos antissemitas contra judeus como forma de destacar entre os antissemitas não judeus.

– Suporte a políticas ou ideologias antijudaicas e antissionistas, neste caso se intitulando judeu como forma de aceitação entre os não judeus.

– Desejo de assimilação total na sociedade não judaica, encerrando assim seu problema com o judaísmo.

– Ódio irracional ou generalizado contra Israel e o sionismo, como forma de enfrentar seu auto ódio.

– Colaboração com inimigos históricos dos judeus, como uma forma de fazê-los pagar por sua rejeição.

Já os não judeus antissemitas, em colaboração ou em separado, com outros judeus usam a retórica antissionista para disfarçar e legitimar seu preconceito contra os judeus. Eles fazem isso de algumas maneiras:

– Ao demonizar Israel, usando termos como “estado apartheid”, “genocídio” e “nazismo” de forma desproporcional e não aplicados a outros países. Isso mascara o preconceito específico contra o estado judeu.

– Ao negar o direito à autodeterminação do povo judeu, característica única ao caso israelense e que ignora a necessidade histórica de Israel como um lar para os judeus.

– Através do uso de padrões duplos, condenando Israel por ações que ignoram ou perdoam em outros países.

– Ao afirmar que o sionismo é uma ideologia racista ou imperialista, mas sem fazer as mesmas críticas a movimentos nacionalistas não-judeus.

– Utilizando teorias conspiratórias antissemitas, como acusar os judeus de controlar os governos ocidentais e a mídia para beneficiar Israel.

– Promovendo o boicote a Israel, mas não a países com piores registros de direitos humanos, o que sinaliza uma motivação específica contra o Estado judeu.

– Ao negar o direito à autodeterminação apenas do povo judeu, enquanto defende tal direito para palestinos e outros grupos.

Assim, a retórica antissionista serve para encobrir motivações mais profundas de intolerância e ódio aos judeus em geral, e não apenas críticas legítimas às políticas do governo israelense.

Já são centenas de casos de antissemitismo ao redor do mundo desde o início da guerra. Dezenas de manifestações por Palestina Livre – Do Rio ao Mar. Nelas, nenhuma menção ao massacre dos 1400 civis israelenses e o sequestro de outros 240 para Gaza.

Acho que agora já fica bastante claro que o atual conflito com o Hamas não está “criando” antissemitismo no mundo. Ele é apenas o gatilho que dispara a onda de preconceito que nunca deixou de existir e vai continuar existindo.

O pior é saber que enhuma criança nasce odiando. O ódio é ensinado.

Aja agora! Não ensine preconceito.

Israel em Guerra – Trigésimo sétimo dia

Israel em Guerra – Trigésimo sétimo dia

O Ministério da Saúde em Gaza, que é controlada pelo Hama,s anunciou que o Hospital Shifa na cidade de Gaza não está podendo funcionar e que cinco dos seus pacientes tinham morrido – incluindo dois bebés prematuros. Os pacientes, segundo o ministério, morreram por falta de energia elétrica. Segundo a mensagem, os combates acontecem a algumas centenas de metros do hospital.

A Organização Mundial da Saúde anunciou que perdeu contacto com o seu pessoal do Hospital Shifa, no norte de Gaza. A organização disse que os seus funcionários especulam que os seus contactos se juntaram às massas de deslocados que fugiram da área, tendo como pano de fundo os crescentes relatos de ataques ao hospital.

As FDI anunciaram que hoje haverá uma trégua humanitária nos combates em Jabaliya e Ezbet Malin, no norte da Faixa de Gaza, entre as 10h00 e as 14h00. De acordo com o anúncio publicado pelo porta-voz das FDI em árabe , Avihai Adrai, o objetivo da trégua é permitir a transferência de equipamentos e a passagem de moradores para o sul da faixa.

Soldados das FDI lutaram no campo de Shati, no norte da Faixa de Gaza, nos últimos dias – foi o que disse o exército. Segundo o anúncio, em um dos casos os soldados encontraram civis que foram evacuados do local com a ajuda de o exército. Durante a evacuação, o  exército informou que terroristas dispararam contra as tropas. Noutro caso, um caça a jacto atacou um edifício que os soldados identificaram como de onde foi lançado um míssil antitanque.

O porta-voz das FDI afirmou que o exército atacou infraestruturas terroristas na Síria em resposta aos lançamentos de foguetes ontem na área das Colinas de Golã.

Um político francês rejeitou as críticas do primeiro-ministro Netanyahu ao presidente francês Emmanuel Macron na sua conferência de imprensa na noite passada e esclareceu que Macron “não mudou a sua posição” em relação à ação israelense contra o Hamas, Mas ele acredita que Israel pode e deve fazer mais para evitar danos aos civis palestinos em Gaza. O responsável francês acrescentou que deveria ser promovida uma trégua humanitária e depois um cessar-fogo, de forma a permitir a transferência de ajuda aos cidadãos de Gaza a e ações para a libertação dos raptados detidos pelo Hamas.

Aviões da Força Aérea atacaram posições militares e um esquadrão terrorista do Hezbollah. O esquadrão fez vários lançamentos em direção à área de Mount Dov durante o dia. Jatos de combate atacaram alvos terroristas adicionais no Líbano.

Milhares de pessoas participaram nas manifestações realizadas esta noite em todo o país exigindo a libertação imediata dos raptados na Faixa de Gaza. No principal comício realizado na praça do Museu de Tel Aviv, falou o ex-presidente do país, Reuven Rivlin; Ele apelou aos líderes de todo o mundo e pediu: “Façam tudo, mas tudo, para nos ajudar a libertar os sequestrados e devolvê-los para casa.. A humanidade que deseja a vida não pode aceitar uma situação em que as pessoas vivam em cativeiro”.

 

Israel em Guerra – Trigésimo sétimo dia

Israel em Guerra – Trigésimo sexto dia

O Wall Street Journal informou de uma fonte israelense sênior que pode haver reféns detidos no Hospital Shifa, em Gaza. O relatório afirma que funcionários do governo dos EUA também disseram que existem postos de comando e controle do Hamas sob o hospital.

O pessoal médico restante no hospital diminuiu significativamente. Um dos médicos disse: “Pelo menos 2.500 pacientes deixaram o local ontem. Estamos numa zona de guerra, esperando o momento em que o exército nos alcance”.

Relatório no Líbano: As FDI atacaram na área de Nahal Zaharni, a cerca de 40 km da fronteira com Israel.

As forças das FDI que operaram esta noite na Faixa de Gaza assumiram o controle de 11 postos avançados do Hamas – foi o que disse o porta-voz das FDI. Segundo o anúncio, uma força da Brigada Nahal destruiu um túnel perto de uma escola e uma força da Marinha atacou edifícios do braço naval do Hamas. Também foi afirmado que um esquadrão terrorista que avançava em direção a uma força da Brigada Givati ​​foi eliminado por um ataque aéreo, e que edifícios na área do campo de refugiados de Shatti foram atacados.

O Presidente do Irã, Ibrahim Raisi, partiu esta manhã para a Arábia Saudita para participar do encontro regional sobre a guerra na Faixa de Gaza. “Palavras, não ações, são necessárias em Gaza”, disse ele antes de decolar de Teerã. “A unidade entre os países muçulmanos é muito importante hoje.”

Milhares de manifestantes pró-palestinos marcharam em Manhattan e pediram um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Alguns manifestantes reuniram-se em frente ao escritório do New York Times e derramaram tinta vermelha na entrada do edifício.

Houve progresso nas negociações mediadas pelo Catar para garantir a libertação de reféns israelenses do cativeiro do Hamas em Gaza, disse ao Washington Post no sábado um diplomata árabe familiarizado com os detalhes das negociações em andamento realizadas em Doha.

De acordo com o relatório, as conversações de dois dias envolvendo o diretor do Mossad David Barnea, o diretor da CIA William Burns e o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, concentraram-se na libertação de até 20 mulheres e crianças em troca de uma trégua humanitária de três dias e entrega de ajuda ao norte de Gaza.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que aproximadamente 30.000 pessoas foram evacuadas do norte da Faixa de Gaza para o sul na sexta-feira, usando o corredor seguro aberto pelas FDI ao longo da estrada Salah al-Din, operacional entre 10h e 14h.

Israel em Guerra – Trigésimo sétimo dia

Israel em Guerra – Trigésimo quinto dia

As IDF anunciaram que suas forças e as forças do Shin Bet mataram ontem à noite terroristas da força “Nohva” do Hamas que participaram do massacre na Faixa de Gaza. Entre os nomes mencionados pelas FDI: Ahmed Musa comandante da companhia Nohba que comandou os ataques à base de Zikim. Segundo o exército, eles estavam entrincheirados no oeste de Jabaliya. O exército também anunciou que as suas forças mataram o chefe da unidade de atiradores do Hamas na Brigada do Norte, Muhammad Kahlot.

O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a expansão da guerra em Gaza é inevitável devido à agressividade de Israel – segundo o canal de televisão iraniano Press TV. Segundo o relatório, Hossein Amir Abdullahian disse estas coisas numa conversa com o seu colega do Qatar.

As Nações Unidas publicaram um relatório segundo o qual o produto interno bruto (PIB) na Faixa de Gaza e na Cisjordânia diminuiu quatro por cento no primeiro mês da guerra, um impacto mais significativo na economia local do que a Síria e a Ucrânia experimentaram em ao mesmo tempo durante as guerras em seus territórios.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi entrevistado esta noite (sexta-feira) pela rede americana Fox News, e disse que Israel não está interessado em controlar a Faixa de Gaza, mas está empenhado em derrotar o Hamas. “Não queremos conquistar ou controlar Gaza, mas sim proporcionar um futuro melhor para todos os residentes do Oriente Médio “, disse Netanyahu e acrescentou, “para fazer isso, temos de derrotar o Hamas – esse é o objetivo que defini. Não estabeleci um cronograma, porque poderia demorar mais.” Além disso, Netanyahu disse que o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, ainda está lá, e que Israel irá alcançá-lo.

Netanyahu também se referiu aos pedidos da Casa Branca para cessar-fogo humanitário, dizendo que não concordou com todos os pedidos da administração americana. “Não concordámos com um cessar-fogo com o Hamas porque isso significaria uma rendição, uma rendição ao terrorismo e uma vitória para o eixo iraniano de terror. Não haverá cessar-fogo sem a libertação de todos os sequestrados.” Netanyahu acrescentou que “a luta contra o Hamas continua”, mas a pedido da Casa Branca, “em determinados momentos queremos permitir que os civis deixem as zonas de combate, nós estamos fazendo isso.”

O diretor do Hospital Shifa, na cidade de Gaza, disse esta manhã que o prédio do ambulatório do hospital foi danificado por um ataque israelense. Segundo ele, neste edifício são atendidas emergências médicas e também é utilizado como instalações para refugiados de toda a Faixa de Gaza.

 

Israel em Guerra – Trigésimo sétimo dia

Israel em Guerra – Trigésimo quarto dia

A presidente do Partido Trabalhista, Merav Michaeli, apelou ao chefe do Estado-Maior, Herzi Halevi, e ao ministro da Defesa, Yoav Galant, com um apelo para destituir o rabino chefe da base de treinamento da Brigada Nahal, Amichai Friedman. Esta semana Friedman disse em uma conversa com soldados que o público entende que “nosso país inclui Gaza, inclui o Líbano, toda a terra prometida. Este Gush Katif é tão pequeno comparado com o que alcançaremos, com a ajuda de Deus.” Portanto, segundo ele, fora as mortes no ataque do Hamas na Faixa de Gaza, o último mês foi “o mais feliz da minha vida”. Michaeli escreveu que o discurso de Friedman “menospreza as vítimas da guerra e o luto nacional em nome do altar da ocupação”, prejudica a confiança do público nas FDI e prejudica a legitimidade das FDI e do Estado de Israel no mundo. Portanto, na sua opinião, “não é possível colocar na ordem do dia um discurso tão problemático e perigoso”.

A polícia anunciou que mais dois civis assassinados na guerra foram identificados no centro de identificação de corpos no campo de Shura. Até agora, foram identificados 845 civis assassinados (que não são soldados).

As FDI anunciaram que as forças de Nahal concluíram a tomada de um reduto militar do Hamas no oeste de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, após uma batalha de 10 horas contra o Hamas e a Jihad Islâmica. De acordo com o anúncio, os soldados descobriram poços de túneis terroristas, incluindo um poço localizado perto de um jardim de infância, e encontraram “materiais operacionais significativos sobre os planos operacionais do inimigo”. O exército também anunciou que a Força Aérea atacou “centenas de alvos terroristas”.

O major Eliyahu Binyamin Almakays, um residente de Jerusalém de 29 anos, foi morto ontem na Faixa de Gaza. Almakays serviu como soldado engenheiro no batalhão 8219 da 551ª brigada. De acordo com um porta-voz das FDI, cinco soldados ficaram gravemente feridos  na luta de ontem, dois deles da mesma brigada onde serviu Almkays e mais três do 202º batalhão da brigada de paraquedistas. Até agora, os nomes de 352 soldados mortos desde o início da guerra foram autorizados para publicação.

Um homem de 21 anos ficou gravemente ferido e uma mulher de 23 anos ficou moderadamente ferida, num ataque a tiros perto do assentamento Gitti, em Bekaa. Uma menina de cinco meses que estava com eles não ficou ferida. Equipes médicas do MDA trataram dos feridos no local.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, rejeitou a proposta do chefe da CIA de administrar a segurança em Gaza até que a Autoridade Palestina aceite a responsabilidade pela faixa – informou o Wall Street Journal. Segundo o relatório, o chefe da CIA, William Burns, propôs isto a Sisi numa reunião no Cairo, na qual também participou o chefe da inteligência egípcia, Abbas Kamal. O relatório afirma que al-Sisi respondeu que o seu governo não ajudaria a tirar o Hamas do poder porque precisa dele para manter a segurança na fronteira entre o seu país e Gaza.

Lancelot e Lancellotti

Lancelot e Lancellotti

Lancelot foi um personagem lendário da literatura arturiana, conhecido por sua bravura e por ser um dos Cavaleiros da Távola Redonda do Rei Arthur. Ele é frequentemente retratado como o mais habilidoso e corajoso dos cavaleiros, sendo muitas vezes descrito como o amante da rainha Guinevere, o que leva a muitos dos conflitos e dramas na história arturiana.

Lancelot é geralmente representado como um cavaleiro nobre e virtuoso, com uma profunda devoção a Arthur e aos ideais da cavalaria. Sua história é central em muitas versões da lenda do Rei Arthur, incluindo o ciclo de histórias de “Lancelot, o Cavaleiro da Carreta”, escrita por Chrétien de Troyes, um poeta francês do século XII.

Lancelot é conhecido por suas proezas na batalha, sua paixão por Guinevere e seu papel importante na busca do Santo Graal, um dos mais famosos elementos da lenda arturiana. Sua história continua a ser uma parte significativa do folclore e da mitologia medieval, e ele é uma figura icônica na literatura europeia.

Padre Lancellotti é um conhecido líder religioso, ativista social e defensor dos direitos humanos no Brasil. Ele é conhecido por seu comprometimento com questões de justiça social, especialmente em relação aos direitos das pessoas em situação de rua e dos mais vulneráveis na sociedade.

Padre Lancellotti tem desempenhado um papel importante na cidade de São Paulo, onde atua como pároco na Paróquia de São Miguel Arcanjo, localizada na região central da cidade. Ele é um defensor ativo dos direitos dos sem-teto, trabalhando para fornecer abrigo, comida e assistência médica para pessoas que vivem nas ruas.

Além disso, Padre Lancellotti tem se envolvido em diversas campanhas e movimentos sociais em defesa dos direitos humanos, dos direitos dos presos e dos direitos das comunidades mais marginalizadas. Sua atuação tem sido reconhecida e admirada por muitos que o veem como um exemplo de dedicação à justiça social e ao serviço aos mais necessitados.

Ambos os personagens são conhecidos, mas o trabalho pelas causas sociais do Padre Lancellotti acontece na vida real e são amplamente reconhecidos e elogiáveis.

O antissemitismo na Igreja Católica também é real e refere-se a atitudes, crenças e ações hostis direcionadas aos judeus ao longo da história, muitas vezes com base em preconceitos religiosos e étnicos. Essa forma de discriminação teve raízes profundas na Europa medieval e se manifestou de várias maneiras:

  1. Acusações de “deicídio”: Durante séculos, os judeus foram erroneamente culpados pela crucificação de Jesus Cristo, o que levou a perseguições e violência.
  2. Restrições e guetos: Em muitos momentos da história europeia, os judeus foram forçados a viver em guetos, isolados do restante da sociedade.
  3. Inquisição Espanhola: Durante a Inquisição Espanhola no final do século XV, judeus que haviam se convertido ao cristianismo eram frequentemente suspeitos de manter suas crenças judaicas em segredo.
  4. Papas e documentos antissemitas: Alguns líderes da Igreja Católica emitiram documentos e bulas que perpetuaram estereótipos e preconceitos antissemitas ao longo da história.

No entanto, é importante notar que, ao longo dos anos, a Igreja Católica também tomou medidas para combater o antissemitismo e promover a reconciliação com a comunidade judaica. O Concílio Vaticano II (1962-1965) teve um papel fundamental nesse processo, com a declaração “Nostra Aetate” condenando o antissemitismo e promovendo o diálogo inter-religioso. Desde então, houve esforços contínuos para melhorar as relações entre a Igreja Católica e o judaísmo, incluindo pedidos de desculpas públicas por erros do passado.

Houve várias pessoas famosas ao longo da história que fizeram declarações antissemitas, demonstrando preconceito ou hostilidade em relação aos judeus. Alguns exemplos notáveis incluem:

  1. Adolf Hitler: O líder nazista foi responsável pelo Holocausto, que resultou na perseguição e morte de  6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
  2. Henry Ford: O industrialista norte-americano era autor de panfletos antissemitas e financiador de publicações que promoviam teorias da conspiração antissemitas.
  3. Mel Gibson: O ator e diretor Mel Gibson fez declarações antissemitas em uma ocasião, incluindo comentários ofensivos durante uma prisão por dirigir embriagado.
  4. Louis Farrakhan: Líder da Nação do Islã nos Estados Unidos, Farrakhan fez comentários antissemitas ao longo de sua carreira, gerando controvérsia.
  5. Ezra Pound: O poeta e ensaísta fez declarações antissemitas em sua obra literária e em seus escritos políticos.
  6. Richard Wagner: O famoso compositor alemão tinha opiniões antissemitas documentadas em suas escritas e correspondências pessoais.
  7. Dieudonné M’bala M’bala: O comediante francês foi condenado por fazer piadas antissemitas e promover teorias da conspiração relacionadas aos judeus.

Muito provavelmente, talvez a exceção de Hitler, todos estes personagens têm contribuições na vida de todos nós. Isto não faz com que deixem de ser antissemitas.

O Padre Lancellotti foi convidado para ser orador de uma manifestação pró-palestina, ou seria mais apropriado dizer, pró-Hamas. Mais uma das manifestações que além de clamarem por um cessar fogo, gritam Palestina Livre do Rio Jordão ao Mar, ou em outras palavras, pelo fim de Israel.

O que se espera escutar de uma pessoa como Lancellotti? Que condene as mortes de civis, que clame por um cessar fogo humanitário, que se coloque a favor de uma solução pacífica que leve a criação de um Estado Palestino, mas sem qualquer dúvida, que também condene veementemente o massacre e o sequestro de civis por um grupo terrorista que quer a destruição do Estado de Israel e a morte de todos os judeus no mundo.

Infelizmente, não foi o que escutamos. Em poucas palavras ele chamou o Estado de Israel de um Estado Assassino e condenou o genocídio (sic) em Gaza.

Em favor do Padre Lancellotti, defensor dos fracos e oprimidos minha total solidariedade. Contra o Padre Lancellotti que se omite diante da dor dos israelenses que foram barbaramente assassinados, e das famílias que tiveram seus entes queridos sequestrados todo meu repúdio.