27/07/2021

A Voz da Esquerda Judaica

Mauro Nadvorny & Amigos

A grande cagada de Jair

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Jair disse aos jornalistas que cagava para a CPI. Carla Zambelli disse a Reinaldo Azevedo que cagamos para você, aparentemente se associando a primeira cagada, digo, fala de Jair. O Brasil já virou uma piada de mal gosto.

A cada nova pesquisa de opinião relacionada as próximas eleições, Lula sobe, Jair desce e os demais estacionam. Este deve estar sendo o pesadelo de todas as noites de Jair. Não conseguir se reeleger e de pensar em ter de entregar o mandato para o seu maior desafeto, é digamos assim, uma merda, para ficar dentro do repertório do presidente.

A possível eleição de Lula ainda coloca em pauta o óbvio: que se não tivesse sido barrado de disputar a eleição por um juiz inescrupuloso, Jair talvez nem tivesse sido eleito e nos teria poupado toda esta bosta de governo, para continuar dentro do repertório do presidente.

Mas enquanto o presidente caga, a CPI avança e o cerco vai se fechando. Corrupção, ao que tudo indica,  não falta em seu governo e com sua anuência. Enquanto morriam brasileiros por falta de vacinas, ao governo interessava somente como tirar proveito da solução. Vacinas com preços aviltados e pagando excelentes comissões começaram a surgir no horizonte.

Claro que dentro da família do presidente, o intestino também não anda bom. Seus filhos já devem estar sofrendo de uma diarreia, uma vez que a rachadinha, que se avista como uma marca de família, está se configurando no horizonte. Na medida em que mais gente fala, mais indícios de que foi algo passado de pai para filho.

Não só somente os números de reprovação do presidente que estão subindo. Todas as demais qualificações nada lisonjeiras, estão acompanhando. O número de apoiadores cai dia a dia. Sua sustentação está por um fio que pode se romper a qualquer momento.

Ele ainda tem o apoio de grupos evangélicos, dos Malafaias da vida. Dos que se preocuparam em manter os templos abertos pelo direito do povo de rezar na entrada e pagar o dízimo na saída. Tudo isso em meio a pandemia, afinal de contas, elas, as contas precisavam ser pagas para sustentar a mordomia por Jesus.

Jair vai perdendo terreno, as manifestações nas ruas vão crescendo. A grande mídia que apoiou o golpe não consegue mais esconder o que está acontecendo. Até os burgueses do MBL e seus associados já marcaram a sua manifestação contra o presidente que ajudaram a eleger. Deviam chamar o Eduardo Cunha para discursar, aí o teatro do absurdo ficava plenamente configurado.

No vaso sanitário em que se transformou este governo, o Jair continua pressionando pelo voto impresso. No Brasil, voto em papel sempre foi uma festa para a fraude. Já sobrou até para o ministro Barroso, defensor do voto eletrônico no TSE, chamado de idiota e de imbecil por Jair. O irônico é que em muitos estados, o que ele disse estar fazendo se chama soltar um barro. Para bom entendedor, imagina-se o que seja o ministro para o presidente.

Eu peço sinceras desculpas aos leitores pelo palavreado vulgar deste artigo. Claro que ele carrega uma grande dose de sarcasmo, mas também certas verdades nas entrelinhas. A principal, como diziam nossa mães, é preciso lavar a boca do presidente com sabão, assim vamos poder voltar a escrever com mais elegância.

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