Nos últimos dias, temos assistido a uma onda patética de desinformação visual. Vídeos criados por IA, clipes de videogames (como ARMA 3) e imagens de catástrofes antigas são reciclados para criar uma narrativa de vitória que não existe.

A Fábrica de Mentiras

Circulam livremente em grupos de redes sociais — especialmente de uma certa “esquerda gourmet” — mentiras deslavadas que incluem:

  • O “afundamento” do porta-aviões USS Gerald R. Ford: Pura computação gráfica vendida como triunfo do Hezbollah.
  • A “destruição” de Tel Aviv: Imagens da explosão de Beirute de 2020 editadas para enganar os desavisados.
  • A “queda” do Domo de Ferro: Falhas técnicas antigas usadas para sugerir que Israel está indefesa.

Enquanto celebram essas fantasias, o fato é que o regime iraniano sofre perdas enormes. Suas equipes de disparo começam a se negar a cumprir ordens, pois sabem que, ao lançar um míssil contra civis, o contra-ataque é imediato e letal.

O Peso da Ameaça: 16 Hiroshimas

Não se enganem com a propaganda. O perigo é real e atômico. O regime enriqueceu 400 kg de urânio a 60%. Para fins civis, bastariam 2% a 5%. Se esse material atingir 90%, o que leva poucas semanas, o regime não terá “uma bomba”, mas um arsenal de 16 bombas atômicas, cada uma com poder de destruição até três vezes superior à que atingiu Hiroshima.

Um regime teocrático com esse poder não é uma ameaça apenas a Israel; é uma sentença de morte para a estabilidade global.

O “Conjunto da Obra”: Um Histórico de Sangue

Para quem repudia a guerra, mas se cala sobre quem a alimenta, vamos refrescar a memória sobre o que este regime já fez:

  1. Atrocidades Internas:
    • Massacre de 1988: Milhares de presos políticos executados sumariamente.
    • Janeiro de 2026: O massacre recente de mais de 30.000 iranianos em apenas dois dias de protestos, sob um apagão total de internet.
    • Apartheid de Gênero: O assassinato de Mahsa Amini e o uso de tiros nos olhos para cegar manifestantes.
  2. Terrorismo Global:
    • Argentina (1992 e 1994): Os atentados contra a Embaixada de Israel e o prédio da AMIA, que mataram centenas de inocentes em solo sul-americano, arquitetados por Teerã.
  3. Perseguição Sistemática: Enforcamentos públicos de homossexuais e o sufocamento da minoria Bahá’í.

O Mundo Real não é em Preto e Branco

É fácil falar em “clichês” de imperialismo e colonialismo vivendo em um mundo confortável. Aqui, o mundo é a cores e, muitas vezes, vermelho de sangue.

Viver sob ameaça permanente significa ter de um a um minuto e meio para correr até um abrigo quando a sirene toca. Significa ver mísseis sendo lançados deliberadamente contra hospitais e escolas, enquanto nossas defesas tentam, com sucesso próximo de 100%, impedir uma carnificina.

Sou sionista e sou de esquerda. Acredito que todos merecem o direito à vida e à paz. Mas, pelo conjunto da obra deste regime, não me interessa quem está acabando com eles, desde que o trabalho seja concluído com êxito.

Lamentamos as vítimas inocentes de erros colaterais, mas não podemos esquecer que este regime mata seus próprios filhos por esporte. A liberdade tem um preço, e o mundo real exige que encaremos os monstros de frente.